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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MUNICÍPIO DE PÓVOA DE LANHOSO OFERECE SOBREIROS À POPULAÇÃO

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso ofereceu cerca de 80 sobreiros à população, no âmbito das Comemorações do Dia Mundial da Floresta. Esta atividade, que a Câmara Municipal promoveu através do Gabinete Técnico Florestal do Município teve a colaboração do Centro de Interpretação do Carvalho de Calvos e de cerca de 20 alunas do Clube da Floresta da Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso, de professoras e do próprio diretor do Agrupamento de Escolas da Póvoa de Lanhoso, José Ramos.

Oferta de sobreiros a população 1

A população foi surpreendida com a oferta, gratuita. Estas comemorações decorreram junto ao Pingo Doce e junto ao Intermarché, na Vila da Póvoa de Lanhoso, no dia 18 de março.

O sobreiro representa uma das espécies florestais mais representativas do nosso país. Os povoamentos de sobreiros podem ser usados somente para produção de madeira e cortiça, mas igualmente com atividades complementares importantes, como pastagem e pastoreio, cogumelos silvestres, produção de plantas aromáticas e medicinais, fauna silvestre a turismo e recreio.

Está sujeita a legislação que a protege de cortes ou podas, pelo que para serem realizadas estas ações a legislação obriga a um pedido de autorização (Decreto-Lei n.º 169/2001, de 25 de maio, com alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 155/2004, de 30 de junho). A primeira extração de cortiça é realizada pelos 20 a 30 anos do sobreiro e as seguintes com um intervalo mínimo de nove anos. No entanto, apenas a partir da 3.ª extração a cortiça atinge elevada qualidade, sendo a chamada cortiça amadia.

A cortiça tem um leque alargado de usos e utilizações, sendo o mais conhecido a utilização de rolhas que promove o envelhecimento e o desenvolvimento de vinhos e aguardentes de elevada qualidade. No entanto, é utlizado igualmente na indústria automóvel, construção civil, aeroespacial, vestuário e uma infinidade de usos e utilizações que vão sendo descobertas.

Sensibilizar para a importância da floresta, para as espécies autóctones e, em especial, do sobreiro como espécie florestal a preservar, e importante na defesa da floresta contra incêndios, foi o objetivo desta ação.

Para além disto, desde 22 de dezembro de 2011, o Parlamento português aprovou, por unanimidade, o Projeto de Resolução que institui o sobreiro como a Árvore Nacional de Portugal.