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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VIANA DO CASTELO ACOLHE CIMEIRA LUSO-ESPANHOLA

Viana do Castelo acolheu, hoje, a 33ª Cimeira Luso-Espanhola. A cimeira arrancou com honras militares e a receção das comitivas dos governos de Portugal e Espanha na Praça da República.

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O Primeiro-Ministro, António Costa, juntamente com o Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, recebeu o Presidente do Governo de Espanha, Pedro Sanchéz.

As duas comitivas, que integram 18 ministros dos dois governos, ouviram os hinos de Espanha e Portugal, a que se seguiu uma cerimónia militar e a apresentação dos membros dos executivos que participam na cimeira de hoje. Estão em Viana do Castelo nove ministros de cada governo, com as pastas da energia, ambiente, transportes, obras públicas, igualdade, administração interna, negócios estrangeiros e coesão territorial.

Depois das cerimónias militares, os dois governantes visitaram o Museu do Traje de Viana do Castelo, onde receberam, pelas mãos do autarca vianense, camisas regionais personalizadas.

Seguiu-se um breve passeio pelas ruas do centro histórico e, na Praça do Eixo Atlântico, foi descerrada uma placa comemorativa da 33ª Cimeira Ibérica.

Os trabalhos decorrem agora na Pousada de Santa Luzia.

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SALÁRIOS CONSULADOS DE PORTUGAL NO BRASIL

  • Crónica de Ígor Lopes

“Reitero a necessidade de medidas urgentes”, aponta Flávio Martins, do CCP, sobre ordenados dos trabalhadores consulares de Portugal no Brasil

Em carta enviada ao ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, João G. Cravinho, ao Secretário de Estado das Comunidades, Paulo Cafôfo, e ao responsável pela Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas, Luís Ferraz, o conselheiro eleito pelo Rio de Janeiro e presidente do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesa (CP-CCP), Flávio Martins, voltou a cobrar do estado português o cumprimento do acordo de resolução assinado em setembro deste ano que visa solucionar a questão da defasagem dos ordenados dos funcionários da rede consular lusa no Brasil.

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“Reitero a necessidade de medidas urgentes quanto à situação experimentada pela maioria dos trabalhadores do Ministério dos Negócios Estrangeiros do governo de Portugal no Brasil, cujos salários foram fixados pelo Decreto-lei número 47/2013 ao câmbio euro-real daquela época”.

Segundo este conselheiro, “desde então, quem trabalha nos Postos Consulares no Brasil ficou cada vez mais prejudicado se comparado a seus homónimos em outros países, haja vista o câmbio atual ultrapassar 5 (cinco) reais, o que corresponde receber menos da metade do que em 2013”.

“Em que pese o acordo de resolução aceite em 06 de setembro pelo Governo e pelos funcionários representados pelo Sindicato, nada ocorreu até agora e dessa notória, angustiante e degradante situação arrastada há anos e Governos, chegou-se ao inacreditável apelo de um funcionário do Consulado-Geral no Rio de Janeiro e que li nas redes sociais esta semana, no qual “vem humildemente implorar” que o acordo seja cumprido”, sublinhou Flávio Martins, que questionou ainda “onde está a proteção à dignidade humana desses trabalhadores?”.

“Com escrevi em maio passado, acompanho de perto o calvário experimentado por funcionários/as no Consulado-Geral de Portugal no Rio de Janeiro, recebi relatos de outros Postos e manifestei-me individualmente ou com os meus companheiros/as de Conselho das Comunidades (CCP) diversas vezes. Se em 06 de setembro (todos) fomos (positivamente) surpreendidos pelo acordo de “ajuda emergencial” que seria implementado semanas depois, passaram-se quase dois meses desde então e eles (trabalhadores/as) ainda aguardam, céticos e desesperados, a publicação de Portaria do Sr. Ministro das Finanças a ratificar o acordo”, mencionou Martins, que destacou, porém, que “não se trata mais de uma situação de calamidade salarial somente, mas de saber-se o que é credível nas relações do Estado e do Governo com os seus trabalhadores fora de Portugal”.

“Por isso, em solidariedade e em defesa desses trabalhadores, sentimentos que V.Exas. também comungam, eu peço: tomem todas as urgentes providências junto ao Sr. Ministro das Finanças para que a Portaria seja imediatamente publicada, dando-se prosseguimento ao Acordo estabelecido”, finalizou Flávio Martins.

“nos sentimos renegados, castigados”

A nossa reportagem conversou com funcionários consulares que atuam pela diplomacia portuguesa no Brasil. Por receio de retaliação, os entrevistados não autorizaram a divulgação das suas identidades, porém, não esconderam o desafio que enfrentam hoje em dia.

“Nós, funcionários da embaixada e consulados do Brasil, temos um sentimento generalizado de abandono e nos sentimos renegados, castigados, quando a nossa única atitude foi reclamar pelos nossos direitos. Desde 2013, manifestamos que não poderíamos ter salários simplesmente fixados em Reais e passarmos a ter a questão salarial de acordo com a lei Loca. Só que se esqueceram de entender, de estudar, e nos aplicaram uma lei totalmente desconhecida aos trabalhadores do Brasil.  É uma ilegalidade ter os salários congelados”, disse uma das fontes entrevistadas.

“Estamos no fundo do poço”

“Estamos no fundo do poço”, alegou outro membro dos serviços consulares, que sublinho explicou que “temos rendas atrasadas, nomes sujos (sem acesso a crédito), filhos em colégios bastante inferiores, com alimentação reduzida, sem acesso à assistência médica, enfim, vivemos um verdadeiro caos nas nossas vidas”.

“Estamos muito doentes física e mentalmente, desenvolvemos inúmeras doenças, depressão, síndromes, tensão alta, diabetes, etc. O ministério dos Negócios Estrangeiros teve conhecimento que estava errado em congelar salários, porque ter salários regidos pela lei local implica reajustes anuais, um país com inflação, com o custo de vida altíssimo, jamais poderia ter salários congelados. Já nos dispomos a lutar através de uma greve para termos os nossos salários dignos em Euros de volta, mas não temos apoio do Sindicato, que nos incentiva, nos mobiliza e recuam sem que o acordo com os desejados salários fixados em euros esteja efetivamente sacramentado. Nós estamos extremamente desapontados, nem este auxílio emergencial, negociado em julho/agosto, até hoje foi publicado. Não entendemos qual o sentido da palavra urgência para o MNE. Já estamos em novembro e a nossa frustração, a nossa angústia e ansiedade toma conta dos nossos corações, das nossas cabeças, constantemente. Esperamos sinceramente que em 2023 tenhamos os nossos salários em Euros de volta, como os demais trabalhadores do mundo. Não aguentamos mais sermos tratados de forma desigual, com descriminação. As únicas certezas que temos neste momento são que continuamos servindo à nossa comunidade portuguesa com profissionalismo, respeito, dedicação e que as receitas fruto do nosso trabalho, do nosso suor, são enviadas mensalmente para Portugal”, destacou esta mesma fonte.

Segundo apurámos, está prevista uma reunião entre os conselheiros das comunidades portuguesas e o governo central português em Lisboa.

Tentamos obter uma reação do governo português, o que não foi possível até ao encerramento desta edição.

EURORREGIÃO PEDE AO GOVERNO ESPANHOL O INÍCIO DOS TRÂMITES PARA QUE O TGV PORTO-VIGO SEJA INAUGURADO EM 2030, DATA PREVISTA PELO EXECUTIVO PORTUGUÊS

Foi dito hoje, em Vigo, pelo presidente da Xunta, Alfonso Rueda, na sua intervenção na jornada “Desafios atuais em infraestruturas transfronteiriças e desenvolvimento económico da Eurorregião Galiza – Norte de Portugal”, organizada pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial da Eurorregião Galicia-Norte de Portugal (GNP, AECT) e a Confederação de Empresários da Galiza (CEG).

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O Vice-Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte de Portugal (CCDR-Norte) Beraldino Pinto, afirmou que “a integração da Eurorregião Galiza - Norte de Portugal e a sua afirmação na fachada atlântica e no espaço europeu reclamam uma resposta renovada à ligação ferroviária de alta velocidade Porto-Vigo que é estruturante nessa resposta e reforça a coesão do território e insere-nos nas modernas redes europeias.

O diretor do AECT da Eurorregião Galiza – Norte de Portugal, Nuno Almeida, lembrou que “a Eurorregião quer ver resolvidos os impedimentos de mobilidade de pessoas e de produtos numa zona da fronteira que se afirma como uma das mais dinâmicas no que respeita ao movimento de trabalhadores”.

Às portas da Cimeira hispano – lusa de Viana do Castelo, prevista para este mês de outubro, mas ainda sem data definida, a Eurorregião Galiza – Norte de Portugal mandou hoje, em Vigo, uma mensagem ao governo de Madrid pedindo-lhe que “nas decisões da Cimeira de Viana entre os chefes de Governo e os ministros, de ambos os países, seja incluída a ligação ferroviária de alta velocidade Vigo – Porto e que se inicie, de maneira imediata, a tramitação necessária para fazê-la efetiva nos prazos previstos pelo Governo português”. Como afirmou o presidente da Xunta da Galiza, Alfonso Rueda, no encerramento da jornada “Desafios atuais em infraestruturas transfronteiriças e desenvolvimento económico da Eurorregião Galicia – Norte de Portugal”, organizada pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) da nossa Eurorregião e a Confederação de Empresários da Galiza (CEG).

Para o presidente da Xunta, “o realmente importante é tentar assegurar uma ligação de alta velocidade entre A Corunha-Porto-Lisboa. Esta, que é uma velha reivindicação do Governo da Xunta de Galicia, e que se pode materializar, num futuro próximo, se conseguirmos o compromisso do Governo de Espanha e Portugal”, assinalou.

“Tenho que expressar a minha satisfação pelo feito do Governo português se pronunciar de uma forma clara em favor desta infraestrutura e, só cabe esperar e reclamar, do Governo espanhol, que faça o mesmo”, disse o presidente da Xunta. Acrescentando “a Comissão Mista Luso-Espanhola para a Cooperação Tranfronteiriça, que se reuniu no Porto, no dia 22 de setembro, incorporou nas suas conclusões, para a próxima Cimeira Ibérica, a necessidade de afrontar a obra o mais rápido possível, incluindo a saída sul de Vigo”.

No mesmo sentido manifestou-se o vice-presidente da CCDR-Norte, Beraldino Pinto, para quem “a integração da Eurorregião Galiza - Norte de Portugal e a sua afirmação na fachada atlântica e no espaço europeu reclamam uma resposta renovada e reforçada de ligação”. Para o Vice-Presidente da CCDR-Norte “a ligação ferroviária de alta velocidade Porto-Vigo é estruturante nessa resposta. Reforça a coesão do território e inserem-nos nas modernas redes europeias”.

O diretor do AECT da Eurorregião, Nuno Almeida, sublinhou “a vontade expressa a um lado e outro da Raia de ver resolvidos os impedimentos na mobilidade de pessoas e de produtos numa zona da fronteira que se afirma como uma das mais dinâmicas no que respeita ao movimento de trabalhadores”. Lembrando que “à semelhança da importância mútua que Espanha e Portugal têm nas respetivas balanças comerciais, também o Norte de Portugal e a Galiza são muito interdependentes”, acrescentou e ainda: “Precisamos de ter condições para que a economia funcione. E a presença nesta jornada das confederações empresariais galega e portuguesas mostra a força desta nossa exigência”.

Na jornada, na que estiveram presentes cinquenta empresários da Eurorregião, interviram os presidentes da Confederação de Empresários da Galiza, Juan Vieites, da Associação Empresarial de Portugal, Luís Miguel Ribeiro, e da ConfiMinho, Luís Ceia, e o diretor Geral de Mobilidade da Xunta de Galicia, Ignácio Maestro Saavedra.

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MUNICÍPIO DE CAMINHA ASSINA AUTO DE RECONHECIMENTO DE FRONTEIRA DO RIO MINHO

Município de Caminha representado pelo Vereador João Pinto

A assinatura do auto de reconhecimento de fronteira do rio Minho entre os municípios portugueses e galegos realizou-se ontem, a bordo da lancha “NRP Rio Minho”, tendo o Município de Caminha sido representado pelo Vereador João Pinto.

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Na cerimónia participaram os autarcas de ambas as margens, assim como os comandantes das capitanias dos Portos de Caminha e de Tui, respetivamente Pedro Santos Jorge e Pablo Redondo.

Esta é uma cerimónia anual e acontece nos termos do artigo XXV e do artigo VIII, do anexo I, do Tratado de Limites entre Portugal e Espanha, assinado a 29 de setembro de 1864, altura em que foi reconhecida a linha fluvial do rio Minho, que serve de fronteira entre Portugal e Espanha, banhando vários municípios ribeirinhos.

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O FESTIVAL KUNCHI E OS LAÇOS MULTISSECULARES ENTRE PORTUGAL E O JAPÃO

  • Crónica de Daniel Bastos

Nos últimos anos, devido à pandemia da COVID-19, têm sido canceladas as festividades de uma ancestral tradição japonesa, o Festival Kunchi, uma das festas populares mais conhecidas na cidade de Nagasaki, uma histórica metrópole da “Terra do Sol Nascente” fundada pelos portugueses na segunda metade do séc. XVI, e que se realiza anualmente nos dias 7, 8 e 9 de outubro,

Portugal encerra a particularidade de ser o país europeu com a mais longa história de intercâmbio com o Japão, fruto de ter sido a primeira nação do “Velho Continente” a chegar e a estabelecer contactos com as gentes da “Terra do Sol Nascente”. Foi durante a expansão marítima quinhentista que se estabeleceu o início das trocas comerciais entre o Japão e os portugueses, à época chamados pelos japoneses “Nanban-jin”, isto é, “bárbaros do sul”, expressão que era nessa altura usada para identificar os povos ibéricos.

O intercâmbio comercial de há mais de quatrocentos anos, acarretava que os portugueses levassem para o território insular da Ásia Oriental, espingardas, pólvora, seda crua da China, entre outras mercadorias, e o Japão enviasse para a zona ocidental da Península Ibérica, prata, ouro e sabre japoneses, entre outros produtos. As vetustas relações comerciais entre as duas nações, estão na base de um conjunto expressivo de vocábulos de origem portuguesa que entraram na língua japonesa, como por exemplo, “pan” (pão), “koppu” (copo), “botan” (botão), “tabako” (tabaco) ou “shabon” (sabão).

A presença lusa no isolado Japão quinhentista e seiscentista teve igualmente uma conhecida dimensão missionária e evangelizadora, que redundou em ferozes perseguições movidas pelos xoguns aos missionários portugueses, receosos de uma eventual invasão por parte dos “bárbaros do sul” e temerosos da influência dos jesuítas nos nipónicos.

Ainda hoje uma das principais atrações do Festival Kunchi, celebrado todos os outonos desde o séc. XVI, com a exceção dos últimos anos marcados pela COVID-19, e que depois também se tornou uma denúncia dos chamados cristãos-escondidos, é a “Nau Portuguesa”, apenas apresentada cada sete anos, e que constitui uma evocação histórica da expansão portuguesa até ao Japão.

Conquanto as autoridades japonesas tenham optado este ano por um formato de celebrações minimalistas e simbólicas, assente essencialmente em danças e exposições, o Festival Kunchi evidencia a importância da história e cultura universal portuguesa, um ativo estratégico para a afirmação do nosso país num mundo marcado pelos desafios da globalização, diversidade cultural e desenvolvimento.

CCRB APOSTA NA APROXIMAÇÃO ENTRE PORTUGAL E O CONTINENTE AFRICANO

  • Crónica de Ígor Lopes

O antigo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, visitou a região das Beiras, Portugal, a convite da Câmara do Comércio da Região das Beiras (CCBR) nos dias 7 e 8 de setembro, com uma programação que incluiu encontros empresarias, diplomáticos, políticos e associativos.

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No dia 7, ao lado de membros da CCRB, Aristides Gomes almoçou com empresários no concelho do Fundão e aproveitou o momento para conversar sobre as relações entre os dois países com Paulo Fernandes, presidente da autarquia local.

Nesse mesmo concelho, o guineense conheceu a Incubadora e o Centro de Congressos locais. Houve ainda espaço para reuniões com Alcina Cerdeira, vereadora na Câmara Municipal do Fundão, e com Carlos São Martinho, presidente da MA e diretor da Escola Profissional do Fundão. Nos Paços do Concelho, a visita do ex-primeiro-ministro da Guiné Bissau visou “estreitar pontes e abrir corredores com os países da CPLP e de toda a América do Sul”.

Nas ruas do Fundão, um momento inusitado. Alunos guineenses da Escola Profissional do Fundão, que acabaram os seus cursos há cerca de dois meses, reconheceram Aristides Gomes e mantiveram com ex-governante “uma conversa amigável e franca” sobre “as suas preocupações por terem acabado o estágio, em áreas como o comércio, a metalomecânica e outros e, apesar da falta de mão de obra em Portugal, ainda não foram chamados para qualquer trabalho na região”.

No final do dia 7 de setembro, Aristides Gomes participou num jantar oferecido pela Casa do Brasil – Terras de Cabral, no Fundão, que serviu para celebrar o bicentenário da independência do Brasil e que reuniu diversos nomes integrantes da comunidade brasileira na região, com uma aposta forte na promoção da lusofonia. Neste jantar, estiveram presentes também Acácio Pereira, presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) de Portugal, e João Morgado, presidente da Casa do Brasil – Terras de Cabral.

Todas estas iniciativas foram acompanhadas de perto por José Manuel Diaz, consultor da Câmara Municipal de Amarante, e por Ana Correia, presidente da Câmara do Comércio da Região das Beiras, que acredita que o encontro irá gerar boas conexões intercontinentais.

“Conversamos bastante sobre vários projetos que pretendemos colocar em ação. Teremos muitos trabalhos importantes a fazer em breve conectando a lusofonia e os mercados em África e na Europa”, disse Ana Correia.

XIII ENCO(EU)NTRO IBÉRICO LAND ROVER REÚNE 1.000 LAND ROVERS EM VIANA DO CASTELO

Entre os dias 16 e 18 de setembro, Viana do Castelo é palco do XIII Enco(eu)ntro Ibérico Land Rover, evento que se assume como ponto de encontro obrigatório para os entusiastas ibéricos: para além das atividades e expositores ligados aos Land Rover, é também uma festa com as mais variadas atividades para famílias e amigos de todas as idades. A organização confirmou já a participação de mais de 1.000 inscritos naquele que é o maior encontro de Land Rovers da Península Ibérica.

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O encontro, organizado pela LandMania Club Portugal, conta com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Castelo e acontece no Parque de Campismo da Fundação INATEL, no Cabedelo.

Sexta-feira, dia 16, o evento conta com a participação de grupos folclóricos e com diversos momentos musicais e de animação. Sábado, os inscritos participam numa caminhada com destino a Santa Luzia, promovem uma homenagem aos sócios honorários e promovem um périplo cultural pela cidade. No domingo, passeio em caravana pela cidade, com paragem para foto de grupo.

De acordo com a organização, “este será um Encontro Ibérico de regresso às origens, quer pela simplicidade das infraestruturas do recinto, quer pelo regresso dos encontros ibéricos anuais, assinalado com a presença oficial de uma comitiva do nosso clube irmão Espanhol CLRTTE”.

“À semelhança do espírito que envolve este Ibérico, a imagem que criámos e que o representa também o é. Alegre, simples e animada, com um espírito jovem, mas uma alma nas raízes das tradições deste épico evento Land Rover”, garante.

Este é mais um evento internacional que Viana do Castelo acolhe no ano em que se prepara para ser Cidade Europeia do Desporto 2023. Neste momento, está a ser feito um investimento de 5,3 milhões de euros em equipamentos desportivos. A candidatura vianense a Cidade Europeia do Desporto refletiu a aposta que o Município de Viana do Castelo tem vindo a fazer na promoção da atividade física e da prática desportiva formal ou informal, incutindo estilos e hábitos de vida saudáveis aos munícipes.

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ALTO MINHO E GALIZA EXIGEM MELHORIA DA LIGAÇÃO DO IC28 À FRONTEIRA DA MADALENA E CELANOVA

Regiões do Alto Minho e Ourense (Galiza) unem-se para reclamar melhoria da ligação do IC28 à fronteira da Madalena e a Celanova

Esta antiga reivindicação das duas regiões transfronteiriças encontra-se expressa numa carta dirigida ao primeiro-ministro de Portugal, António Costa, e ao presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, que será assinada Quarta-Feira, dia 31 de agosto, na qual apelam para um maior envolvimento dos dois Governos na sua concretização.

O ato de assinatura deste documento, em português e castelhano, terá lugar na fronteira da Madalena, no concelho de Ponte da Barca, pelas 10h00 (hora portuguesa), contando com a presença dos autarcas dos dois lados da fronteira, representantes da CIM Alto Minho e da Deputación de Ourense.

Os signatários desta missiva conjunta consideram que esta ligação é de extrema importância para o incremento da cooperação, da atratividade e da competitividade desta região transfronteiriça e neste sentido deverá ser um desígnio dos dois Governos.

Os autarcas solicitam que “a concretização da ligação do IC28 à fronteira da Madalena e a Celanova seja realizada com brevidade, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência/ Next Generation ou através de instrumentos de financiamento no contexto da cooperação transfronteiriça”.

GRUPO DE FOLCLORE “CASA DE PORTUGAL” EM ANDORRA BRINDA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA COM A SUA ATUAÇÃO

A celebração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas no Principado de Andorra foram comemoradas este ano de uma maneira muito especial. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, cumpriu a promessa de voltar a Andorra para celebrar a festa portuguesa e esta tarde o Centro de Congressos da capital andorrana foi o ponto de encontro de autoridades andorranas e portuguesas assim como um grande número de portugueses residentes no Principado para receber pela terceira vez o máximo mandatário lusitano.

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Além do protocolar encontro com as autoridades portuguesas e andorranas o evento contou com a presença dos alunos de português que entoaram os hinos português e andorrano.

Seguiu uma breve atuação dos grupos de folclore, Rancho Folclórico dos Residentes do Alto Minho e o Grupo de Folclore Casa de Portugal que apresentou os trajes e danças da Ribeira Lima na presença do Presidente da República, Prof. Dr. Marcelo Rebelo de Sousa que se fez acompanhar do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafôfo.

Para surpresa de todos os assistentes, Paulo Cafôfo aproveitou para anunciar a reabertura do Consulado Geral de Portugal em Andorra. A festa continuou na Praça do Povo com as concertinas dos dois Grupo a tocarem música do cancioneiro popular português.

Pela manhã o Grupo de Folclore assistiu à celebração eucarística oficializada pelo Padre Humberto que viajou propositadamente desde Trás-os-Montes.

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JORNAL DA NOITE DA SIC TRANSMITE HOJE SOBRE O GRUPO DE FOLCLORE “CASA DE PORTUGAL” EM ANDORRA

O Grupo de Folclore Casa de Portugal irá participar na reportagem do JORNAL DA NOITE, a partir das 19h58 (hora de Lisboa), que o canal de televisão portuguesa, SIC, realizou em Andorra por motivo da visita de Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República. A não perder!

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Amanhã, o Grupo de Folclore Casa de Portugal irá participar nas festividades por motivo da visita a Andorra do Presidente da República, Professor Marcelo Rebelo de Sousa.

Do programa previsto os membros do Grupo irão atuar na cerimónia oficial no Parque Central de Andorra la Vella e no final das festividades, no palco que a organização tem preparada no parque de estacionamento da capital.

Além do folclore, os membros do Grupo irão integrar uma mostra gastronómica e de artesanato das associações participantes apresentando material decorativo, o livro comemorativo do 25 aniversário e lembranças que a entidade foi angariando ao longo de 26 anos de história.

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