ANA PIRES – UMA ARCUENSE QUE FOI JULGADA E CONDENADA PELO TRIBUNAL DO SANTO OFÍCIO SOB ACUSAÇÃO DE IMPEDIR O RECTO MINISTÉRIO DO SANTO OFÍCIO
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A imagem mostra a capa do extenso processo de Ana Pires que correu contra si no Tribunal do Santo Ofício – Inquisição de Coimbra. O processo decorreu entre 28 de Agosto de 1658 e 24 de Maio de 1660.
Ana Pires era natural de Arcos de Valdevez, Arcebispado de Braga. Filha de Domingos Anes, cristão-velho, lavrador, e de Clara Esteves, cristã-velha.
Possuía o estatuto social cristã-velha e, à altura em que foi acusada contava 60 anos de idade. Vivia em Massarelos, no Porto e era viúva do mareante Pedro Pires Crespo ou Preto.
A acusação consistia no “impedimento do recto ministério do Santo Ofício”. Foi presa em 28 de Agosto de 1658 tendo sido sentenciada por auto-de-fé de 23 de Maio de 1660 e condenada a “Degredo para o couto de Castro Marim, por dois anos, pagamento de custas”.
Fonte: ANTT