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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ÁFRICA DANÇA NO FOLKLOURES’19

Jovens descendentes de naturais dos antigos territórios portugueses em África trazem ao FolkLoures as danças tradicionais  de Angola, Congo, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Côte d’Ivoire.

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São os “Black Gold” e estão radicados na região de Lisboa e, apesar de na sua maioria já terem nascido em Portugal, procuram deste modo preservar as suas raízes culturais.

O FolkLoures é também o palco da cultura tradicional das comunidades imigrantes que vivem em Portugal, contribuindo para a compreensão mútua e o estreitamento dos laços fraternos entre os povos.

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BRAGA EXPÕE MÁSCARAS AFRICANAS

De 31 de Janeiro a 28 de Fevereiro, Estufa do Parque da Ponte acolhe exposição de máscaras africanas

A Estufa do Parque da Ponte acolhe entre 31 de Janeiro e 28 de Fevereiro a exposição Pangea - Mascaras Africanas em contexto urbano, de Mudungase. A inauguração está agendada para o próximo dia 31 de Janeiro, às 19h00.

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Nesta exposição o artista moçambicano apresenta alguns dos trabalhos que trouxe do seu país e outros da residência artística que está a desenvolver em Braga com a Maria Augusta Produções. A exposição também serve de contexto para as oficinas dirigidas ao público mais jovem que vai estar a orientar na videoteca do Parque S. João da Ponte.

As oficinas de criatividade Sensacional têm o foco no ambiente, na ideia de reciclagem, na carte e na partilha cultural, as oficinas pretendem estimular a criatividade sensacional de cada um na presença de diferentes resíduos sólidos urbanos.

ESCRITOR ALFREDO DE SOUSA TOMAZ APRESENTA EM OURÉM O LIVRO “O HOMEM QUE NÃO TINHA UMA FAZENDA EM ÁFRICA

O escritor reside em Ponte da Barca onde recentemente apresentou a sua obra na Casa da Cultura

Data: 22 de Abril / Hora: 14h30

“O homem que não tinha uma fazenda em África”, da autoria de Alfredo de Sousa Tomaz, vai ser apresentado no dia 22 de Abril, às 14h30. É o dia dedicado aos "Poetas Oureenses", integrado na "Festa do Livro de Ourém 2018" que decorre de 18 a 25 de Abril, no antigo edifício dos Paços do Concelho e na Praça D. Maria II.

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Esta iniciativa tem um programa variado com diversas atividades, nomeadamente, encontros com escritores e ilustradores, sessões de autógrafos, recitais, mostra de produtos regionais, feira do livro, concurso concelhio de leitura, música, percurso artístico-literário, dança com livros, teatro e horas do conto.

Destaque para o VIII Concurso Concelhio de Leitura dirigido aos alunos do 1 e 2º ciclos das escolas do concelho, além dos encontros com vários autores e ilustradores e um espaço dedicado aos escritores ourienses.

A Festa do Livro é organizada pela Câmara Municipal de Ourém - Biblioteca Municipal com o apoio da Rede de Bibliotecas do Concelho de Ourém, Museu Municipal de Ourém - Casa do Administrador e a Livraria Arquivo.

Programa detalhado em www.ourem.pt

Com prefácio de Ricardo de Saavedra, conceituado jornalista e escritor, a obra compila uma série de histórias vividas pelo autor, desde que partiu para Angola ainda criança até ao momento em que teve de a deixar compulsivamente 25 anos depois.

Mais de quatro anos depois de se ter lançado nesta "aventura", Alfredo de Sousa Tomaz vê agora o nascer deste "filho", impulsionado, segundo o autor, pela publicação na revista Notícias Magazine, suplemento do Jornal de Notícias e Diário de Notícias, em 2010, de algumas das suas histórias de África: "como tinha muitas mais histórias para contar, decidi reuni-las em livro."

O autor refere, ainda, o orgulho em poder apresentar a obra em Ponte da Barca pois "embora não tendo nascido em Ponte da Barca, nem tampouco no Minho, escolhi para viver esta terra que me adoptou.”

Tal como Ricardo de Saavedra descreve no prefácio é este "livro sereno, perpassado por vezes de um subtil humor, que constitui uma achega preciosa à história que no terreno e dia a dia se viveu e ninguém teve ainda coragem para escrever.”

Alfredo Tomaz nasceu na Cova da Iria, Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, a 29 de Julho de 1942. Sexto filho de uma família numerosa e modesta, seu pai, para dar melhores condições de vida aos seus, partiu para Angola no início da década de 50 com os seus irmãos mais velhos, tendo-se-lhes juntado pouco depois o resto da família. Em Outubro de 1961 regressou a Portugal para cumprir o serviço militar na Força Aérea, onde permaneceu até Janeiro de 1965. Pouco depois de regressar a Luanda conheceu Maria de Fátima, com quem veio a casar em Dezembro de 1967. Dessa união nasceram dois filhos.

Em Luanda a sua atividade profissional esteve quase sempre ligada às viagens e turismo, tendo trabalhado na Companhia Nacional de Navegação e numa agência de viagens.

Em 1976, depois de um quarto de século de aventuras, venturas e desventuras, o autor regressou definitivamente a Portugal com a família, tendo-se fixado em Matosinhos, onde exerceu a sua atividade comercial até 2007. Atingida a idade da reforma, foi viver com a esposa para Ponte da Barca, Alto Minho, onde permanecem até hoje, assumindo orgulhosamente a condição de “minhotos adotivos”. Esta obra, não sendo exatamente uma autobiografia, é, contudo, baseada no percurso de vida do autor por terras de África.

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MINHOTOS DANÇAM NA REPÚBLICA DA ÁFRICA DO SUL

A República da África do Sul é porventura o país não lusófono que acolhe o maior número de portugueses no continente africano. Constituída sobretudo por emigrantes minhotos e madeirenses, muitos dos quais anteriormente residentes nos antigos territórios ultramarinos de Angola e Moçambique, a comunidade portuguesa naquele país calcula-se em cerca de um milhão de pessoas e encontra-se radicada sobretudo em Joanesburgo, grandiosa cidade com mais de cinco milhões de habitantes.

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Os portugueses que ali vivem são gente laboriosa e pacífica que, à semelhança do feito realizado há mais de cinco séculos pelo navegador Bartolomeu Dias, também procura dobrar o Cabo das Tormentas e fazer dele o Cabo da Boa Esperança.

Como não podia deixar de suceder, o associativismo constitui um meio dos nossos compatriotas estreitarem os laços entre si e preservarem a sua identidade cultural, conservarem as suas raízes e fomentar o espírito de entreajuda. A par das Misericórdias e dos forcados, as chamadas coletividades de cultura e recreio representam uma marca do caráter português e uma das criações genuínas do nosso povo.

Entre as associações portuguesas estabelecidas na África do Sul conta-se o Rancho Folclórico “Terras do Norte”, constituído em Marlvern, na cidade de Joanesburgo, em 15 de fevereiro de 1985. Através da música, das danças e dos trajes tradicionais que exibem, este grupo procura representar os usos e costumes da região do Minho e, sobretudo, manter vivas as tradições da nossa região naquelas longínquas paragens do continente africano.

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“OS MORROS DE NÓQUI”: UM LIVRO DE FICÇÃO DE CLÁUDIO LIMA

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O livro“Os Morros de Nóqui”, de Cláudio Lima é uma pequena obra que reúne três relatos ficcionados que reconstituem cenários da guerra colonial vividos no norte de Angola, experiência aliás vivida pelo próprio autor entre 1967 e 1969 com a patente de alferes miliciano. Retratos humanos de quem foi chamado a cumprir um dever em paragens longínquas que se acreditava serem parte integrante da Pátria, o dilema de um graduado cujo destino acabaria por resolver ou o acerto de contas do humilde soldado que na sua simplicidade havia sido humilhado. São histórias de gente simples que viveu momentos particularmente marcantes em contextos bastante diferentes aos que se encontravam habituados e em relação aos quais teve de se adaptar e sobreviver. Em síntese, experiências vividas pelos portugueses num período ainda recente da nossa História. Como adverte o próprio autor, “são estórias, não é a História. Daí que nomes, situações, toponímias, etc. sejam fictícios, adulterados ou descontextualizados. Serão, porventura, verosímeis; não são, factualmente, verdadeiros.”

Os Morros de Nóqui” tem a chancela da Editora Ausência e apresenta uma capa graficamente bem concebida da autoria de Nuno Rogério. A cerimónia do seu lançamento teve lugar no passado mês de Outubro, na Casa-Museu Nogueira da Silva por iniciativa da Biblioteca Pública de Braga da Universidade do Minho e da Editora Ausência, tendo a sua apresentação sido feita pelo escritor Dr. Jaime Ferreri.