CONDE DA BARCA LEVOU PARA O BRASIL EM 1807 A CARTOGRAFIA PORTUGUESA ANTERIOR ÀS INVASÕES FRANCESAS
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Por ocasião da primeira invasão francesa ocorrida em 1807 e a consequente retirada para o Brasil da Corte, o Conde da Barca que foi António de Araújo de Azevedo, à época Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra e Ministro de Estado da Marinha e dos Domínios Ultramarinos, levou consigo toda a cartografia portuguesa até então produzida.
Com efeito, a bordo da nau Conde D. Henrique seguiu a Academia Real dos Guardas Marinhas que levou o “Depósito de Escritos da Academia”, o qual integrava nomeadamente o espólio da Sociedade Real Marítima e incluía mais de um milhar de cartas e planos hidrográficos. Uma vez chegados ao Brasil, foi criado no Rio de Janeiro o Arquivo Militar que passou a guardar aquele valioso espólio.
Com a independência do Brasil, aquele património não mais regressou e encontra-se atualmente depositado nas mapotecas do Palácio do Itamaraty, do Rio de Janeiro, onde funciona o Ministério das Relações Exteriores e ainda no Serviço de Documentação da Marinha, órgão da Marinha do Brasil subordinado à Directoria do Património Histórico e Cultural.
A referida cartografia era então produzida pela “Sociedade Real Marítima , Militar e Geográfica para o Desenho, Gravura e Impressão das Cartas Hydrográficas, Geograficas e Militares”, instituição criada pela Rainha D. Maria I por Alvará datado de 30 de Junho de 1798.
O 1º Conde da Barca, António de Araújo de Azevedo, era natural de Sá, no concelho de Ponte de Lima. Nasceu em 14 de maio de 1754 e faleceu, solteiro, na chácara do Bom Retiro, no Rio de Janeiro no dia 21 de junho de 1817. Era o filho primogénito de António Pereira Pinto de Araújo de Azevedo Fagundes, senhor da casa de Sá, em Ponte de Lima, e de Marquesa Margarida de Araújo Azevedo, Senhora da quinta da Prova, em Ponte da Barca.
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Solar do Conde da Barca no Brasil