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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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REALIZADORA CATARINA MOURÃO VISITA ARCOS DE VALDEVEZ, TERRA NATAL DO SEU AVÔ, O ESCRITOR TOMAZ DE FIGUEIREDO

Catarina Mourão: passagem “emotiva” da realizadora por Arcos de Valdevez

A 12.ª edição do Doc’s Kingdom – Seminário Internacional sobre Cinema Documental, decorrido entre 20 e 25 de Setembro pela primeira vez em Arcos de Valdevez, foi marcada pela presença da realizadora Catarina Mourão, neta de Tomaz de Figueiredo, escritor que viveu neste município da região do Minho.

O auditório da Casa das Artes de Arcos de Valdevez encheu na noite de 20 de Setembro para a sessão de abertura do seminário, onde foi exibido A TOCA DO LOBO (2014), filme de Catarina Mourão centrado no seu avô, o escritor Tomaz de Figueiredo, romancista, contista e poeta que teve em Arcos de Valdevez o seu poiso criativo e deu nome à Biblioteca Municipal.

O filme, que integrou a Competição Nacional do festival IndieLisboa 2014, tendo obtido o Prémio do Público para Longa-metragem Fox Movies, foi recebido pelos participantes no seminário e outros espectadores com aplausos. O evento contou com a presença do Presidente do Municipio João Manuel Esteves, do membro da direção da Apordoc – Associação pelo Documentário Pedro Fernandes Duarte, da realizadora Catarina Mourão, do director do seminário Nuno Lisboa e do director da Cinemateca Portuguesa e fundador do seminário José Manuel Costa.

Na cerimónia, a realizadora Catarina Mourão, para quem não existem fantasmas mas que acredita que o espírito do seu avô estaria a “pairar nesta sessão”, lembrou a “coincidência” do convite prévio a que mostrasse o seu filme, com passagens rodadas na vila arcuense, “quando ainda não se sabia que o seminário viria para Arcos de Valdevez”. A documentarista acrescentou ser “uma ocasião especialmente emotiva” e como o “fecho de um ciclo”.

O programa do seminário fechou com a exibição da primeira longa-metragem de Catarina Mourão, A DAMA DE CHANDOR (1999), filmada em Goa num palácio de origem colonial trinta e cinco anos depois da independência daquele país.

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Catarina Mourão nasceu em Lisboa, estudou Música, Direito e Cinema (mestrado na Universidade de Bristol). É co-fundadora da Apordoc – Associação pelo Documentário e leciona cinema e documentário desde 2000, ano em que criou, com Catarina Alves da Costa, a produtora Laranja Azul. Nome consagrado do documentário português, realizou seis longas-metragens, entre as quais A MINHA ALDEIA JÁ NÃO MORA AQUI (2006), sobre a velha Aldeia da Luz, desaparecida com a barragem do Alqueva, e PELAS SOMBRAS (2010), centrado no universo da artista plástica Lourdes Castro e na casa que construiu com Manuel Zimbro na Madeira.

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