Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BENEDITA AGUIAR CONSIDERA QUE AUTOESTIMA É ESSENCIAL NA CAPACITAÇÃO PARA A INCLUSÃO

Entrevista a Benedita Aguiar, Diretora da Die Apfel

Die Apfel ministrou formação na área da «Imagem, Autoestima e Autoconceito», no âmbito da tipologia de intervenção «Capacitação para a Inclusão»

Benedita2.jpg

Blogue do Minho - Considera importante, nos dias de hoje, o trabalho deste tema?

Benedita Aguiar - A tipologia de intervenção “Capacitação para a Inclusão” (dinamizada com o apoio do POISE: Programa Operacional Inclusão Social e Emprego, pelo Programa Portugal 2020, União Europeia e Fundo Social Europeu) visa, entre outros aspetos,  o aumento das competências sociais e profissionais tendo em vista facilitar o acesso ao mercado de trabalho de grupos altamente vulneráveis.

Neste sentido verifica-se a necessidade de apostar no incremento de uma imagem positiva, mas para isso é imprescindível a promoção da autoestima e do auto conceito.

B.M. - O que entende por autoestima e autoconceito?

B.A. - A autoestima é uma componente valorativa do próprio, a qual está eminentemente relacionada com as habilidades daquele. Em 1890 William James defendia que aquele constructo (autoestima) incorporava características da pessoa, designadamente ao nível físico, familiar, social, intelectual, entre outros. De acordo com aquele autor, o sucesso seria um dos fatores impulsionadores da autoestima. Trata-se, no fundo, de um sentimento de valor pessoal, que depende não apenas do próprio, mas de todas as condicionantes a que este está sujeito.

Por autoconceito entendo que é o sentimento que o indivíduo nutre por ele próprio. Por exemplo, o autoconceito profissional é operacionalizado como “a perceção que o indivíduo tem de si em relação ao trabalho (tarefas) que executa” (Costa, 1996, p.34), sendo que pela mesma ordem de pensamento o autoconceito académico, por exemplo, estará intimamente relacionado com a perceção do aluno relativamente à sua performance escolar/formativa/académica. Posso também dar o exemplo do autoconceito social, enquanto consciência do próprio relativamente à sua prestação social em interações mais ou menos específicas.

B.M. - E ambos os constructos (autoestima e autoconceito) têm impacto ao nível da inserção social e laboral?

B.A. - Tanto a autoestima, como o autoconceito são influenciados por uma panóplia de fatores, internos e externos, sendo que alguns deles são fatores controláveis pelo próprio, mas muitos outros não são. Assim, a formação em questão centrou-se (não só, mas também) nos fatores controláveis, intrínsecos e extrínsecos ao indivíduo, que podem promover a sua autoestima e o seu autoconceito.

Indubitável é, na minha opinião, a importância de ambas as variáveis (autoestima e autoconceito) na promoção da inserção social e laboral. Por esse motivo, a Die Apfel optou por trabalhar de forma consistente este tema.

B.M. - E a imagem como foi trabalhada, no sentido de poder ela própria contribuir para a inserção social e laboral?

B.A. - Todos os dias, de forma mais ou menos consciente, transmitimos a imagem daquilo que somos, do que já vivemos e até das nossas motivações.

Pretendeu-se, ao longo da ação de formação, explicar a importância da imagem na atualidade, nomeadamente no que se refere à inserção profissional. 

Aquela não foi trabalhada isoladamente, mas sim integrada num conjunto de valores que, per si, constituem a imagem. Foi trabalhado aquilo que nós comummente denominamos por “Marketing Pessoal”. Neste sentido, realizámos simulações de entrevistas de emprego; pequenas palestras sobre marketing pessoal; uma sessão de maquilhagem profissional, entre outras iniciativas.