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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BRAGA ORGANIZA FESTIVAL DE ÓRGÃO

Festival de Órgão de Braga faz renascer gosto pelo ‘Rei dos Instrumentos’. Evento decorre de 6 a 15 de Maio

Braga organiza, de 6 a 15 de Maio, o III Festival de Órgão, um evento que já conquistou lugar de destaque no panorama cultural do país. O festival, promovido pelo Município de Braga, Arquidiocese de Braga, Santa Casa da Misericórdia de Braga e Irmandade de Santa Cruz, apresenta este ano uma programação de excelência, com alguns dos melhores intérpretes e dando a conhecer mais órgãos de tubos da Cidade, nomeadamente os instrumentos das Igrejas de Adaúfe, S. Victor e Santa Cruz.

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Além de um programa de iniciativas paralelas, a terceira edição do festival inclui a realização de cinco concertos que prometem surpreender o público e fazer renascer o gosto por aquele que é considerado o ‘Rei dos Instrumentos’.

Na apresentação do festival, realizada hoje, 24 de Fevereiro, na Igreja de Santa Cruz, a vereadora da Cultura, Lídia Dias, salientou o facto de a iniciativa resultar de um trabalho conjunto de várias entidades, a que se juntam agora as Juntas de Freguesia, concretamente S. Victor, Adaúfe, União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade e de S. Lázaro e S. João do Souto. “Todos juntos estamos a construir um festival que se afirma como uma referência cultural e que valoriza o património e a tradição musical do Concelho”, referiu Lídia Dias.

A par dos concertos agendados para Adaúfe e para o Mosteiro de Tibães, a vereadora da Cultura salientou o facto da edição deste ano marcar a inauguração do restauro do órgão de tubos da Igreja de S. Victor, um dos projectos vencedores do Orçamento Participativo do Município de Braga.

Segundo o deão da Sé Catedral, cónego José Paulo Abreu, “Braga pode orgulhar-se de ter a maior colecção de órgãos de tubos ibéricos do mundo, um património inestimável que importa valorizar”. O património organístico de Braga é constituído por cerca de meia centena de instrumentos históricos, todos eles diferentes e raros exemplares que causam admiração a quem visita a Cidade.

Programa com concertos inovadores

A edição 2016 apresentará ao público “novas formas de ouvir o órgão, com um ciclo de concertos e actividades que têm aproximado o público de um elemento cultural que se encontrava algo esquecido”, conforme referiu o director artístico do festival, José Rodrigues. “Com este festival damos vida aos instrumentos e difunde-se a música. Este é um evento de cultura que fomenta a educação para a arte, mas é também uma iniciativa em prol do turismo e da economia local e regional”, frisou, sublinhado o facto de todas as iniciativas do festival serem de entrada gratuita.

Segundo este responsável, o programa apresenta concertos inovadores, com destaque para o concerto que terá lugar na Igreja de Santa Cruz, no dia 13 de Maio, que juntará o órgão e a gaita-de-foles, ou ainda o concerto de órgão portativo e instrumentos medievais marcado para 8 de Maio, no Mosteiro de Tibães.

Outro dos destaques vai para a realização, no dia 29 de Abril, no Hospital de Braga, de um recital de órgão e música ligeira. Uma experiência inovadora que pretende “ir ao encontro do público e mostrar que o órgão é um instrumento rico e com várias valências”.

De referir que o festival arranca dia 6 de Maio, com um concerto a dois órgãos na Sé de Braga. Este é o único momento do ano em que os dois instrumentos, considerados dos mais importantes da Península Ibérica, são tocados em simultâneo.

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UM FESTIVAL DEDICADO A UM “REI”

A paixão do Homem pela Música é intemporal.

Desde a mitológica história da flauta de Pan, em que o homem tenta retirar melodias soprando tubos de diferente comprimento, até à invenção do hydraulos, pelo engenheiro de Alexandria, Ctesibios, em 250 a.C., que o Homem procura (re)produzir som recorrendo à passagem do ar por tubos. Podemos então situar o aparecimento do “rei dos instrumentos, embora de uma forma ainda primitiva, na Antiguidade Clássica.

Mais tarde, a civilização Romana, encanta-se pela capacidade expressiva deste instrumento que despertava os sentidos e as emoções. Talvez por isso, era presença frequente nas festas e mesmo nas lutas entre os gladiadores. Certamente por esta última situação, durante muito tempo, os cristãos olharam com reserva para o órgão, já que muitos terão perecido nas arenas ao som do órgão e era inevitável a associação do instrumento à perseguição ao cristianismo e às festas pagãs.

Na Era Medieval proliferam os pequenos instrumentos portativos e a sua presença era frequente tanto no ambiente das cortes, como no religioso.

A entrada na Idade Moderna marca o destino do órgão e a sua importância no mundo ocidental. As críticas luteranas sobre o descuido com o culto católico, vêm acelerar uma importante reforma no seio da Igreja de Roma. Em 1545 inicia-se o Concílio e Trento, onde se confere ao órgão o estatuto de instrumento privilegiado do espírito religioso e ideal para o culto da Igreja. Não se fizeram tardar os ecos desta decisão e, por todo o velho continente, nas Catedrais e Mosteiros constroem-se os primeiros grandes instrumentos que, até ao apogeu do século XVIII irão passar por um processo evolutivo com numerosas reformas e melhorias, ajustando-os sempre à missão catequética que a Música é chamada a ter no culto, tornando-se hoje quase que inseparável da música sacra.

Atualmente, ao olharmos para estes testemunhos singulares do passado, compreendemos a importância que a Igreja colocou na Música e, em particular, no Órgão de Tubos, na afirmação da Fé. A imponência e majestade destes instrumentos e da sua música eleva-nos para algo superior, a que frequentemente chamamos Arte. A Arte com que se trabalhou a Natureza, na madeira e no metal, para obter o som, mas também a escultura e a pintura que conferem às caixas todo o aspeto cénico de uma mensagem que aponta ao Divino.

No Festival de Órgão somos convidados a esta viagem pela Arte!

UMA PROGRAMAÇÃO VARIADA E ORIGINAL

Após o sucesso das duas primeiras edições do Festival de Órgão, a continuidade do evento que trouxe nova vida à Música em Braga, onde se prima pela qualidade, tinha como imperativo a continuidade.

O Património organístico de Braga é constituído por cerca de meia centena de instrumentos históricos, todos eles diferentes e raros exemplares, testemunhos do passado e da época áurea do Barroco no norte de Portugal. Um verdadeiro tesouro material constituído pelos instrumentos existentes, e imaterial pelo facto destes serem a voz de uma tradição musical singular que se desenvolveu na Península Ibérica, entre os séculos XVI e XVIII que, embora tendo influências externas, tem particularidades que apenas encontramos nestes órgãos.

Com o intuito que o fez nascer, o Festival de Órgão de Braga, oferecerá entre 6 e 15 de maio de 2016, mais uma série de Concertos de excelência, com alguns dos melhores intérpretes e dando a conhecer mais Órgãos de Tubos da cidade de Braga e composições musicais que para eles foram escritas.

Esperam-se muitas novidades e diferentes formas de ouvir o Órgão num ciclo de concertos e atividades que tem aproximado o público de um elemento cultural que se encontrava algo esquecido.

A programação do Festival de Órgão de Braga é um momento único e irrepetível de conhecer um dos mais poderosos e misteriosos instrumentos.

NOTAS À PROGRAMAÇÃO

Antes de começar…

29 ABRIL 10h00 11h00

Hospital de Braga (átrio de entrada)

“MÚSICA P’RA SAÚDE”

(dois recitais de órgão com peças divertidas)

Daniel Ribeiro Na semana anterior ao início dos Festival o órgão vai ao Hospital.

Lembrando a importância que a Música tem e o papel terapêutico que hoje, assumidamente, se lhe reconhece, o Festival de Órgão, ainda antes do seu arranque oficial promove dois recitais com órgão positivo, em pleno átrio de entrada do Hospital de Braga, aos quais qualquer pessoa poderá assistir.

Com este evento pretende-se também aproximar o órgão e a sua música do público, mostrando que muitas melodias conhecidas, algumas bem populares, podem ser executadas neste instrumento.

Será uma oportunidade de ouvir sambas, fado e música pop, num ambiente onde seria improvável de encontrar-se um órgão de tubos.

6 MAIO 21h30

Sé Catedral de Braga

GRANDES ÓRGÃOS GÉMEOS, construídos em 1737-39 por Frei Simón Fontanes

CONCERTO “BATALHA DE ÓRGÃOS”

(concerto a dois órgãos)

Atsuko Takano e Pablo Márquez

Num sempre único duelo entre dois dos mais importantes instrumentos históricos da Península Ibérica, sem par em todo o Mundo, este Concerto irá mostrar de que forma este jovem casal, ela japonesa e ele valenciano, se envolvem numa batalha musical entre o Órgão do Evangelho e o Órgão da Epístola.

O programa trará obras, com arranjo para dois órgãos, de Bach, Cabanilles, Bonelli e Pachelbel, num diálogo que se espera vivo e divertido, embora se espere alguma “discussão” entre os jogos de trombetas e clarins, que irrompem das caixas dos órgãos, uma famosa característica destes instrumentos.

8 MAIO 10h00

Igreja de São Vítor

VISITA GUIADA AO ÓRGÃO DE SÃO VÍTOR

(restauro financiado pelo projeto Orçamento Participativo de Braga)

Com o mestre organeiro António Simões

Após cerca de um ano de trabalhos de restauro, o órgão histórico da igreja de São Vítor volta a fazer-se ouvir. Um sonho de há muito dos bracarenses, sobretudo dos residentes em São Vítor que, encontraram no Orçamento Participativo a oportunidade imperdível de recuperar este instrumento, quando passam 200 anos da sua construção.

Para explicar todo o trabalho realizado neste restauro, quem melhor que o mestre organeiro responsável pela intervenção – António Simões – numa visita ao órgão no dia 8 de maio.

07 MAIO 21h30

Igreja da Conceição (Instituto Monsenhor Airosa)

CONCERTO “ÓRGÃO & VOX AETHEREA”

(concerto com órgão e coro feminino)

Vox Aetherea (coro), André Pires (órgão), Alberto Medina de Seiça (direção)

Num local ainda desconhecido de muitos bracarenses, tido como uma jóia do Barroco, a igreja de Nossa Senhora da Conceição acolhe um concerto intimista que nos transportará aos tempos em que, no antigo mosteiro feminino de clausura, ecoavam as vozes femininas, muito certamente com temas gregorianos, que ecoavam juntamente com a voz do órgão. O coro feminino de Coimbra “Vox Aetherea” propõe precisamente um regresso a esse ambiente de espiritualidade, contrapondo os temas gregorianos com temas contemporâneos dedicados a Maria.

No órgão, André Pires, um dos jovens da nova geração de organistas portugueses.

08 MAIO 15h00

Mosteiro de Tibães (Sala do Capítulo)

“CONCERTO DE VOZES”

O Órgão: entre o divino e o profano

(conferência)

Célia Ramos (UP), João Duque (UCP) e Oscar Valado (diocese de Santiago)

A imponência com que estes instrumentos se erguem no interior dos templos não deixa ninguém indiferente. Nas suas caixas, ricamente trabalhadas, contam-se histórias, ensinam-se catequeses. O som parece reunir uma orquestra nas mãos de um só músico e, certamente por isso, Mozart o chama de “rei dos instrumentos”.

Contudo, a sua história remonta à era antes de Cristo e esteve presente tanto em ambientes profanos, como em ritos religiosos.

No século XVI, a Igreja escolheu-o, no Concilio de Trento, como elemento central no culto, a par da voz, ditando-lhe a difusão por toda a Europa e pelos territórios de além-mar.

Hoje continua presente em igrejas e grandes salas de espetáculo fazendo parte de algo tão amplo como aquilo a que se chama “Cultura”. Em Portugal assume características distintas dos instrumentos que se desenvolveram no resto do mundo, surgindo assim o Órgão Ibérico português.

Este instrumento e a sua música são a voz singular de uma região e das suas gentes. Nas características que foi adotando, o órgão de tubos, inspira-se no meio e no conhecimento que neste circula. É espelho das crenças populares e veículo da doutrina eclesiástica.

Em Portugal, nos últimos anos, tem-se assistido à construção de novos órgãos, especialmente nas Sés, e este ano dois novos instrumentos são inaugurados, na Basílica de Fátima e na Sé de Vila Real, reveladores de um novo despertar para a importância destes.

08 MAIO 16h30

Mosteiro de Tibães (Sala do Capítulo)

CONCERTO “ÓRGÃO & AMIGOS MEDIEVAIS”

(concerto com órgão portativo e instrumentos medievais)

Irma Alonso & Juan Vázquez

Neste concerto iremos conhecer dos exemplares mais pequenos do órgão, o órgão portativo. Trata-se de um órgão de tubos em tudo semelhante aos grandes instrumentos, embora de dimensão muito reduzida, que se apoia numa das pernas, com uma mão enche-se os foles e com a outra toca-se num teclado.

Este tipo de instrumento encontra-se muitas vezes representado nos pórticos das igrejas medievais, em gravuras ou pinturas, quer tocando a solo pelas mãos de anjos, quer em conjunto com outros instrumentos como os que o vão acompanhar. Alguns são réplicas dos instrumentos que surgem no Pórtico do Paraíso da Catedral de Ourense, em Espanha.

O programa contextualiza uma época em que estes instrumentos não se confinavam ao ambiente sacro, mas antes estavam presentes também nas festas e nos palácios, em contextos profanos. Ouviremos peças atribuídas a Afonso X “o sábio”, Martím Codáx e Dom Dinis.

13 MAIO 21h30

Igreja de Santa Cruz

CONCERTO “ÓRGÃO & GAITA”

(concerto com órgão e gaita de foles galega)

Thomas Ospital & Cristian Silva Numa forma original de apresentar estes instrumentos, juntam-se neste concerto um dos melhores jovens organistas mundiais, titular do grande órgão de Saint-Eustache, em Paris, que possui neste momento das agendas de concerto mais preenchidas, com apresentações nos quatro cantos do mundo, e um jovem criador galego especializado em instrumentos populares, que tem desenvolvido um trabalho original que mostra a gaita galega em novos cenários contemporâneos.

Numa experiência pioneira em Portugal, o órgão histórico de Santa Cruz soará acompanhando peças para gaita-de-foles.

14 MAIO 12h00

Sé Catedral

CONCERTO “JOVENS MÚSICOS”

(concerto pelos alunos de órgão dos Conservatórios de Ourense e de Barcelos)

Orientação dos professores Marisol Mendive e Daniel Ribeiro

Eles são teenagers, alguns vindos da Galiza, mas em comum partilham a paixão pela música de órgão. Neste concerto irão apresentar o seu promissor talento em obras a dois órgãos, a 4 mãos e a órgão solo, mostrando que este instrumento com mais de 2000 anos de existência é interessante para os mais jovens e permite executar música alegre e cheia de ritmo.

14 MAIO 21h30

Igreja de Santa Maria de Adaúfe

CONCERTO DE ÓRGÃO, VIOLINO E MEZZO-SOPRANO

(concerto com intérpretes provenientes de Cracóvia, Polónia)

Kamil Mika, Artur Luczak e Katarzyna Kucia

Num programa sobretudo centrado nos séculos XVI e XVII, este grupo de músicos polacos traz a tradição musical do leste europeu, com as semelhanças e diferenças que esta possui em relação ao ocidente.

Kamil Mika é um premiado organista da nova geração, natural de Cracóvia, que tem percorrido já vários países em concertos e recitais de órgão, enfatizando a música antiga, em especial da época Barroca.

Este concerto vem também concretizar um dos objetivos do Festival de Órgão, de levar a Cultura às freguesias mais periféricas da cidade, descentralizando a oferta cultural. Na atual igreja de Adaúfe, antigo mosteiro beneditino, vamos encontrar um pequeno instrumento histórico de personalidade tímbrica marcada.

15 MAIO 16h30

Igreja de São Vítor

CONCERTO “BACH IBÉRICO”

(concerto de inauguração do restauro do órgão, com cravo e orquestra barroca)

Rui Paiva e orquestra Os 200 anos passados sobre a construção do órgão de tubos de São Vítor, foi um dos argumentos que levaram a paróquia a inscrevê-lo no Orçamento Participativo. A importância que o órgão e a sua música tem vindo a ganhar no contexto cultural, assim como o crescente interesse do público pelo “rei dos instrumentos”, aliou-se à vontade da paróquia em devolver a “voz” a este instrumento construído no início do século XIX pelo famalicense Manuel de Sá Couto, o mesmo construtor dos órgãos do Bom Jesus, de São Marcos ou de São Lázaro.

O restauro a cargo do mestre organeiro António Simões trará o instrumento ao seu estado original e engloba também a recuperação da caixa, à responsabilidade de dois artistas bracarenses, Agilberto Silva e Francisco Neto.

A proposta de concerto “Bach ibérico” deixa antever uma escolha musical assente na obra daquele que é tido como o grande compositor para tecla, o alemão Johann Sebastian Bach. Tentando desmistificar o pré-conceito que nos instrumentos de características ibéricas não é possível interpretar obras dos grandes compositores europeus, o organista Rui Paiva, diretor da Academia de Santa Cecília, traz-nos uma seleção de peças exigentes que nos mostram, de forma extraordinária, o Barroco europeu, tirando partido da riqueza tímbrica que os órgãos ibéricos oferecem.

O CARTAZ DO FESTIVAL

O cartaz deste III Festival segue a linha que se desenhou nas anteriores edições. Com uma configuração contemporânea, o elemento central sugere-nos a edição e o título do evento, mais uma vez tendo como elemento destacado pela cor o leque de trompetas, elemento identitário do órgão ibérico. O fundo, de cor escura, sugere o muito que este grande instrumento – o órgão – tem ainda para descobrir e que este evento pretende revelar. A cor azul que se destaca este ano simboliza a harmonia entre os vários elementos que constituem o órgão e, deste com o meio e com os outros instrumentos e vozes. Na faixa superior do cartaz, o órgão em destaque desta edição, da igreja de Santa Cruz.

ORGANIZAÇÃO DO FESTIVAL

Cónego Doutor José Paulo Leite de Abreu | Arquidiocese de Braga

Dr. Luís Rufo | Irmandade de Santa Cruz

Dr. José Alberto Sousa Ribeiro | Santa Casa da Misericórdia de Braga

Dr. Rui Ferreira | Município de Braga

Dr. José Rodrigues | Diretor Artístico do Festival

SITE DO FESTIVAL www.festivalorgaobraga.com

https://www.facebook.com/festivalorgaobraga

festivalorgaobraga@gmail.com