MARQUESES DE PONTE DE LIMA FORAM DONATÁRIOS DE ENXARA DOS CAVALEIROS NO CONCELHO DE MAFRA
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Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima em Mafra
Os marqueses de Ponte de Lima foram donatários da vila de Mafra onde possuíam o respetivo palácio que constitui uma dos mais importantes monumentos daquele concelho e foi palco de muitos sucessos históricos. Mas, ainda no concelho de Mafra, foram os ditos marqueses donatários da localidade de Enxara dos Cavaleiros.
“O concelho de Mafra era constituído pelas freguesias de Santo André de Mafra e Santo Isidoro quando o Bispo de Silves, D. Nicolau, lhe concede Carta de Foro em 1189, confirmada pelo Foral Manuelino de 1 de Junho de 1513.
Em 1772 o concelho de Mafra integrava as mesmas duas freguesias, sendo seus senhores os viscondes de Vila Nova da Cerveira, depois marqueses de Ponte de Lima.
Em 1807 a vila de Mafra foi ocupada pelos franceses. O termo da vila de Mafra foi objecto de duas alterações decorrentes dos movimentos reformistas iniciados em 1835, no que respeita à divisão do territorio nacional. A primeira alteração deve-se ao Decreto de 10 de Março de 1842, no qual o concelho de Mafra integra as freguesias de São Miguel de Alcainça e Igreja Nova; a segunda, pelo Decreto de 25 de Abril de 1855, o qual extingue os concelhos da Azueira e Ericeira integrando-os no concelho de Mafra, que assim passou a ser constituido já não pelas quatro freguesias, mas por dez, resultante da integração dos extintos concelhos e suas respectivas freguesias, mais as freguesias entretanto desanexadas aos concelhos de Torres Vedras, Sintra e Olivais.
Assim sendo, o concelho de Mafra incorpora, actualmente, a freguesia da Azueira, a freguesia do Gradil (concelho extinto em 1836), a freguesia do Sobral da Abelheira, a freguesia da Enxara do Bispo (concelho extinto em 1847) e Milharado, as freguesias da Ericeira e Carvoeira (concelho extinto em 1836). E ainda as freguesias desanexadas dos concelhos de Olivais (criado por Decreto de 4 de Outubro de 1852), a freguesia de Santo Estevão das Galés do concelho de Sintra, a freguesia de Cheleiros (concelho extinto em 1836) e do concelho de Torres Vedras a freguesia da Encarnação também denominada São Domingos da Fanga da Fé.
MARIZ, José (coord.) - Concelho de Mafra. In "Recenseamento dos Arquivos Locais: Câmaras Municipais e Misericórdias”. Vol. 1 - Distrito de Lisboa. Lisboa: Ministério da Cultura/Arquivos Nacionais/Torre do Tombo. Inventário do Património Cultural Imóvel, 1995. p. 130-133. RODRIGUES, Maria de Lurdes - Guia preliminar de séries da Câmara Municipal de Mafra (texto policopiado).”
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A imagem mostra a primeira página da Certidão do Foral de Enxara dos Cavaleiros
“Certidão passada pelo tabelião do público, judicial e notas de Enxara dos Cavaleiros, João Pereira da Costa, a pedido do Visconde de Vila Nova de Cerveira. O foral foi dado por D. Manuel. Por este se ter perdido D. Sebastião ordenou a António de Castilho, fidalgo da casa real, desembargador da Casa da Suplicação e guarda mor da Torre do Tombo que passasse o traslado do foral. O traslado foi feito a 24 de Abril de 1578, por Cristóvão Benavente, mestre em artes, escrivão da Torre do Tombo. O foral foi dado por D. Manuel em Évora a 20 de Novembro de 1519.
Relação complementar: Portugal, Torre do Tombo, Viscondes de Vila Nova de Cerveira, inventário intitulado: "Livro Geral do cartório de D. Tomás José Xavier de Lima, 2º Marquês de Ponte de Lima, no qual se contém todos os títulos e padrões, morgados, senhorios, propriedades, quintas, fazendas, foros, casais e mais rendas, privilégios, bulas apostólicas, testamentos e outros bens que pertencem à dita casa. Tudo extraído dos originais, títulos e mais documentos que no dito cartório se acham mando [sic] por ordem do dito senhor em Julho de 1819" (PT-TT-VNC/A/1), mç. 22, n.º 23”
Fonte: Arquivo Municipal de Mafra
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