PONTE DE LIMA COMEMORA 900 ANOS DA ATRIBUIÇÃO DO FORAL COM IMPONENTE SESSÃO DE FOGO-DE-ARTIFÍCIO – 3 DE MARÇO
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PIROTECNIA É UMA TRADIÇÃO MINHOTA COM ORIGEM NA CHINA ANTERIOR À ERA CRISTÃ
Remonta a milhares de anos Antes de Cristo a descoberta na China do fogo-de-artifício. Foram, porém, os gregos e os árabes que trouxeram para a Europa e, nomeadamente para a Península Ibérica o conhecimento desta arte. Inicialmente ligada nas culturas orientais à celebração de rituais de exorcização dos maus espíritos e, entre os povos árabes e islamizados, a práticas alquimistas, a pirotecnia encontra-se presentemente associada a ocasiões festivas e outras manifestações caraterizadas por momentos de alegria e felicidade dos povos ou das comunidades.
Constituindo o Minho uma região particularmente festiva e marcada pela exuberância das suas festas e romarias, bem definidoras do caráter alegre e jovial das suas gentes, o espetáculo do fogo-de-artifício tornou-se bastante apreciado ao ponto de não haver cidade ou aldeia, por mais recôndita e insignificante que seja, que não possua a sua demonstração por ocasião da festa à padroeira e ainda, no período pascal, a acompanhar o compasso ou visita pascal.
Este fascínio do minhoto pelo espetáculo de luz e cor que o fogo-de-artifício proporciona e que, aliás, se manifesta de igual modo no traje, no artesanato, nas decorações das romarias, enfim, em muitas formas na maneira de viver do minhoto, levou-o ainda a tornar-se um exímio pirotécnico e dominar as suas técnicas de produção, ao ponto de se encontrarem aqui os melhores artistas e industriais de fogo-de-artifício – e a pirotecnia do Minho encontrar-se atualmente entre as mais reconhecidas do mundo!