FRANCESINHA JUNTOU 400 APRECIADORES NA SUÍÇA (LAUSANNE) – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS
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Este fim de semana mais um evento com a assinatura do Clube de Gastronomia de Ponte de Lima teve lugar na Europa. Um novo destino para a promoção da cozinha regional portuguesa, especialmente de Ponte de Lima e do Minho, mas também face a mais solicitações, alargada a outras áreas geográficas.
Foi o caso do jantar de Sábado, 15 do corrente mês de Março, na grande sala de Rances, cantão de Vaud, região de Lausanne (ou Lausana), na Suíça. Um convite da Raízes e Tradições e seu líder Adão Barros, de Arcos de Valdevez, que desta vez resolveu reunir quatro centenas de amigos para um prato da cozinha do Porto e Póvoa de Varzim: a Francesinha.
E, para cumprir o receituário da iguaria, rumaram de Portugal seis elementos da equipa de cozinha e logística do nosso Clube de Gastronomia: Paulo Santos, da Casa de S. Sebastião, S. Pedro de Arcos, Ponte de Lima; João Leonardo Matos, do Beco das Selas, Ponte de Lima; Filipe Matos, do Fátima Amorim, na Correlhã, Ponte de Lima; Domingos Gomes, do Rio Lima, em Cardielos, Viana do Castelo, mas agora também associado a projectos Limianos na área da gastronomia e vinhos; Alberto Silva, que para além da actividade no comércio automóvel reparte seu gosto e colaboração na gastronomia e Guilherme Galante, da Pipa com Sabores, o marketteer do Alto Minho e seus produtos regionais em Lisboa, nomeadamente enchidos e fumados, vinhos loureiro, Vinhão e Alvarinhos, além dos doces e queijos.
Na bagagem, a comissão de trabalhadores fez-se acompanhar de alguns condimentos para elaboração do acepipe nortenho, principalmente o molho da francesinha, o qual foi elogiado, repetido e solicitadas explicações… quatro centenas de convidados alinhara-se ao longo das mesas da grande sala de festas de Rances, Lausanne, a vila onde a ruralidade entre vinhas, gado e pastagens, domina o território de mil hectares, dos quais 317 são floresta e centena e meia de pastoreio, informaram-nos da autarquia.
Mas, o total de braços na realização da Festa Portuguesa da Francesinha subiu aos 40, com a integração e luso –suíços da equipa do amigo Adão Barros em tarefas administrativas, financeiras, publicidade, segurança e som. Havia ainda local para entretenimento de crianças, com disponibilidade de desenhos para colorir com canetas de pontas de feltro, lápis e papéis, e igualmente prato infantil ou jovem, em opção ao oficial.
Uma noite diferente para a comunidade portuguesa daquele pedaço da Suíça, oriundos de Monção, Paredes de Coura, Arcos de Valdevez, Ponte de Lima, Vila Verde, Braga, Barcelos, Penafiel, Póvoa de Varzim, Marco de Canavezes, Amarante, e outros municípios.
Durante sete horas a comida portuguesa foi saboreada desde as entradas (rissóis de carne e de camarão, bolinhos de Bacalhau), e a iguaria, a Francesinha, reforçada com quatro fatias de queijo flamengo, fiambre, linguiça, ovo estrelado, batata frita aos palitos, e o principal aditivo: o molho, onde além dum vinho do Porto selecionado, os cozinheiros adicionaram outros componentes líquidos e ervas variadas. Mais segredo não divulgaram!... O sabor foi tal, que sucederam-se pedidos individuais só do molho.
Um gosto de cultura e um sabor de aromas cozinhado a 1800 quilómetros da sua origem, a capital do Norte, localidades separadas por ligação aérea de duas horas até Genebra, capital financeira no mundo e na Europa, centro multisecular de jóias e relojoaria, visitada pelo nosso grupo no primeiro dia de turismo gastronómico: o Lago Léman, a catedral e centro histórico com construções antigas e as torres envidraçadas, contemporâneas da globalização e do mundo empresarial.
Obrigado portugueses na Suíça. Obrigado amigo Adão Barros e sua “família” liderada por D. Florinda. Obrigado pelo gosto e apreciação que todos reconheceram ao trabalho deste grupo de promoção do que há de bom na culinária tradicional de Portugal.
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