O Paço de Lanheses pertence aos condes de Almada e Avranches desde o século XIX.
A 30 de Março de 1818, o conde D. Antão José Maria de Almada aceita casar em Lisboa com a herdeira desta propriedade, D. Maria Francisca de Abreu Pereira Cirne Peixoto, filha única de Sebastião de Abreu Pereira Cirne Peixoto, 1º senhor da então Vila Nova de Lanhezes.
Ao fazê-lo assume o seu lugar na casa, que pertencia à família desde o século XVI.
Hoje a sua representação está em D. Lourenço José de Almada, nascido em Abril de 1961, natural de Lanheses, pai de três filhos, que a reparte com sua mãe e seus quatro irmãos.
Falar dos antepassados desta tão antiga e aristocrática família é o mesmo que falar da História de Portugal. Por terra e por mar, com carácter e nobreza cavalheiresca, os Almada lutaram sempre pelos seus ideais e pela pátria, participando em acontecimentos com influência no resto da Europa e do Mundo.
Não assumindo actualmente uma participação directa na governação da sua nação, primeiro pela Monarquia Constitucional e depois pela República, em cujas políticas nunca se reviu, assiste com preocupação à má gestão do Património e Tradições que tem como seu legado.
“Manuel Joaquim filho legítimo de Antonio Jose Rodriguez dos Sanctos, e de Anna Joaquina Dantas do lugar da Egreja desta freguezia de Sancta Maria da Cabração julgado de Ponte doLima; nasceo no dia quinze de Agosto de mil oito centos trinta, e nove, foi baptizado solenemente na pia Baptismal deste Igreja, com imposição dos sanctos oelos, no dia dezoito do ditto mês, por mim Padre Joao Antonio Pereira de Amorim Paroco desta Igreja. Forao padrinhos, Joao Antonio Rodrigues solteiro, (…) Maria Joanna Rodrigues solteira ambos (…) e do mesmo Baptizado. Nepto Paterno de João Rodrigues dos Sanctos, e de Maria Affonso do Lugar de Igreja desta mesma materno do Padre Manoel Jose de (…), e de Rosa Maria de Antas solteira, ambos da freguezia da Labruje, Lugar do Socorro, Pª constar fiz este assento que assino: era dia e mês est supre.
O Paroco Joao Antº Perª de Amorim Vigº”
Transcrição do assento de baptismo de Manuel Joaquim Rodrigues dos Santos, pais de Augusto Joaquim Alves dos Santos.
Fonte: Arquivo Distrital de Viana do Castelo. Fundo Paroquial de Ponte de Lima – Cabração. Livro de batismos. Nº. do livro: 2. Fls. 4 Cota 3.13.1.31.
Foto existente na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, cedida ao autor
Cantor Zeca Afonso descendia pelo lado materno de famílias limianas
Passam precisamente 36 anos desde a data do falecimento do cantor José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos - vulgo Zeca Afonso.
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos de seu nome completo, era filho de José Nepomuceno Afonso dos Santos, natural do Fundão, e de Maria das Dores Dantas Cerqueira. Aliás, Zeca Afonso viveu em Ponte de Lima os primeiros três anos de vida, antes de ter sido levado para Angola.
Sua mãe foi professora primária e nasceu em Ponte de Lima nos começos do século XX. Outros antepassados do cantor eram oriundos de Arcozelo e São Martinho da Gandra. Domingos José Cerqueira, seu avô materno, foi professor de instrução primária em Ponte de Lima. Porém quis o destino que José Afonso viesse a nascer em Aveiro, em 2 de agosto de 1929.
Angola, Moçambique, Belmonte, Coimbra, Faro e Setúbal são algumas referências geográficas que se encontram na rota da sua vida. Ponte de Lima é, porventura a menos conhecida. De resto, além de não ter ao que se saiba vivido alguma vez em terras limianas, também não deverá ter encontrado matéria-prima para as suas letras, apesar da fonte de inspiração que o rio Lima sempre constituiu para muitos poetas.
Domingos Cerqueira – autor da “Cartilha Escolar” e tio materno de Zeca Afonso – nasceu em Ponte de Lima!
Sua Alteza Real O Senhor Dom Afonso de Santa Maria Miguel Gabriel Rafael, 9º príncipe da Beira e por mercê d’El Rei D. Sebastião I, 20º duque de Barcelos, nasceu a 25 de Março de 1996.
Afonso foi baptizado na Sé Catedral de Braga no dia 1 de Junho de 1996. Foi celebrado pelo Arcebispo de Braga, D. Eurico Dias Nogueira. Teve como padrinhos, D. Afonso de Herédia, irmão da Duquesa de Bragança e a Princesa Elena Sofia de Bourbon e Sicilles. No dia seguinte, foi Consagrado à Senhora da Oliveira, na Igreja de Santa Maria da Oliveira, em Guimarães, cerimónia celebrada por Monsenhor José Pinto de Carvalho.
De acordo com informações cedidas pelo Comendador Adelino Tito Morais na sequência de investigações por si efectuadas, “a ascendência materna de António Feijó vai à Quinta da Bemposta na Cabração, e também no Bárrio. Do avô, o tal Pereira Lima Sampaio, advogado em Ponte de Lima e depois Corregedor em Barcelos, encontrei há anos em pesquisas notariais em Viana do Castelo, empréstimo efectuado por ele, a juro, para um vizinho.”
No seu assento de baptismo – à época ainda não existia registo civil – o qual é extraído do livro de baptismos da Paróquia de Ponte de Lima (Vila), nº 11, fls. 212, à guarda do Arquivo Distrital de Viana do Castelo, (cota 3.15.1.13), consta o seguinte:
“António filho legítimo de José Agostinho Castro Correa Feijó, natural da Freguezia de Santa Marinha de Rouças do Concelho de Melgaço e de Joanna do Nascimento Malheiro Sampaio natural desta Freguezia moradores na Rua Direita desta Freguezia nepto paterno de Joaquim Thomaz Correa Feijó, e Dona Cartona Delfina de Lima Azevedo Souza e Catro da Freguezia de Bouças do Concelho de Melgaço, sendo aquelle natural da Freguezia de Calheiros deste Concelho de Ponte do Lima, materno do Doutor Desembargador António Caetano Pereira de Lima Sampaio, solteiro, já fallecido e Dona Clemência Dias Malheiro, solteiros ambos desta Villa, nasceo no dia primeiro do mez de Junho de mil oito centos e cincoenta e nove e no dia seis do dito mex e anno foi Solenemente Baptizado com imposição dos Santos óleos, na pia Baptismal de Santa Maria dos Anjos, da dita Villa de Ponte de Lima digo de São Salvador da Feitosa deste Concelho, (…) pelo Reverendo Parocho Encomendado António José Fernandes, Padrinhos o Reverendo António Correa Feijó Reytor de Victorino das Donas deste Concelho e (…) Dona Anna Cândida de Castro Pimenta Feijó representada por seu sobrinho José Joaquim de Castro Pimenta Feijó, irmão do Baptizado. Em fé do que fiz este assento que assigno hoje 6 de Junho de 1859. (...) José António da Cunha"
Fonte: Carlos Gomes. António Feijó – Nasceu há (quase) século e meio!. O Anunciador das Feiras Novas. Ano XXII. 2005
Inventariado: José Manuel Domingues, casado com a inventariante, morador que foi na freguesia de Cabração, Ponte de Lima, falecido em 24 de novembro de 1921. Inventariante: Maria Clara de Matos, a viúva, moradora na freguesia de Cabração, Ponte de Lima.
“Francisco Teixeira de Queiroz - Livro Família, Casa, Obra, Ascendência e Descendência”, da autoria do seu bisneto, Luís Filipe Teixeira de Queiroz de Barros Pinto, constitui uma obra ímpar a apresentar um dos mais ilustres filhos de Arcos de Valdevez – e do Minho: o escritor Francisco Teixeira de Queiroz.
Natural de Arcos de Valdevez (1848), Teixeira de Queiroz cedo se afirmou como romancista e contista, sendo um fiel e representativo seguidor da escola naturalista/realista, de tal forma que António José Saraiva e Óscar Lopes, na História da Literatura Portuguesa, comparam o talento deste escritor ao de Eça de Queiroz, colocando-o como um dos mais importantes expoentes literários portugueses do seu tempo.
Francisco Teixeira de Queiroz por Columbano Bordalo Pinheiro
O livro incide em quatro áreas distintas. Iniciado com a primeira geração em Arcos de Valdevez, refere assim a chegada do pai, o casamento com a mãe arcuense, a descendência e a incidência no primeiro e único filho, Francisco, com a sua infância, o percurso académico, com a ida para a escola aos 7 anos, a saída aos 12 para o liceu em Braga, a chegada aos 19 à Universidade de Coimbra e o aparecimento do Escritor.
Segue-se a área das Letras. A obra literária do escritor, realista naturalista, com a Comédia do Campo, onde todo o Minho é descrito em pormenor, e com a Comédia Burguesa, a mesma forma de análise e de estilo, mas a incidir sobre a vida da sociedade citadina. Os seus pensamentos políticos e sociais também são apresentados de forma textual.
Com o terceiro capítulo, surge a sua vida pública, resultante da actividade política, da administração de empresas e da Academia das Ciências.
Na política, fazendo parte de uma geração essencialmente doutrinária, que o fazia estar de forma mais consentânea com a sua personalidade e logo mais longe das movimentações partidárias no terreno. Francisco Teixeira de Queiroz foi Deputado às Cortes na Legislatura de 1893 e eleito novamente Deputado em 1911. Em 1915, foi Ministro dos Negócios Estrangeiros no Governo de José de Castro.
Na Academia foi Vice-Presidente e eleito Presidente em 1913.
Por último, as empresas. Administrador e accionista elegivel na Companhia das Águas de Lisboa, na Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses e na Companhia das Lezírias, onde exerceu uma actividade reconhecida e de longa duração.
O quarto e último capítulo e, não menos importante, incide sobre a Genealogia do escritor.
Vista geral da fachada principal do Palácio da Giela, em Arcos de Valdevez, que foi dos Viscondes de Vila Nova de Cerveira, mais tarde Marqueses de Ponte de Lima. É constituído por dois corpos distintos, ambos denticulados de ameias: o torreão medieval (séc. XIV), da construção primitiva, e a residência paçã, de estrutura quinhentista. A torre, de planta quadrangular, é provida de seteiras e de um balcão de mata-cães.
A residência senhorial, forma uma vasto rectângulo com quatro fachadas. Está arrimada ao torreão e tem um andar graciosamente rústico e acolhedor.
O Paço de Giela (monumento nacional), teve, em 1662, importante função histórica quando o governador de armas de Castela, D. Baltazar de Roxas Pantoja, ali estabeleceu o seu quartel-general, numa enérgica ofensiva sobre o Minho.
Ainda na paróquia de Giela, a Casa do Requeijo, residência palaciana setecentista (meados do séc. XVIII), com duas torres coroadas com ornatos escultóricos.
Pormenor duma janela quinheitista do Paço da Giela, Solar dos Limas, em Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo.
Vista parcial da fachada Oeste e da torre de menagem do Paço da Giela, ou Solar dos Limas, no Lugar do Paço, próximo da Estrada Nacional 202, no concelho dos Arcos de Valdevez.
Vista geral da fachada poente do Paço da Giela, ou Solar dos Limas e da zona envolvente, no Lugar do Paço, próximo da Estrada Nacional 202, no concelho dos Arcos de Valdevez.
Estou à procura da Familia Vas e Afonso em Cabraçao, Ponte de Lima. Meu 7º avô Franco Affonso Lima, filho de Jozé Vas e Maria Afonso, casou no Brasil em 16 novembro de 1751 na Sé de Sao Paulo e faleceu em 23 de novembro de 1755 sepultado. Obrigadinaha se puder me ajudar com mais dados no blog sobre os Vas Lima e Afonso. Penso que Lima deve ser pelo Rio Lima? espero respostas.
As fotos que aqui se reproduzem são da autoria de Armando Maia Serôdio e de Eduardo Portugal e foram produzidas desde meados do século passado até 1970, ocasião em que o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, França Borges, visitou o Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima, vulgo Palácio da Rosa.
Nelas podemos ver além da visita do autarca que foi verificar o estado de adiantada degradação em que já se encontrava à época, a fachada e interiores da Igreja de S. Lourenço pertencente ao palácio, o brasão de armas dos Limas e outros detalhes não menos relevantes.
A propriedade transitou para a posse dos marqueses de Castelo Melhor por via do casamento da sobrinha do 3º Marquês de Ponte de Lima – que foram Viscondes de Vila Nova de Cerveira – em virtude daquele não ter deixado descendência.
“No âmbito das atividades culturais para o ano de 2018, o Arquivo Municipal José Terra, de Arcos de Valdevez, irá realizar um curso livre de Genealogia, ministrado pelo formador Dr. Ricardo Bessa Teixeira.
Pretende-se, com esta acção de formação, fornecer aos formandos as ferramentas necessárias à pesquisa das suas raízes familiares através dos documentos de arquivo e, assim, construir a sua árvore genealógica.
Nesta linha, o formando sairá do curso sabendo proceder à organização de uma pesquisa de fontes, de registos, tratamento e recolha da informação”.
Em busca da genealogia de um “mártir da pátria”, Gomes Freire de Andrade
Com o registo e comunicação electrónica (WWW) dos elementos que definem a identidade e as relações de parentesco entre os indivíduos, as pesquisas destinadas a elaborar a árvore genealógica das famílias têm crescido extraordinariamente nas últimas décadas. Uma curiosidade natural e, decerto, uma compulsão psíquica condicionada pelo gigantismo e anonimato característicos das aglomerações urbanas onde, ano após ano, afluem e acumulam grandes massas populacionais.
Neste quadro, e tendo em sua posse um amplo acervo documental relativo à genealogia de Gomes Freire de Andrade (1757-1817), um general partidário das ideias liberais e um dos mais brilhantes militares da sua época, na passagem do bicentenário da sua condenação à morte e execução por crime de lesa majestade, a Casa da Eira, em Lanhelas, promove uma mostra e análise deste interessante espólio. Constituído por elementos reunidos ou produzidos pacientemente por um investigador sabugalense, J. Gomes (Freire) Pinharanda, cuja linhagem o interliga à do malogrado general, e que, aliás, se apresenta como seu descendente directo. Dadas as circunstâncias que envolveram as relações conjugais do homem que acompanhou Napoleão Bonaparte nas suas temerárias incursões pela Europa, estamos perante uma reivindicação controversa, fundada, no essencial, numa romanesca tradição familiar.
Temos, pois, em vista um debate centrado nas andanças bélicas além-fronteiras do eminente precursor da revolução liberal em Portugal, bem como o aflorar do tema do imperialismo napoleónico e das violências geradas lá por onde passava a soldadesca ocupante francesa. E ainda virá a propósito reflectir acerca da abrasiva problemática da traição e redenção no tocante ao elo sentimental e político que cada qual estabelece com a comunidade de origem. E será ainda de meditar sobre as múltiplas formas de mitificação historiográfica., como de considerar a temática do expeditivo sistema de justiça do Antigo Regime em contraposição aos avanços civilizacionais decorrentes do triunfo do ideário das Luzes.
Na sessão inaugural, em complemento ao debate, com ilustração musical a cargo de um duo de teclas e clarinete, efectuar-se-á uma leitura dramatizada de alguns textos evocativos desta ímpar figura da história portuguesa agora recordada.
Arquivo do Paço de Vitorino: (re)constituir a memória e a identidade familiar com quase cinco séculos de história: apresentação do catálogo online
Amanhã, dia 20 de maio, às 15h00, será apresentado no Paço de Vitorino o catálogo online do seu arquivo com quase cinco séculos de história.
Esta iniciativa, que resulta do tratamento técnico e digitalização levados a cabo no âmbito do protocolo de cooperação entre os proprietários do Paço de Vitorino e o Município de Ponte de Lima, surge pela consciencialização do papel importante que as fontes de informação contidas nos arquivos de família desempenham para o estudo da história local, regional e até mesmo nacional, sendo fundamental garantir a sua divulgação, valorização e preservação a longo prazo, para além de torná-lo acessível a toda a comunidade.
O Arquivo do Paço de Vitorino passará a estar disponível para consulta através do catálogo do Arquivo Municipal de Ponte de Lima.
Os restos mortais de D. Afonso de Portugal que foi o 1º Marquês de Valença, título de juro e herdade criado pelo Rei D. Afonso V de Portugal, repousam na vila medieval de Ourém.
Afonso era filho primogénito de D. Afonso, 1º Duque de Bragança, e neto primogénito do Condestável D. Nuno Álvares Pereira que foi 3º Conde de Ourém. Criado por carta régia em 11 de outubro de 1451, o título de Marquês de Valença foi o primeiro título de marquês concedido em Portugal.
O título foi extinto por morte de D. Afonso de Portugal e em virtude de não ter deixado descendência. Veio posteriormente a ser restabelecido por D. João V, em 10 de março de 1716, tendo então sido concedido ao 8º Conde do Vimioso, descendente direto de D. Afonso de Portugal.
Ao Marquês de Valença, D. Afonso de Portugal, deve Ourém grande parte da sua grandeza. Em meados do século XV, edificou o Paço, magnífico exemplar de arquitetura militar de clara influência renascentista e italiana, ligado ao castelo por meio de passagens secretas.
O crescimento e importância da vila medieval de Ourém foram notórias até à destruição causada pelo terramoto de 1755 e, meio século depois, agravada pelas invasões francesas. Aliás, o próprio túmulo de D. Afonso IV – Marquês de Valença e Conde de Ourém – localizado na cripta da Igreja da Colegiada, encontra-se danificado em virtude da pilhagem praticada pelos invasores franceses chefiados por Massena.
No local, encontra-se gravado o seguinte epitáfio:
«Aqui jaz o Ilustre Príncipe D. Afonso, Marquês de Valença, conde de Ourém, primogênito de D. Afonso, Duque de Bragança, e conde de Barcelos, e neto del Rei D. João de gloriosa memória, e do virtuoso, e de grandes virtudes D. Nuno Alvares Pereira, Condestável de Portugal. Faleceu em vida de seu pai, antes de lhe dar a dita herança, de que era herdeiro, o qual foi fundador desta Igreja, em que jaz, cuja fama e feitos este dia florescem. Finou-se a 29 de agosto do ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1460 anos.»
Como já foi referido, o Dr. Alves dos Santos faleceu sem deixar descendentes. Os seus familiares mais próximos pelo lado materno são oriundos da freguesia de São João da Ribeira cujo estudo genealógico ainda não efetuámos e, pelo lado paterno, provenientes da freguesia da Cabração da qual ele próprio era natural. Não se conhecendo irmãos, possuía nesta freguesia quatro primos em primeiro grau – José Rodrigues dos Santos, Narcizo Rodrigues dos Santos, Maria Joaquina dos Santos e Aires Libório dos Santos – sendo que os dois primeiros emigraram para o Brasil. De José Rodrigues dos Santos não existe notícia enquanto Narcizo Rodrigues dos Santos veio a fixar-se em Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo, deixando bastante descendência.
Esta listagem genealógica data de 1998, pelo que a informação não se encontra atualizada.
Ancestrais de Alves dos Santos
- João Rodrigues dos Santos. Natural de Cabração, concelho de Ponte de Lima. Casou com Maria Affonso, natural de Cabração;
- António José Rodrigues dos Santos. Natural de Cabração, concelho de Ponte de Lima. Casou com Anna Joaquina Dantas, natural de Cabração;
- Manoel Joaquim Rodrigues dos Santos. Nasceu na freguesia de Cabração em 15 de agosto de 1830. Casou com Anna Maria Alves Soares, natural de São João da Ribeira, concelho de Ponte de Lima;
- Augusto Joaquim Alves dos Santos. Nasceu na freguesia de Cabração em 14 de outubro de 1886. Casou com Maria Adélia de Oliveira, natural do Porto. Faleceu em Coimbra em 17 de janeiro de 1924. Não deixou descendentes.
Família Santos, oriunda da Freguesia da Cabração, concelho de Ponte de Lima
Transcreve-se o assento paroquial de batismo de Manoel Joaquim Rodrigues dos Santos, pai de Augusto Joaquim Alves dos Santos, também ele natural da Freguesia de Cabração, concelho de Ponte de Lima, cuja imagem junto se reproduz.
“Manoel Joaquim filho legitimo de Antonio Jose Rodriguez dos Sanctos, e de Anna Joaquina Dantas do Lugar da Egreja desta freguesia de Santa Maria da Cabração julgado de Ponte de Lima; nasceo no dia quinze de Agosto de mil oito centos trinta, e nove, foi baptizado solenemente na pia Baptismal desta Igreja, com imposição dos sanctos oleos, no dia dezoito do ditto mês, por mim padre Joao Antonio Pereira de Amorim Paroco desta Igreja. Forao padrinhos, Joao Antonio Rodrigues, solteiro (…) Maria Joanna Rodrigues solteira ambos (…) e do mesmo Baptizado. Nepto Paterno de Joao Rodrigues dos Sanctos, e de Maria Affonso do Lugar da Igreja desta mesma (…) materno do Padre Manoel Jose de (…), e de Rosa Maria de Antas solteira, ambos da freguesia da Labruje, Lugar do Socorro. Pª constar fiz este assento que assino: era dia mês comes est. Supra.
O Paroco Joao Antº Perª de Amorim Vigº”
(Arquivo Distrital de Viana do castelo. Fundo paroquial de Ponte de Lima – Cabração. Livro de baptismos. Nº. do livro: 2 Fls 4 Cota 3.13.1.31)
O Dr Alves dos Santos nasceu na Freguesia de Santa maria da Cabração, em 14 de Outubro de 1866, tendo sido batizado na respetiva igreja paroquial no dia 21 do mesmo mês, conforme consta do seu assento de batismo, tendo a cerimónia sido celebrada pelo pároco António Raymundo da Cunha Ferreira.
Também seu pai, Manoel Joaquim Rodrigues dos Santos nasceu na freguesia da Cabração enquanto a mãe, de nome Anna Maria Alves Soares, era natural de São João da Ribeira, residindo então no Lugar de Crasto.
Era neto paterno de António José Rodrigues dos Santos e de Anna Joaquina Dantas, ele natural da Cabração e ela da freguesia da Labruja. Os bisavós paternos conhecidos chamavam-se João Rodrigues dos Santos e Maria Affonso e os avós maternos António José Alves e Mariana Luís Soares.
A casa onde nasceu e viveram os seus ancestrais situa-se lo Lugar da Igreja, a escassas dezenas de metros da capela de Nossa Senhora do Azevedo, no caminho que vai em direção ao Passal e à Além.
Foi determinante na sua formação a influência que nele exerceu o reverendo Manoel Joaquim Soares, seu tio materno e padrinho de casamento. Seguindo as pisadas do tio, ingressou no Seminário de Braga onde frequentou o curso de Teologia, tendo inclusive chegado a receber ordens sacras.
Desistiu da carreira eclesiástica para se tornar num notável professor e escritor, tendo muitas das suas obras refletido a sua formação seminarista.
Alves dos Santos foi ainda Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ministro do Trabalho no governo chefiado por Cunha Leal, Diretor da Biblioteca da Universidade de Coimbra, deputado eleito pelo círculo de Coimbra, tendo inclusive presidido à Câmara dos Deputados. Um ano após a implantação da República, chefiou o Gabinete do Presidente do Governo Provisório.
À data do seu falecimento em 17 de janeiro de 1924, Alves dos Santos contava 58 anos de idade. Residia então em Coimbra, mais concretamente na rua Alexandre Herculano, nº. 14. Era casado com Maria Adélia de Oliveira, natural do Porto, não tendo deixado descendência direta.
Na Freguesia da Cabração, o apelido Santos cedeu lugar ao Gomes desde que, Maria Joaquina dos Santos, prima em primeiro grau de Alves dos Santos, casou com Manuel António Gomes, este nascido no Lugar da Balouca, da mesma freguesia.
A imagem mostra o assento de óbito de Augusto Joaquim Alves dos Santos da Conservatória do Registo Civil de Coimbra.
Carlos Gomes. Anunciador das Feiras Novas. Ano XVII. Ponte de Lima. 2000 (Adaptado)
No âmbito da celebração do seu 10.º Aniversário, a Associação para a Promoção e Desenvolvimento Cultural Maria de Fátima Moura, em parceria com a Associação para o Desenvolvimento Integrado e Promoção do Belion, com o apoio da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, leva a efeito a Conferência subordinada ao tema "Genealogia, uma Ciência da Vida", a realizar-se no dia 30 do corrente mês de janeiro, às 16h00, no Paço de Giela.