PARA QUANDO A CRIAÇÃO DA ORQUESTRA SINFÓNICA DO MINHO?
Distantes vão os tempos em que a imagem que o Minho projetava de si mesmo resumia-se ao que acontecia nas cidades de Braga e Viana do Castelo, às festas em honra da Senhora d’Agonia, ao galo de Barcelos e ao vistoso “traje à vianesa”. Cada vez mais, todos e cada um dos seus concelhos procura a seu modo conservar o seu património, preservar a sua identidade e dar a conhecer as suas potencialidades, sejam elas no domínio cultural, gastronómico, ambiental, turístico ou económico, na convicção de que esse é o melhor caminho para fixar a população e assegurar-lhe as melhores condições de vida e progresso.

Para essa dinâmica muito tem contribuído a participação cívica das suas gentes nas mais variadas formas de intervenção, nomeadamente através do associativismo na defesa dos seus valores culturais, desde as associações ambientalistas e de defesa do património histórico aos ranchos folclóricos, bandas musicais e clubes desportivos.
Não obstante a capacidade de afirmação dos mais diversos concelhos minhotos, existem projetos que pela sua ambição e grandeza apenas poderão concretizar-se com a conjugação de esforços de todas as entidades da nossa região, mormente as mais diversas autarquias locais. Aliás, apenas com a convergência de todos os minhotos será possível afirmar o Minho como uma verdadeira região, beneficiando de todas as vantagens do progresso social e humano a que tem direito.
A formação de uma orquestra sinfónica do Minho poderia constituir um grandioso projeto a contribuir nomeadamente para a construção de uma verdadeira comunidade do Minho, a unir os minhotos de todos os concelhos num objetivo comum.
São 53 as bandas de música atualmente existentes nos concelhos de Braga e Viana do Castelo, reunindo à sua volta milhares de músicos dominando os mais diversos instrumentos musicais, desde a percussão às madeiras e metais. Acresce a estes a existência também de apreciável número de instrumentistas de cordas necessários à formação de uma orquestra e também de maestros competentes e outros profissionais na área musical.
A eventual criação de uma orquestra sinfónica do Minho poderia resultar de uma seleção dos melhores músicos de toda a região, valorizando o papel das bandas de música como autênticos conservatórios a formar músicos de elevado gabarito, proporcionando-lhes um futuro pessoal risonho para além da sua formação musical.
Os minhotos precisam de enxergar o horizonte para além dos muros que limitam a sua leira – o Minho estende-se de Melgaço às terras de Basto!
