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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ANTIGOS SÓCIOS E AMIGOS DA EX-CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES CONFRATERNIZAM ESTE ANO EM PAREDES DE COURA

O Encontro dos minhotos que viveram em Moçambique vai este ano ter lugar em Paredes de Coura, no próximo dia 5 de Maio. O Almoço-convívio tem lugar às 13 horas na Quinta de Mantelães que foi residência do Conselheiro Miguel Dantas e do Presidente da República Dr. Bernardino Machado, encontrando-se a animação a cargo do Grupo Etnográfico de Paredes de Coura. O Encontro tem lugar às 10 horas com concentração no Largo da Igreja Matriz de Paredes de Coura, seguindo-se às 10h30 a celebração de uma Missa Solene em honra dos membros falecidos da ex-Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique). Às 11h30, efectua-se uma visita ao Museu Regional de Paredes de Coura onde irão saborear os afamados Biscoitos de Milho e Café da Picha. Às 18 horas, procede-se à cerimónia de corte do bolo de aniversário daquela instituição regionalista.

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Todos os anos, os minhotos que viveram naquela antiga província ultramarina, promovem no Minho um encontro de confraternização por ocasião do aniversário da sua associação regionalista – a Casa do Minho em Moçambique – entretanto extinta por ocasião da independência política daquele país e o regresso à metrópole dos portugueses que ali viviam, muitos dos quais ali nascidos e ainda hoje tendo aquela terra como sua. Este ano, Paredes de Coura foi o concelho escolhido se juntarem em alegre confraternização bem ao jeito da nossa região.

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Durante duas décadas consecutivas, a Casa do Minho foi na capital do Índico o elo de ligação das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.

Os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. E, em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 63 anos!

Muitos foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e consequente extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!

Fotos: Rui Aguilar Cerqueira / Ex-Casa do Minho em Lourenço Marques - Moçambique

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