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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MAFRA: ANTIGO PALÁCIO DOS MARQUESES DE PONTE DE LIMA – ARTIGO DE CARLOS ANTUNES PUBLICADO EM “O SALOIO”

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Cá estou outra vez, com as minhas tagarelices, ideias e conversas (monólogos é o que é!)

Ando há algum tempo com uma questão (ou antes várias questões) em mente, sobre o que se passa, ou o que acontece, com o Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima, na Vila Velha de Mafra!

Já tive oportunidade de visitar o Palácio, após as obras realizadas, e tive algumas surpresas boas e menos boas!

Para quem não sabe, o Palácio foi construído no Séc. XVII, sobre as ruínas do Castelo que aí existia. Serviu de alojamento do Rei D João V (cedido pelos Marqueses) quando vinha visitar as obras do Convento, (logo é anterior ao Convento de Mafra), foi alojamento do General Loison durante as invasões francesas, foi hospital improvisado durante a epidemia de Peste Bubónica.

Enfim e foi muito mais, até eu brinquei nos seus jardins, percorri a sua Mata (onde existia a maior quantidade de uma espécie de Azinheiras, únicas em Portugal devastadas pelo incêndio de 1978 ou 79), cacei nos seus terrenos (hoje Parque Desportivo Municipal, e até brinquei com o neto do último dono (herdeiro), lá dentro do palácio, de paredes cheias de frescos e soalhos de madeira exótica, habitado á época (décadas de 60 e 70). Brinquei nas suas vacarias e adega, por ser amigo dos filhos do Caseiro que tomava conta da propriedade agrícola e do gado.

Ou seja conheci bem o que estou a falar.

Na década de 90, foi completamente vandalizado, espoliado e assaltado em toda a sua extensão, por ter sido abandonado (expropriado e/ou adquirido pela Câmara Municipal) durante anos.

Agora (há cerca de 4 anos) foi recuperado! E é aqui que começam as minhas questões.

Se a Câmara era proprietária da chamada “Quinta da Cerca do Marquês” assim conhecida pela população de Mafra, onde se insere o Palácio, como se justifica que seja um Instituto Luso-Ilírio para o Desenvolvimento Humano (desculpem a minha ignorância, mas não sei o que é, nem o que faz), a recuperar o Palácio e a criar ali a Universidade dos Valores.

Até aqui parece tudo bem! Mas... quem sabe o que é a instituição, quem sabe o que faz, quem sabe que utilidade dá a este espaço e qual a sua finalidade?

Pela visita feita, verifiquei que a temática dos Valores, está aplicada no Jardim, com frases alusivas aos mesmos, colocadas em canteiros de ervas aromáticas, de vários cantos do mundo (muitas que já existiam na Quinta). Também percebi, que há alojamento (tipo estalagem), há restaurante (sabiam? Já lá foram? Funciona?), e uma zona de visita sobre a temática (que não visitei, mas que é paga e tem que ser marcada?), tem uma recepção onde existem alguns suvernir’s, um filme sobre o Palácio e os Jardins, e uma Senhora muito simpática e bonita, que (tenta explicar) explica o projecto adjacente á recuperação, embora com grandes reticências, sobre a valia, divulgação e reconhecimento do público em geral, sobre tudo isto!

Pareceu-me que o projecto debate-se com falta de fundos (estranho que assim seja, neste País), mas mais estranho é que o potencial turístico não esteja a ser divulgado e aproveitado (aparentemente).

Tem tudo para se poder auto-financiar! Bons alojamentos, restaurante, jardins, paisagem (embora presenteada pela ETAR a poente do Palácio), sossego e paz para quem dela precisa e a aprecia estes prazeres e valores.

O investimento feito, foi de monta certamente, será que foi feito para que tão pouca divulgação e conhecimento da população, se justifique? Existe na Net, site com pedido de mecenato para acabar o projecto, então porquê?

Não deveria a Instituição fazer algo mais para que fosse rentabilizado e valorizado este projecto e investimento?

Não é estranho que se tenha gasto tanto dinheiro e haja tão pouco conhecimento sobre o que é este “Projecto”.

Como foi o Palácio, parar às mãos deste Instituto?

Não deveria ser Património Nacional?

Enfim. Se alguém souber explicar e esclarecer, que me ajude e responda ás dúvidas que se mantêm, e certamente não serão só minhas!

Obrigado pela V/ paciência e eventuais respostas (se houver por aí coragem para o fazer), bem hajam!

Partilhado por: «O SALOIO» – Mafra | Dezembro/2017.

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