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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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GOVERNO DE CABO VERDE ELOGIA COMPROMISSO DO EMPRESÁRIO FAMALICENSE ARMINDO COSTA COM O SEU PAÍS

ICCO, do Grupo ACO Shoes, de Vila Nova de Famalicão, vai crescer na ilha de São Vicente

O Governo de Cabo Verde esteve representado ao mais alto nível nas comemorações dos 25 anos da ICCO – Indústria de Componentes e Calçado Ortopédico, a empresa que o famalicense Armindo Costa fundou em 1993, como estratégia de internacionalização da ACO, empresa-mãe do grupo com sede em Mogege, Vila Nova de Famalicão.

Armindo Costa com o Primeiro-ministro de Cabo Verde

O momento de cantar os parabéns aos 25 anos da ICCO, na presença do primeiro-ministro de Cabo Verde, com bolo e champagne para todos, foi uma manifestação de grande alegria, numa comunhão fraterna entre os responsáveis da empresa, autoridades políticas e os 250 trabalhadores.

Líder em Portugal na produção de calçado de conforto para senhora, que é vendido em 37 países, a ACO entrou em Cabo Verde para produzir gáspeas, que correspondem à parte superior do calçado, representando, em média, 55% do processo de fabrico de um par de sapatos ou sandálias.

Para Cabo Verde, país que importa quase tudo aquilo que consome, uma fábrica que exporta tudo aquilo que produz é um bem raro e de alto valor estratégico para a economia. O ministro da Indústria, Comércio e Energia, Alexandre Monteiro, fez questão de conhecer a empresa de capital português, o que aconteceu na manhã de sábado, 15 de setembro, data que, em 1993, foi o primeiro dia de trabalho na ICCO.

A celebração do aniversário aconteceu ao jantar, no Hotel Porto Grande, em Mindelo, a cidade da eterna Cesária Évora. O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, presidiu à cerimónia, ao lado de Armindo Costa, do ministro do Comércio e Indústria, Alexandre Monteiro, e do presidente da Câmara de São Vicente, Augusto Neves, e todos os colaboradores da empresa. Armindo Costa, por seu turno, tinha com ele toda a família, com destaque para os filhos Paula Costa e Fernando Costa e para o neto Diogo Costa, que estão a trabalhar no grupo.

O primeiro-ministro de Cabo Verde declarou que o seu Governo atribui “particular importância” às empresas que operam no setor exportador, por se tratar de uma área “essencial para Cabo Verde”, também geradora de empregos e rendimentos.

Para o chefe do Governo, mais do que comemorar 25 anos de existência, o momento é de celebrar “a capacidade empreendedora, o compromisso com Cabo Verde e com São Vicente”, de um empresário que “acreditou em Cabo Verde e investiu”. Por isso, assegurou que o seu Governo continua “muito interessado” em desenvolver, em conjunto, as medidas que se “mostrarem necessárias para a ICCO continuar a crescer, a exportar, a investir e a criar postos de trabalho, emprego e rendimento” para os seus colaboradores.

Na ocasião, Ulisses Correia e Silva aproveitou para lembrar algumas medidas que tomou desde que assumiu a governação, entre elas as questões fiscais, mas deixou a garantia de que na área dos transportes vão chegar “diversas soluções”, com “regularidade e previsibilidade”. Da mesma forma, anunciou que no campo da energia, o seu Governo encontra-se a trabalhar “em diversas frentes” para melhorar a eficiência energética com impacto nas tarifas. E até final do ano será criado um figurino de janela única para as operações de comércio externo, precisamente para facilitar todos os procedimentos relacionados com os negócios de importação e exportação.

“Podem contar com o Governo porque aqui estamos a casar interesses, é win-win [ganhar-ganhar], pois o país precisa ganhar mais com a exportação, com o emprego, e a empresa precisa de condições para criar mais emprego e fazer exportações”, concluiu Ulisses Correia e Silva.

O administrador e fundador da ICCO, Armindo Costa, por seu lado, disse que abraçou o projeto empresarial, em 1993, com os objetivos de garantir, por um lado, o crescimento internacional da ACO, empresa-mãe sediada em Vila Nova de Famalicão, que fundou em 1975, e, por outro, a partir de Portugal, contribuir para o desenvolvimento económico de Cabo Verde.

O empresário, que disse querer continuar a contar com a “excelência da mão-de-obra” cabo-verdiana, numa empresa cujo calçado é vendido em 37 países dos vários continentes, nos mercados “mais desenvolvidos do mundo”, anunciou projetos para fazer a ICCO, que atualmente emprega 250 pessoas, crescer e aumentar o número de postos de trabalho. “Mas há problemas de infraestruturas e de logística que precisamos ultrapassar”, advertiu, ao mesmo tempo que se mostrava “convicto na sensibilidade” do Governo às questões relacionadas com a eficácia no escoamento dos produtos da empresa. “O nosso compromisso com Cabo Verde é cada vez maior”, reiterou Armindo Costa, para quem o futuro da ICCO em Cabo Verde será “aquele que o país quiser”.

Por fim, e como prenda de aniversário, Armindo Costa anunciou que vai ser processado um mês de salário extra a todos os trabalhadores que se encontravam na empresa em 31 de Dezembro de 2017.

Armindo Costa com o primeiro-ministro e o ministro da Indústria de Cabo Verde

O primeiro-Ministro de Cabo Verde foi chamado a cortar o bolo