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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA ESTEVE EM PONTE DE LIMA

No âmbito da jornada de sensibilização e reclamação promovida pela CNA e Filiadas, a ARAAM Associação dos Agricultores do Alto Minho esteve na Feira de Ponte de Lima, onde ouviu dezenas de agricultores familiares que relataram que continuam a ser alvo dos ataques de javalis e animais selvagens nas suas culturas. Este é mais um factor que leva a que os pequenos agricultores desistam da agricultura, uma vez que estes animais destroem o seu sustento.

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MONÇÃO INVESTE NO EMPARCELAMENTO AGRÍCOLA DE MOREIRA E BARROÇAS E TAIAS

𝗜𝗻𝘃𝗲𝘀𝘁𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗳𝘂𝗻𝗱𝗶𝗮́𝗿𝗶𝗼, 𝘀𝘂𝗽𝗲𝗿𝗶𝗼𝗿 𝗮 𝟰 𝗺𝗶𝗹𝗵𝗼̃𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗲𝘂𝗿𝗼𝘀, 𝘁𝗲𝘃𝗲 𝗶𝗻𝗶́𝗰𝗶𝗼 𝗲𝗺 𝗕𝗮𝗿𝗿𝗼𝗰̧𝗮𝘀 𝗲 𝗧𝗮𝗶𝗮𝘀, 𝗮𝘃𝗮𝗻𝗰̧𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗮𝗴𝗼𝗿𝗮 𝗻𝗮 𝗳𝗿𝗲𝗴𝘂𝗲𝘀𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗠𝗼𝗿𝗲𝗶𝗿𝗮.

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O Emparcelamento Agrícola de Moreira e Barroças e Taias, adjudicado pelo valor global de 4.196.954,84 € à empresa “Restradas – Revitalização de Estradas do Norte, Lda”, teve início em finais de novembro passado, em Barroças e Taias, encontrando-se em fase de desenvolvimento.

Presentemente, já são visíveis várias áreas terraplanadas com os respetivos lotes e caminhos de circulação e acesso. O investimento cresce com naturalidade, cumprindo o objetivo que esteve na sua génese: potenciar a atividade agrícola e vinícola no Vale do Gadanha.

Com o trabalho a continuar em Barroças e Taias, o investimento fundiário teve inicio, há poucos dias, na freguesia de Moreira com as primeiras intervenções para a necessária preparação dos terrenos abrangidos. As máquinas vão começar a ouvir-se ainda no presente mês.

Nesta primeira etapa, os trabalhos do emparcelamento agrícola incidem na limpeza das parcelas, regularização de terrenos, construção/alargamento de caminhos e execução do sistema de rega. Na segunda, proceder-se-á à plantação de vinha, outras culturas e novas áreas florestais.

Entendido como estruturante para o futuro do setor agrícola/vinícola no concelho de Monção, o projeto de ordenamento fundiário, repartido pelas duas freguesias do Vale do Gadanha, contempla 529 hectares de extensão, dos quais 127 de reconversão de vinha (Alvarinho).

Considerando a sua dimensão, este investimento, ansiado há mais de duas décadas pela população local, resultará num acréscimo produtivo daquela casta nobre e singular, potenciando novos investimentos no setor e chamando novas gerações para a viticultura.

Para assegurar a parte logística e técnica do projeto, a Câmara Municipal de Monção tem disponível um gabinete de apoio, constituído por quatro pessoas, cuja função é esclarecer os proprietários e preparar toda a documentação relacionada com o registo dos lotes.

“𝗧𝗿𝗮𝘁𝗮-𝘀𝗲 𝗱𝗲 de 𝘂𝗺 𝗶𝗻𝘃𝗲𝘀𝘁𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗳𝘂𝗻𝗱𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮𝗹 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝗮𝘁𝗶𝘃𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗮𝗴𝗿𝗶́𝗰𝗼𝗹𝗮 𝗲 𝘃𝗶𝗻𝗶𝗰𝗼𝗹𝗮 𝗻𝗼 𝗩𝗮𝗹𝗲 𝗱𝗼 𝗚𝗮𝗱𝗮𝗻𝗵𝗮, 𝗿𝗲𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗮𝗻𝗱𝗼 𝘂𝗺𝗮 𝗺𝗮𝗶𝘀-𝘃𝗮𝗹𝗶𝗮 𝗲𝗰𝗼𝗻𝗼́𝗺𝗶𝗰𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗰𝗼𝗻𝗰𝗲𝗹𝗵𝗼 𝗱𝗲 𝗠𝗼𝗻𝗰̧𝗮̃𝗼” - António Barbosa.

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AMARES CRIA MUSEU DA AGRICULTURA

Museu da Agricultura vai nascer na Aldeia do Urjal

A Câmara Municipal de Amares pretende criar um museu da agricultura na Aldeia do Urjal, que potencie as caraterísticas daquele local e seja um testemunho das raízes culturais e tradições desta Aldeia da Saudade, um dos lugares turísticos mais típicos do concelho de Amares. A casa para instalação do museu já foi adquirida pela Autarquia, que se vai candidatar ao Museu da Agricultura, integrado no projeto de Dinamização das Encontas da Aldeia do Urjal e da Abadia, através do Programa de Desenvolvimento Rural 2014/2020.

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“A nossa intenção é criar um museu, uma espécie de centro interpretativo da aldeia e das comunidades rurais, que possa concentrar a tradição material e imaterial ligada à agricultura do passado e, ao mesmo tempo, ter um espaço que possa servir também de âncora à Urjalândia que, aliás, fez despertar a necessidade de ter ali um espaço que servisse de abrigo a toda a logística do evento mas que desse visibilidade a toda a riqueza cultural que envolve a Aldeia do Urjal”, refere o vice-presidente e vereador da Cultura, do Município de Amares, Isidro Araújo.

“A verdade é que o conceito agrícola se tem vindo a perder no tempo e estou certo que daqui a uns anos seguramente que nenhum jovem conhecerá, por exemplo, uma adega tradicional, ou saberá identificar um arado de lavrar ou mesmo um alambique de aguardente e este projeto vai permitir manter vivas estas tradições de geração em geração”.

De acordo com Isidro Araújo, a recuperação, pelo menos da estrutura e telhado, poderá vir a ser feita até ao verão de 2021. Numa primeira fase, o investimento da candidatura rondará os 120 mil euros.

Trilho até à Abadia para valorizar beleza paisagística

Considerando tratar-se de um local de “enorme beleza paisagística e um símbolo de um património material e imaterial que é importante preservar e dar a conhecer”, o vice-presidente, adianta que esta candidatura vai, ainda, contemplar um trilho que parta do Urjal e faça ligação à Abadia pelos locais da encosta da Abadia, para que amarenses e turistas possam desfrutar em pleno das potencialidades deste local tão aprazível.

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PAN QUESTIONA PRÁTICAS AGRÍCOLAS INTENSIVAS

A deputada do PAN, Cristina Rodrigues, interveio hoje na reunião plenária da Assembleia da República, a propósito do Projeto de Lei n.º 256/XIV/1.ª (PAN) – que determina a necessidade de avaliação de impacto da prática agrícola em modo intensivo e superintensivo de espécies arbóreas e do Projeto de Lei n.º 86/XIV/1.ª (PAN) – que visa a protecção das espécies de aves migratórias e invernantes através da interdição da colheita mecanizada de azeitonas em período nocturno.

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“Sr. Presidente, Sras e Srs. Deputados,

Nas últimas décadas tem-se verificado uma crescente reconversão de culturas agrícolas tradicionais em culturas permanentes em regime de monocultura intensiva e superintensiva em grande escala.

Isto tem acontecido principalmente na zona de regadio do Alentejo, onde a ameaça de indisponibilidade de água é real bem como o risco de desertificação.

Este modelo de produção agrícola penaliza seriamente os pequenos e médios agricultores nacionais, que muitas vezes se veem forçados a abandonar a atividade agrícola, por não conseguirem competir com outros produtores que produzem em grande escala.

Esta situação contribui igualmente para o enfraquecimento da economia local pela perda de receitas e de empregos e para a destruição das produções familiares. Para além disso, muitos dos trabalhadores agrícolas são imigrantes que vêm à procura de uma vida melhor e são sujeitos a condições indignas a que ninguém deveria estar sujeito, situação, aliás, com a qual o Governo tem confortavelmente compactuado.

E isto acontece devido a políticas agrícolas inadequadas que consecutivamente cedem em face dos interesses da indústria agroalimentar.

O Estado, que investiu dinheiro público naquela que é a maior obra de regadio deste país, disponibilizando infraestruturas e o acesso à água, e continua a subsidiar estas práticas agrícolas, tem de intervir na promoção da discussão do modelo agrícola, na regulação e na fiscalização eficaz do modo como a utilização dos recursos está a ser efetuada.

E antes que os apoiantes das culturas intensivas venham dizer que os processos são muito modernos e eficientes, faço já a referência ao facto de ter sido o Grupo de Trabalho do Olival a referir que os olivais intensivos utilizam, em média, mais do dobro de fertilizantes e fitofarmacêuticos que os tradicionais, concluindo ainda que é possível a correlação entre a contaminação dos aquíferos e a desmedida expansão de culturas intensivas e superintensivas.

A falta de regulamentação da atividade, aliada à permissividade da atual legislação relativamente à aplicação de fitofarmacêuticos, admite a sua livre aplicação na proximidade de zonas habitacionais.

Perante o quadro legal existente, o PAN considera que as culturas intensivas e superintensivas arbóreas acima de 50 ha para além de deverem ser sujeitas a Avaliação de Impacto Ambiental, também deverão ser sujeitas a Licença Ambiental, assim como se devem estabelecer zonas de protecção como medida de redução do risco de contaminação das populações.

Mas, para além de tudo isto, os sistemas agrícolas intensivos contribuem fortemente para a redução da biodiversidade. Veja-se o caso da colheita mecanizada, tecnologia cuja utilização no período noturno está associada à mortandade de aves.

De tal modo que até o ICNF tornou pública uma deliberação onde conclui que os olivicultores se deverão abster da apanha noturna de azeitona devido à mortalidade de aves que lhe está associada.

No entanto não foi tomada nenhuma decisão vinculativa quanto a esta matéria.

Com efeito, a colheita noturna constitui uma negação do compromisso de conservação de espécies de aves migratórias e invernantes, bem como da prossecução dos objetivos de conservação da natureza e sustentabilidade ambiental tanto a nível nacional como europeu.

Srs. Deputados,

Não basta dizermos que estamos comprometidos com a sustentabilidade e com a preservação das espécies, é preciso darmos provas disso.

Não basta incluir as preocupações ambientais nos programas eleitorais, como se de uma mera campanha de greenwashing se tratasse.

É preciso depois votar de acordo com estas preocupações.

E esse é desafio que vos lançamos hoje, especialmente ao PS e PSD, cuja prática tem demonstrado que se posicionam reiteradamente do lado dos grandes poluidores.

Ora, se está provado que a colheita noturna tem impactos significativos, então que se permita apenas a colheita diurna.

Se as produções arbóreas em regime intensivo e superintensivo têm impactos significativos no ambiente, então que se regulamente e fiscalize.

Em suma, precisamos de uma estratégia que aposte na proximidade, na transparência, na sustentabilidade, que seja mais humana, mais centrada nas necessidades reais das pessoas que produzem e consomem e menos orientada para o lucro em detrimento de tudo o resto.

É fundamental apostar num modelo agrícola com base em princípios de agroecologia, em que as culturas se adaptem às condições reais do território, em que as técnicas de instalação respeitem as condicionantes ambientais, onde se tem em conta as disponibilidades de água no presente e no futuro, decorrentes dos impactos das alterações climáticas, em que não se apoiam atividades insustentáveis e, em última análise, se respeitem as pessoas que habitam e ou trabalhem nestes territórios.

Esse é o caminho que devemos trilhar e para o qual as iniciativas do PAN hoje em debate contribuem.”

PARLAMENTO EUROPEU APROVA REGULAMENTO DE TRANSIÇÃO DA POLÍTICA AGRÍCOLA COMUM (PAC)

Eurodeputado do PAN desiludido com aprovação do Regulamento de Transição da PAC

Foi votada e aprovada no Parlamento Europeu (PE), durante a última sessão plenária, a passagem do relatório da Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural (AGRI) sobre o Regulamento de Transição da Política Agrícola Comum (PAC) diretamente para trílogos (negociação com a Comissão Europeia e o Conselho da União Europeia) - com 549 votos a favor, 124 contra e 15 abstenções. A alternativa teria sido o relatório ser votado em plenário pela totalidade dos eurodeputados.

O Regulamento de Transição, extensível até dois anos caso o Parlamento não chegue a um consenso para a nova PAC até 30 de outubro, tem como objetivo cobrir o período entre a PAC vigente (2014-2020) e aquela que ainda está a ser negociada para os próximos anos, que supostamente cobriria 2021-2027, mas que provavelmente só entrará em vigor em janeiro de 2023.

O Eurodeputado do partido Pessoas, Animais e Natureza (PAN), Francisco Guerreiro, em linha com os Verdes/Aliança Livre Europeia (Verdes/ALE), votou contra a passagem do relatório diretamente para trílogos, sendo que esta votação em plenário foi especificamente pedida por esta sua família política europeia.

“Como estamos a falar de um texto que vai regulamentar um dos setores mais poluentes, o setor agroalimentar, durante pelo menos um ano, e que já deveria começar a refletir a transição para uma próxima PAC mais sustentável, por questão de princípio, considero essencial que a totalidade do Parlamento tenha a oportunidade de transmitir a sua opinião. Este regulamento ficará sem o contributo das famílias políticas no PE e certamente não cumprirá critérios rigorosos de transição ecológica no sector agrícola”, afirmou Francisco Guerreiro.

Desiludido com o resultado da votação, o eurodeputado adianta ainda que o pedido dos Verdes/ALE em levar a voto em plenário a passagem da posição da Comissão AGRI foi um passo estratégico: “A Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural é, infelizmente, um grupo obtusamente conservador. Por outro lado, quando um assunto é levado a plenário para ser votado por todos os eurodeputados, o resultado tende a ser mais progressista e equilibrado. Os Verdes viram isto como a última oportunidade para apresentar em trílogos uma versão do Regulamento que caminha no sentido de inverter a degradação ambiental que as sucessivas políticas agrícolas da UE têm vindo a perpetuar”, acrescentou Francisco Guerreiro.

A família europeia do PAN no PE conseguiu, durante as negociações para o Regulamento de Transição que antecederam ao voto, que vários enfraquecimentos em termos das exigências ambientais feitas aos agricultores (e que tinham sido propostas pela Comissão) fossem corrigidos. No entanto, várias medidas para iniciar a transição para um sistema agrícola mais sustentável na UE, que estes propuseram, não foram aceites pela Comissão AGRI.

O Regulamento de Transição aprovado não propõe mudanças em termos de práticas agrícolas, nem nenhuma mudança estrutural importante para a forma como os fundos são distribuídos, continuando a privilegiar os grandes produtores e a produção superintensiva de bens agrícolas. 

Similarmente, também não corrige o problema das desigualdades de pagamentos diretos aos agricultores entre os Estados membros - a média Europeia é de 266€ por hectare subsidiado, enquanto em Portugal é 203€.

A PAC, que ainda vigora, expira no dia 31 de dezembro deste ano. Após esta data entrará então em vigor o Regulamento de Transição, para não deixar os agricultores sem apoio às suas atividades agrícolas.

BARCELOS: RECENSEAMENTO AGRÍCOLA 2019

O Instituto Nacional de Estatística (INE) está a realizar o Recenseamento Agrícola 2019 (RA 2019) desde janeiro e que se prolongará até ao final de maio 2020.

Na sequência da suspensão de entrevistas presenciais , até ao final do corrente mês, em consequência da pandemia Covid-19 , o INE informa que os agricultores serão contactados telefonicamente por entrevistadores devidamente credenciados, sendo a sua colaboração na resposta ao questionário sobre as suas explorações fundamental para garantir a qualidade da informação recolhida e consequentemente dotar o país e as regiões de um ativo de conhecimento rigoroso sobre uma atividade que continua a ser fundamental na sociedade portuguesa.

A resposta ao Recenseamento é obrigatória e confidencial (Lei 22/2008, de 13 de maio). As informações individuais constituem segredo profissional para os entrevistadores e para todos os outros profissionais envolvidos no Recenseamento. A colaboração dos agricultores é indispensável.

As estatísticas corretas permitem a adoção de medidas mais adequadas a uma boa planificação e ao desenvolvimento do sector agrícola.

Para esclarecimentos, o INE tem disponível:

Nº verde:800 10 2019| E-mail: ra2019@ine.pt

PAN OPÕE-SE AO ADIAMENTO DA ESTRATÉGIA EUROPEIA DO PRADO AO PRATO

Covid-19: PAN contra adiamento do lançamento de Estratégia Europeia do Prado ao Prato

  • Partido Popular Europeu (PSD e CDS) junta-se à agroindústria para pressionar um 2º adiamento
  • Negociações da Política Agrícola Comum 2021-2027 poderão decorrer sem as orientações desta Estratégia
  • Sustentabilidade do sistema agrícola Europeu ficará mais comprometido

 O eurodeputado do PAN (Pessoas-Animais-Natureza) opõe-se à proposta do Partido Popular Europeu (PPE) à Comissão Europeia (CE) em adiar, para depois do verão, a divulgação da Estratégia Farm to Fork / do Prado ao Prato (F2F).

Inicialmente, a Estratégia estava para ser divulgada no fim de março. No entanto, devido ao vírus Covid-19, a Comissão adiou a sua divulgação para 29 de abril. Apoiado pela agroindústria (COPA-COGECA), o PPE vem agora apelar para que haja um segundo adiamento até “pelo menos depois do verão”, refere o grupo em comunicado.

O PAN, e em linha com a sua família política Europeia dos Verdes/ALE, considera que outro adiamento da Estratégia comprometerá as metas estabelecidas pela União Europeia (EU) no Acordo de Paris e no Pacto Ecológico Europeu e, também, as ambições sustentáveis a serem definidas na Política Agrícola Comum (PAC) de 2021-2027, que se encontra em fase de negociações, também elas já atrasadas.

“A pressão do PPE, apoiada pelos grandes produtores, advém da sua incapacidade de conectar as origens do Covid-19 com o modo de produção e consumo insustentáveis que temos vindo a perpetuar enquanto sociedade. A Estratégia tem precisamente como objetivo proteger e melhorar o nosso sistema agrícola, florestal, e piscícola e mitigar os hábitos insustentáveis que originam crises ambientais e virosas como as que experienciamos. Para além disto, o PPE falha em perceber que a data de divulgação da estratégia não significa que as ‘regras adicionais’ entrem vigor no mesmo dia, por isso, nada seria ‘imposto aos agricultores’ de imediato”, afirmou Francisco Guerreiro.

As ameaças à segurança alimentar trazidas pelo vírus devem fazer-nos repensar o nosso sistema de produção: necessitamos de um sistema resiliente, produção e venda locais e cadeias de distribuição curtas, e que realmente protejam os agricultores. A Estratégia F2F é necessária para auxiliar a próxima PAC na definição dos incentivos à agricultura e para habilitar os agricultores no seu trabalho rumo a um sistema alimentar sustentável. Isto, claro, só é possível se esta transição deixar de ser retratada como uma ameaça por aqueles que aparentam não entender a urgência da situação.

“Adiar a F2F para o verão significa adiar o início do planeamento para o futuro do desenvolvimento de uma rede de distribuição alimentar resiliente e sustentável. Com a sua proposta de adiamento, o PPE (PSD e CDS) desprotege os agricultores e os consumidores, colocando-os ainda mais em risco em futuras crises económicas e epidémicas”, concluiu o eurodeputado.

A Estratégia F2F é uma das grandes bandeiras do Pacto Ecológico Europeu da CE e tem como objetivo transformar o modo como produzimos e consumimos alimentos na UE, prometendo incidir sobre assuntos como o desperdício alimentar e a rotulagem de produtos consoante a origem, valor nutricional e grau de sustentabilidade.

PAN PEDE AO GOVERNO MAIS APOIOS À PRODUÇÃO DE CULTURAS AGRÍCOLAS

COVID – 19 | ESTADO DE EMERGÊNCIA EM PORTUGAL

O PAN (Pessoas-Animais-Natureza) pretende que o Governo promova a criação de apoios à produção de culturas agrícolas, na atual situação excecional em que o país se encontra afetado pelo surto da Covid-19.

Entre as propostas do PAN, conta.se nomeadamente a criação de apoios específicos destinados aos pequenos produtores e aos produtores com produção em modo biológico, cujas vendas são maioritariamente feitas em mercados de proximidade e de pequeno retalho que agora estão encerrados.

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AGRICULTORES DE TERRAS DE BOURO RECEBEM ESCLARECIMENTOS

Gabinete de Apoio ao Agricultor e CONFAGRI prestaram esclarecimentos destinados aos agricultores de Terras de Bouro

O Gabinete de Apoio ao Agricultor do Município de Terras de Bouro e a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal, CCRL (CONFAGRI), representada na sessão pela Engenheira Isabel Santana, promoveram, a 10 de fevereiro, uma sessão no Salão Nobre dos Paços do Concelho destinada aos agricultores de Terras de Bouro.

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O Presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Manuel Tibo, agradeceu a presença de todos e registou com agrado o trabalho desenvolvido quer pelo gabinete municipal desta área,  quer à CONFAGRI pelo aconselhamento e acompanhamento que efetua junto dos nossos agricultores.

A responsável técnica da CONFAGRI fez entre outros, o ponto de situação dos pagamentos diretos, abordando igualmente o Plano de Desenvolvimento Rural.

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PAN APOIA AGRICULTURA BIOLÓGICA

Aprovada proposta do PAN para atribuição de 900 mil euros para agricultura biológica

O Parlamento aprovou em sede de discussão do Orçamento do Estado 2020 a proposta do PAN (Pessoas-Animais-Natureza) que prevê a alocação de uma verba de 900 mil euros através do Programa de Desenvolvimento Rural 2020 (PDR 2020) para apoiar novos projetos de agricultura biológica.

Apesar de na proposta de OE 2020 constar uma verba para executar, em sede do PDR2020, em medidas de apoio à agricultura biológica, era, porém, inexistente um real compromisso para a conversão dos sistemas de produção de agricultura convencional para a Agricultura Biológica”, declara o porta-voz e deputado do PAN, André Silva, referindo-se ao facto de que até à data não têm sido abertas candidaturas para a operação relativa à conversão a práticas e métodos de agricultura biológica.

Atualmente, cerca de 60% da área de produção biológica é referente a pastagens que servem de alimento a animais, que na sua maioria não seguem todo o percurso de produção biológica. Contudo, existe uma grande procura de hortícolas, frutas e cereais biológicos cuja produção nacional não consegue colmatar. Daí que, defende André Silva, “a atribuição de fundos do PDR deveria ser mais aproximada às necessidades reais dos consumidores, não privilegiando as pastagens permanentes, uma vez que já existem outros fundos específicos para esse efeito”.

Para a reabertura da medida relativa à Conversão para a Agricultura Biológica, no âmbito da proposta do PAN, haverá lugar em 2020 à dotação financeira de € 900.000,00 para novos projetos de produção de hortícolas, frutas e cereais, considerando o valor médio de conversão de 600 €/ha para uma área mínima de 1500 ha.

A proposta foi aprovada com os votos a favor do PAN, autor da proposta, do BE, PCP e PS, a abstenção do CDS-PP e do Chega e os votos contra do PSD e do Iniciativa Liberal.

ARCOS DE VALDEVEZ APOIA PRODUTORES AGRÍCOLAS

Câmara Municipal e ADRIL promovem sessão de esclarecimento no Mercado Municipal

Teve lugar esta quarta-feira, no Mercado Municipal, uma sessão de esclarecimentos promovida pela Câmara Municipal e pela ADRIL – Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Lima, para os produtores agrícolas locais, no âmbito do programa 10.2.14 – Cadeias Curtas e mercados Locais – Componente Cadeias curtas.

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Através deste projeto pretende-se apoiar a comercialização de produtos agrícolas no Mercado Municipal. Trata-se de uma medida para apoiar a agricultura familiar, promover o contacto direto e a confiança entre o produtor e o consumidor, contribuindo para o escoamento da produção local e preservação dos produtos e especialidades locais. De igual modo diminuir o desperdício alimentar e melhorar a dieta alimentar através do acesso a produtos da época, frescos e de qualidade, incentivar práticas culturais menos intensivas e ambientalmente sustentáveis.

De referir que o projeto determina um montante fixo a atribuir a cada produtor por deslocação semanal ao Mercado, no valor de 48 euros, até um limite de 3 anos, podendo cada produtor receber até 7488 euros ao longo de 3 anos. Através do mesmo poderão, ainda, ser apoiadas ações como o armazenamento, transporte e aquisição de pequenas estruturas de venda; ações de sensibilização e educação para consumidores ou outro público-alvo; o desenvolvimento de plataformas eletrónicas e materiais promocionais; e ações de promoção e sensibilização para a comercialização de proximidade junto de núcleos urbanos que permitam escoar e valorizar a produção local.

Para o Presidente da Câmara Municipal, João Manuel Esteves, este é um excelente projeto que dá novas e mais oportunidades aos produtores locais, promove a confiança nos produtos locais, cria rendimento e é benéfico a nível ambiental.

Para mais informações contactar a Câmara Municipal, através do número de telefone 258 520 500 ou do e-mail geral@cmav.pt e a ADRIL – Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Lima através dos número de telefone 258 900 600 ou do e-mail Info@adril.pt, ou ainda consultar o site www.adril.pt.

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PAREDES DE COURA DEBATE BOAS PRÁTICAS AGROFLORESTAIS

VII Jornadas Técnico-científicas de Tracção Animal

1 e 2 fev | CEIA - Vascões, Paredes de Coura

A Associação Portuguesa de Tracção Animal em colaboração com o Centro de Investigação de Montanha - Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança, a Molida (Associação Galega de Tracção Animal) e o Município de Paredes de Coura promovem sábado e domingo, 1 e 2 de fevereiro, as VII Jornadas Técnico-científicas de Tracção Animal, que vão decorrer no CEIA - Centro de Educação e Interpretação Ambiental, em Vascões, Paredes de Coura.

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Subordinadas ao tema das boas práticas agroflorestais, estas VII Jornadas Técnico-científicas de Tracção Animal contemplam os painéis “Repensar a agricultura - O poder, os subsídios e as alterações climáticas na sustentabilidade agrícola”, “Boas práticas agroflorestais e estado físico do solo: alguns elementos de reflexão a partir da experiência com tração animal” e “Boas práticas de gestão florestal - fogo prescrito integrado”, que serão desenvolvidos por reconhecidos académicos e técnicos.

De participação gratuita mas sujeitas a inscrição prévia, nos dois dias de trabalhos há a registar as comunicações de Emanuel Oliveira (técnico consultor na área dos Fogos Florestais), Tomás de Figueiredo (CIMO/ESA-IPB), João Brandão Rodrigues (APTRAN) e José Raul Ribeiro (agrónomo - profissional independente), bem como as ações de campo com demonstrações de boas ​​ práticas florestais, incluindo demonstração prática de fogo prescrito e gestão florestal com tração animal.

Programa

Sábado, 1 de fevereiro de 2020 ​​

14h30 - Abertura do secretariado / Receção dos participantes 

15h00 - Boas práticas de gestão florestal - fogo prescrito integrado. Emanuel Oliveira (Técnico Consultor na área dos Fogos Florestais)​

15h45 - Boas práticas agroflorestais e estado físico do solo: alguns elementos de reflexão a partir da experiência com tração animal. Tomás de Figueiredo (CIMO / ESA-IPB) 

16h30 - Pausa para café

17h00 – O potencial da tração animal na gestão florestal. João Brandão Rodrigues (APTRAN) 

17h45 – Debate

18h30 - Encerramento dos trabalhos

Domingo, 2 de Fevereiro de 2020 

09h30 - Receção dos participantes 

09h45 - Repensar a agricultura - O poder, os subsídios e as alterações climáticas na sustentabilidade agrícola. José Raul Ribeiro. Agrónomo - Profissional independente

10h30 - Pausa para café 

11h00 - Demonstração de boas práticas florestais (Paisagem Protegida do Corno de Bico):

- Demonstração prática de fogo prescrito

- Gestão florestal com tração animal 

13h30 - Almoço de campo (responsabilidade dos participantes) 

15h00 - Encerramento dos trabalhos

PAREDES DE COURA REALIZA JORNADAS SOBRE BOAS PRÁTICAS AGROFLORESTAIS

VII Jornadas Técnico-científicas de Tracção Animal. Boas práticas agroflorestais

1 e 2 fev | CEIA - Vascões, Paredes de Coura

“Repensar a agricultura - O poder, os subsídios e as alterações climáticas na sustentabilidade agrícola”, “Boas práticas agroflorestais e estado físico do solo: alguns elementos de reflexão a partir da experiência com tração animal” e “Boas práticas de gestão florestal - fogo prescrito integrado” são alguns dos temas a desenvolver nas VII Jornadas Técnico-científicas de Tracção Animal, que decorrem nos dias 1 e 2 de fevereiro no CEIA - Centro de Educação e Interpretação Ambiental, em Vascões, Paredes de Coura.

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Promovidas pela Associação Portuguesa de Tracção Animal em colaboração com o Centro de Investigação de Montanha - Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança, a Molida (Associação Galega de Tracção Animal) e o Município de Paredes de Coura, estas VII Jornadas Técnico-científicas de Tracção Animal estão subordinadas ao tema das boas práticas agroflorestais, têm participação gratuita mas sujeitas a inscrição prévia.

Dos dois dias de trabalhos, há a registar as comunicações de Emanuel Oliveira (técnico consultor na área dos Fogos Florestais), Tomás de Figueiredo (CIMO/ESA-IPB), João Brandão Rodrigues (APTRAN) e José Raul Ribeiro (agrónomo - profissional independente), bem como as ações de campo com demonstrações de boas ​​ práticas florestais, incluindo demonstração prática de fogo prescrito e gestão florestal com tração animal.

Programa

Sábado, 1 de fevereiro de 2020

14h30 - Abertura do secretariado / Receção dos participantes 

15h00 - Boas práticas de gestão florestal - fogo prescrito integrado. Emanuel Oliveira (Técnico Consultor na área dos Fogos Florestais)​

15h45 - Boas práticas agroflorestais e estado físico do solo: alguns elementos de reflexão a partir da experiência com tração animal. Tomás de Figueiredo (CIMO / ESA-IPB)

16h30 - Pausa para café

17h00 – O potencial da tracção animal na gestão florestal. João Brandão Rodrigues (APTRAN) 

17h45 - Debate 

18h30 - Encerramento dos trabalhos

Domingo, 2 de Fevereiro de 2020 

09h30 - Receção dos participantes 

09h45 - Repensar a agricultura - O poder, os subsídios e as alterações climáticas na sustentabilidade agrícola. José Raul Ribeiro. Agrónomo - Profissional independente

10h30 - Pausa para café 

11h00 - Demonstração de boas práticas florestais (Paisagem Protegida do Corno de Bico):

- Demonstração prática de fogo prescrito

- Gestão florestal com tracção animal 

13h30 - Almoço de campo (responsabilidade dos participantes)

15h00 - Encerramento dos trabalhos

MONÇÃO: COMEÇARAM AS OBRAS DO EMPARCELAMENTO AGRÍCOLA EM MOREIRA E BARROÇAS E TAIAS

O Emparcelamento Agrícola de Moreira e Barroças e Taias, adjudicado pelo valor de 4.196.954,84 €, IVA incluído, à empresa “Restradas – Revitalização de Estradas do Norte, Lda”, iniciou-se esta segunda feira, 18 de novembro. Esta manhã, o presidente da Câmara Municipal de Monção, António Barbosa, esteve em Barroças e Taias a acompanhar os primeiros trabalhos. A seu lado, o presidente da junta de freguesia, Almerindo Marinho.

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Na primeira fase, a intervenção incide na limpeza das parcelas, regularização de terrenos e construção/alargamento de caminhos. Na segunda fase, proceder-se-á à plantação de vinha e outras culturas. Não havendo contratempos, este investimento deverá estar concluído no primeiro trimestre de 2022.

Entendido como estruturante para o futuro do setor agrícola/vinícola no concelho de Monção, o projeto de ordenamento fundiário, repartido pelas duas freguesias do Vale do Gadanha, contempla 529 hectares de extensão, dos quais 127 de reconversão de vinha (Alvarinho).

Considerando a sua dimensão, este investimento, ansiado há mais de duas décadas pela população local, resultará num acréscimo produtivo daquela casta nobre e singular, potenciando novos investimentos no setor e chamando novas gerações para a viticultura. 

Com o propósito de prestar todas as informações referentes ao projeto fundiário e dissipar eventuais dúvidas das populações locais, realizaram-se, em finais de março, sessões de esclarecimento nas sedes das juntas de freguesia de Moreira e Barroças e Taias. 

Desde o dia 11 até ao dia 22, decorrem reuniões para a formalização do requerimento a apresentar à Direção Regional da Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN) para dar início ao processo de constituição da(s) junta(s) de agricultores que fará(ão) a gestão do regadio do emparcelamento.

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BLOCO DE ESQUERDA RECLAMA AVALIAÇÃO DOS PREJUÍZOS PROVOCADOS PELA DOENÇA DOS CASTANHEIROS E COMPENSAÇÃO AOS AGRICULTORES AFETADOS

O Bloco de Esquerda quer saber se o Governo está a acompanhar o aparecimento de uma nova doença que está a afetar gravemente os castanheiros e se está a fazer o levantamento dos prejuízos provocados na região do Minho e Alto Minho.

Em causa está o aparecimento de uma doença conhecida por  “podridão da castanha", provocada pelo fungo gnomoniopis castanea, que, de acordo com o especialista e docente na UTAD, José Gomes Laranjo, ainda não há um tratamento para o fungo devido à falta de estudos sobre a biologia do fungo que provoca a podridão da castanha e sobre o seu tratamento, sublinhando que em Itália a produção de castanha sofreu quebras de 70% a 80%.

No documento entregue na Assembleia da República, os deputados do Bloco de Esquerda eleitos pelo Minho, José Maria Cardoso e Alexandra Vieira, afirmam que "os produtores de castanha encontram-se numa situação desesperante, pois não existe uma estratégia de ação nem medidas de proteção fitossanitária eficientes para esta cultura e adequadas à sua realidade atual. Muitos deles vivem, em consequência, uma situação de insustentabilidade da sua atividade e merecem o apoio do Estado de forma a conseguirem ultrapassar a perda de rendimentos da cultura e a responder eficientemente a este complexo de pragas e doenças, tornando os seus sistemas culturais mais resilientes".

Por isso, os bloquistas querem saber que medidas pensa o Governo tomar para compensar as perdas destes agricultores e que medidas prevê o Governo tomar para apoiar os produtores de castanha na prevenção e combate a estes problemas fitossanitários no futuro.

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PAN QUER PORTUGAL A SEGUIR O EXEMPLO ESPANHOL E A RESTRINGIR A COLHEITA MECANIZADA DE AZEITONAS

  • Espanha determina suspensão da colheita mecanizada de azeitonas, entre o pôr-do-sol e o amanhecer até ao dia 1 de maio de 2019
  • É necessária uma avaliação independente do impacto ambiental que esta atividade exerce sobre a avifauna
  • Em resposta a pergunta do PAN o Governo comprometeu-se com realização de estudo e regulamentação da atividade que ainda não avançaram
  • PAN apresenta requerimento ao Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural que quer medida vinculativa em Portugal

Em Espanha, por intermédio da Junta da Andaluzia, a Consejeria de Agricultura, Ganaderia, Pesca de Desarrollo Sostenible publicou a 15 de Outubro de 2019, com base no princípio da prevenção, uma decisão vinculativa  onde determina a suspensão da colheita mecanizada de azeitonas, entre o pôr-do-sol e o amanhecer até ao dia 1 de Maio de 2019, até que  seja elaborada uma avaliação independente do impacto ambiental que esta atividade exerce sobre a avifauna.

Em pergunta parlamentar n.º 1001/XIII/4ª, o PAN, Pessoas-Animais-Natureza, questionou o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural relativamente às ações que pretendia adotar para a prevenção e minimização do impacto desta atividade. Como resposta, em fevereiro de 2019, o MAFDR informou que através do ICNF, “determinou a realização de um estudo e o acompanhamento desta situação, para avaliar potenciais impactes associados a esta prática de colheita” e que o estudo irá identificar a eventual necessidade de regulamentar a atividade “com vista a minorar o impacto desta prática na biodiversidade”.

No entanto, com o aproximar da nova época da colheita de azeitona, não foi divulgado o estudo nem foi regulamentada a atividade o que resultará, certamente em impactos negativos na biodiversidade, tal como aconteceu na época passada.

O PAN avançou agora para um requerimento ao Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural que quer a suspensão da colheita mecanizada de azeitonas, na época de 2019/2020, entre o pôr-do-sol e o amanhecer, com base no princípio da prevenção.

A reconversão do método de cultivo tradicional dos olivais para intensivo e superintensivo alterou o método de colheita da azeitona, sendo que para otimizar a produção tem vindo a ser adotada, neste tipo de olivais, a colheita mecanizada em modo contínuo, ou seja, durante todo o dia e noite.

Tanto na Andaluzia como no Sul de Portugal, foram detetados casos de grande mortalidade na população de aves migratórias no decorrer da atividade das últimas colheitas noturnas de azeitona em olivais intensivos e superintensivos.

Segundo declarações do presidente do ICNF à comunicação social, através de ações de fiscalização efetuadas a 25 cargas de azeitonas colhidas em 75 hectares, verificou-se a mortalidade de 480 aves, representando uma média de 6,4 aves mortas por hectare. Extrapolando-se este valor para os 15 mil hectares de olival intensivo existentes, esta atividade representa a morte de 96 mil aves migratórias anualmente.