O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, marcou hoje presença na inauguração da sede da junta de freguesia de Perre, que foi alvo de uma empreitada de refuncionalização da antiga escola primária.
É que, para o efeito, foi refuncionalizado o piso zero da antiga escola primária das Portelas, com aquisição de material informático, mobiliário, instalação de sistemas de climatização e renovação do sistema elétrico. Paralelamente, também a zona envolvente foi alvo de reabilitação do pavimento e instalada nova iluminação. No novo espaço está também instalada uma biblioteca, que agora integra a rede de bibliotecas do concelho, coordenada pela Biblioteca Municipal de Viana do Castelo que em 2024 contou com mais de 80 mil utilizadores, a que acrescem os 26 mil inscritos.
Para o Presidente da Junta de Freguesia, as novas instalações são o resultado de um trabalho conjunto. Jorge Costa falou de uma “extensão simbólica do trabalho do poder local”, lembrou que agora os serviços estão adaptados às novas necessidades dos utentes e que a nova sede da Junta de Freguesia é património de todos.
Já o Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, revelou que a cerimónia celebra o investimento mas também a memória coletiva, já que o espaço alberga o centro interpretativo do Castro de Vieitos e está instalado numa antiga escola primária. “Este é também um exemplo do processo de continuidade daquelas que são as ações desenvolvidas na freguesia”, sendo que a nova sede da Junta de Freguesia irá “prestar todos os serviços e permitir fazer o trabalho comunitário para toda a freguesia”.
Vai ter lugar amanhã a cerimónia de entrega à Câmara Municipal de Viana do Castelo das Bandeiras Azuis e Bandeiras de Ouro 2025. O evento terá lugar no Navio Gil Eannes.
Seguidamente, terá lugar a inauguração da nova sede da Junta de Freguesia de Perre.
O Grupo de Danças e Cantares de Perre desloca-se à Alemanha a fim de participar nos próximos dias 27 e 28 de junho no Festival Internacional de Folclore "Lu žyca - Lu žica - Lausitz".
O "Grupo de Danças e Cantares de Perre" - um grupo de Portugal, voando no Festival Internacional de Folclore "Lu žyca - Lu žica - Lausitz" com a sua música tradicional e dança woboha ć.
O "Grupo de Danças e Cantares de Perre" foi fundado em 1985 e preserva as tradições de dança e música do Norte de Portugal, especialmente da região do Minho. Com trajes elaborados, repertório animado e mais de 1.000 aparições, é a embaixadora cultural de Portugal.
Com seu estilo único e ritmos cativantes, ela proporciona uma experiência inesquecível no festival!
Ansioso pelo Grupo de Danças e Cantares de Perre - um grupo que vai enriquecer este ano o Festival Internacional de Folclore “ Łu žyca – Łu žica – Lausitz” com música tradicional e dança de Portugal.
Fundado em 1985, o Grupo de Danças e Cantares de Perre preserva as tradições de dança e música do norte de Portugal, especialmente da região do Minho
Com os seus trajes elaborados, repertório animado, e mais de 1.000 apresentações, serve como embaixador cultural de Portugal.
Com seu estilo único e ritmos contagiantes, o grupo garante uma experiência inesquecível no nosso festival.
Drachhausen, uma das localidade onde vai atuar, é um município da Alemanha, situado no distrito de Spree-Neiße, no estado de Brandemburgo. Tem 38,37 km² de área, e sua população em 2019 foi estimada em 786 habitantes.
Por sua vez, Crostwitz é um município da Alemanha localizado no distrito de Bautzen, região administrativa de Dresden, estado da Saxônia. Pertence ao Verwaltungsverband de Am Klosterwasser.
O Mestre Nacional (MN) de Xadrez, atualmente jogador da Associação Desportiva e Cultural de Perre, festejou em São Pedro do Sul a conquista do título nacional de veteranos de partidas semi-rápidas, na categoria S65.
Os campeonatos nacionais de veteranos de partidas rápidas e semi-rápidas, disputaram-se em São Pedro do Sul, nos dias 9 e 10 de junho respetivamente, e foram organizados pela Federação Portuguesa de Xadrez.
No primeiro daqueles torneios, o MN Henrique Pereira já mostrara ao que vinha ao terminar no top10 nacional, quatro posições acima do seu ranking inicial e apenas a um empate do último lugar do pódio.
Moralizado por aquele resultado, no torneio de partidas semi-rápidas o xadrezista vianense teve uma entrada fulgurante derrotando Manuel Frias (Clube Elvense de Natação), o CM italiano Andrea Gori (Oficina Criativa de Pombal-JRSF), João Maduro (Clube de Xadrez de Montemor-o-Velho) e Amílcar Miranda (Clube EDP Lisboa) nas quatro primeiras rondas. Esses resultados deixaram-no a um empate do título e dependendo apenas de si no confronto com José Prezado (Grupo de Xadrez do Porto), seu concorrente direto na luta pelo título.
Nesta última e decisiva ronda beneficiava de meio ponto de vantagem sobre o segundo classificado. O MN Henrique Pereira empatou a sua partida na primeira mesa do torneio, resultado que se verificou também na segunda mesa entre outros dois candidatos, e assegurou o título de campeão nacional de veteranos S65, sem precisar sequer de recorrer a critérios de desempate. Um feito notável para quem era apenas sétimo do ranking inicial.
Depois de uma pausa prolongada das lides xadrezisticas, Henrique Pereira regressou aos tabuleiros com as cores do emblema perrense no qual tem sido um elemento basilar na excelente performance do clube, que esta época terminou o campeonato nacional da terceira divisão na quarta posição do torneio. Já com o foco em novos objetivos, o MN Henrique Pereira afirmou que este triunfo individual lhe “dá animo para outras conquistas” e descreveu este regresso à ribalta do xadrez nacional como “um sentimento difícil de traduzir em palavras, mas que o transporta aos tempos áureos de há 30 anos atrás”.
O antigo autarca comunista João Rocha, natural de Perre, Viana do Castelo, vai ser o cabeça de lista de um movimento independente à Câmara Municipal de Serpa, no distrito de Beja, autarquia a que presidiu durante mais de 30 anos.
João Manuel Rocha da Silva nasceu em Perre, Viana do Castelo, no dia 6 de Novembro de 1950. É engenheiro mecânico e professor efetivo na Escola secundária de Serpa.
Em 1979 foi eleito Presidente da Câmara Municipal de Serpa, e sucessivamente reeleito, nas listas da CDU. Veio mais tarde a ser eleito presidente da Câmara Municipal de Beja.
João Rocha é reconhecido por ter instaurado as infraestruturas básicas que lançaram Serpa no desenvolvimento. Uma das suas grandes apostas é a dinamização cultural. Em 2007 Serpa foi um dos cinco municípios portugueses a participar no Primeiro Encontro da Rede internacional de Municípios pela Cultura, realizado no Brasil.
Foi Presidente do Conselho de Administração da Associação de Municípios do Distrito de Beja, do CCRA (Comissão de Coordenação da Região Alentejo), do MARD/Movimento Alentejo pela Regionalização, Vogal do Conselho Directivo do CEFA (Fundação para os Estudos e Formação Autárquica), membro do Conselho Directivo da ANMP (Associação Nacional de Municípios Portugueses), Presidente da Assembleia Geral da EDAB/ Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja, do Movimento BAAL 21 (em defesa do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral) e da enREDE – Rede Internacional de Municípios pela Cultura. É sócio fundador da Confraria do Cante Alentejano.
O Grupo de Danças e Cantares de Perre inaugurou em 2021, por ocasião das comemorações do seu 36º aniversário, um monumento alusivo à "contradança", da autoria do pintor Mário Rocha.
Uma das danças que se tornou característica em Portugal e é interpretada por numerosos grupos folclóricos é aquela que se designa por contradança. Esta dança é interpretada nomeadamente pelo Grupo de Danças e Cantares de Perre, de Viana do Castelo. Trata-se de uma dança ou, para falar com mais propriedade uma mistura de várias danças com melodias diversas, obedecendo os seus executantes à voz de um mandador, qual "baile mandado" que de algum modo nos faz lembrar a tradicional dança algarvia com aquele nome. Tendo dado origem às quadrilhas, foi a contradança uma dança muito apreciada nos bailes que se organizavam nos finais do século passado, nomeadamente no Palácio das Laranjeiras, no dos Condes de Farrobo e até na corte então instalada no Palácio da Ajuda. É que, à semelhança do que sucedeu com o folclore austríaco que viu as suas valsas invadirem os salões aristocráticos, também a contradança acabaria por animar os bailes da corte e da nobreza europeias e inclusive inspirar grandes compositores como Mozart e Wagner.
Em Malaqueijo, no concelho de Rio Maior é uma das localidades portugueses onde tal costume se encontra mais arreigado, sobretudo pelo modo como toda a comunidade revive esta tradição desde há muitas décadas, sempre por ocasião dos festejos em honra do seu padroeiro, dançando colectivamente a contradança nas ruas da terra. Dizem as suas gentes que aquela dança entrou nos costumes locais desde que um mancebo da terra que o serviço militar o levou para a combater em França por ocasião da primeira guerra mundial, trouxe para a sua terra a tradicional moda francesa que rapidamente foi adoptada pelo povo de Malaqueijo.
Na realidade e sem pretender contestar à influência que nalguns casos poderão ter exercido os soldados portugueses que regressaram de França e das trincheiras da Flandres, integrados no Corpo Expedicionário Português, tudo leva a crer que a contradança aparece no nosso país por altura das invasões francesas e ainda, muito provavelmente, em virtude dos numerosos portugueses que ingressaram as tropas napoleónicas. De acordo com a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, a "contradança" era originariamente um música popular inglesa cuja designação "country dance" que quer dizer "dança nacional" veio por corrupção a ser denominada "contredanse" desde que, no século XVII foi introduzida em França, e finalmente contradança com o seu aportuguesamento. Assim sendo, a própria designação contradança não constitui mais do que um equívoco resultante de uma deficiente tradução.
Em todo o caso é inquestionável a influência francesa nas origens da contradança no nosso folclore, como aliás atestam algumas expressões empregues pelo mandador aquando da sua execução. Contudo, não é de excluir por completo alguma influência que de igual forma poderão ter exercido os militares ingleses que então combateram ao lado dos portugueses o invasor napoleónico e por cá permaneceram enquanto a corte de D. João VI esteve exilada no Brasil. É que, afinal de contas, era aos nossos "amigos de Peniche" que originariamente pertencia a "country dance" e que com toda a certeza a executavam com maior requinte e perfeição.