MINHOTOS EM CAXIAS REALIZAM FESTIVAL DE FOLCLORE
O Rancho Folclórico Infantil e Juvenil da Pedreira Italiana, na Freguesia de Caxias, concelho de Oeiras, levou ontem a efeito o seu festival de folclore a assinalar 32 anos de sua existência.
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Para além do anfitrião, participaram ainda o Rancho Folclórico de Mindelo (Vila do Conde), o Rancho Folclórico Verde Pinho – Coimbra, o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Corroios – Seixal e o Rancho Folclórico Nossa Senhora das Neves – Manique de Baixo (Cascais).
A festa foi minhota – e bem minhota! – à qual não faltaram muitos dos nossos conterrâneos que vivem na região de Lisboa, a aplaudir um grupo folclórico que merece o nosso incondicional apoio para que a sua representação seja sempre cada vez mais digna, à semelhança do esforço que tem sido realizado com outros agrupamentos congéneres.
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O bairro da Pedreira Italiana situa-se na Freguesia de Caxias, concelho de Oeiras, a escassos quilómetros de Lisboa. Trata-se de uma Área Urbana de Génese Ilegal (AUGI) onde também vivem alguns minhotos, sobretudo do Distrito de Viana do Castelo.
Nesse bairro, criaram em 21 de Junho de 1987 o grupo que dá pelo nome Rancho Folclórico Infantil e Juvenil da Pedreira Italiana. Já lá vão mais de três décadas e, no entanto, é porventura o grupo folclórico minhoto menos conhecido e divulgado na região de Lisboa…
Segundo a sua própria descrição, representam a região de Arcos de Valdevez, Ponte de Lima, Vila Verde e Viana do Castelo, naturalmente por influência da origem dos seus componentes.
“Tal como o nome indica, o Bairro da Pedreira Italiana cresceu sobre uma antiga pedreira explorada por italianos residentes em Portugal. Participaram, no trabalho de exploração reclusos da prisão de Caxias, bem como trabalhadores de diversos pontos do país. A pedra era transportada em caminho-de-ferro próprio até ao rio Tejo e daí seguia em batelões até ao Terreiro do Paço, em Lisboa.
O bairro começou por ser ocupado junto à ribeira com construções abarracadas de implantação espontânea. No entanto, a escavação, resultante dos trabalhos de exploração, deu origem à escarpa existente a Poente do Bairro e também ao “morro”, correspondente à raiz de chaminé vulcânica que se encontra injectada nos calcários encaixantes, dando origem às rochas basálticas que, por possuírem interesse económico, deram origem a “morro” isolado no espaço outrora ocupado pela pedreira.
Nos terrenos contíguos a este “morro” os trabalhadores começaram a erguer as suas barracas que lentamente se foram transformando em construções de alvenaria. Esta situação reflecte-se na estrutura concêntrica da malha urbana do Bairro.
Com o fim da exploração, em 1952, e antes de qualquer recuperação, a propriedade foi sendo repartida de forma desorganizada e vendida. Assim, as construções deste “bairro clandestino”, implantaram-se de forma aleatória, sem qualquer regra nem plano, e o crescimento do bairro e os seus limites foram determinados pelas barreiras físicas (a ribeira a Nascente e a escarpa a Poente).”
Fonte: https://www.geocaching.com/
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