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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PONTE DE LIMA É CAPITAL MINHOTA DA TAUROMAQUIA

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Ponte de Lima é a única localidade do Minho e de quase todo o norte de Portugal onde ainda se realizam corridas de touros por ocasião das Feiras Novas. As suas origens remontam pelo menos ao século XIX onde era instalada uma praça amovível em São Gonçalo, na margem direita do rio Lima. Isto para não mencionar a tradicional corrida da Vaca das Cordas cujas origens se perdem nos tempos.

Recorde-se também aquela figura lendária do Alto Minho e da tauromaquia portuguesa, o Morgado de Covas, de seu verdadeiro nome Francisco de Lima da Costa Barreira, nasceu em 1876 no concelho de Vila Nova de Cerveira. Era filho de Manuel Domingos da Costa Barreira e de D. Rosa Franco Lima, ele oriundo da Casa do Cruzeiro, em Sopo, e ela da Casa do Engenho. Em 1904, casou com Maria das Dores de Barros Mimoso de Alpuim, da Casa da Seara, de Ponte de Lima.

Noutras eras, tinham lugar espetáculos tauromáquicos em diversas localidades do Minho como Braga, Guimarães e, até recentemente, em Viana do Castelo, cuja supressão sem consulta popular originou bastante polémica. Porém, em Ponte de Lima, esta tradição resiste e não parece querer abrandar.

As artes são praticadas por toureiros profissionais. De acordo com o Regulamento do Espetáculo Tauromáquico, “atendendo, nomeadamente, à tradição da localidade, à lotação, ao número dos espetáculos normalmente realizados em cada ano e ao tipo de construção”, a praça de touros que é montada na Expolima é classificada de 3ª categoria. Porém, sempre que ali ocorrem corridas de touros como sucedeu neste ano, o espetáculo não deixa de registar grande afluência de público, assegurando praça cheia. E, mais corridas de touros houvesse maior seria a adesão. Sucede que, em quase todo o norte do país, os aficionados não têm neste momento outra possibilidade de assistir ao espetáculo tauromáquico a não ser em Ponte de Lima.

Terra de grandes tradições e vincada identidade, Ponte de Lima é também terra de liberdade que não deixa nas mãos de estranhos a decisão sobre a sua maneira de viver.

Fotos: Armando Carriça | Jornal "O Vilaverdense" (DR)

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