QUEM É JOSÉ ARTUR BRITO, FUNDADOR E DIRIGENTE DO GRUPO DE FOLCLORE DAS TERRAS DA NÓBREGA?
Fundado a 19 de Abril de 2013, o Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega é o mais recente Agrupamento de Folclore e Etnografia Minhotos sediado na região de Lisboa. Formado por um punhado de conscientes e entusiastas folcloristas, o Grupo de Folclore das Terras de Nóbrega pretende ser uma referência no panorama nacional pelo seu rigor e acuidade etno-folclórica, e um lídimo representante das tradições, usos, costumes, Folclore e Etnografia das Terras da Nóbrega. As Terras da Nóbrega encontram-se na sua maioria representadas geograficamente pelo actual Concelho de Ponte da Barca no nordeste da Província do Minho.

Este Grupo, sediado em Carnaxide, no Concelho de Oeiras, foi formado por um punhado de conscientes e entusiastas folcloristas, a maioria já com vários anos de experiência noutros Agrupamentos de Folclore Minhoto, contando com diversos anos de estudo, pesquisa e recolha naquela região fazendo do seu espólio de danças e cantares, lendas e narrativas, usos e costumes, trajes e indumentárias, um tesouro ímpar. Desde a sua fundação, a liderança técnica e executiva do Grupo está nas mãos do Doutor José Artur Brito.

Nascido a 18 de Dezembro de 1977 em Alvalade (Concelho e Distrito de Lisboa), o Doutor José Artur Brito desde muito cedo começou a prestar atenção ao Folclore, à Etnografia e à Cultura Tradicional Portuguesa. Sendo oriundo de uma família minhota com raízes no Vale do Rio Coura e na Encosta da Serra d’Arga, o Folclore surgiu-lhe como algo natural devido às vivências que teve em contexto familiar e regional de serões de família, malhadas, cegadas, vindimas, matanças de porco e bailes. Contudo, só mais tarde, em 1995, aquando do seu ingresso no Rancho Folclórico da Casa do Minho em Lisboa, percebeu que aquilo que ele chegara a viver e a experienciar tinha um nome, se estudava, se documentava e se tentava representar em palco para outros apreciarem: chamava-se Folclore.
Fruto do seu interesse e dedicação, rapidamente ascendeu a Ensaiador-Adjunto do referido Rancho Folclórico e desde essa altura começou a recolher, registar e salvaguardar um espólio de danças, cantares, peças de indumentária, lendas, adivinhas, lenga-lengas e outros aspectos da cultura tradicional tendo dado particular cuidado à Serra d’Arga e Vale do Coura, mas também às Terras da Nóbrega (influência e interesse que lhe surgiu pelo casamento com a Dona Liliana Viana de Brito, natural da freguesia de Oleiros no Concelho de Ponte da Barca).

Tendo ingressado na Universidade em 1996, o Doutor José Artur Brito licenciou-se em Engenharia Biotecnológica pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tencologias em 2001. Em 1998 foi Presidente da Associação Académica daquela Insitutição de Ensino Superior tendo pouco tempo depois interrompido a sua ligação à Casa do Minho em Lisboa e assumido a Direcção Técnica do Grupo de Danças e Cantares Besclore (Grupo de Folclore de representatividade etno-folclórica minhota inserido no Grupo Cultural e Desportivo dos Trabalhadores do Banco Espírito Santo). Ao longo de 13 anos (entre 2000 e 2013), altura em que foi Ensaiador do Besclore, com uma pequena interrupção no início de 2006, o Doutor José Artur Brito reformou completamente este Grupo de Folclore, elevando-o a um dos mais representativos Grupos nacionais de Folclore minhoto e presença assídua nalguns dos melhores Festivais de Folclore do país. Foi pela mão do Doutor José Artur Brito e do Besclore que eventos como “O Minho em Lisboa” e “Encontro de Reisadas e Cantares ao Menino” (o primeiro encontro do género na região de Lisboa que muitos Grupos vieram a organizar posteriormente), tiveram lugar.

Mesmo com uma dedicação total, por todos reconhecida, ao Grupo Besclore, o Doutor José Artur Brito colaborou também ao longo desses anos com outros Agrupamentos de Folclore, nomeadamente com o Rancho Folclórico e Cultural de São Julião de Valença, Rancho Folclórico de São Pedro de Souto de Arcos de Valdevez, Grupo Folclórico da Universidade do Minho de Braga, Rancho Folclórico das Lavradeiras de Oleiros de Ponte da Barca, tendo sido também Ensaiador do Grupo Folclórico do Clube de Campismo de Lisboa. Além destas colaborações, o Doutor José Artur Brito manteve ta,bém uma intensa actividade Associativa Regional tendo sido Secretário da Mesa da Assembleia Geral da Casa do Concelho de Valença e Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Casa do Minho em Lisboa.
Além do Folclore e da Etnografia minhotos, o Doutor José Artur Brito mantém também uma carreira muito profícua na Ciência sendo Investigador no Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier da Universidade Nova de Lisboa em Oeiras. Doutorado em Bioquímica Estrutural pela mesma Universidade, é em Cristalografia de Proteínas que exerce a sua actividade científica sendo um dos poucos Cristalógrafos da Comunidade Científica Portuguesa. Trabalhando em metabolismo de enxofre e cadeias respiratórias, é responsável por mais de 20 publicações científicas internacionais, seis Mestrados e diversos estágios de Licenciatura. Entre 2012 e 2016 foi Representante dos Investigadores Pós-Doutorados na Divisão de Química Biológica daquela Instituição tendo acumulado, entre 2014 e 2016, com a Presidência do Comité Executivo da Associação de Pós-Doutorados. É também responsável por diversas conferências temáticas em Agrupamentos de Escolas da região comunicando Ciência e cativando alunos, do Ensino Primário ao Secundário, para os temas da Investigação em Ciência, Cristalografia Macromolecular e Prémios Nobel.
Desde 2013, é Presidente e Ensaiador do Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega funcionando ainda como consultor de diversos Agrupamentos de Representatividade Etno-Folclórica Minhota não só em Portugal mas também em França e no Brasil. O Doutor José Artur Brito é casado com a Dona Liliana Viana de Brito tendo dois filhos em conjunto, o José Miguel (de 11 anos), e a Maria Leonor (de 8), arranjando ainda tempo para ser Representante dos Pais e Encarregados de Educação e Presidente da Direcção da Associação de Pais da EB1/JI de São Bento (Valejas – Barcarena – Oeiras), durante três mandatos.
