PONTE DE LIMA E O SEU PELOURINHO
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Em 14 de abril de 1923, foi deliberado em reunião de câmara colocar o pelourinho no pequeno largo que existe por cima da fonte da Praça da República.
Já na sessão ordinária de 7 de novembro de 1918 tinha sido apresentada pelo então Presidente da Câmara, Joaquim de Medeiros Lima, uma proposta para restaurar o pelourinho da vila: “existindo em quase todas as cidades e vilas do país o instrumento e símbolo de jurisdição municipal e que em Ponte de Lima foi primitivamente uma picota, como se lê no Tombo da Santa Casa da Misericórdia de 1551 e como consta do Decreto de 5 de março de 1444 em que D. Afonso V ordenou que fossem expostos na picota da vila as regateiras e padeiras de Ponte de Lima que deixasse, de ter à venda o preciso para o povo ou que roubassem no peso e que tendo sido posteriormente essa picota substituída defronte do Postigo e rua de S. José, então denominada de São Paulo, quase alinhada com a Torre da Expectação, sendo formada por uma grossa coluna singela com um capital apilarado e escudo de armas do reino, tendo por coroa uma esfera armilar de ferro e tendo esse pelourinho sido derruído por ordem do Senado da Câmara em 1857 que acordou que o mesmo fosse montado na Praça da Rainha em sítio que não estorvasse o trânsito mas esse acórdão que significava o dever de respeitar e conservar um monumento de leis e costumes extintos, não foi executado, achando-se as peças de que era composto dispersas e aproveitadas em diversas coisas, sabendo-se contudo onde paravam, não sendo difícil o consegui-las. Por isso, propunha para que levando por diante o referido acórdão do senado da câmara de 1857, se coligissem as peças do pelourinho e o mesmo fosse colocado no pequeno largo que existe por cima da fonte da Praça da República”.
Contudo, só em 14 de abril de 1923 foi decidido dar execução à deliberação tomada em sessão de 7 de novembro de 1918.
Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima