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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MINHO: OS EMIGRANTES SÃO NOSSOS COMPATRIOTAS!

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Desde há vários séculos que o minhoto – à semelhança de muitos portugueses de outras regiões do país – vem sendo arrancado à terra que o viu nascer para povoar outras paragens e outros países como o Brasil e o Arquipélago da Madeira. Sobretudo por razões económicas demandaram no século passado também a França, Alemanha, Andorra, Estados Unidos da América e Austrália. Nos tempos mais recentes, gerações mais instruídas são forçadas a emigrar para a Alemanha e Reino Unido em consequência de decisões políticas que privilegiam a contratação de cidadãos estrangeiros especializados nomeadamente na área da saúde. O minhoto é escorraçado da pátria que ele próprio fundou e engrandeceu.

Enquanto os políticos portugueses mostram preocupação com a falta de creches, as famílias mais jovens em idade fértil emigram para outros países, deixando Portugal para aqueles que já não podem contribuir para a taxa de natalidade.

E, o que justifica a preocupação dos governantes em relação à falta de habitação principalmente nos grandes centros urbanos quando devido à emigração dos jovens portugueses tem a população vindo a decrescescer?

A nova geração de emigrantes jamais regressará definitivamente a Portugal – enquanto os seus filhos passarão a ser luso qualquer coisa a que chamam luso-descendentes – na prática cidadãos estrangeiros que não se identificarão mais com as suas origens familiares – enquanto nós, neste cantinho da Europa, nos contentaremos com o seu sucesso nos países que os acolheram porque os seus pais aqui foram rejeitados!

E, quando os nossos filhos, irmãos ou amigos regressam por alguns dias ao país que os viu nascer e onde conservam as suas raízes, continuam a ser olhados de soslaio sempre que cruzam a fronteira, ao contrário do que sucederia se fossem originários da cultura e das mais estranhas origens onde por vezes não são respeitados sequer os mais elementares princípios de humanidade.

- Ó Pátria Mãe que não raras as vezes te revelas madrasta dos teus próprios filhos!