A TRAVESSIA DO RIO LETHES PELOS EXÉRCITOS ROMANOS VISTA PELOS REINTEGRACIONISTAS GALEGOS
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O PORQUÊ DA HISTÓRIA DA LÍNGUA
Qualquer que fosse a razom para estares agora a ler a História da Língua em Banda Desenhada, é indicativo do atual conflito linguístico.
Os coletivos que respaldamos este trabalho, propomo-nos dar umha visom histórica sobre o galego e que todos saibamos o que é o reintegracionismo.
Para os nom iniciados, incluímos um guia de leitura nestas mesmas páginas, a descriçom do alfabeto galego e, como a língua é escrita e fala, juntamos também um esquema fonético.
Para os mais conhecedores, trabalhamos com rigor em datas e citaçons (tiradas das respetivas primeiras ediçons).
E para todos -aprovados e reprovados em galego-, apresentamos a história da língua como nunca se tinha feito, utilizando um meio divertido e inovador: a linguagem da banda desenhada: por isso, usando critérios didáticos respeitamos formas orais e expressons coloquiais, em ocasions estranhas ao galego.
Também nos propugemos ser umha alternativa ao folclorismo cultural e linguístico que se promove com dinheiros públicos, umha alternativa a todos os editores, júris e premiados que vem no nosso idioma mais um negócio. Som os que hoje vam a Portugal a vender homogeneidade cultural e linguística, enquanto na Galiza usam umha norma de laboratório, sem rigor histórico, sem passado, de nulo presente e, o que é pior, sem futuro. Nós luitamos para se respeitar a liberdade e nom se discriminar o reintegracionismo no ensino, em publicaçons, meios de comunicaçom, etc. A gente deve estar informada de que existe um amplo conflito linguístico e umha grande desconformidade.
A muitos nom servem as propostas da norma chamada hoje de “oficial”, e exigimos um amplo consenso social.
Os reintegracionistas trabalhamos também, e antes de mais, pola extensom do uso do nosso idioma em todos os ámbitos. Contra os preconceitos e a dialectalizaçom do galego temos argumentos: um idioma internacionalmente útil e usado -nas suas diferentes variedades- por 200 milhons de falantes, em cujo tronco se acha a sobrevivência e consolidaçom do galego na Galiza.
Por tudo isto, se te obrigarem a escrever em castrapo lembra-lhes que o “ñ” só existe em espanhol.
Ourense, Galiza. Abril 1992
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