CASA DO CONCELHO DE PONTE DE LIMA FOI FUNDADA HÁ 27 ANOS
Passam precisamente 27 anos sobre a data da constituição legal da Casa do Concelho de Ponte de Lima. No dia 2 de fevereiro de 1987, um punhado de limianos celebrou no 24º Cartório Notarial de Lisboa a escritura notarial que deu existência jurídica àquela instituição regionalista sediada na capital. Foram eles Carlos Gomes, Francisco Maia de Abreu de Lima, David Alves Rodrigues, João Caçador Alves, António Cerqueira Dias de Carvalho, José Ernesto Costa, José Pereira da Silva, João Fernandes Melo e Manuel de Sá Coutinho.

Os antecedentes que levaram à criação de uma associação que reunisse à sua volta os limianos radicados na região de Lisboa remontam a 1982 quando, um grupo de limianos organizou o “Almoço de Confraternização dos Limianos Residentes em Lisboa”. No dia 30 de maio daquele ano, o referido encontro reuniu cerca de centena e meia de pessoas no restaurante “David da Buraca”. Foi então aventada a possibilidade de se vir a constituir uma associação regionalista mas a ideia não se concretizou.
Recentemente filiado na Casa do Minho, Carlos Gomes é eleito em 1986 para vogal da Direção daquela associação e propõe-se, entre outras iniciativas, criar no seu âmbito uma “comissão concelhia” de naturais de Ponte de Lima. Para além de congregar os limianos, esta medida visaria de igual modo contribuir para a dinamização daquela entidade já então a registar um acentuado declínio e inatividade. Porém, a ideia não foi bem aceite e, na sequência de um processo pouco pacífico marcado por grande incompreensão por parte dos dirigentes da altura, Carlos Gomes abandonou aquela associação para dar início a um processo que viria a culminar com a criação da Casa do Concelho de Ponte de Lima.
Em meados de setembro de 1986, foram iniciados os contatos com vista à organização da primeira iniciativa que pudesse vir a constituir o ponto de partida. E, o primeiro contato foi efetuado com o Dr. Francisco Maia de Abreu de Lima, à altura Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, e teve lugar precisamente no seu gabinete, nos Paços do Concelho. A sequência destes contatos foi o critério mais tarde estabelecido para a atribuição da numeração dos sócios fundadores, dando-se assim uma ordem cronológica à semelhança do que sucede com a admissão dos demais associados.
Decidiu-se então avançar para a realização de um almoço a que veio a designar-se por “2º Almoço Limiano” em virtude de ter ocorrido anteriormente outro almoço em 1982. Foi então constituída em Lisboa uma Comissão Organizadora de que fizeram parte todos os elementos que vieram dois meses mais tarde a formalizar a criação da Casa do Concelho de Ponte de Lima. Paralelamente, foi em Ponte de Lima constituída uma Comissão de Honra que incluiu entre outros a Câmara Municipal de Ponte de Lima, a Assembleia Municipal de Ponte de Lima, o Instituto Limiano, a Associação de Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima e a Associação Comercial de Ponte de Lima.
Este encontro reuniu perto de quatro centenas de pessoas a quem foi feito um inquérito por escrito, questionando acerca da criação de uma associação regionalista. A opinião favorável foi unânime pelo que, ali mesmo, decidiu-se formar a Comissão Instaladora da Casa do Concelho de Ponte de Lima.
A Comissão Instaladora passou a funcionar na rua de Campolide, 124-A, na cave do restaurante “Katekero”, instalações gentilmente cedidas por um dos fundadores, tendo a própria Direção que veio a ser eleita continuado a reunir-se naquele local até à obtenção das atuais instalações da Sede Social, na rua de Campolide, 316.
Quase três décadas decorridas, o desconhecimento dos fatos históricos por parte das novas gerações que se encontram ligadas àquela associação tem dado margem a uma atitude revisionista que procura reescrever os acontecimentos, alterando desse modo a História da Casa do Concelho de Ponte de Lima.

