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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ANTONINAS DE FAMALICÃO DECORREM DE 4 A 13 DE JUNHO

Com uma programação reduzida e adaptada às contingências atuais

Falta pouco mais de uma semana para que os famalicenses possam voltar a sentir, ainda que com limitações e uma programação reduzida, o ambiente contagiante das Festas Antoninas, uma das maiores festas populares do Norte de Portugal.

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Depois de um ano de paragem motivado pela pandemia da Covid-19, a grande romaria de Famalicão está de regresso e as comemorações arrancam já na próxima sexta-feira, dia 4 de junho, para dez dias de festa marcados, sobretudo, por muita música.

Os doze concertos que integram o programa das Festas vão decorrer enquadrados no “Anima-te” e vão, por isso, seguir as mesmas regras que estão estabelecidas para os restantes espetáculos que vão decorrer entre junho e agosto no âmbito do programa de animação sociocultural promovido pela Câmara Municipal.

O palco do Anima-te está instalado no Parque da Devesa, ao ar livre, junto ao lago, numa área limitada e preparada para receber cerca de 882 pessoas com todas as condições de segurança. Todos os espetáculos têm entrada livre, com levantamento obrigatório de ingresso no local do evento (Parque da Devesa) no período das 2 horas que antecede o espetáculo. Cada pessoa poderá levantar até 6 ingressos.

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Miguel Araújo, no dia 4 de junho, e Zé Amaro, no dia 11, são os principais cabeças de cartaz de um programa que vai também contar com a música dos Cotovia Arisca e da Banda Myllenium, no dia 5, dos Pedra D’Agua e da Banda de Música de Riba D’Ave, no dia 6 de junho, do folclore famalicense e da Associação de Tocadores e Cantadores ao Desafio Famalicense, no dia 10, com a voz de Maria do Sameiro e da Banda Fammashow, no dia 12, e a terminar, no dia 13, com os concertos dos Folc D’Ave e da Banda de Música de Famalicão.

Apesar de anulado, o desfile das Marchas Antoninas pelas ruas da cidade vai ser relembrado através de uma exposição patente no Parque da Devesa e que vai reunir alguns dos arcos que abrilhantaram as últimas edições daquele que é o ponto alto das Festas. Nota ainda para outras duas exposições: as Cascatas a Santo António, na Praça 9 de Abril, e uma última intitulada "Festas Antoninas. Entre o Sagrado e o Profano", patente no Museu Bernardino Machado e nas ruas e praças da cidade.

Para o dia 13 de junho, às 17h00, está agendada a missa em honra de Santo António. Da pequena capela de Santo António, na Rua Alves Roçadas, sairá, através de transmissão digital via Facebook do Município, as imagens em direto para todo o mundo da celebração que marca o feriado municipal famalicense.

Junto ao recinto do Anima-te, no parque de estacionamento provisório localizado nos terrenos da antiga Central de Camionagem, será instalada durante o período das Antoninas uma zona de alimentação que apenas funcionará ao postigo, sem esplanada e com lotação limitada.  

Ao contrário do que estava inicialmente previsto, a hipótese adiantada de criação de uma zona de divertimentos em Ribeirão não se vai concretizar devido ao baixo número de requerimentos apresentados para o efeito por parte dos empresários do setor junto da Câmara Municipal.

Refira-se ainda que durante este período decorrerá também o concurso de quadras “Santo António e a Mobilidade nas Festas Antoninas”.

As centenárias Antoninas de Famalicão terminam no dia 13 de junho, com a habitual sessão de fogo de artifício, às 21h30, no Parque da Devesa.

Programa completo em www.famalicao.pt.  

NOTA:

O programa das Antoninas está sujeito à evolução da situação epidemiológica no concelho e às orientações impostas pela Direção-Geral da Saúde.

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FAMALICÃO: MIGUEL ARAÚJO E ZÉ AMARO NAS ANTONINAS POSSÍVEIS

Festas do concelho decorrem de 4 a 13 de junho com programa reduzido e adaptado às atuais circunstâncias

A grande romaria de Famalicão está de regresso em 2021 depois de um ano de paragem motivado pela pandemia da Covid-19. Não serão as Antoninas de sempre porque a situação pandémica ainda não deixa, mas já serão Antoninas. Com uma programação reduzida e adaptada às contingências atuais, as centenárias Festas Antoninas decorrem de 4 a 13 de junho e prometem pôr os famalicenses a celebrar, na medida do possível, aquela que é uma das maiores festas populares do Norte de Portugal.

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É sobretudo com música que este ano se vão assinalar as festas do concelho, que na reunião de Câmara do passado dia 22 de abril receberam luz verde do executivo municipal para a submissão da candidatura ao Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.

Durante os dez dias de festa, os famalicenses vão poder contar com mais de uma dezena de concertos que vão decorrer no Parque da Devesa, mais concretamente no palco do “Anima-te”. Depois de um primeiro ano bem-sucedido, o programa de animação sociocultural lançado em 2020 pela Câmara Municipal para promover o regresso dos famalicenses à vida social volta a realizar-se em 2021, de junho a agosto, e é no seu recinto, numa área limitada e com assistência condicionada às condições impostas pela Direção-Geral da Saúde, que vão decorrer os 12 concertos que marcam a programação deste ano das festas.

Miguel Araújo, no dia 4 de junho, e Zé Amaro, no dia 11, são os principais cabeças de cartaz de um programa que vai também contar com a música dos Cotovia Arisca e da Banda Myllenium, no dia 5, dos Pedra D’Agua e da Banda de Música de Riba D’Ave, no dia 6 de junho, do folclore famalicense e da Associação de Tocadores e Cantadores ao Desafio Famalicense, no dia 10, com a voz de Maria do Sameiro e da Banda Fammashow, no dia 12, e a terminar, no dia 13, com os concertos dos Folc D’Ave e da Banda de Música de Famalicão. Todos os espetáculos são de entrada livre, com levantamento obrigatório de ingresso.

Apesar de anulado, o desfile das Marchas Antoninas pelas ruas da cidade vai ser relembrado através de uma exposição patente no Parque da Devesa e que vai reunir alguns dos arcos que abrilhantaram as últimas edições daquele que é o ponto alto das Festas. Nota ainda para outras duas exposições: uma sobre as Cascatas a Santo António, na Praça 9 de Abril, e uma última intitulada "Festas Antoninas. Entre o Sagrado e o Profano", patente no Museu Bernardino Machado e nas ruas e praças da cidade.

Para o dia 13 de junho, às 17h00, está agendada a missa em honra de Santo António. Da pequena capela de Santo António, na Rua Alves Roçadas, sairá, através de transmissão digital via Facebook do Município, as imagens em direto para todo o mundo da celebração que marca o feriado municipal famalicense.

E porque estamos a falar de uma festa popular, nota também para os divertimentos e a habitual zona de alimentação. Junto ao recinto do Anima-te, no novo parque de estacionamento localizado nos terrenos da antiga Central de Camionagem, será instalada durante o período das Antoninas uma zona de alimentação que apenas funcionará ao postigo, sem esplanada. A habitual zona de divertimentos ficará instalada no parque de estacionamento do espaço comercial Lago Discount, em Ribeirão.

Durante este período decorrerá também o concurso de quadras “Santo António e a Mobilidade nas Festas Antoninas”. As centenárias Antoninas de Famalicão terminam no dia 13 de junho, com a habitual sessão de fogo de artifício, às 21h30, no Parque da Devesa.

Refira-se ainda que o programa das Antoninas está sujeito à evolução da situação epidemiológica no concelho e às orientações impostas pela Direção-Geral da Saúde.

Mais informações em www.famalicao.pt

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A PRESENÇA DE CASTELO DO NEIVA NAS FESTAS D’AGONIA

  • Crónica de Gonçalo Fagundes Meira

A participação da nossa freguesia nestas centenárias Festas remonta a 1936, neste caso, com presença no Cortejo Etnográfico, na altura denominado Parada Regional. A participação na Festa do Traje aconteceu um pouco mais tarde, em 1950, quando esta se afirma categoricamente, com realização no Estádio “Dr. José de Matos”, do SCV. Mas estes dois destacados números da Romaria das Romarias, designação por que é bem conhecida a nível nacional, têm um percurso não isento de contratempos e incertezas.

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Sargaceiras do Castelo do Neiva

O Cortejo Etnográfico, com o nome de Parada Agrícola, iniciou-se em 1908. Reeditou-se em 1909, mas nos 18 anos seguintes nunca constou dos programas da Romaria. Por insistência da imprensa local, voltou em 1926, para que novo interregno acontecesse, agora de 8 anos. Regressou em 1934, ainda com o mesmo nome, mas, em 1935, 36 e 37 já como Parada Regional. A novo interregno, seguiu-se um novo retorno em 1948, ano do centenário da cidade, então já com o nome de Cortejo Etnográfico, e com um programa onde constava a participação de 51 carros, mais de 55 grupos, com cerca de 2000 mil figurantes. Nos dez anos de 1950 ainda tem algumas intermitências, contudo, na década seguinte, o Cortejo Etnográfico instala-se definitivamente como referência maior das Festas.

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Primeira representação de Castelo de Neiva com os seus sargaceiros nas festas da Senhora d’Agonia, em 1936, no local de partida do cortejo. Na estrada da Papanata. Foto de Abel Viana

A Festa do Traje tem o seu primeiro ensaio em 1927. Do programa consta um concurso de trajes regionais, anunciado como “Certame de Costumes”. O resultado é francamente mau, a imprensa não aplaude e a experiência é abandonada. Em 1948, consolida-se com brilhantismo a prática de sortear objetos de ouro pelas lavradeiras vestidas a rigor, iniciada dois anos antes. Daí que, em 195o, o programa da Romaria nos apresente, de forma bem explícita, a realização da Festa do Traje no Estádio do SCV, como atrás referido, para não mais acabar.

casteloneivasfestasviana (4).JPGAno de 1951. Participação na Festa do Traje

A representação dos Castelenses

A convite muito especial da Comissão que tinha a incumbência de realizar o cortejo, a nossa freguesia fez-se representar pela primeira vez em 1936, na então Parada Regional, (para os castelenses, se bem me recordo, sempre se considerou Parada, mesmo quando esta deixou de o ser) reunindo exclusivamente motivos, costumes, indumentária e folclores do distrito de Viana do Castelo, como dá a conhecer o jornal Aurora do Lima, edição de 14/04/1936. A nossa terra apresenta-se, nesse caso, com um grupo de sargaceiros, bem representativo de uma atividade que estava no seu auge, enquadrada na área da Festa Marítima, onde se situavam igualmente as freguesias de Anha e Darque, bem como a Ribeira de Viana, dado também a ligação destas à atividade marítima. A nossa indumentária, sempre igual, é simples e de pouco colorido, contrariamente à de outras paragens, mas tem personalidade e impõe respeito. Assenta no branco e é de fabrico fácil. É constituída pela branqueta feita de lã pura, para que o corpo permaneça quente quando dentro da água, e com sueste feito de pano-cru, banhado com óleo de linhaça, para o tornar impermeável e não se molhar a cabeça quando se enfrenta as ondas. A partir deste ano de 1936, havendo realização, jamais Castelo do Neiva deixou de participar no cortejo.

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Descendo a Av. dos Combatentes no Cortejo Etnográfico de 1963

Igualmente, aconteceu com a Festa do Traje, a partir de 1950, quando oficialmente teve o seu início. Segundo o programa desta iniciativa, neste ano, participaram 15 freguesias e Castelo do Neiva aí consta: “com a gente do campo e do mar; sargaceiros e sargaceiras vestindo de branqueta, traje com que enfrentam o mar sobre primitivas jangadas, jogando a vida sem temor, sempre com uma cantiga a florir nos lábios”, assim “rezava” o dito programa, que citava ainda como responsáveis por esta representação o Prof. Manuel Augusto da Silva Lima e Augusto Alves Bonifácio, gente que ainda conheci.

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Mais uma participação no Cortejo Etnográfico. Anos 50/60

Para se fazerem representar com dignidade em qualquer destes números, os castelenses, muito antes das Festas, tinham longos preparativos, que apesar de se desenrolarem em condições precárias, não arrefeciam ânimos, antes pelo contrário, estimulavam alegria e envolvimento, pese o estilo adotado, com mais ou menos elaboração. Recordo-me, quando miúdo, década de 1950, de assistir aos ensaios do numeroso grupo que nos representaria. Tudo começava, portanto, com largas semanas de antecedência. Na eira da casa de um vizinho, que funcionava como tocador de concertina e ensaiador, aquele conjunto de moças e moços esforçava-se para conseguir uma representação condigna, que prestigiasse a sua terra. À luz de candeeiros, já que não havia energia elétrica (essa só chegou quase vinte anos depois) ensaiava-se uma dança caseira, a acompanhar um coro que entoava a Moda da Carrasquinha, muito popular e de região indefinida. Se bem me recordo, entre várias, tinha esta quadra: carrasquinha sacode a saia/carrasquinha levanta o braço/dá-me um beijo amorzinho/e eu te darei um abraço. Acompanhavam a quadra os bailadores, com as moças a sacudir a saia e a levantar o braço, a que se seguiam os beijinhos e abraços da parte de moços e moças. Mas nem sempre os ensaios resultavam bem, a dança azarava e o ensaiador, homem por vezes de mau humor, ameaçava pôr tudo no olho da rua, acusando os bailadores de falta de responsabilidade e empenho, porém, tudo harmonizava, terminando sempre de forma pacífica.

Nas Festas, os sargaceiros de Castelo do Neiva eram sempre os mais aplaudidos e os mais fotografados, e a imprensa dava-lhes honra de primeira página, descrevendo-os como gente garbosa e representativa de uma comunidade determinada, com absoluto domínio do mar e que deste arrancava o sustento para centenas de famílias. Era uma representação verdadeiramente genuína, tão intensa era a vida de mar dos castelenses e tão significativa era a apanha do sargaço na freguesia. Hoje, Castelo do Neiva mantém a sua representação nesta afamada Romaria, por vezes com pequenas variantes, mas tendo sempre a representação do sargaço como aspeto principal. Contudo, correndo o risco de ser apodado de saudosista, fico com a ideia de que nos tempos de antigamente a nossa representação nos cortejos e festas do traje era mais autêntica e de sentimento profundo.

casteloneivasfestasviana (1).jpgNo Cortejo Etnográfico, na década de 1980, com uma representação vistosa

AMARES CANCELA FESTAS DE SANTO ANTÓNIO

Festas d´Amares 2021 em honra de Santo António canceladas

Face à atual situação pandémica, as festividades em honra de Santo António 2021 foram oficialmente canceladas. A decisão foi tomada pela Associação de Festas Antoninas de Amares - AFAA em conjunto com o Município de Amares e a Junta de Freguesia de Ferreiros, Prozelo e Besteiros, com o intuito de salvaguardar a saúde pública e bem-estar individual e coletivo de todos os cidadãos.

“É com enorme tristeza que a AFAA vê-se obrigada, pelo segundo ano consecutivo, a cancelar as Festas D’Amares. Estas festas são sempre vividas de uma forma muito intensa por milhares de pessoas que se reúnem na nossa Praça a comemorar as festividades em Honra de Santo António. Neste sentido, e tendo em conta o potencial de risco para a saúde pública que este evento representa, consideramos que em junho ainda não será benéfico todo o tipo de concentrações ou ajuntamentos de pessoa”, refere o presidente da AFAA.

A Associação de Festas Antoninas de Amares comunica que a decisão de cancelar as Festas D'Amares não significa, no entanto, o total cancelamento de todo o programa, estando ainda em consideração a organização do Programa Religioso, cuja realização será posteriormente avaliada pela AFAA, em conformidade com as regras da DGS, caso exista um melhoramento significativo da situação pandémica atual.

“De qualquer forma, acreditamos que em junho de 2022 estaremos novamente juntos, a festejar e a brindar à vida, porque ela vai continuar a ser como sempre foi... uma festa! E preparem-se: em 2022 temos muitas novidades!”, remata a organização.

PONTE DE LIMA CANCELA FESTAS ATÉ FINAIS DE ABRIL

Câmara Municipal de Ponte de Lima Aprova o Prolongamento da Proibição de Festas, Romarias e Eventos equiparáveis até 30 de Abril 2021

Por razões de saúde pública, face à situação epidemiológica da pandemia de COVID -19, mantem-se a adoção de várias medidas de prevenção, contenção e mitigação de transmissão da infeção.

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Neste contexto, a Câmara Municipal de Ponte de Lima deliberou na reunião de 8 de março prolongar, segundo proposta do Presidente da Câmara Municipal, a proibição de festas, romarias e eventos equiparáveis que envolvam o aglomerado de pessoas, até ao dia 30 de abril de 2021.

A proposta incluiu a proibição de emissão de licenças de ruído, alargamento de horário, arraial, recinto e licenças para lançamento de fogo-de-artifício, com exceção de morteiros e foguetes de cana sem efeitos coloridos, fazendo face aos graves riscos de saúde pública associados à propagação da pandemia do Covid-19, no concelho de Ponte de Lima.

Estas medidas serão avaliadas de acordo com o desenrolar da situação e de acordo com as orientações emanadas pela DGS e pelo Governo.