SOPRANO BRACARENSE ELISABETE MATOS SOBE AO PALCO DO TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS PARA INTERPRETAR LADY MACBETH NA ÓPERA DE GIUSEPPE VERDI
Elisabete Matos é Lady Macbeth na ópera de Giuseppe Verdi (1813-1901) — com libreto de Francesco Maria Piave baseado na tragédia homónima de William Shakespeare — que o Teatro Nacional de São Carlos apresenta a partir de hoje, às 20:00, com o Coro do TNSC e a Orquestra Sinfónica Portuguesa, e que tem lotação esgotada em todas as récitas.

MACBETH
Giuseppe Verdi (1813-1901)
dramma lirico em quatro atos
Libreto Francesco Maria Piave
Baseado na tragédia homónima de William Shakespeare
Lisboa, Teatro Nacional de São Carlos
21, 23, 25 e 27 de fevereiro (20h); 1 de março (16h)
Direção musical Domenico Longo
Encenação Elena Barbalich
Cenografia e figurinos Tommaso Lagattolla
Desenho de luz Giuseppe Ruggiero
Macbeth Àngel Òdena
Lady Macbeth Elisabete Matos
Macduff Enzo Peroni
Banco Giacomo Prestia
Malcolm Marco Alves dos Santos
O Médico João Oliveira
Aia de Lady Macbeth Bárbara Barradas
Um criado André Henriques
Um sicário André Henriques
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro titular do Coro Giovanni Andreoli

O drama psicológico em torno da ambição desmesurada e do sentimento de culpa de Macbeth e, sobretudo, de Lady Macbeth (cuja centralidade é destacada pelas opções dramatúrgicas de Verdi) coexiste com o tema da insurreição coletiva contra a tirania.
“Tenha em atenção que os papéis principais desta ópera são, e só podem ser, três: Macbeth, Lady Macbeth e o coro das bruxas. As bruxas dominam o drama; é nelas que tudo tem origem – grosseiras e mexeriqueiras no Ato I, exaltadas e proféticas no Ato III. Traçam uma personagem autêntica e de grande importância” (Carta de Verdi a L. Escudier, 08.02.1865).
A escolha de Macbeth constitui um momento singularmente importante na carreira de Giuseppe Verdi, visto tratar-se da sua primeira incursão criativa na dramaturgia de Shakespeare, circunstância que lhe imprimirá um novo estímulo e fulgor. É também a ocasião em que o compositor sente uma distinta intimidade com a estética do Romantismo, desenvolvendo um universo simbólico que redimensiona e intensifica o seu vocabulário dramático.
