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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FALECEU D. HERMÍNIA D’OLIVEIRA PAES, PROPRIETÁRIA DO PALÁCIO DA BREJOEIRA

Presidente da Câmara Municipal de Monção lamenta falecimento de D. Hermínia d’Oliveira Paes, proprietária do Palácio da Brejoeira, relevando o seu papel na defesa e valorização do vinho alvarinho

O funeral de D. Maria Hermínia Silva de Oliveira Paes, com 97 anos, cidadã de mérito de Monção - medalha de prata, distinção atribuída em 2002, sairá amanhã, quinta-feira, pelas 10h00, da Capela do Palácio da Brejoeira para a Igreja Paroquial de Pinheiros. Após a celebração da missa de corpo presente, irá a sepultar no cemitério da referida freguesia.

O presidente da Câmara Municipal de Monção, Augusto de Oliveira Domingues, lamenta o falecimento de D. Hermínia D` Oliveira Paes, proprietária do Palácio da Brejoeira, apresenta sentidas condolências aos familiares e releva o papel preponderante da “Senhora da Brejoeira” na defesa e valorização do vinho Alvarinho.

“Além de emanar uma simpatia contagiante, a D. Hermínia personificava o empresário preocupado e atento com a evolução dos tempos, sendo percursora na plantação, vinificação e comercialização do vinho Alvarinho, contribuindo, de forma decisiva, para fazer deste produto endógeno que nos orgulha um dos melhores do pais e do mundo” adiantou.

Augusto de Oliveira Domingues revelou ainda a disponibilidade de D. Hermínia para o amadurecimento cultural do concelho de Monção, abrindo a porta do Palácio da Brejoeira a importantes acontecimentos musicais, teatrais e de moda: “Uma senhora notável, com a força de empresária e a sensibilidade de artista, que vai deixar saudades a todos que tiveram o privilégio de conviver com ela como eu”.

O funeral de D. Maria Hermínia Silva de Oliveira Paes, com 97 anos, cidadã de mérito de Monção - medalha de prata, distinção atribuída em 2002, sairá amanhã, quinta-feira, pelas 10h00, da Capela do Palácio da Brejoeira para a Igreja Paroquial de Pinheiros. Após a celebração da missa de corpo presente, irá a sepultar no cemitério da referida freguesia.

Uma vida dedicada ao Alvarinho

Sócia-fundadora da Associação de Produtores e Engarrafadores de Vinho Verde, sócia-fundadora da Confraria do Vinho Verde, sócia-fundadora da Real Confraria de Vinho Alvarinho, grã-mestre da Confraria de Vinho Verde entre 1989 e 1995, D. Hermínia D`Oliveira Paes foi a responsável, na primeira metade da década de 60, pela reestruturação da propriedade e plantação das vinhas de Alvarinho após estudo pormenorizado elaborado pelo engenheiro agrónomo João de Vasconcelos, diretor do posto agrário de Braga.

Mais tarde, quando as cepas produziam uvas de grande qualidade, procedeu-se à construção de uma adega maior e instalação de novo equipamento, iniciando-se a produção de vinho Alvarinho com supervisão do enólogo Amândio Galhano, a par de D. Hermínia um grande mentor e entusiasta do Alvarinho Palácio da Brejoeira.

Classificado como Património Nacional desde 1910, o Palácio da Brejoeira, grandiosa construção em estilo neo-clássico, dos princípios do século XIX, foi adquirido em finais da década de 1930 pelo pai de D. Hermínia, Francisco D`Oliveira Paes. Trata-se de um conjunto extraordinário – palácio, capela, bosque, jardins, vinhas e adega antiga – que seduz e encanta pela harmonia que emana. Com extensão de 30 hectares, em 18 cultiva-se, com esmero, vinho Alvarinho.