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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ASSOCIATIVISMO TAMBÉM É SOLIDARIEDADE

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  • Crónica de Carlos Gomes

Cancelado! Cancelado! Cancelado! – eis o anúncio mais recorrente nos tempos que correm. A pandemia do COVID-19 obrigou ao cancelamento de todos os eventos programados até ao mês de Junho do corrente ano. Porém, ultrapassada embora a fase mais crítica, o problema não fica de imediato resolvido e as medidas de precaução irão certamente prolongar-se pelo menos até ao final do ano.

Todo o movimento associativo – colectividades desportivas, culturais, recreativas, casas regionais, grupos folclóricos – suspendeu as suas actividades. Tratam já de transferir as iniciativas programadas para o próximo ano. Isto enquanto os seus associados, à semelhança da generalidade dos cidadãos, fecham-se em casa para se protegerem a si e aos que os rodeiam.

A prazo, este estado de emergência que não se sabe ainda ao certo até quando vai durar, irá provocar um impacto brutal na economia do país e poderá mesmo vir a ter grandes repercussões nomeadamente nas instituições europeias. Mas, a breve prazo representa um esforço titânico também a nível financeiro para fazer frente à situação em que estamos a viver com consequências imprevisíveis.

Este esforço deve ser partilhado por todos e a gestão dos recursos ser o mais racionalizada possível. Não estamos em tempo de desperdício e esbanjamento dos impostos dos nossos contribuintes, sejam eles empresas ou pessoas individuais. É a isso que se chama solidariedade!

Como foi referido, o associativismo fechou as suas portas à espera de melhores dias. As suas despesas e outros encargos estão relacionadas apenas com a gestão corrente. E, mal irá uma colectividade que não seja capaz de pagar a renda ou a factura da água sem necessitar do subsidiozinho estatal… nesse caso mais valerá fechar a porta!

Face à situação com que somos confrontados, as autarquias locais – principais financiadoras do movimento associativo – deverão repensar as formas de financiamento e os respectivos montantes, podendo no corrente ano estabelecer alguma redução dos mesmos. Não se trata de deixar de apoiar o associativismo mas de racionalizar os recursos, nomeadamente financiando projectos que possam ser monitorizados em vez de despejar indiscriminadamente o dinheiro que é dos contribuintes. Até porque existem múltiplas formas de apoiar essas entidades, nomeadamente através de cedência de instalações… mas elas jamais deverão transformar-se num fardo para os cidadãos, sobretudo quando é a vida de muitos portugueses que está em causa!