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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CAMINHA REALIZA FESTIVAL DA FRANCESINHA

Festival da Francesinha abre às 19h00 no largo Calouste Gulbenkian, em Caminha. Miguel Alves destaca interesse e confiança dos privados no concelho

Depois do Porto e de Lisboa, Caminha junta-se ao roteiro dos Festivais da Francesinha. A partir de hoje e até ao próximo domingo, o concelho é a “capital” da Francesinha, um prato típico da cidade do Porto. Durante os cinco dias, quatro dos mais conhecidos restaurantes da capital do Norte estão no Largo Calouste Gulbenkian, junto ao edifício da Câmara Municipal e vão praticar preços aliciantes.

A conhecida Francesinha portuense vai ser servida em Caminha, por quatro restaurantes selecionados pela organização deste Festival, e a preços mais baixos do que os praticados nos estabelecimentos do Porto. Assim, a Francesinha tradicional será servida a 8,5 euros, enquanto a confecionada em forno de lenha terá um custo de 10 euros.

Isto é possível porque estamos num Festival. Mas, além da genuinidade dos pratos, os clientes beneficiarão também um ambiente agradável, com música de DJ nos arcos do edifício da Misericórdia.

Os restaurantes que participam no Festival da Francesinha em Caminha são o Alfândega Douro, Cufra Grill, Madureiras Campo Alegre e Majára, qualquer deles com larga experiência na confeção da Francesinha, que é, aliás, produto de destaque nas respetivas ementas.

Evento “pisca o olho” aos turistas

O presidente da Câmara de Caminha diz-se satisfeito com o evento e destaca três ordens de razões. A primeira delas é o facto de nascer do dinamismo privado e “hoje em dia as economias das comunidades também se medem pela confiança que os privados depositam nas instâncias e no território”. 

Miguel Alves sublinha também que se trata de uma iniciativa que valoriza um produto gastronómico que, não sendo do concelho, “pisca o olho” a um conjunto vasto de turistas que aqui estão de férias e traz até Caminha uma especialidade gastronómica que agora pode ser apreciada por todos aqueles que, vindos de todo o Alto Minho e da Galiza, aqui vão encontrar o que normalmente só provam no Porto, transformando a iniciativa num chamariz de um público diverso do que aquele que temos habitualmente.

Por último, o presidente recorda que esta é mais uma iniciativa de um verão que “quisemos e conseguimos que fosse atrativo”. Para Miguel Alves, “apesar do clima não ter ajudado e dos constrangimentos financeiros pelos quais passam as nossas famílias, o modo como o concelho – todo o concelho – se esforçou por proporcionar um grande verão a todos os que nos visitaram não honra apenas a tradição de bem receber, mas mostra também o valor de uma comunidade que sabe enfrentar em conjunto as dificuldades”.  

Organização com expectativas altas

De acordo com Francisco Freixinho, da organização do Festival, o Largo Calouste Gulbenkian é um excelente local para o evento. Destaca há cada vez mais restaurantes que querem participar nos festivais que têm vindo a ser organizados no Porto e em Lisboa, sempre com grande sucesso, e o mesmo se verificava para Caminha. No entanto, a seleção é criteriosa e, para além das exigências em matéria de qualidade, a organização está atenta à capacidade de resposta dos estabelecimentos. Francisco Freixinho explica que a procura é, por norma, grande, e num Festival não é admissível que as pessoas tenham de esperar por muito tempo, havendo por isso exigências acrescidas em termos de eficácia do serviço.

Neste momento, no Largo Calouste Gulbenkian, ultimam-se os preparativos para a abertura do Festival da Francesinha, o que acontecerá a partir das 19h00. Amanhã e sexta-feira o certame abre à mesma hora e só encerra às 01h00. No sábado e no domingo a hora de fecho do Festival mantém-se mas os restaurantes começam a servir a partir das 12h00.

O Festival da Francesinha é uma organização da Montra Nacional e de uma empresa de Caminha, e conta com o apoio da Câmara Municipal de Caminha.