FEIJÓS DA SUÉCIA EM PONTE DE LIMA: OS ÁLBUNS DE FAMÍLIA – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS
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A visita dos descendentes directos do nosso António Feijó a Ponte de Lima há três semanas atrás compreenderam não só visitas ás antigas propriedades da família e passos da vida social do ilustre antepassado, bem como o recordar igualmente alguma da sua vida quotidiana na Suécia.
Deste modo, a deslocação ao Arquivo Municipal, dignamente dirigido pela directora Cristiana Freitas e sua equipa, foi um momento alto de “reencontro” com memórias de família, não fisicamente mas através da imagem. O bisneto Tomas identificou nos clichés locais de Estocolmo e membros da Corte onde o embaixador António Feijó era estimado, assim como a sua quinta em Musko, arredores da capital sueca, alienada após a morte do sogro, cuja casa apalaçada é hoje um boutique hotel. Em carta enviada a 4 de Novembro de 1911 dessa casa de férias ao amigo Luis de Magalhães, o poeta informa de problema de saúde com a gota a atingir o indicador da mão direita, e uma semana depois, em outra missiva relata que “o ar forte dos pinheiros e do mar contribuiu decerto para agravar os sofrimentos.”
Os três álbuns consultados contêm valiosa documentação iconográfica da família Feijó, onde para além de paisagens e monumentos, há também interiores da residência (foto), esse popular castelo LO, a federação de sindicatos suecos que adquiriu o edifício, histórica construção fin de siécle, arrendado pelos inícios de 1900 um piso para o diplomata português e um outro para instalar o secretariado da atribuição do Prémio (Alfred) Nobel. Conhecemos bem o local, revisitado há quatro anos com a então nossa embaixadora na Suécia, Sara Martins, a quem muito se deve pela recordação do seu antecessor no cargo há mais de cento e vinte anos, e os eventos oficiais em cuja organização colaboramos, e onde a nossa cozinha esteve dignamente representada pelos Chefs Paulo Santos, de Ponte de Lima, o Chefinho João Leonardo Matos, também Limiano, e o Límio – vianense, Domingos Gomes.
Recordemos, que a colecção fotográfica referida na crónica de hoje foi reunida pela filha do poeta, Mercedes Castro Feijó, falecida em Paris em 1979, e por ela doada à Câmara de Ponte de Lima, disposição cumprida pelo primo, José Lopo Feijó, residente no Porto.
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