MITIGAÇÃO JÁ! CAMINHA NÃO PODE PAGAR O PREÇO DA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA – CRÓNICA DE CARLOS SAMPAIO
![]()
Quatro dias, quatro propostas. Porque o mar não se negocia sem quem dele vive.
1º Dia – Dossiê de Mitigação do Parque Eólico Offshore de Viana do Castelo
"Não basta ser costa. Temos de ser prioridade."
Nos próximos 4 dias, vamos divulgar publicamente as nossas propostas concretas para garantir que a instalação do parque eólico offshore de Viana do Castelo não prejudique o concelho de Caminha nem as comunidades que sempre viveram do mar.
O documento completo está disponível em anexo para leitura integral.
Hoje partilhamos a primeira parte do dossiê, onde explicamos:
Como surgiu este projeto nacional;
Como a nossa associação tem participado desde o início;
E o que propomos desde já para proteger Caminha
- Entre o mar e as decisões
Portugal assumiu metas ambiciosas na transição energética. O distrito de Viana do Castelo está na linha da frente com a produção de energia eólica offshore, uma mudança profunda no uso do mar e das zonas costeiras.
O leilão das áreas marítimas foi formalizado a 21 de abril de 2025 (Despacho n.º 4752/2025), após três fases públicas do PAER. A nossa associação esteve presente em todas. Não chegámos agora: participámos nas audições, entregámos propostas, defendemos o território.
Conseguimos impedir que Caminha ficasse cercada entre o parque português e o galego
Garantimos a libertação do pesqueiro da Serra do Norte
Lutámos por um canal de navegação de 4 milhas náuticas
Mas agora é tempo de propor, não só de reagir.
Caminha não pode ser apenas costa — tem de ser prioridade.
- Caminha contribuiu e quer soluções concretas
O concelho de Caminha está envolvido na transição energética. Tem comunidades piscatórias, identidade marítima e turismo costeiro. Não pedimos indemnizações: exigimos justiça territorial.
Destacamos duas propostas fundamentais:
A criaçao de um curso técnico especializado em manutenção de torres eólicas marítimas, uma visão estratégica lançado pela nossa associação em articulação com escolas técnico profissionais e empresas, pretende formar jovens do concelho para operar, manter e inovar na área da energia eólica.
Requalificação do Porto de Mar de Vila Praia de Âncora Tem de ser adaptado para servir de base técnica e logística à energia eólica offshore. Não se trata de “remendar” o porto — é uma oportunidade estratégica para Caminha.
Esta é apenas a primeira parte. Amanhã continuamos com as propostas sobre o porto de mar e a visão logística para o concelho.
Consulta o documento completo aqui.