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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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RUSGA DE SÃO VICENTE DE BRAGA PROSSEGUE COMEMORAÇÕES DO 50º ANIVERSÁRIO

"Há 50 anos a Rusgar; um legado herdado, a transmitir e a rentabilizar".

No âmbito dos festejos Sanjoaninos bracarenses, a Rusga de São Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho iniciou na passada semana, com um conjunto de três iniciativas - o 'Descerrar da lápide evocativa ao Fecisco', o 'Cortejo das Rusgas' e a 'Procissão de São João', o 4º tema das comemorações do seu 50º aniversário, sob a designação: "Há 50 anos a Rusgar; um legado herdado, a transmitir e a rentabilizar".

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O descerrar da lápide evocativa ao 'Fecisco', José Teixeira Gomes Machado, de seu nome, enquanto membro fundador da Rusga, aconteceu tal como estava previsto, às 12:00h do dia 23, na rua do Burgo nº 3, casa onde viveu. Tal como era nosso propósito, tratou-se de uma homenagem simples mas repleta de significado. Foram muitos os que se associaram à Rusga para prestar tributo ao popular bracarense, desde os elementos da Rusga, familiares, amigos do burgo vicentino entre outros admiradores bracarenses. Debaixo de muitas emoções e de algumas lágrimas não contidas, foram relembrados alguns dos mais significativos momentos naquele espaço vivenciados. Como tudo surgiu a partir de uma conversa entre dois amigos, o 'Fecisco' e 'Gaspar Maleiro'. As inúmeras atividades rusgueiras ali idealizadas e preparadas. Após a bênção da placa e de uma curta intervenção por parte de José Pinto, presidente da associação, cantaram-se dois dos espécimes da religiosidade popular, que o 'Fecisco' mais gostava, 'A Senhora do Sameiro' e o 'São João Antigo'. Os prolongados aplausos finais, entendê-mo-los, como um reconhecimento ao homenageado, e, um estímulo aos atuais elementos que compõe a 'Família Rusgueira', no sentido de prosseguirem a sua senda.

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Ainda no dia 23, na grande noitada de São João, foram mais de 80 elementos que registaram a sua presença no 'Cortejo das Rusgas'. Em noite de aniversário (1965/2016), registamos 51 edições ininterruptas, descendo a Avenida em direção ao São João da Ponte, dançando e cantando, ao som dos aplausos e muitas marteladas de quem nos aguardava pela passagem. Chegados ao terreiro da romaria, ali fizemos como manda a tradição, a última exibição. Como de costume, e respeitando a tradição, no final, procedeu-se à partilha do merendeiro com todos os elementos participantes e demais convidados, nomeadamente os nossos amigos da Ronda Típica da Meadela, Viana do Castelo, em representação do Alto-Minho. Após a degustação do justo e merecido repasto, cantamos os parabéns à Rusga e partilhamos o bolo de aniversário.

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No dia seguinte, sexta-feira, pelas 18.00h, a Rusga de São Vicente de Braga, participou, como vem sendo norma, há quase três décadas, na soleníssima procissão de São João, que sai com é habitual, da Sé Catedral, percorrendo as principais artérias da cidade. Com a apresentação deste trecho religioso, pretende-se retratar os romeiros, que regra geral, fecham os cortejos processionais, empunhando ex-votos, velas, cabeças de cera ou ramos de cravos. A indumentária envergada, por parte delas e deles, embelezada por ricas peças da ourivesaria minhota, é a mais rica que se tem.

No fim da procissão, conjuntamente coma banda de São Miguel de Cabreiros, acompanhamos o andor do Santo Percursor até ao Largo São João do Souto. Aí, procedeu-se à despedida a São João, com o entoar de cânticos da religiosidade popular em honra do Santo.

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Rusgus Vicentinus visita as Termas Romanas de Chaves.

No próximo domingo, dia 3, no âmbito do projeto "O Rusgus Vicentinus visita", a Rusga de São Vicente e Braga - GEBM, visita as Termas Romanas de 'Aquae Flavia', Chaves. Esta visita, será conduzida pelo arqueólogo Sérgio Carneiro, diretor científico das escavações das Termas Romanas de Chaves, situadas no centro da cidade, no Largo do Arrabalde, em frente ao edifício do Tribunal.

O projeto "O Rusgus Vicentinus visita", visa promover a visita a sítios, territórios e respetivas comunidades, ou, monumentos de interesse histórico e patrimonial, tendo por principais destinatários, os elementos rusgueiros, familiares, amigos e demais interessados por estas temáticas.

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