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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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SARDINHAS “MINHOTA” É UMA DAS MARCAS MAIS ANTIGAS DA INDÚSTRIA CONSERVEIRA PORTUGUESA – A RAÇÃO DE COMBATE QUE VIROU GOURMET

Remonta aos começos do século XIX a invenção da comida enlatada, atribuindo-se ao industrial francês Nicolas Appert o invento do método de conservação dos alimentos através do seu aquecimento e acondicionamento em recipientes fechados como forma de interromper o processo de fermentação, segundo Pasteur como forma de eliminar os microrganismos. Durante muito tempo, este invento destinou-se a ser utilizado pelas tropas em campanha como ração de combate, o que ainda se verifica.

A elevada utilização da comida enlatada nas trincheiras da Primeira Grande Guerra, assistiu-se a um grande incremento da indústria conserveira. Em Portugal, devido à sua localização costeira, esta atividade centrou-se preferencialmente no embalamento de espécies piscícolas como o atum e a sardinha. Com o decorrer do tempo, o consumo de produtos alimentares em embalagens de metal generalizou-se como uma forma nomeadamente de reduzir os inconvenientes resultantes do armazenamento das embalagens, aumentando contudo os custos ambientais e a necessidade de se proceder à reciclagem.

O consumo das conservas veio a generalizar-se e a ser usado também pela população civil no seu consumo diário, facto a que não é alheio, entre outros aspetos, a publicidade que foi criada à sua volta, associando inclusive o produto a uma ideia de tradição que na realidade não existia. Exemplo disso, são as latas de sardinhas “Minhota”, com a sua embalagem colorida e atraente exibindo uma lavradeira minhota.