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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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“MEIAS CASAS” DOS PESCADORES DE CAMINHA SÃO TEMA DA TESE DE MESTRADO DA ARQUITETA CAMINHENSE RENATA MONTEIRO

Dada a importância do assunto, Miguel Alves anunciou que, no próximo ano, a propósito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, as “meias casas” serão um tema em destaque

“A Rua e as Meias Casas de Pescadores de Caminha” foi o tema escolhido pela jovem arquiteta Renata Sousa Monteiro para a sua tese de mestrado, recentemente apresentada aos caminhenses. Com este trabalho, a autora pretende divulgar e consciencializar para a salvaguarda deste tipo de património. Miguel Alves considerou o trabalho da jovem caminhense como um grande contributo para o conhecimento e valorização do património do concelho e anunciou que, no próximo ano, a propósito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, as “meias casas” serão um tema em evidência.

Rua Atualidade 2

Com um futuro promissor, Renata Monteiro viu o seu trabalho aprovado com 19 valores pelo júri da Escola Superior Gallaecia, onde se formou em Arquitetura e Urbanismo. Agora vai mostrar a sua investigação nas Jornadas de Património da Catalunha, em Barcelona, já no próximo mês de dezembro. Esta semana, a arquiteta apresentou o seu trabalho aos alunos de Artes Visuais, da Escola Básica e Secundária Sidónio Pais.

A Rua 1910

“A Rua e as Meias Casas de Pescadores de Caminha” sobre o património caminhense foi inicialmente apresentada, fora do meio académico, na Capela de Santa Clara, e contou com a presença de Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal de Caminha, Miguel Gonçalves, presidente da União de Freguesias de Caminha e Vilarelho e Paulo Bento, antigo professor da autora, e de dezenas de caminhenses que quiseram ficar a conhecer um pouco mais da história e do património da sua vila.

O presidente da Câmara felicitou a jovem arquiteta pela escolha do tema da sua tese, que imortaliza um pedaço da história da comunidade piscatória da sede do concelho, patente numa arquitetura muito própria, que é ao mesmo tempo um testemunho da vivência das famílias.

Esta dissertação sobre a Rua de Pescadores da vila de Caminha baseia-se numa “investigação documental e de sete estudos de caso”. A tese é composta por sete capítulos: “fundamentação teórica (cap.2), evolução histórica e espacial da vila piscatória (cap.3), evolução histórica e análise espacial da rua de pescadores caminhense como um conjunto (cap. 4), fichas de observação e análise dos dados do estudo dos sete casos selecionados (cap.5); o cruzamento de dados entre a revisão bibliográfica e os resultados da análise permite uma sistematização dos conteúdos (cap. 6) e conclusão (cap. 7)”.

Rua Atualidade

Segundo a autora: “urge o restauro desse lado marítimo e da expressão construída que ele possui, em parte representada pelos bairros. As ruas ou bairros de pescadores são importantes exemplos de conjuntos patrimoniais que urgem ser identificados, valorizados e preservados. As casas de pescadores possuem elementos muito característicos e próprios que contribuem para a imagem do conjunto e são, individualmente, um tipo de construção vernácula ou rural com valor patrimonial, estando igualmente inseridas no tipo de património marítimo”.

Para Miguel Alves a memória dos sítios e das gentes passa também por este tipo de trabalhos de investigação, que permitem partilhar o que nos rodeia, preservando a identidade local e a ligação às comunidades, face a um mundo cada vez mais globalizado.

A Rua 1920