CASA DO MINHO EM WINNIPEG (CANADÁ) FESTEJOU 50 ANOS COM 400 SARRABULHOS
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- Crónica deTito de Morais
A Casa do Minho do Canadá, situada na cidade de Winnipeg, festejou 50 anos, fundada que foi a 5 de Maio de 1974, por um grupo de amigos oriundos de Portugal, principalmente Manuel Rodrigues Sousa, de S. Martinho da Gândara, casado com Maria da Conceição Sousa, da vila de Ponte de Lima.
Um vasto programa de dois dias preencheu a efeméride, com muito empenho e trabalho duma vasta equipa dirigida pelo Presidente Samuel Sousa, seguidor dos passos do pai fundador.
A cerimónia foi aberta pela governadora da província, Maritoba, Anita Neville, ao som do Hino do Canadá e restantes autoridades: cônsul de Portugal, Paulo Cabral; Presidente da Câmara de Winnipeg, Scott Gillingham; o vice, da de Viana do Castelo, Manuel Vitorino e o Presidente da Junta de Chafé, António Oliveira Lima
Durante mais de dez horas assistimos à animação, com música popular portuguesa, do DJ Kevin Fontes e clássica. Foram interpretantes desse momento, mais de duas dúzias de grupos, duetos, artistas individuais, da região e de outras partes do Canadá. Recordamos algumas das participações: Associação Cultural do Minho, de Toronto; Centro Cultural Português de Mississauga, Ontário; Alegria, da Associação Portuguesa de Manitoba; Aldeias de Portugal; Estrelas do Norte, de Totonto; Balada Dance Team, da Roménia; Pérolas do Atlântico, da Casa dos Açores, Ontário; os sons quentes da Banda Brazilian Vibe, e da Itália, a Stelle Di Calabria, o Coral Alexis Chlopecki Singer, de Maritoba e Croatian Dance Group, da Croácia.
Em tempo de intervenções de convidados, solicitaram-nos uma palestra de meia hora para recordar o navegador João Álvares Fagundes (1460?-1522). Enumeramos nossas pesquisas em Portugal e França, recordando o ilustre altominhoto que, entre um e dois anos antes de falecer foi pioneiro dos portugueses no Canadá, ao reconhecer as actuais províncias marítimas da Nova Escócia, Terra Nova e Labrador, cujas ilhas e terras o rei D. Manuel I lhe reconhecera por carta de 22 de Março de 1521, documento da Torre do Tombo, Lisboa.
Quanto a gastronomia, ela repartiu-se pelo jantar de Sábado, um Roast beef, e o almoço de Domingo, com o Sarrabulho á moda de Ponte de Lima. Na cozinha, ampla, a coordenação de serviço por parte dos Chefs: Jeff Coelho, luso – canadiano, e Paulo Santos, que nos acompanhou de Ponte de Lima em mais de treze horas de avião com as miudezas necessárias para o prato típico limiano; no salão de festas, oito centenas de comensais deliciaram – se com o eficaz apoio de quinze colaboradores na confecção das iguarias, enquanto outros tantos serviam às mesas, os ágapes escolhidos e os vinhos verdes e maduros com todo o carinho e atenção.
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