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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ESCOLA PRIMÁRIA COMENDADOR RAMOS PEREIRA VAI SER DOADA À JUNTA DE FREGUESIA DE RIBA DE ÂNCORA

Cumprindo o desejo da população, autarquia e do próprio benemérito

O edifício da Escola Primária Comendador Ramos Pereira vai ser doado à Junta de Freguesia de Riba de Âncora, conforme era desejo da autarquia local e da população da freguesia, manifestado em diversas ocasiões. A Câmara Municipal está agora em condições de satisfazer esta justa pretensão e o assunto será discutido e votado hoje, segunda-feira, 17 de junho, pelas 15h00, em reunião do Executivo, após o que serásubmetido à Assembleia Municipal.

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Este edifício resulta da vontade do comendador José Ramos Pereira em contribuir para a instrução primária da terra onde nasceu. Assim, mandou construir e doou à Freguesia de Riba de Âncora, no ano de 1886, uma Escola Primária, esta, que agora regressará à posse da Freguesia.

O edifício escolar sempre foi gerido, administrado e conservadocom zelo, através dos tempos, pelas sucessivas juntas de freguesia, tendo aíinstalado a sua própria sede.

Entretanto, em 1985 não houve interferência de quaisquer entidades, designadamente do EstadoPortuguês e da Câmara Municipal, a reclamar a titularidade do edifício, pois se assimtivesse acontecido, a Junta de Freguesia ter-se-ia oposto, reclamando a posse plenado edifício que lhe foi doado em 1886.

Recorde-se que,só aquando da avaliação, para efeitos de IMI, a Juntade Freguesia tomou conhecimento, com total surpresa, de que o Estado português erao seu titular. Perante o conhecimento desta situação, o Município de Caminha procedeu de imediato ao registo da escola em seu nome, ao abrigo do Decreto Lei7/2003, de 15/01, na sua redação atual, com o intuito de a doar à Junta de Freguesia de Riba de Âncora.

“UM LIVRO, UMA CONVERSA E ÀS VEZES UM FILME” JUNTA EM VILA PRAIA DE ÂNCORA ÁLVARO DOMINGUES E ALEXANDRE ALVES DA COSTA

“Um livro, uma conversa e às vezes um filme” foi apresentado no dia 14 de junho, o livro “A Rua da Estrada”, de Álvaro Domingues, apresentado por Alexandre Alves da Costa. A sessão decorreu na Ludoteca e Biblioteca Municipal de Vila Praia de Âncora, pelas 18H30.

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Esta terceira edição de “Um livro, uma conversa e às vezes um filme” junta em Vila Praia de Âncora nomes bem conhecidos, como são os casos de Álvaro Domingues e Alexandre Alves da Costa. Álvaro Domingues é docente do mestrado integrado e do curso de doutoramento da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Entre outras obras, é autor de Políticas Urbanas e Políticas Urbanas II (FCGulbenkian, 2003 e 2011, com Nuno Portas e João Cabral); A Rua da Estrada (Dafne, 2009); Vida no Campo (Dafne 2012); Território Casa Comum (com N. Travasso, FAUP, 2015) Volta a Portugal (Contraponto, 2018).

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Na sinopse de “A Rua da Estrada” lê-se: “A Rua da Estrada é um conceito que emerge sobre os escombros da dupla perda da "cidade" e do "campo" e da oposição convencional entre o "urbano" e o "rural". Da cidade, existe a ideia muito comum de que se trata ao mesmo tempo de uma forma de organização social (a polis ou a civitas) intensa e diversa que ocupa um território densamente construído, com uma forma, um centro e uns limites perfeitamente definidos. Esta imagem da cidade aparece como um "interior" confinado, rodeado pelos espaços extensivos e rarefeitos da agricultura, da floresta ou dos espaços ditos naturais. No mesmo registo, o rural seria o espaço da agricultura; agrícola porque maioritariamente dependente da economia agro-florestal, e rural, no sentido cultural, porque correspondente a estilos de vida e visões do mundo dominadas por um certo tradicionalismo atávico e pelo fechamento sobre si. Nada mais falso. As transformações da agricultura e do rural são tão radicais, quanto as que se verificam nas cidades. 

Hoje a urbanização progride a um ritmo avassalador e já não está exclusivamente dependente da aglomeração e da proximidade física entre as pessoas, os edifícios e as actividades. As infraestruturas - como a as estradas ou as redes de telecomunicações, água ou de energia -, percorrem territórios imensos que tornam possível um sem número de padrões de localização e de formas de organização social. O urbano é um "exterior" desconfinado e instável, por contraposição à imagem da cidade amuralhada.
A Rua da Estrada é a perfeita imagem desta metamorfose. Mais do que lugar, a Rua da Estrada emerge como resultado da relação, do movimento. O fluxo intenso que a percorre é o seu melhor trunfo e a sua própria justificação. Sem fluxo não há troca nem relação, génese primordial da velha cidade. Dizia-me alguém explicando as manobras de sedução que praticava para tornar o seu negócio visível para quem vai na estrada: "o problema é fazê-los parar".

A decorrer nas Bibliotecas de Caminha e de Vila Praia de Âncora, “Um livro, uma conversa e às vezes um filme” ainda vai trazer ao concelho Júlio Machado de Vaz com o livro “O Amor é: Para Memória Futura” e Francisco Guedes de Carvalho; Frei Bento Domingues com o livro “A Religião dos Portugueses” e Nuno Brandão Costa com o livro “São João de Deus” e Sérgio Fernández.

Esta iniciativa é organizada pelos Amigos da Rede de Bibliotecas de Caminha e pela Câmara Municipal de Caminha.

É de referir que os Amigos da Rede de Bibliotecas de Caminha (RBC) tornam-se leitores inscritos nas bibliotecas do concelho de Caminha. O estatuto de Amigo da RBC é formalizado através do preenchimento de um formulário, (com os dados biográficos essenciais e contactos) e da oferta de um livro que reverterá para a coleção da Biblioteca Municipal. A participação no grupo de Amigos da RBC é voluntária, exclui qualquer compensação e cessará no momento em que o Amigo assim o desejar. Através da sua ação, os Amigos RBC pretendem contribuir, de modo particular, para o desenvolvimento das competências e serviços das mesmas e, genericamente, para o progresso cultural da comunidade que estas servem.

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CÂMARA DE CAMINHA APOIA FESTIVAL “FOUNDATION FEST” A REALIZAR A 6 DE JULHO EM VILAR DE MOUROS

Evento resulta do projeto (Re)Florescer o Minho, um dos vencedores do Orçamento Participativo Jovem de Portugal 2018

Vilar de Mouros vai acolher, no próximo dia 6 de julho, o “Foundation Fest”, um festival multidisciplinar que pretende conciliar em harmonia a consciência ambiental, cultural e educacional, e que é pioneiro no concelho de Caminha. O acordo de cooperação, através do qual a Câmara se compromete a apoiar o evento, vai ser discutido e aprovado na próxima reunião do Executivo, a realizar segunda-feira, 17 de junho, pelas 15h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

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Este festival multidisciplinar, com a duração de 24 horas, tem por base a preservação de todos os recursos naturais, apelando à sustentabilidade e responsabilidade ambiental. Assim, 20% de cada bilhete vendido reverterá para limpezas e reflorestação responsável nos locais atingidos por incêndios no Alto Minho.

Recorde-se que o “Foundation Fest” é o resultado do projeto (Re)Florescer o Minho, um dos projetos vencedores do Orçamento Participativo Jovem de Portugal 2018.

(Re)Florescer o Minho foi um dos três projetos apresentados num encontro de participação que decorreu no verão passado na praia de Vila Praia de Âncora, no âmbito do Orçamento Participativo Jovem de Portugal.

Este projeto foca-se em “reflorestar as áreas atingidas pelos incêndios no Minho (distrito de Viana do Castelo e Braga), em parceria com todos os municípios”. Além da reflorestação, serão realizadas ações de consciencialização e informação acerca da importância da limpeza das florestas, conservação do meio ambiente e uso racional dos percursos naturais. A colaboração dos municípios é essencial para o desenvolvimento deste projeto, contudo, e uma vez que se pretende envolver a comunidade, a iniciativa será promovida através da realização do festival “Foundation Fest”, sendo este o ponto de encontro para a realização de atividades ligadas à consciencialização ecológica e angariação de verbas criando assim sinergias entre todos.

Este festival adequa-se a todas as faixas etárias e todos os públicos e pretende sensibilizá-los para práticas sustentáveis e saudáveis, bem como, sublinha-se, angariar o máximo de fundos para a reflorestação do Alto Minho.

O “Foundation Fest” é um festival que se foca no bem-estar e que, como referimos, terá lugar em Vilar de Mouros.  “O evento segue uma estrutura com dois momentos fundamentais: Yin & Yang. Durante o dia há várias atividades, incluindo Yoga, Tai Chi, Chi Gong e muito mais. À noite, celebra-se toda a harmonia com música, quando sol se põe”.

TIAGO BRANDÃO RODRIGUES E MIGUEL ALVES ASSINARAM CONTRATO PROGRAMA PARA AMPLIAÇÃO DA ESCOLA BÁSICA E SECUNDÁRIA DO VALE DO ÂNCORA

Segunda-feira vai ser assinado com o empreiteiro o contrato para a construção da Escola Sidónio Pais

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues e o presidente da Câmara Municipal de Caminha, Miguel Alves assinaram, esta manhã, em Vila Praia de Âncora, o Contrato Programa para a Ampliação da Escola Básica e Secundária do Vale do Âncora, um investimento que ronda os 1,8 milhões de euros, que inclui as novas instalações da Academia de Música Fernandes Fão. “Este contrato que assinei agora com o senhor Ministro vai permitir financiar, pagar a escola que vamos fazer. Estamos neste momento a acabar o projeto. Depois vamos lançar e obra. Depois vamos fazer a obra e espero que em breve possamos inaugurar este equipamento até ao final deste mandato. É esse o nosso compromisso”, referiu o presidente da Câmara.  As boas notícias não ficam por aqui. Miguel Alves deu a conhecer que “segunda feira vou assinar o contrato com o empreiteiro que vai permitir construir a nossa Escola Sidónio pais em Caminha, depois será enviada para o tribunal de Contas e em breve teremos a construção da escola”.

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Sobre o investimento de 1,8 milhões de euros que vão ser aplicados na ampliação da Escola Básica e Secundária do Vale do Âncora e das instalações da Academia de Música Fernandes Fão, o presidente da Câmara de Caminha realçou “este é um investimento que vem trazer aqui ao concelho, dos fundos europeus 1,5 milhões de euros, mais o que vamos investir a partir do Ministério e da Câmara Municipal 1,8 milhões de euros para o futuro do concelho para o futuro da nossa terra. É assim que estamos a trabalhar. E, é com orgulho que digo que o trabalho que todos fazemos pela educação é um trabalho que fazemos do coração, para o coração da nossa terra”.

Tiago Brandão Rodrigues sublinhou a importância do momento: “é uma felicidade imensa estar aqui, poder pensar esta escola para o presente, projetando para o futuro”.  Deixou duas palavras de felicitações. A primeira para a Câmara Municipal, realçando o papel do presidente da Câmara enquanto aliado do ministério da Educação: “o senhor presidente da Câmara tem sido quem tem norteado esta luta para cimentar, para alavancar e para termos cada vez melhores escolas, para termos cada vez melhores projetos educativos aqui neste vosso concelho de Caminha e, em particular, aqui no Vale do Âncora. Tem sido um aliado do ministério da Educação e temos, em conjunto, sabido responder aos muitos desafios”. A segunda palavra foi dirigida para a Escola Básica e Secundária do Vale do Âncora “por todo o trabalho e pelo projeto pedagógico”.

Maria Esteves, presidente do Agrupamento de Escola Sidónio Pais, realçou o papel de “todos aqueles que contribuem para a melhoria da educação e contribuem para o sucesso das nossas crianças e dos nossos jovens”. Agradeceu ainda “em nome da grande família que compõe o Agrupamento de Escolas Sidónio Pais, ao Ministério da Educação e à Câmara Municipal de Caminha pela ação conjunta que hoje a todos nós nos reuniu nesta cerimónia, prenúncio de uma valiosa obra que valorizará o nosso concelho, e em particular os cidadãos residentes no ale do Âncora, bem como toda a comunidade educativa deste estabelecimento de ensino”.

Fernando Rebelo, presidente da Academia de Música Fernandes Fão, salientou a importância do momento: “passado 30 anos, após a assinatura de um protocolo, a apresentação de dois projetos e uma maquete, finalmente a realidade: a AMFF terá uma escola sede. Este é um ano de realizações. Celebramos o nosso 30º aniversário, os alunos têm tido excelentes resultados e para culminar, um sonho antigo, hoje lança-se a primeira pedra do edifício que irá albergar as nossas instalações”.

A ampliação da atual Escola Básica e Secundária do Vale do Âncora contempla várias salas de aula, polivalentes e específicas. Haverá também um novo acesso ao estabelecimento de ensino, a pensar nos alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico.

O espaço exterior será igualmente renovado, sendo redesenhados os locais destinados à prática de educação física.

Entretanto, num terreno contíguo, propriedade do Município de Caminha, nascerão, no âmbito deste mesmo investimento, as novas instalações da Academia de Música Fernandes Fão (AMFF), com espaços destinados à parte administrativa, salas de aula, estúdio, salas de estudo individualizado e um auditório com capacidade para cerca de 170 pessoas, prevendo-se uma utilização polivalente.

De realçar que será criada uma ligação física e funcional entre as instalações da Escola Básica e Secundária do Vale do Âncora e o edifício da AMFF, sobretudo para que os alunos do ensino articulado possam circular entre as duas unidades sem ter de passar pelo exterior dos complexos.

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VISITA À SINAGOGA DE LISBOA DÁ A CONHECER OBRA DO ARQUITETO CAMINHENSE MIGUEL VENTURA TERRA

Neste evento vamos ficar a conhecer, através de uma Visita Guiada, a Sinagoga de Lisboa, a sua origem e a história da comunidade israelita no nosso país. Venha daí e não perca mais este evento do Caminhando.

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História da comunidade israelita em Lisboa:

A actual comunidade judaica de Lisboa tem a sua origem nos grupos de judeus sefarditas que se instalaram em Portugal no inicio do séc. XIX. Eram na sua maioria negociantes, provenientes de Gibraltar e Marrocos (Tânger, Tetuão e Mogador) e alguns dos nomes ainda exprimiam uma ligação às suas terras de origem ibérica, antes do período da expulsão. É o caso de CONQUI (de Cuenca, provincia de Cuenca) ou CARDOSO (de Cardoso, Distrito de Viseu).

Eram pessoas com nível cultural acima da média, sabendo ler e escrever e falando, para além do hebraico litúrgico, o árabe ou o inglês e o Haquitia, dialecto judeu-hispano-marroquino. Tinham numerosos contactos internacionais, devido não só às actividades comerciais mas também aos laços familiares espalhados pelo mundo. Estes factores explicam o rápido florescimento económico e cultural não só, aliás, dos judeus de Lisboa mas também dos grupos que se foram instalando nessa primeira metade do séc. XIX, nos Açores e em Faro.

Paralelamente à sua integração rápida e bem sucedida na vida portuguesa, os primeiros grupos de judeus procuraram logo organizar-se como tal, criando salas de oração e adquirindo terrenos para enterrar os mortos segundo o ritual judaico. A primeira sepultura é a de José Amzalak, falecido a 26 de Fevereiro de 1804 e enterrado num terreno pertencente ao Cemitério Inglês da Estrela, sem dúvida devido à nacionalidade inglesa dos primeiros judeus de Lisboa, originários, como vimos, de Gibraltar.

Nessa altura os judeus ainda eram considerados como uma colónia estrangeira e a comunidade ainda não tinha existência legal. A Carta Constitucional de 1826 reconhecia apenas o catolicismo como a única religião permitida aos cidadãos portugueses, remetendo os outros cultos para os estrangeiros. Daí que nessa altura se fale de “colónia” israelita, tal como se falava de colónia inglesa ou alemã.

Não podendo obter a legalização da comunidade, os judeus de Lisboa foram criando, sobretudo na segunda metade do sec.XIX, instituições de beneficência sob a forma de associações autónomas, cujos estatutos eram submetidos á aprovação do Governo Civil ou sob a forma de fundações privadas, geralmente dirigidas por senhoras. Estas instituições desempenharam um papel decisivo na união e organização do judaísmo português.

Outro passo decisivo para a constituição da actual comunidade judaica de Lisboa é dado em 1894 com a realização de uma Assembleia Geral dos judeus de Lisboa com o fim de unificar os serviços de Shehitá (abate ritual e aprovisionamento de carne cacher). Sob o impulso de Isaac Levy e Simão Anahory, inicia-se um processo que culmina na criação, em 1897, de uma comissão para a edificação de uma sinagoga única e com a eleição do Iº Comité da Comunidade Israelita de Lisboa, cujo Presidente Honorário é Abraham Bensaúde e o Presidente EfectivoSimão Anahory.

A construção da Sinagoga Shaaré Tikvá

Existiam em Lisboa, desde 1810, várias casas de orações, mas dificilmente reuniam as condições necessárias ao culto, pois situavam-se em modestos andares. Assim apesar das dificuldades ocasionadas pela falta de reconhecimento oficial, a comunidade consegue comprar, em nome de particulares, um terreno para a construção de um edifício de raíz, próprio e condigno.

O projecto da sinagoga foi da autoria de um dos maiores arquitectos da época,Miguel Ventura Terra. Situada no nº 59 da Rua Alexandre Herculano, teve de ser construída dentro de um quintal muralhado, dado que não era permitida a construção com fachada para a via pública de um templo que não fosse de religião católica, então religião oficial do estado.

Lançada a Primeira Pedra em 1902, a Sinagoga Shaaré-Tikvá é finalmente inaugurada em 1904, culminando um esforço de mais de 50 anos dos judeus de Lisboa.

Fonte: https://caminhando.pt/

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