JÚRI DO CONCURSO NACIONAL DE TEATRO DISTINGUE PEÇA DOS TRABALHADORES DO MUNICÍPIO DE PÓVOA DE LANHOSO
“António – um nome, dois mundos”tem três nomeações no CONTE
A peça “António – um nome, dois mundos” que a Associação Social e Cultural dos Funcionários da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso apresentou no Concurso Nacional de Teatro (CONTE) recebeu três nomeações do júri: Melhor Interpretação Principal Feminina (Célia Dias), Melhor Desenho de Luz-Prémio Orlando Worm (Francisco Machado e Rui Costa) e Melhor Guarda-Roupa (Maíra Ribeiro).

“Felicito o grupo de teatro da Associação de Funcionários da Câmara Municipal. Foi com agrado que recebemos a notícia da nomeação para estas três categorias e há ainda a possibilidade de receber um outro prémio, que resulta da votação do público. Este grupo contribui para a elevação e valorização desta arte e para que tenhamos o teatro bem vivo na Póvoa de Lanhoso. Desejo muito sucesso a esta equipa”, refere o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Avelino Silva.
A peça retrata a vida do principal benemérito da Póvoa de Lanhoso, António Ferreira Lopes, e de sua esposa, D. Elvira Câmara Lopes, tendo texto e encenação de Maíra Ribeiro.

Luís Esteves, funcionário da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, que interpreta António Lopes, descreve os principais desafios na composição da personagem: “A Maíra já nos habitou a desafios e, quando me propôs este de encarnar o maior benemérito da nossa Vila, eu fiquei um pouco assustado, pois venho de outros registos, mais alegres e abertos. Como gosto de desafios, aceitei e comecei a trabalhar o personagem, tendo de atravessar várias fases de idade e de estados de espírito. Um desafio que, no final, penso ter conseguido e ultrapassado. O feedback de público é bastante compensador e gratificante. Voltava a fazê-lo sem problemas nenhuns, pois estou sempre aberto a desafios”. Como Povoense, interpretar esta personalidade foi um “orgulho” para Luís Esteves. “Ele foi e é o maior benfeitor e benemérito deste concelho, pelo que fez e deixou para nós, Povoenses. Foi uma pessoa sensível aos acontecimentos em seu redor, trabalhador e lutador, foi acompanhado de uma grande mulher, sua esposa D. Elvira Câmara Lopes, que tinha um coração do tamanho do mundo. Mostrar essas características e sentimentos aos Povoenses foi um orgulho e prazer para mim. Mostrar em palco o pouco que passou e sentiu deixou-me emocionado e a pensar por que é que não são todas as pessoas assim, como ele foi”, confidencia.
Nomeada para Melhor Interpretação Principal Feminina, Célia Dias confessa que “foi um susto bom” ser convidada para fazer a personagem de D. Elvira Câmara Lopes e que “foi uma responsabilidade imensa”. A atriz procurou estar atenta a tudo o que lhe pudesse fornecer informação, desde documentos escritos a registos fotográficos, para trabalhar aspetos como a postura corporal, em geral, e facial, em particular, assim como os gestos, “porque ela era uma pessoa amável, afável, meiga, serena. Queria ver sempre as pessoas bem. Queria estar perto. Era mesmo ela que dava a sopa aos pobres”. Esta jovem teve, de resto, um primeiro contacto com a figura de D. Elvira em 2017, no Cortejo Histórico e Etnográfico de S. José. Sobre a nomeação, Célia Dias considera que “dá motivação e alento para continuar. O trabalho foi duro, mas quando é assim reconhecido é melhor”.

Autora do texto e encenadora, Maíra Ribeiro, também nomeada na categoria de Guarda-Roupa, explica que as nomeações resultam de um trabalho em equipa. “As nomeações são boas, mas o mais importante foi o excelente feedback que tivemos do público. Mesmo aqueles que não conheciam a história da Póvoa de Lanhoso ficaram deliciados com o espetáculo”. A diretora artística do Theatro Club salienta ainda que “este produto artístico só foi possível graças à parceria entre a Câmara Municipal e a Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso. Para mim, encenar e coordenar um elenco composto por atores e figurantes Povoenses foi um privilégio e conseguimos neste esforço conjunto criar um espetáculo único, apresentado no palco do Theatro Club, mandado construir precisamente por António Lopes. Estas são razões mais do que suficientes para nos sentirmos orgulhosos deste resultado final que presta homenagem justa, sentida e merecida a António Lopes”.
A peça ainda recebeu uma nomeação para Melhor Desenho de Luz – Prémio Orlando Worm, da responsabilidade de Francisco Machado e Rui Costa. “Fazer a melhor iluminação em função da cenografia foi o principal desafio assim como criar os ambientes que respondessem ao solicitado pela encenadora Maíra Ribeiro”, refere Francisco Machado.
Os resultados serão conhecidos no próximo sábado, dia 3 de março, na Gala de Encerramento do CONTE, que vai contar com a presença do patrono do certame, o conhecido ator Ruy de Carvalho.
