FEIJÓS DA SUÉCIA VISITARAM A FEITOSA EM PONTE DE LIMA – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS
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Regressamos hoje com mais fotojornalismo da estadia nas Feiras Novas dos representantes directos do nosso António Feijó, residentes na Suécia: o bisneto, Tomas, e o trineto, Alexander.
O motivo de incluir-mos a freguesia da Feitosa no roteiro – Nos Passos de António Feijó em Ponte de Lima – foi uma visita ao seu local de baptismo, ao património outrora da família e provar uma bebida típica da localidade. O passeio começou com a deslocação á Igreja Paroquial, onde com apenas seis dias de vida, foi baptizado António Joaquim de Castro Feijó. Foram padrinhos o Reitor de Vitorino das Donas e tio do neófito, António Correa Feijó e irmã Ana Cândida de Castro Pimenta Feijó, representada por seu sobrinho José Joaquim de Castro Pimenta Feijó (falecido em 1906 em Viana do Castelo, onde exerceu advocacia e a Presidência do município). Mais informações, tendo por base o registo de nascimento do ilustre Limiano (Livro de 1845-1860), fotocópia efectuada há mais de trinta anos no Arquivo Distrital de Braga, permitem saber que o pai era natural de Rouças, concelho de Melgaço, mas o avô paterno Pontelimense, da freguesia de Calheiros, da Casa do Barrenho, podemos nós acrescentar, dos Godoy Rodrigues de Moraes, brasonados pelo rei D. José I, radicados em Minas Gerais, Brasil.
Embora com pressa face a compromissos oficiais, os Feijós da Suécia ainda cumprimentaram o Presidente da Junta de Freguesia, Joaquim Pereira, e com ele provaram a saborosa Sidra, tema do carro representativo no Cortejo Etnográfico das Feiras Novas. Uma olhada na Quinta das Portelas, desde 1887 propriedade de Pedro Joaquim dos Santos e esposa, Clara Rosa Penha, e o loteado Eido das Ínsuas, á ponte de Lamezinhos, da famosa cozinheira e proprietária, a quem se deve a introdução do Arroz de Sarrabulho nas ementas de restaurantes da vila, e que Feijó em férias visitava essa sua vizinha e restaurante, e abancava.. para saboreara iguaria típica!
Seguimos viagem para conhecer o antigo património familiar feijóano…
Faceando a Central de Camionagem e a Avenida dos Bombeiros Voluntários, portanto desde há um quarto de século começou a urbanização, visitamos o que resta da Quinta da Venda Nova, onde o poeta brincou em infância e minha mãe também, pois foi até á década de sessenta do século passado, pertença de minha avó Deolinda, que a houvera da mãe, Adelina Penha, e esta da tia Clara Penha (1838-1924), por compra que realizara em 1917 a Rui de Menezes de Castro Feijó e esposa, sobrinho do poeta e diplomata, incluindo a casa grande na Rua do Pinheiro, e a seguinte (garagem do carro de cavalos ou “casa do carvão”),pois aí se armazenava após a compra tal matéria para a cozinha do restaurante.
Pelos passos de Feijó criança, depois de Feijó adulto e na vida estudantil, e já Feijó diplomata com carreira iniciada no Brasil, afloremos com entrega de credenciais ao Imperador no dia 15 de Julho de 1886! Nesse país – irmão, o nosso homenageado nestas linhas, serviu nos consulados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Pernambuco, até seguir para Estocolmo, Suécia, onde faleceu a 20 de Junho de 1917.