Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

FRANCESINHAS NA SUÍÇA (LAUSANA): UM SUCESSO A REPETIR? – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

PHOTO-2025-03-16-01-40-24.jpg

Com o sucesso no passado Sábado da – Festa das Francesinhas – na grande sala de Rances que reuniu 400 convidados, arredores de Lausanne, esgotadíssima para o evento, está em estudo a possibilidade em repetir esse jantar – convívio. A razão é que muitos portugueses e alguns estrangeiros solicitaram á organização, dirigida por Adão Barros, de Arcos de Valdevez essa hipótese : para uns o momento de repetir, e para outros o experimentar a iguaria  lusitana.

Deste modo, a repetição do jantar está a ser analisado pela Raízes e Tradições, e talvez ainda este ano terá lugar a segunda edição da Festa das Francesinhas, em parceria com elementos da equipa de Cozinha do Clube de Gastronomia de Ponte de Lima.

Mas, porque muitos nos solicitaram alguma história sobre o prato, divulgamos aqui algum resultado das pesquisas realizadas, as quais estiveram também na base de confecção do ágape em terras helvéticas.

Desconhece-se a data da entrada da iguaria no sector da restauração nacional. Todavia, é salientada a existência da Francesinha á mesa dos portugueses pelas décadas de quarenta, ou apenas na seguinte. A origem da refeição de carne, pão, enchido, queijo e fiambre, é apontada coo resultante duma adaptação da sanduíche franco – belga, designada de croque – monsieur, depois introduzida no Porto.

Mas, para além da capital do Norte de Portugal, outras localidades cozinham a especialidade, existindo mesmo algumas variantes em determinadas localidades.

O caso da Francesinha da Póvoa do Varzim, a escassas duas dezenas de quilómetros do Porto, é talvez o mais singular! Na terra natal do grande escritor Eça de Queirós, os seus habitantes cumprem no seu receituário a herança de António Pires Nuno Carriço, o qual pelos anos 60 liderava a cozinha do “Guarda Sol”, e introduziu a sua receita após várias degustações de francesinhas em restaurantes do Porto. O cozinheiro poveiro trocou o pão de forma pelo de cacete ou petim, possibilitando assim aos turistas de veraneio comer manualmente a sua refeição, ou até enquanto caminhavam pela marginal… mas, o cozinheiro da Póvoa de Varzim, introduziu na especialidade gastronómica outros ingredientes para elaborar o molho: a margarina,  gindungo ou piri – piri, e Vinho do Porto, Whisky ou conhaque. Ora, esse foi também o segredo da equipa de cozinheiros que se deslocou á Suíça (Paulo Santos, Domingos Gomes, João e Filipe Matos, Guilherme Galante e Alberto Silva), que adicionaram outros produtos naturais, do campo e destilados, cuja lista total ainda não conseguimos obter.

Mas, aguardemos então pelo agendar da segunda edição da Festa das Francesinhas na Suíça, e a ver se até lá haveremos o descortinar do segredo do molho, tão solicitado no encontro de Rances!

PHOTO-2025-03-15-11-18-12 (1).jpg