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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PAULO CUNHA, PRESIDENTE DO MUNICÍPIO FAMALICENSE, APELA A CONSENSOS NA POLÍTICA CONCELHIA

Autarca aproveitou sessão solene do 25 de abril para pedir o envolvimento de todos na solução para a nacional 14

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, apelou hoje aos partidos políticos para que se unam em torno do bem comum para o concelho.

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“Como é possível haver tão largos consensos em tantas matérias da nossa sociedade e haver tanta disputa partidária, tanta divergência do ponto de vista político-partidário. Há aqui uma clara desadequação entre aquilo que a sociedade civil quer para o futuro do concelho e a abordagem de alguns partidos políticos. É este divórcio que não ajuda ao fortalecimento da democracia, que não estimula a participação democrática e que não contribui para o desenvolvimento do concelho”.

Foi esta a principal mensagem que Paulo Cunha deixou na sessão solene comemorativa do 42.º aniversário do 25 de abril, que decorreu no Salão Nobre da Assembleia Municipal e contou com a presença e intervenção de representantes das várias cores políticas.

O autarca apelava aos consensos nomeadamente em torno da intervenção que que deve ser feita da Estrada Nacional 14, uma reivindicação antiga dos empresários, dos municípios de Famalicão, Maia e Trofa e da população, que tem uma solução em cima da mesa apresentada pelo anterior Governo. “É preciso que os partidos políticos não fiquem indiferentes a este projeto que já conseguiu uma esmagadora maioria de apoio dos agentes empresariais, autarcas, as forças da sociedade civil e dos próprios cidadãos. Os partidos políticos não podem ignorar o grande consenso deste projeto que é um desígnio concelhio”, afirmou Paulo Cunha. E acrescentou: “É preciso coragem, é preciso deixarmos de lado enquadramentos ideológicos que estão subjacentes à formação dos partidos políticos para que possamos de forma genuína abraçar este tipo de desígnios concelhios. Temos que erguer a bandeira do concelho. Não podemos ser indiferentes aos consensos dos famalicenses”

Relembrando outros projetos que têm tido a aprovação dos famalicenses, no âmbito da política educativa, social e económica levada a cabo pela autarquia, o presidente da Câmara deixou um desafio aos partidos com assento na assembleia municipal: “Para que abracem de uma forma mais generosa, mais genuína e mais comprometida o futuro de Famalicão”.

Perante uma sala composta na grande maioria por pessoas que viveram o 25 de abril de 1974, o presidente da Assembleia Municipal, Nuno Melo, afirmou que os partidos devem “dar às novas gerações muito mais do que discursos políticos. Celebrar Abril é afirmar o estado democrático e neste âmbito os políticos devem ser sérios e imanar democracia”.

De resto, o discurso de Nuno Melo foi de encontro à intervenção de Paulo Cunha, referindo que “todos os políticos devem conseguir interpretar o bem-comum”. O eurodeputado aproveitou ainda a oportunidade para afirmar que“Portugal devia ser para a Europa o que Famalicão é para o país”.

Para além do presidente da Câmara Municipal e do Presidente da Assembleia Municipal, a sessão contou com as intervenções de José Luis Araújo (BE), de Domingos Costa (CDU), Paulo Coelho (CDS/PP), Jerónimo Pereira (PS) e Álvaro Oliveira (PSD). Refira-se que a CDU, CDS/PP, PS e PSD contaram-se também com intervenções das Jotas.

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