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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ASSOCIAÇÃO DE ESTUDANTES DO ISMAI PROMOVE PROJETO “LAÇO BRANCO”

Entrevista a Frederico Freitas, Presidente da Associação de Estudantes do ISMAI (AEISMAI)

Frederico Freitas Presidente AEISMAI.jpg

Blogue do Minho: Em que consiste o Projeto Laço Branco?

Frederico Freitas (Presidente da AEISMAI): O Projeto Laço Branco foi desenhado pela Fundação António Joaquim Gomes da Cunha, tendo como objetivos centrais a prevenção da ocorrência de situações de violência doméstica contra a população portadora de deficiência, desocultando o fenómeno e trazendo-o para discussão pública.

Trata-se de uma iniciativa financiada pelo Programa Operacional Inclusão Social e Empreso (PO ISE), pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), pelo Portugal 2020 (PT2020) e União Europeia/Fundo Social Europeu (EU/FSE), que procura articular com diferentes entidades, nomeadamente com Instituições de Ensino Superior, como é o caso do ISMAI.

Blogue do Minho: O projeto Laço Branco tem como objetivo prevenir a violência doméstica contra as pessoas portadoras de deficiência. Como Presidente da AEISMAI considera que esta temática deve estar na agenda do dia?

Frederico Freitas: Sim, sem dúvida. As pessoas portadoras de deficiência, seja esta física e/ou mental, apresentam frequentemente dificuldades de inserção e de integração social, que derivam de preconceitos sociais que urge debelar.

Para além disso, é de suma importância visibilizar este fenómeno. De facto fala-se com frequência da problemática da violência doméstica (o que é importante, sem dúvida), mas é raro haver referências a esta população, em concreto.

Blogue do Minho: De que forma a colaboração da AEISMAI com o Projeto Laço Branco permitirá visibilizar esse fenómeno?

Frederico Freitas: O Projeto Laço Branco tem como baluarte a desocultação da violência doméstica contra a pessoa portadora de deficiência. Ao participar numa das ações do projeto (“Caderno Fotofantasia - 60 Imagens: Violência contra pessoas portadoras de deficiência”) iremos, não só, proporcionar à Comunidade Académica uma reflexão sobre este tema, como também colocar o assunto na ordem do dia, realizando um Concurso e uma Exposição de Fotografia que terá como mote a prevenção da violência doméstica, contra esse grupo específico.

Este recurso didático, que será disseminado junto de muitas escolas secundárias do país, terá a sua génese na Comunidade Académica do ISMAI, através da Associação de Estudantes que presido.

Blogue do Minho: Como Presidente da AEISMAI considera importante trabalhar estas questões na Comunidade Académica?

Frederico Freitas: A AEISMAI, entre outras preocupações de suma relevância para os Estudantes do ISMAI, procura promover o debate de temáticas atuais e transversais a todos os Cursos, pois só assim pode ter uma intervenção proativa, do ponto de vista social.

A formação de um Estudante Universitário não se deve circunscrever, única e exclusivamente à sua área de formação específica (Hardskills). Deve, também, procurar desenvolver Softskills, enquanto habilidades subjetivas, nas quais a inteligência emocional tem um peso preponderante. Aliás, de acordo com um artigo («6 “Soft Skills” mais requisitadas pelo mercado»), de Julia Di Spagna, publicado na Revista Forbes, as softskills são absolutamente determinantes para o sucesso laboral. A autora refere que há 6 softskills determinantes: comunicação eficaz, pensamento criativo, resiliência, empatia, liderança e ética no trabalho. Nesta ação em concreto, a AEISMAI está a incentivar a empatia, enquanto capacidade de se colocar no lugar do outro, neste caso concreto, no lugar das pessoas portadoras de deficiência e no quanto sofrem quando submetidas a situações de violência, por vezes difíceis de deslindar.

Blogue do Minho: Que mensagem quer deixar à Comunidade Científica, relativamente à problemática em questão?

Frederico Freitas: A violência doméstica contra as pessoas portadoras de deficiência não é um assunto de somenos importância. Não obstante isso verifica-se uma escassez de investigações que versem esta temática.  

Da análise de algumas investigações verifiquei alguns constrangimentos de índole metodológica, nomeadamente dificuldade de comparação de indicadores; a não diferenciação de diferentes tipos de violência (Ex: verbal, emocional, física); a utilização de amostras bastante heterogéneas e a ausência de desagregação das amostras por género, nível de escolaridade ou estatuto socioeconómico.  

É um desafio, inclusivamente, para a Comunidade Científica do ISMAI, a qual se tem vindo a destacar pelo trabalho de temas relevantes, sob o ponto de vista individual e societal.

Blogue do Minho: Que mensagem quer deixar à Comunidade Universitária do ISMAI?

Frederico Freitas: Em primeiro lugar, um agradecimento pela adesão da Comunidade Universitária à presente iniciativa, o que denota não só a proatividade dos Estudantes do ISMAI, como também a sua enorme responsabilidade social.

Em segundo lugar destaco o facto de os Estudantes do ISMAI assumirem as recomendações explanadas na Estratégia Nacional para a Igualdade e a Não Discriminação — Portugal + Igual (ENIND), como magna carta para a sua intervenção.

Por último, manifesto o meu orgulho por poder representar os Estudantes do ISMAI, bem como o meu enorme agrado por estudar no ISMAI, uma Instituição que marcará para sempre o meu percurso pessoal e profissional.

Blogue do Minho: Como Presidente da AEISMAI considera importante trabalhar estas questões na Comunidade Académica? 

Frederico Freitas: A AEISMAI, entre outras preocupações de suma relevância para os Estudantes do ISMAI, procura promover o debate de temáticas atuais e transversais a todos os Cursos, pois só assim pode ter uma intervenção proativa, do ponto de vista social. 

A formação de um Estudante Universitário não se deve circunscrever, única e exclusivamente à sua área de formação específica (Hardskills). Deve, também, procurar desenvolver Softskills, enquanto habilidades subjetivas, nas quais a inteligência emocional tem um peso preponderante. Nesta ação em concreto, a AEISMAI está a incentivar a empatia, enquanto capacidade de se colocar no lugar do outro, neste caso concreto, no lugar das pessoas portadoras de deficiência e no quanto sofrem quando submetidas a situações de violência, por vezes difíceis de deslindar. 

Blogue do Minho: Que mensagem quer deixar à Comunidade Científica, relativamente à problemática em questão?

Frederico Freitas: A violência doméstica contra as pessoas portadoras de deficiência não é um assunto de somenos importância. Não obstante isso verifica-se uma escassez de investigações que versem esta temática. 

É um desafio, inclusivamente, para a Comunidade Científica do ISMAI, a qual se tem vindo a destacar pelo trabalho de temas relevantes, sob o ponto de vista individual e societal.