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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CAMINHA: KRISÁLIDA ESTREIA “CAMINHOS CRUZADOS: TEATRO E CINEMA ENTRELAÇAM HISTÓRIAS REAIS DE MIGRAÇÃO”

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A Krisálida estreia a sua nova criação, “Caminhos Cruzados”, uma farsa contemporânea que cruza teatro, cinema e máscaras para refletir sobre migração, identidade, multiculturalidade e formas de pertença, mas sobretudo de relações humanas. O espetáculo sobe ao palco do Valadares, Teatro Municipal de Caminha, no dia 29 de novembro, sábado, às 21h30, e 30 de novembro, domingo, às 16h30, assinalando a 30.ª produção da companhia.

Nascido de entrevistas a expats que escolheram Portugal como casa, “Caminhos Cruzados” parte de histórias reais de adaptação, desafios e conquistas. Através destas vivências, a peça constrói uma narrativa que combina humor e emoção, explorando o encontro entre habitantes locais e novos residentes num território em permanente transformação.

“O espetáculo nasce do desejo de dar voz a quem escolheu morar aqui. As histórias que ouvimos revelam uma enorme vontade de construir comunidade — e quisemos que essa diversidade de olhares fosse o centro da criação”, refere Carla, diretora artística da Krisálida. “Mais do que falar de migração, interessa-nos falar de pessoas: de como se reconhecem, de como partilham o quotidiano e de como reinventam a ideia de casa.”

A componente cinematográfica, filmada integralmente no Alto Minho, surge como uma camada que expande a ação em palco e aprofunda a relação com o território.

“O cinema aqui não é apenas registo, mas linguagem que dialoga com o palco, criando uma camada de proximidade e intimidade com o público”, sublinha João Gigante, responsável pela cinematografia. “Filmar no Alto Minho permitiu-nos reforçar a ligação entre as narrativas pessoais e o lugar que as acolhe.”

“Caminhos Cruzados” é uma criação coletiva, resultado de diferentes trajetórias e sensibilidades artísticas que se cruzam para revelar a pluralidade que compõe uma comunidade. Entre o cómico e o poético, a peça propõe um olhar atento sobre as ligações humanas que se constroem quando mundos distintos se encontram.

Os bilhetes podem ser adquiridos antecipadamente nos Postos de Turismo de Caminha e Vila Praia de Âncora, online, ou na bilheteira do teatro (aberta uma hora antes do início do espetáculo).

Todas as informações estão disponíveis em: www.krisalida.pt

Sobre a Krisálida

Fundada em 2014, a Krisálida desenvolve em Caminha um projeto cultural singular, que alia criação artística, pensamento crítico e debate em torno de questões sociais relevantes. Para além dos espetáculos originais, promove iniciativas pedagógicas e comunitárias, organiza o Festival de Marionetas Luso-Galaico (MALUGA) e leva as suas produções a palcos nacionais e internacionais, fortalecendo a ligação entre Caminha, a Galiza e outras geografias.

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ESPOSENDE: CLAP APRESENTA “CAOS MENTAL NO NATAL” DE FREDERICO FERREIRA

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A CLAP apresenta Caos Mental no Natal de Frederico Ferreira no Auditório Municipal de Esposende a 13 de dezembro pelas 21h30.

Frederico Ferreira é apaixonado pela arte do ilusionismo desde a tenra idade. Tudo começou quando o seu avô lhe ofereceu um lenço mágico, fazendo despertar o interesse pelo puro encanto que a magia pode trazer.

O seu estilo distingue-se por uma combinação entre suspense, mistério e humor subtil, em que cada espetáculo é uma viagem: não se trata apenas de mostrar truques, mas de contar uma história, de envolver plateias, de deixar marcas.

Neste Natal, Frederico Ferreira apresenta um espetáculo onde magia, mentalismo e humor se unem numa experiência interativa e inesquecível.

As prendas de Natal da vida do mentalista ganham vida e constroem a narrativa do espetáculo, transformando cada momento em surpresa e encantamento.

As escolhas do público são o coração desta viagem natalícia, onde o impossível se revela diante dos seus olhos e da sua mente.

Venha rir, emocionar-se, ficar boquiaberto e viver a magia do impossível numa noite única, cheia de mistério, encanto e espírito natalício.

Os bilhetes estão disponíveis por 10€ na bilheteira online da Esposende 2000 e no balcão das Piscinas Foz do Cávado.

https://esposende2000.scl.pt/bilheteira.php?act=comprar&idsel=2019

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PAREDES DE COURA: NOVA CRIAÇÃO DAS COMÉDIAS DO MINHO LEVA SHAKESPEARE ÀS CRIANÇAS DO ALTO MINHO

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“Faz-me um Resumo” estreia em Vila Nova de Cerveira

As Comédias do Minho apresentam “Faz-me um Resumo”, uma criação encomendada à encenadora Joana Magalhães desenvolvida especialmente para crianças do 1.º ciclo, bem como para as suas famílias. O espetáculo estreia no próximo sábado, às 11 horas, na Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira, numa sessão aberta ao público, antecedendo quatro dias de apresentações dedicadas às escolas do concelho, entre 24 e 27 de novembro. A entrada é livre.

Integrado no projeto pedagógico das Comédias do Minho, “Faz-me um resumo” parte de um desafio central: tornar quatro obras clássicas de Shakespeare - A Tempestade, Otelo, Ricardo III e Conto de Inverno - acessíveis e compreensíveis ao olhar das crianças. Para isso, a criação recorre à manipulação de objetos, ao jogo cénico e à interação direta com o público, transformando tramas complexas em narrativas claras, divertidas e visualmente apelativas.

O espetáculo nasce de uma pergunta simples mas essencial: como se resume uma história? A partir daí, levantam-se diferentes questões, como “o que escolher contar e o que deixar de fora?” “Que mecanismos utilizamos nessa escolha?”, “Será justo apagar determinadas personagens em benefício de outras?”, “Que histórias queremos contar?”, “Para onde vai o que não contamos?”. Estas interrogações tornam-se motor dramatúrgico de uma experiência lúdica e partilhada, em que intérpretes e público exploram juntos diferentes formas de construir e reconstruir narrativas, num universo visual pensado para estimular a imaginação dos mais novos.

O espetáculo tem a duração de uma hora e estará em circulação durante janeiro de 2026 pelos municípios de Monção, Paredes de Coura, Melgaço e Valença, com sessões para famílias e para escolas, reforçando a missão das Comédias do Minho de aproximar os territórios e os públicos mais jovens das práticas artísticas.

Ficha Artística

Criação e dramaturgia: Joana Magalhães

Interpretação: Joana Petiz e João Costa

Cenografia e figurinos: Susana Paixão

Encomenda: Comédias do Minho à Joana Magalhães

Sobre as Comédias do Minho

Fundada em 2003, as Comédias do Minho é uma associação cultural de direito privado que reúne os municípios de Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira, constituindo o seu território de ação. Com uma missão centrada na criação de um projeto cultural adaptado à realidade socioeconómica local, as Comédias do Minho investem em propostas artísticas e pedagógicas de valor participativo e simbólico, envolvendo ativamente as comunidades. Esta missão concretiza-se através de três eixos interligados: uma companhia de teatro profissional, um projeto pedagógico e um projeto comunitário.

PAREDES DE COURA: COMÉDIAS DO MINHO PROMOVE OFICINAS DE TEATRO PARA PROMOVER INCLUSÃO SOCIAL ATIVA

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As Comédias do Minho realizam, amanhã e sexta-feira, duas oficinas de teatro em Paredes de Coura, dando continuidade ao ciclo de formações que está a percorrer o Vale do Minho com o objetivo de promover a inclusão social ativa através da cultura. As sessões decorrem no Quartel das Artes, entre as 19h00 e as 21h30, e serão orientadas por Maria João Mota, cofundadora da PELE e do Núcleo de Teatro do Oprimido do Porto, criadora e formadora com vasta experiência em teatro comunitário e práticas artísticas de intervenção social.

Este ciclo integra um projeto mais amplo que procura utilizar o teatro como ferramenta de capacitação e integração de pessoas de toda a comunidade. Ao trabalhar diretamente com os grupos de teatro amador dos cinco municípios das Comédias do Minho, o projeto reforça a ideia de que a arte pode ser um motor de participação cívica, desenvolvimento pessoal e coesão social. 

As oficinas em Paredes de Coura pretendem envolver tanto os elementos dos grupos amadores como qualquer pessoa da comunidade que tenha interesse em experimentar o teatro, independentemente da experiência ou formação. A participação é gratuita e não requer inscrição prévia. Para a diretora-geral e artística das Comédias do Minho, Fátima Alçada, esta iniciativa “afirma o teatro como espaço de encontro e transformação, onde cada pessoa pode descobrir a sua voz e sentir-se parte ativa da comunidade”.

A rede de teatro amador das Comédias do Minho, que reúne cerca de 80 elementos com idades compreendidas entre os 10 e os 85 anos, é composta pelos grupos Os Simples, de Melgaço, CTJV, de Monção, Verdevejo, de Valença, +tac (mais teatro amador courense), de Paredes de Coura, e OutraCena, de Vila Nova de Cerveira.

Criadas em 2004, as Comédias do Minho desenvolvem um projeto cultural estruturado nos eixos artístico, pedagógico e comunitário, promovendo uma relação contínua com as populações de Melgaço, Monção, Valença, Paredes de Coura e Vila Nova de Cerveira. As oficinas agora anunciadas integram o percurso que culminará no FITAVALE 2027 – Festival Itinerante de Teatro Amador do Vale do Minho, reafirmando o compromisso da companhia com a cultura de proximidade e a participação das comunidades no processo criativo.

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BARCELOS: TEATRO DE BALUGAS VENCE PRÉMIO MANUEL ANTÓNIO DA MOTA PARA CLUBES UNESCO

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O Clube para a UNESCO de Salvaguarda do Teatro em Línguas Minoritárias, dirigido pelo Teatro de Balugas, venceu o Prémio Fundação Manuel António da Mota para Clubes UNESCO pela organização do LÍNGUA - Festival Internacional de Teatro em Línguas Minoritárias. A entrega do prémio decorreu este sábado, em Amarante, na 3.ª edição do espetáculo Sementes de Paz, realizado no âmbito do 20.º Aniversário da Convenção da UNESCO sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais (2005–2025).

A Comissão Nacional da UNESCO e a Fundação Manuel António da Mota instituíram este prémio, no valor monetário de 5.000 euros, sob o lema “Criar Alicerces na Sociedade, Construir Pontes para a Paz”, para reconhecer projetos inspiradores desenvolvidos pelos Clubes para a UNESCO, como verdadeiros exemplos de cidadania ativa, trabalho de excelência e de compromisso com os ideais e valores da Organização.

O LÍNGUA é um certame dedicado às línguas da terra, onde o teatro comunitário e amador identitário de uma região ou de uma língua ou dialeto tenha palco. O diretor artístico do Teatro de Balugas, Cândido Sobreiro, questiona e responde: “O que perdemos quando morre uma língua? A resposta a esta pergunta levou à criação deste festival: a importância do teatro como expressão de resiliência da mesma, porque quando morre uma língua, morre todo um legado outrora transmitido de geração em geração”.

Nas últimas 2 edições do festival, já subiram ao palco do Theatro Gil Vicente, em Barcelos, trabalhos em várias línguas minoritárias como o mirandês, o estremenho, o sassarese, a língua gestual portuguesa, o galego, a língua cabo-verdiana/crioulo e darija/árabe marroquino. O festival está de volta à cidade de Barcelos de 5 a 7 de junho de 2026

MONÇÃO: DEU-LA-DEU MARTINS E OS CASTELHANOS

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Teatro de fantoches para os mais pequenos.

Após a apresentação da peça, as crianças metem mãos à obra e constroem a sua própria personagem.

Pela voz de fantoches improvisados, num cenário que nos leva para os castelos de encantar, o Município de Monção dá a conhecer às crianças da Educação Pré-Escolar, através do teatro de fantoches, a história mais famosa da nossa terra: A Lenda de Deu-la-Deu Martins.

Feita pela equipa dos museus, desde o cenário às marionetas, passando pelos diálogos entre as personagens, a peça está a ser apresentada, desde o passado dia 3, até ao próximo dia 18 deste mês, no Museu Monção & Memórias.

Com duas representações diárias, a atividade destina-se a cerca de 400 crianças do Agrupamento de Escolas de Monção e da Santa Casa da Misericórdia de Monção. Os dias têm sido animados, não faltando aprendizagem e conhecimento, nem a passagem de momentos diferentes e entretidos.

Após a apresentação da peça, as crianças metem mãos à obra e constroem a sua própria personagem, numa oficina de trabalho partilhada e enriquecedora, onde a imaginação e a criatividade não têm limites, gerando, em tenra idade, a possibilidade de sonhar, criar e transformar.

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ARCOS DE VALDEVEZ: “A ESCOLA VAI ÀS ARTES” LEVA 600 ALUNOS AO TEATRO COM “A GIRAFA QUE COMIA ESTRELAS”

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Integrado no “Recontros – Ciclo de Teatro e Expressões de Arcos de Valdevez”, o projeto municipal “A Escola Vai às Artes” levou os 600 alunos do 1.º Ciclo das várias escolas do concelho ao Auditório da Casa das Artes para assistirem à peça “A Girafa Que Comia Estrelas”, apresentada pelo coletivo teatral local Movimento Incriativo (MiNC).

Promovido pelo Município de Arcos de Valdevez, este projeto tem vindo a consolidar-se ao longo da última década como uma referência na educação artística e cultural, envolvendo centenas de alunos de diferentes níveis de ensino. O seu principal objetivo é aproximar os mais jovens das diversas expressões artísticas, incentivando desde cedo o gosto pelas Artes e pela Cultura.

Desta vez, o destaque foi para o espetáculo “A Girafa Que Comia Estrelas”, uma adaptação do conto homónimo de José Eduardo Agualusa. Um espetáculo cheio de emoção, humor e imaginação que encantou o público infantil.

Com iniciativas como esta, o Município de Arcos de Valdevez reafirma o seu compromisso com a promoção das artes, a formação de públicos e a valorização da cultura local, fazendo da Casa das Artes um espaço de descoberta, criatividade e partilha.

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ESPOSENDE: GRUPO DE TEATRO MAREADA LEVA À CENA A PEÇA “APÚLIA, MINHA TERRA DE ENCANTOS” DE FILIPE QUEIROGA

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Filipe Queiroga nasceu a 2 de janeiro de 1973, em Apúlia, concelho de Esposende.

Tem desenvolvido ao longo dos anos uma atividade cultural e artística com diversas abordagens pela música, dança e teatro. Mais recentemente abraçou um projeto de recolha e preservação do património imaterial de Apúlia, de onde se destaca a colaboração na candidatura da atividade da “Apanha do Sargaço” a Património Imaterial da Humanidade.

O seu primeiro romance, intitulado “O Infante”, foi publicado em 2016.

Em 2017 foi editado “A Guerra que nos une”, o seu segundo romance.

Fonte: Atlantic Book Shop

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A Mareada é uma associação cultural apuliense criada para a recolha, preservação, promoção e divulgação do património material e imaterial da Apúlia, fomento e realização de atividades recreativas, artísticas e culturais.

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15º ENCONTRO DE TEATROS DE ESPOSENDE ESTREIA AMANHÃ NO AUDITÓRIO MUNICIPAL

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Arranca já amanhã, dia 8 de novembro, mais uma edição do Encontro de Teatros (ET), promovido pelo GATERC - Grupo Amador de Teatro Esposende Rio Cávado, com o apoio do Município de Esposende.

Esta é a 15.ª edição de um evento que se consolidou ao longo dos anos como um marco cultural no concelho. Integra quatro espetáculos, sempre ao sábado à noite, a partir das 21h30, no Auditório Municipal de Esposende, prometendo envolver o público através de várias formas de expressão teatral, com uma programação rica e diversificada.

A abertura estará a cargo da Companhia da Chanca, que leva à cena a peça “Sítio”.

Um casal de idosos que vive numa aldeia no interior de Portugal recebe um postal anunciando o nascimento do seu neto. Os dois decidem juntar numa encomenda algumas prendas para enviar para o neto que está no estrangeiro e partem numa longa caminhada. Com o embrulho debaixo do braço e uma doce fúria de viver, eles vão experimentar uma série de pequenas e ternas aventuras, partilhar memórias e até apagar um incêndio. No final da epopeia, conseguem chegar… à estação de correios da vila mais próxima!

No dia 15 de novembro sobe a palco o GATERC – Grupo Amador de Teatro Esposende Rio Cávado, com a peça “Grandes Males, Grandes Remédios”.

Numa farmácia onde todos os dias parecem iguais, diferentes histórias de amor, conflito e despedida cruzam-se sem que ninguém pare para perceber. Entre um casamento à beira do colapso, um homem que aguarda a morte e um farmacêutico preso à rotina, as personagens vivem momentos de tensão, humor e emoção, sempre à sombra do tempo que nunca para. Mas para grandes males, grandes remédios — ou pelo menos assim se pensa. Entre tentativas de cura, soluções desesperadas e o medo do inevitável, a pergunta mantém-se: será que algo realmente muda ou estamos todos presos nos mesmos ciclos?

No dia 22 de novembro, apresenta-se o grupo teatro “Astro Fingido”, com a produção “Debaixo do Poilão, a qual conta com financiamento do Ministério da Cultura/DGArtes.

Na sombra imponente do Poilão, a maior árvore do arquipélago de Cabo Verde debaixo da qual nasceu esta criação, há histórias que atravessam séculos.

Testemunha silenciosa de vidas, encontros e resistências, o Poilão guarda em si memórias ancestrais que ecoam até ao presente. Inspirado por este símbolo de força, "Debaixo do Poilão" é uma experiência teatral que parte do encontro entre diferentes culturas para tecer histórias, sensações e imagens que emergem da terra, do vento e das sombras que dançam sob a copa da árvore.

Mais do que um espetáculo, "Debaixo do Poilão" é uma jornada sensorial que convida o público a sentir, imaginar e redescobrir histórias africanas guardadas pelo tempo.

A encerrar o 15.º Encontro de Teatros, no dia 29 de novembro, o “Peripécia Teatro” leva à cena a peça “Loba”.

“[O lobo] poderoso e gigantesco, com olhos profundos cor de mel. De olhos nos quais sempre pairava uma terrível pergunta: Por que tenho que ser eu o desterrado?”- Félix Rodríguez de la Fuente, Un Cuento de Lobos.

O uivo do lobo fala a linguagem das lendas. Quase todas elas nascidas das trevas e na ignorância. Boa parte do que pensamos saber sobre o lobo aparece à luz incerta de mitos e superstições. De modo que as histórias repetidas em todos os territórios dos lobos sobre animais que trotam quilómetros ao lado de caminhantes perdidos, para testar sua coragem e confirmar se podem atacar, podem ser tomadas como verdadeiras; de machos ousados que entram nos currais para arrancar os cordeiros das mãos do pastor.

Mas o seu uivo também fala de outras histórias que descrevem um animal nobre e leal aos seus entes queridos. De indivíduos que passam a noite chorando de tristeza no local onde seu companheiro foi morto. E dos machos que saltam as paredes dos currais para recuperar a pele, estendida para secar, da sua loba morta. Ninguém ouve esses uivos da mesma maneira.

Mais informações sobre cada peça, assim como o acesso à bilheteira online, estão disponíveis através da agenda online do Município de Esposende, em https://www.municipio.esposende.pt/viver/eventos. Os ingressos poderão ainda ser adquiridos presencialmente no atendimento das Piscinas Foz do Cávado ou no Auditório Municipal, uma hora antes de cada espetáculo.

Refira-se que o Município de Esposende tem vindo a investir na promoção e valorização do teatro, através do Programa CREARTE – Crescimento da Arte Teatral em Esposende, o qual foi agraciado com o Prémio “Palco de Terra/2021”, na categoria “Instituição”, pela companhia Teatro de Balugas, de Barcelos.

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FAMALICÃO: UM MÊS DE TEATRO, PARTILHA E GRANDES NOMES: FESTIVAL TEATRO CONSTRUÇÃO ENCERRA EDIÇÃO DE 2025 COM SUCESSO

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Espetáculo "Província" marcou o fim de um mês de teatro em Joane, numa edição que destacou a diversidade artística e o talento nacional

O XXXVIII Festival Teatro Construção chegou ao fim com o espetáculo "Província", uma criação coletiva de artistas independentes que encerrou a edição de 2025 com uma forte celebração da diversidade, da colaboração e da energia criativa que caracterizaram todo o evento.

Ao longo do mês de outubro, o festival, organizado pela ATC – Associação Teatro Construção, em Joane, Vila Nova de Famalicão, voltou a reunir companhias e artistas de várias regiões do país, oferecendo ao público espetáculos para escolas, famílias e público em geral, num ambiente de proximidade e partilha cultural.

"Foi uma edição marcada pela qualidade artística e pela diversidade. Voltámos a ter um programa que refletiu o melhor do teatro português contemporâneo, com humor, reflexão, emoção e uma grande ligação ao público", destaca Simão Barros, da Direção Artística do Festival Teatro Construção.

"O festival cresce a cada edição, não apenas em número de espetáculos, mas na sua relevância cultural. Este é um espaço de encontro, de criação e de afirmação da importância do teatro como motor de comunidade", acrescenta.

UM MÊS DE TEATRO, PARTILHA E GRANDES NOMES EM JOANE

Durante quatro fins de semana, o festival apresentou um vasto programa de criações originais e companhias vindas de todo o país.

Entre os destaques estiveram "Ser Português de Norte a Sul" (Krisalida), "Sede" (ASTA), a irreverente adaptação de "Rei Lear" (Companhia do Chapitô), e "A Pérola" (Companhia da Esquina), que lotou o auditório da ATC e contou com um elenco de rostos bem conhecidos do público português, como Ana Lúcia Palminha, Paula Neves e Rui Luís Brás.

O festival manteve também a sua forte ligação às escolas e famílias, com sessões especialmente dedicadas aos mais novos, como "O Velho Ermita", "Um Submarino em Marte", "Contos d’OIRO, ContaDOUROs", e "Rei e as Moscas", do Histórioscópio (Porto), que encerrou o ciclo infantil com muita imaginação e humor.

O espetáculo final, "Província", marcou o encerramento da 38.ª edição com um tom celebrativo, simbolizando o espírito do festival, feito de colaboração, experimentação e encontro.

"Encerrar com ‘Província’ foi uma escolha muito significativa. É um espetáculo que fala sobre quem somos, sobre o lugar de onde criamos e sobre a importância de continuar a fazê-lo em conjunto. É o espelho perfeito do espírito do Festival Teatro Construção", conclui Simão Barros.

Com quase cinco décadas de história, o Festival Teatro Construção é hoje um dos mais antigos e consistentes do país, continuando a afirmar Joane como um ponto de encontro das artes performativas em Portugal.

A ATC reforça o compromisso de dar continuidade a este projeto, apostando na proximidade com o público, na formação artística e no apoio à criação teatral contemporânea.

O XXXVIII Festival Teatro Construção contou com o apoio da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes, no âmbito do apoio a projetos de programação.

Foto: Daniel Fernandes.

KRISÁLIDA ASSINALA 10 ANOS DE ATIVIDADE COM LANÇAMENTO DE LIVRO

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A Krisálida, companhia de teatro com sede em Caminha, celebra uma década de criação artística com o lançamento do livro “10 anos de Krisálida”, uma obra que revisita o percurso, os projetos e os rostos que marcaram este trajeto. A apresentação terá lugar no âmbito do 20º Encontro Internacional das Artes, que decorre nos dias 6 e 7 de novembro, na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (ESE-IPVC).

A sessão de lançamento está agendada para o dia 7 de novembro, às 12h00, na Biblioteca Professor Luís Mourão, e contará com a presença da diretora artística Carla Magalhães e das designers Helena Soares e Sara Costa, responsáveis pela imagem e design do livro.

Com esta edição, a Krisálida pretende celebrar dez anos dedicados à criação, à formação e à promoção das artes performativas, reforçando o compromisso da companhia com a cultura e com o território.

A companhia convida o público, artistas, parceiros culturais e a comunicação social a juntarem-se a esta celebração, que assinala um momento simbólico na história da Krisálida.

A programação completa do 20º Encontro Internacional das Artes pode ser consultada em: https://www.ipvc.pt/ese/20-encontro-internacional-das-artes-de-viana-do-castelo/

Sobre a Krisálida

Fundada em 2014, a Krisálida desenvolve em Caminha um projeto cultural singular, que alia criação artística, pensamento crítico e debate em torno de questões sociais relevantes. Para além dos espetáculos originais, promove iniciativas pedagógicas e comunitárias, organiza o Festival de Marionetas Luso-Galaico (MALUGA) e leva as suas produções a palcos nacionais e internacionais, fortalecendo a ligação entre Caminha, a Galiza e outras geografias.

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MONÇÃO: O TEATRO VAI AO CAFÉ COM AS "COMÉDIAS DO MINHO"

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8 e 9 de novembro

Peça “Ouve-me como se te tocasse” pode ser vista no Café Raianos, em Messegães, no Restaurante Saint Tropez, em Trute e no Café Cristina, em Tangil. A entrada é livre.

O ator e o espectador encontram-se. De igual para igual.

O nível de responsabilidade para que a experiência teatral seja completa depende de todos os intervenientes. O público deixa de existir para dar lugar a uma experiência de partilha entre quem conta uma história e quem a ouve.

Através do dispositivo cénico, da relação próxima e intimista entre ator e espectador, da escrita empática do texto, pretende-se devolver ao público a vontade e responsabilidade da apropriação de um objeto artístico que, em última instância, só existe porque o público o faz existir.

Ficha Artística

Texto: Eduardo Brito

Criação e conceção plástica: Diana Sá

Cenografia: Patrick Hubmann

Direção Técnica: João de Guimarães

Inteerpretação: Cheila Pereira, Diana Sá, Gonçalo Fonseca, Luís Filipe Silva, Sara Costa, Isabel Cunha (Paredes de Coura), Andreia Gomes (Valença), Celine Nascimento (Monção, Sonia Almeida (Vila Nova de Cerveira), Juliana Pires (Melgaço).

8 de novembro | 14h30

Café Raianos, Messegães

9 de novembro |

13h30

Restaurante Saint Tropez, Trute

16h00

Café Cristina, Tangil

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COMÉDIAS DO MINHO LEVA TEATRO A VALENÇA

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Ouve-me de Perto como se Te Tocasse”: Teatro das Comédias do Minho Este Fim de Semana em Valença

A Companhia de Teatro Comédias do Minho apresenta, em Valença, o espetáculo “Ouve-me de Perto como se Te Tocasse”, com quatro sessões programadas entre 31 de outubro e 2 de novembro.

O público é convidado a viver uma experiência de cumplicidade única, onde o diálogo e a proximidade com os atores ganham palco.

Ao longo de 60 minutos, o espetáculo desafia as fronteiras tradicionais entre intérprete e espetador, inspirando-se no modelo das salas de visita das prisões americanas. Cinco cabinas criam espaços íntimos para a escuta e partilha de histórias, memórias e confissões — numa relação direta e envolvente.

Esta criação reforça a missão das Comédias do Minho de levar o teatro aos lugares e ao encontro das pessoas. Em Valença, o elenco contará com uma participação especial: Andreia Gomes, do grupo de teatro amador VerdeVejo, que se junta ao projeto para partilhar segredos que só se contam ao ouvido.

Programa dos Espetáculos:

 31 outubro – Sede do Rancho Folclórico de São Julião, às 21h00

 1 novembro – Praça da República, na Fortaleza de Valença, às 16h00

 1 novembro – Pepitos Bar, Verdoejo, às 21h00

 2 novembro – São Gabriel, em Fontoura, às 16h00

“Ouve-me de Perto como se Te Tocasse” tem texto de Eduardo Brito, criação plástica de Diana Sá , cenografia de Patrick Hubmann, interpretação de Cheila Pereira, Luís Filipe Silva, Sara Costa, Diana Sá, Gonçalo Fonseca e ainda atores dos grupos de teatro amador dos cinco municípios do Vale do Minho. A direção técnica é de João de Guimarães e a imagem de Patrick Esteves.

CASA DAS ARTES DE ARCOS DE VALDEVEZ FOI PALCO DA SEGUNDA EDIÇÃO DE PLATTA – FESTIVAL TRANSFRONTEIRIÇO DE TEATRO AMADOR

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No fim de semana passado, a Casa das Artes foi palco da segunda edição do PLATTA – Festival Transfronteiriço de Teatro Amador, integrada no Recontros – Ciclo de Teatro e Expressões de Arcos de Valdevez.

O festival, que nasceu em 2024, voltou a reunir companhias dos dois lados da fronteira, promovendo o encontro entre o Grupo Atrezo (Galiza), o Grupo Fénix Teatro (Zamora) e o Grupo Teatro d’Água (Portugal).

Durante dois dias, o público pôde assistir a diferentes propostas teatrais que refletiram a diversidade do teatro amador ibérico. As atuações foram marcadas pela energia dos intérpretes, pela criatividade das encenações e pela partilha entre artistas e espectadores.

A segunda edição do PLATTA confirmou o sucesso da iniciativa, reforçando os laços culturais entre Portugal e Espanha e sublinhando o papel da Casa das Artes como espaço de encontro e valorização das expressões teatrais.

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