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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAMALICÃO DESPEDE-SE DE 2018 COM MUITA ACTIVIDADE CULTURAL

Casa das Artes arranca a despedida de 2018 com propostas para todos os públicos. Programação de dezembro com ementa bem calórica

A magia dos pássaros de papel, envolvidos pela imensidão literária de Pessoa colados às sonoridades ritmadas de Manel Cruz são os ingredientes que compõem as entradas do menu da programação que a Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão vai servir em dezembro.

Manel Cruz

Nem tudo doces! A ementa do último mês de 2018 na Casa das Artes não está condicionada apenas a iguarias natalinas. Todavia, a programação do maior palco cultural do Município de Vila Nova de Famalicão não deixa de ser bem calórica como ordena uma tradicional dieta para os dias frios.

No dia 1, «Fernando Pessoa em Vila Nova de Famalicão» é o título da exposição de cerâmica, ilustração, pintura e fotografia que vai estar patente no foyer até 31 de janeiro de 2019. Trata-se de uma organização conjunta da Casa das Artes e da Editora Centro Atlântico, que colocará à vista de todos uma coleção de obras de arte concebidas por escultores, pintores, ilustradores e fotógrafos, sobre a obra de Fernando Pessoa.

Pessoa

No total, «Fernando Pessoa em Vila Nova de Famalicão» conta com 20 peças de cerâmica da autoria de Margarida Costa; duas ilustrações de Paulo Buchinho; mais três ilustrações de Mário Linhares; duas pinturas de Cristina Troufa; uma fotografia de André Boto; e mais duas fotografias de Libório Manuel Silva.

A inauguração está marcada para as 16h30.

A estreia de Orizuro traz ao outono tardio de Vila Nova de Famalicão a alegria e leveza dos pássaros primaveris. Esta é uma coprodução da Companhia de Música Teatral e da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.

O espetáculo sobe a palco nos dias 1 e 2, às 11h00 e 17h00, num Pequeno Auditório transfigurado em ninho.

“Orizuro” é uma viagem ao mundo dos pássaros. De todos os pássaros, os reais e os imaginários, os das histórias, da poesia, da música, os que nos convidam a voar, os que cantam connosco. Três intérpretes levam bebés e crianças (e com elas os adultos) aos ninhos onde a música nasce com o movimento e traçam caminhos inesperados povoados de sons e imagens.

O orizuru na cultura tradicional japonesa é um símbolo de felicidade e na segunda metade do século vinte, após a bomba de Hiroshima, tornou-se num ícone do desejo de paz. A ideia de "afinação" tem estado presente em grande parte dos trabalhos da CMT, que tem usado a expressão "tuning people, birds and flowers" para se referir à procura, através da experiência artística, da afinação das pessoas com o que as rodeia. São esses os "pássaros" que Orizuro procurará revelar. Ou construir. Vivemos num tempo que precisa da nossa atenção urgente para a necessidade de preservarmos o mundo em que vivemos. Há muitas formas de o fazer. Ensinar a olhar e escutar de forma poética é certamente uma das que faz falta e deve ser promovida desde que nascemos.

Entrada: 4 euros. Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 2 euros.

A noite deste primeiro dia de dezembro conta com o desfile musical de Manel Cruz que surgirá acompanhado no palco do Grande Auditório com Nico Tricot (voz, flauta transversal, teclados, guitarra), Edú Silva (voz, baixo, teclados) e António Serginho (percussão, teclados).

O espetáculo tem início agendado para as 21h30. 

Entrada: 12 euros. Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 6 euros

Manel Cruz tem um percurso artístico que o fez passar pelos Ornatos Violeta, Pluto, SuperNada e, finalmente, no projeto enigmático que foi Foge Foge Bandido. Agora, surge a mostrar recortes, vozes e memórias dessa viagem de 10 anos, desta vez a solo.

Assim são servidas as entradas de uma longa ementa que aguarda ser saboreada sem receios de indisposições de sobredosagens.

Orizuro