Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

PORTA DO MEZIO QUER VALORIZAR PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO

ARDAL/Porta do Mezio aprova candidatura para a promoção e valorização da Área Arqueológica Mezio-Gião

O projeto Vozes das Pedras - Promoção e Valorização da Área Arqueológica Mezio-Gião visa dar resposta a uma crescente procura do turista do Parque Nacional da Peneda-Gerês e da Porta do Mezio, em particular, por estes monumentos culturais, oferecendo-lhe novos suportes e experiências relativas a esta temática.

anta-do-mezio-2.jpg

Esta iniciativa irá remeter os turistas para a relação do Homem com os elementos culturais e naturais. Com pedras enquadradas numa paisagem delimitada, o Homem do Mezio-Gião criou arte rupestre e espaços de rituais de enterramento (mamoas), mas criou-os num profundo relacionamento com o espaço natural, lendo-o, interpretando-o e experienciando-se a si e à paisagem como um só. Com este projeto a ARDAL/Porta do Mezio vai valorizar e promover as 100 rochas identificadas num dos maiores santuários de arte rupestre do Noroeste Peninsular – o Gião, bem como nas 11 mamoas da Área Arqueológica do Mezio.

Pretende-se que o conhecimento que estes espaços encerram seja partilhado com o grande público, num trabalho coordenado pelo Arqueólogo Martinho Baptista, diretor Parque Arqueológico Vale do Côa.

Com um valor elegível de cerca de 350 mil euros, apoiado no âmbito do Programa Operacional da Região Norte – Património Cultural, pretende-se que este trabalho venha, também, reforçar a atratividade da Porta do Mezio, enquanto estrutura de promoção, receção, animação e interpretação do território do Parque Nacional da Peneda Gerês.

BARCELOS PROMOVE "ARQUEOLOGIA À NOITE"

Arqueologia à Noite visita Igreja e Convento de Vilar de Frades. Dia 4 de novembro, às 21h30, em Areias de Vilar

O programa “Arqueologia à Noite” está de volta no dia 4 de novembro, às 21h30, e o destino é a Igreja e o Convento de Vilar de Frades, em Areias de Vilar.

Converted_file_e6c73271.jpg

Trata-se de uma iniciativa que pretende promover as potencialidades turísticas do concelho, na vertente cultural, paisagística e o turismo religioso que predominam no património construído e natural do concelho de Barcelos, desta vez na freguesia de Areias de Vilar.

O Mosteiro beneditino de Vilar de Frades, que foi da Congregação dos Cónegos Seculares de S. João Evangelista (Ordem dos Lóios), é um dos espaços mais imponentes de toda a região Norte do país, possuindo recortes artísticos de grande centralidade ao nível da linguagem arquitetural como são bons exemplos os tetos construídos pelo arquiteto João Castilho. O mosteiro, que terá sido fundado em 566 pelo bispo S. Martinho de Dume, foi classificado como Monumento Nacional em 1910.

O programa Arqueologia à Noite este ano já visitou as Ruínas do Mosteiro de Banho em Vila Cova, o Balneário Castrejo de Galegos Sta. Maria, as Gravuras Rupestres do Monte de São Gonçalo e os Paços da Câmara Municipal de Barcelos.

As inscrições estão abertas e são limitadas. Podem ser feitas através do correio eletrónico arqueologia@cm-barcelos.pt ou por telemóvel para 915 288 428.

BARCELOS: ARQUEOLOGIA À NOITE VISITA PAÇOS DO CONCELHO

Sábado, dia 10 de setembro, às 21h30

No próximo sábado, dia 10 de setembro, pelas 21h30, o programa de visitas ao património, designado por «Arqueologia à Noite», vai visitar os Paços da Câmara Municipal de Barcelos.

zbararque.jpg

Este edifício central da vida do concelho resultou da fusão de cinco equipamentos públicos, construídos em épocas diferentes, e com funções distintas.

Propõe-se uma visita pelos espaços normalmente vedados ao grande público, devidamente ilustrada com as histórias e algumas surpresas, mesmo para aqueles que visitam o edifício todos os dias.

A entrada é livre, aconselhada a maiores de seis (6) anos, mas carece de inscrição prévia, obrigatória, limitada aos primeiros 40 inscritos.

Para mais informações contacte através do e-mail arqueologia@cm-barcelos.pt ou pelo nº. 915288428.

FAMALICÃO: OBRAS NA ENVOLVENTE DA IGREJA DE ANTAS PÕEM A DESCOBERTO ANTIGA NECRÓPOLE DO SÉCULO XII

Trabalhos arqueológicos no local detetaram a presença de 60 sepulturas

As obras de revitalização do espaço envolvente da Igreja de Antas, promovidas pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, deram a conhecer a presença no local de uma antiga necrópole que remonta ao século XII.

Desde o início dos trabalhos, em maio,  foram identificados e intervencionados cerca de 60 enterramentos.jpg

A descoberta foi feita por uma equipa de arqueólogos que, sob a orientação da Direção Regional de Cultura do Norte e tendo em conta o interesse patrimonial do monumento, tem acompanhado as obras junto à igreja românica.  

Desde o início dos trabalhos, em maio, e até ao momento foram identificados e intervencionados cerca de 60 enterramentos, a grande maioria com esqueletos associados.

De acordo com os especialistas no terreno, pelo espólio encontrado junto às sepulturas -moedas, pregos, contas, terços, anéis e material cerâmico - bem como pela tipologia dos enterramentos, é possível determinar três fases distintas de ocupação desta necrópole.

A primeira e mais antiga corresponde à época de construção da Igreja de Santiago de Antas, no Século XII. A segunda remonta aos Séculos XIV e XVI e, finalmente, uma terceira e última fase de utilização estabelecida entre os Séculos XVIII e XIX.

Apesar dos trabalhos ainda não estarem concluídos e dos resultados até agora apurados serem de carácter preliminar, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, salienta a importância histórica desta descoberta. 

Atualmente a realização de escavações arqueológicas ocorre predominantemente no contexto da implementação de projetos de obras como medida de minimização face a eventuais impactes sobre o património arqueológico.

Projetada pelos arquitetos Hugo Correia e Jorge Maia, recorde-se que a revitalização do espaço envolvente às duas igrejas, cemitério e centro escolar de Antas implicou um investimento municipal superior a meio milhão de euros. Da obra resultará um espaço integrador, funcional e harmonioso e uma nova centralidade à cidade.

DIRETOR REGIONAL DE CULTURA DO NORTE VISITA ESCAVAÇÕES ARQUEOLÓGICAS EM MELGAÇO

Amanhã, pelas 11h00, na Estação arqueológica de Remoães, Melgaço

A decorrerem há cerca de cinco semanas, as escavações arqueológicas na freguesia de Remoães já geraram descobertas importantíssimas para os estudos da presença do Homem na região do Vale do Minho. É neste âmbito que o Diretor Regional de Cultura do Norte, António Ponte, visita amanhã, pelas 11h00, a Estação arqueológica de Remoães, em Melgaço.

Escavações em Remoães (3).jpg

No local estão equipas investigadoras de universidades portuguesas e espanholas. De acordo com o Coordenador do projeto, João Ribeiro, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, ‘os promissores trabalhos de Melgaço permitiram reconhecer a diversidade de estratégias de ocupação da região pelo homem paleolítico tanto no tempo como no espaço, tendo mesmo permitido reconhecer a presença do homem de Neandertal na região’.

As escavações acontecem no âmbito do projeto transfronteiriço ‘Os primeiros habitantes do baixo Minho’, previsto decorrer nos vários municípios portugueses e espanhóis do troço internacional do rio Minho.

Escavações em Remoães (1).jpg

Escavações em Remoães (2).jpg

MUNICÍPIO DE CERVEIRA APOIA INVESTIGAÇÃO NO ÂMBITO DO PATRIMÓNIO CULTURAL

Uma equipa de cinco investigadores da Universidade do Minho encontra-se em Vila Nova de Cerveira, até ao final do mês, para estudar a arte rupestre do concelho, no âmbito do projeto de investigação de pós-doutoramento “Paisagem e representação do poder na Pré-história Recente: Arte Atlântica e Estátuas-Menir”.

Gravura rupestre da Chã Longa – Vila Nova de Cerveira.JPG

 Gravura rupestre da Chã Longa – Vila Nova de Cerveira

  

O grupo de investigadores é constituído por alunos do Mestrado e Licenciatura em Arqueologia da Universidade do Minho, sob a coordenação do Doutor Manuel Santos Estévez, pós-doutorando da Universidade do Minho, e da Prof.ª Doutora Ana Maria dos Santos Bettencourt, Professora Auxiliar com Agregação da mesma instituição de ensino.

O trabalho consiste na contextualização física e arqueológica do local gravado: na limpeza do afloramento; no estudo técnico e formal das gravuras; no decalque com plástico polivinilo e no seu levantamento fotogramétrico. Serão, igualmente, observadas outras rochas na área, com o intuito de se encontrarem novas gravuras rupestres.

O Município de Vila Nova de Cerveira apoia esta investigação, sublinhando a importância da proteção e valorização do património do concelho, neste caso pré-histórico, através da requalificação e procura de vestígios histórico-arqueológicos. No sentido de dar continuidade à estratégia de promoção de Vila Nova de Cerveira enquanto polo de turismo cultural, a Câmara Municipal pretende, ainda, a constituição de trilhos e sinalizações que divulguem este legado.

LUGAR DA BEMPOSTA, VALADARES: PESQUISA ARQUEOLÓGICA JUNTO AO RIO MINHO PÕE A DESCOBERTO VESTÍGIOS COM MAIS DE 200 MIL ANOS

Equipa de investigadores portugueses e espanhóis, coordenada pelo Prof. João Pedro Cunha Ribeiro, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, acredita estar perante uma das mais relevantes estações do paleolítico a norte do rio Douro. Utensílios descobertos (machados de mão, bifaces e lascas) serão objeto de inventariação e divulgação. Resultado dos trabalhos arqueológicos serão publicados em revistas nacionais e internacionais.

Pesquisa 01 (Large).JPG

No âmbito do projeto transfronteiriço “Os primeiros habitantes do baixo Minho. Estudo das ocupações pleistocénicas da região”, iniciaram-se, no passado dia 27 de junho, trabalhos de arqueologia no Lugar da Bemposta, em Valadares, com a presença de investigadores portugueses e espanhóis e oito estudantes do curso de arqueologia da faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Esta manhã, na presença do autarca monçanense, Augusto de Oliveira Domingues, a equipa envolvida nos trabalhos fez um primeiro balanço e apresentou diversos utensílios arqueológicos com mais de 200 mil anos descobertos no decorrer da prospeção: machados de mão, bifaces e lascas.

Estes utensílios, que constituem testemunhos interessantes e inéditos sobre a ocupação primitiva do baixo Minho, são entendidos pelos especialistas como emblemáticos e representativos da presença do homem do paleolítico inferior nesta região. Por outras palavras, testemunham a chegada do homem a estas paragens há mais de 200 mil anos.

Maravilhado com a descoberta, o coordenador do projeto, Prof. João Pedro Cunha Ribeiro, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, acredita estar perante uma das mais relevantes estações do paleolítico a norte do rio Douro que, adiantou, merece um trabalho de continuidade porque pode revelar um conjunto de dados valiosos sobre as primeiras ocupações de humanos no baixo Minho.

Pesquisa 02 (Large).JPG

Os utensílios descobertos nesta pesquisa arqueológica serão agora objeto de inventariação, apresentação aos responsáveis do património nacional e divulgação pública. Os resultados dos trabalhos arqueológicos serão publicados em revistas nacionais e internacionais.

Presente no local, o autarca monçanense, Augusto de Oliveira Domingues, agradado com a lição de pré-história, realçou a importância desta pesquisa arqueológica, afirmando-se surpreendido e orgulhoso com o resultado: “Estou impressionado com o que vejo e extremamente satisfeito por saber que a nossa comunidade existe há mais de 200 mil anos”.

Disponível para a valorização deste espólio arqueológico através da criação de itinerários intermunicipais, Augusto de Oliveira Domingues, revelou também que gostaria muito de ver as peças no futuro museu municipal. “Em tempos, apresentamos uma candidatura que não foi aprovada. Voltaremos a tentar. Porque estamos apostados em garantir a preservação da nossa história”.

Refira-se que o presente projeto, que decorrerá nos vários municípios portugueses e espanhóis do troço internacional do rio Minho, focaliza-se no estudo da presença do homem paleolítico no curso final do rio Minho, entre a confluência com o rio Trancoso, na sua margem esquerda, e a foz, 75 quilómetros a jusante.

Pesquisa 03 (Large).JPG

Pesquisa 04 (Large).JPG

Pesquisa 05 (Large).JPG

Pesquisa 07 (Large).JPG

SANTUÁRIO RUPESTRE DESCOBERTO EM BARCELOS

Arqueólogos identificaram gravuras pré-históricas no Município que constituem um dos maiores santuários rupestres do norte de Portugal

O Município de Barcelos, através do Gabinete de Arqueologia e Património Histórico e Cultural, identificou nos últimos meses, um conjunto de rochas com gravuras pré-históricas no Monte de São Gonçalo.

zbarcrup1 (1).jpg

Os arqueólogos do município identificaram até à data, cerca de três dezenas de rochas com gravuras que datam desde há cinco mil anos (Calcolítico até à idade do Bronze), distribuídas pela encosta noroeste do Monte de São Gonçalo, entre as freguesias de Palme e de Aldreu. O conjunto parece constituir um grande santuário rupestre, um dos maiores do norte de Portugal.

Estas gravuras já haviam referenciadas ao Município em 2012 pelo arqueólogo Tarcísio Maciel do Grupo de Estudos de Neiva (GEN), tendo sido depois objeto de investigação no âmbito dos trabalhos de prospeção arqueológica realizados para a Carta Arqueológica Municipal. Após as primeiras rochas terem sido identificadas em 2012, foram descobertas outras gravuras de valor inestimável distribuídas pelas diferentes plataformas do monte. O Município de Barcelos tem já prevista a criação, nos próximos meses, de um percurso arqueológico pelo Monte de São Gonçalo, promovendo as principais rochas gravadas.

zbarcrup2 (1).jpg

BRAGA DEBATE FUTURO NÚCLEO ARQUEOLÓGICO

Musealização da Ínsula das Carvalheiras é ´processo prioritário´

“Um futuro desejável para a Insula das Carvalheiras” foi o mote da sessão pública que o Município de Braga realizou, no Museu D. Diogo de Sousa, para debater o futuro daquele núcleo arqueológico. Inserida no ciclo ´Conversas do Pelouro´, a iniciativa permitiu recolher propostas, visões e ideias, tendentes a definir o futuro imediato da Ínsula das carvalheiras.

DSCF7197

O debate contou com a presença de Miguel Bandeira, vereador do Urbanismo do Município de Braga, de Manuela Martins, da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, de Isabel Silva, do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, e de Armando Malheiro da ASPA.

Como sublinhou Miguel Bandeira, a elaboração do Plano de Pormenor de Salvaguarda do Quarteirão da Ínsula das Carvalheiras é uma oportunidade para potenciar o património arqueológico de origem romana como factor de desenvolvimento social da Cidade. “Este debate, no qual se saúda a presença e a participação activa de muitos Bracarenses, não será o único sobre o tema e convidamos a população a participar com contributos através dos ´vários canais´ da Câmara Municipal”, referiu.

De acordo com o Vereador, o plano de pormenor, a elaborar no prazo de 660 dias, tem como principal foco a preservação e valorização do património cultural, limitando as construções nessa área. “Pretendemos com esta figura legal ordenar, proteger e potenciar os valores arqueológicos que ocupam o território, de modo a adequar o crescimento, o desenvolvimento urbano e a regeneração do edificado envolvente em função do valor que é preciso proteger. O processo de musealização da Ínsula das Carvalheiras enquadra-se como uma acção prioritária deste Executivo”, garantiu.

Relembre-se que está aberto, desde o dia 26 de Fevereiro, e durante um período de três meses, o prazo de participação pública para a elaboração do Plano de Pormenor de Salvaguarda do Quarteirão da Ínsula das Carvalheiras, cuja área de intervenção se situa na união de freguesias de Maximinos, Sé e Cividade, na zona do centro histórico da cidade de Braga.

Os documentos para a participação pública estão disponíveis em http://www.cm-braga.pt/pt/0502/viver/urbanismo/planeamento-urbano/planos-de-pormenor.

Os contributos podem ser enviados para o endereço electrónico pps.carvalheiras@cm-braga.pt.

BARCELENSES VISITAM À NOITE ESTAÇÕES ARQUEOLÓGICAS

Arqueologia à Noite está de volta. Dia 4 de março, às 21h, em Vila Cova

O pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Barcelos, através do Gabinete de Arqueologia, vai dinamizar mais uma sessão do programa Arqueologia à Noite, com a visita às ruínas do Mosteiro de Banho, em Vila Cova, no próximo dia 4 de março, a partir das 21h00.

Arqueologia_à_noite3-2

Esta será a quarta edição do Arqueologia à Noite, depois de se terem visitado as gravuras rupestres da Laje dos Sinais (Carvalhas), das gravuras de Paranhos (Remelhe) e das ruínas do Castelo de Faria (Gilmonde e Milhazes).

A atividade tem a duração de 1 hora e a participação é livre. A concentração far-se-á diante do portal do mosteiro (Rua de São Salvador, Vila Cova; GPS: 41.541438º/ -8.715768º) a partir das 21h00, realizando-se uma curta caminhada até às ruínas da igreja, seguida da interpretação do sítio arqueológico. Aconselha-se o uso de calçado confortável e vestuário adequado às baixas temperaturas.

O Mosteiro de São Salvador de Banho era o centro da antiga paróquia com o mesmo nome, à volta do qual se estruturou uma comunidade monástica da regra dominicana desde os finais do século XI, tendo sido extinto no século XV; a igreja subsistiu como sede da paróquia de Banho até aos inícios do século XIX, altura em que foi anexa à de Santa Maria de Vila Cova.

As ruínas do mosteiro resumem-se à abside do altar-mor da igreja, onde se podem admirar as frestas decoradas com impostas românicas, de motivos vegetalistas e algumas alegorias com figuração humana.

Próximas edições:

6 de maio – Balneário Castrejo de Galegos Sta. Maria

8 de julho – Gravuras Rupestres do Monte de S. Gonçalo

A FONTE DO ÍDOLO, EM BRAGA, E O CULTO À DEUSA NÁBIA, A DIVINDADE PAGÃ DO RIO NEIVA

Durante o período que antecedeu à ocupação romana, a deusa Nábia era venerada pelos povos autóctones da Hispânia, designação dada pelos romanos à província que actualmente corresponde nomeadamente a Portugal e Espanha. Entre os vestígios desse culto salienta-se a Fonte do Ídolo, em Braga, com as suas inscrições epigráficas, além do nome atribuído a diversos rios como o Navia, na Galiza e o Neiva e o Nabão em Portugal.

Com a cristianização, o culto pagão a Nábia veio a ser substituído pela devoção a Santa Iria ou Santa Irene. Conta a lenda que Iria – ou Irene – nascera em Nabância, uma villae romana próxima de Sellium, a atual cidade de Tomar. Oriunda de uma família abastada, Iria veio a receber educação esmerada num mosteiro de monjas beneditinas, o qual era governado pelo seu tio, o Abade Sélio.

Dotada de beleza e inteligência, a jovem Iria atraía as atenções sobretudo dos fidalgos que disputavam entre si as suas atenções. Contava-se entre eles o jovem Britaldo que por ela alimentou uma enorme paixão. Contudo, Iria entregava-se a Deus e recusava as suas investidas amorosas.

Roído de ciúmes pela paixão de Britaldo, o monge Remígio que era o diretor espiritual de Iria, deu a beber a Iria uma mistela que lhe provocou no corpo a aparência de gravidez, provocando desse modo a sua expulsão do convento, levando-a a procurar refúgio junto do rio Nabão. Britaldo, a que entretanto chegara os rumores do ocorrido, movido por despeito, ordenou a um servo o seu assassínio.

Atirado ao rio Nabão cujas águas correm para o rio Zêzere, o corpo da mártir Iria ficou depositado nas areias do rio Tejo, aí permanecendo incorruptível para a eternidade, tendo o seu culto sido muito popular sobretudo no período do domínio visigótico.

Do nome de Irene – Santa Iria – tomou a antiga Scallabis romana o nome passando a denominar-se de Sancta Irene, daí derivando a atual designação de Santarém. Da mesma maneira que, para além de assinalar um acidente orográfico, a designação toponímica Cova da Iria deverá ter a sua origem no referido culto a Santa Iria, porventura já sob o rito moçárabe ou seja, cristão sob o domínio muçulmano embora adoptando aspectos da cultura árabe.

A lenda de Santa Iria e o relacionamento com o local onde nascera ou seja, a villaeromana de Nabância, remete-nos ainda para o culto de Nábia, a deusa dos rios e da água, uma das divindades mais veneradas na antiguidade na faixa ocidental da Península Ibérica ou seja, a área que actualmente corresponde a Portugal e à Galiza.

Quando ocuparam a Península Ibérica à qual deram o nome de Hispânia, os romanos que à época não se haviam convertido ainda ao Cristianismo, adotaram as divindades indígenas e ampliaram o seu panteão, apenas convertendo o nome de Nábia para Nabanus, tal como antes haviam feito com os deuses da antiga Grécia.

Qual reminiscência de antigas crenças, o culto pagão à deusa Nábia – ou Nabanus – veio a dar origem à famosa lenda de Santa Iria – ou Santa Irene – cuja festa é bastante celebrada em muitas localidades portuguesas como sucede em Tomar e Ourém.

Foto: CMB

PÓVOA DE LANHOSO PRESERVA ACHADOS ARQUEOLÓGICOS

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso tem a decorrer o processo de tratamento do material arqueológico recolhido na escavação arqueológica da villa romana de Via Cova, na freguesia de Lanhoso. Quem desejar participar pode ainda fazê-lo.

Tratamento achados arqueologicos de via cova 1

“Este projeto de voluntariado ao nível da seleção e tratamento das peças vem no seguimento da nossa política de envolvimento das pessoas nas ações que vamos promovendo ao nível da valorização do nosso património. E é muito gratificante constatar que há sempre alguns povoenses que respondem positivamente a esta chamada”, refere o Vereador para a Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Armando Fernandes.“Esta é uma fase extremamente importante de todo o processo de preservação do acervo arqueológico que foi encontrado na villa romana de Via Cova, em Lanhoso. À medida que as peças foram aparecendo foram sendo recolhidas. Estamos, agora, numa fase mais minuciosa de identificação e tratamento desse espólio, para podermos mostrá-lo publicamente”, explica.

O processo de escavação arqueológica da villa romana de Via Cova ficou concluído em setembro de 2015, ficando a musealização e interpretação das ruínas para o ano de 2016. Deste trabalho arqueológico, realizado por voluntários, resultou um conjunto significativo de espólio, que após o processo de limpeza, conservação e consolidação, iniciado no mês de novembro de 2015 e que terminará no mês de fevereiro, permitirá compreender e, até, desmistificar o modus vivendi dos romanos, que se fixaram no concelho da Póvoa de Lanhoso no decorrer do séc.I a.C..

O estudo deste material, além de enriquecer o acervo arqueológico municipal, possibilitará avaliar a evolução que os artefactos foram sofrendo ao longo dos séculos, evidenciando, por outro lado, a importância que a própria villa romana teve no processo de romanização dos povoados castrejos dispersos pelo concelho.

Os resultados deste trabalho ficarão patentes ao público, no final do mês de março, na Sala de Interpretação do Território (SIT), sediada na Casa da Botica. “Estamos a estudar a possibilidade de encontrar outros locais, para além da Sala de Interpretação do Território, para expor os achados arqueológicos que temos em nosso poder. Entendemos ser muito importante que os povoenses tomem conhecimento dos resultados dos trabalhos de escavações arqueológicas que a autarquia promoveu no passado e continuará a promover no futuro”, revela Armando Fernandes.

Quem ainda estiver interessado em colaborar no tratamento do material arqueológico, deve efetuar a sua inscrição para arqueologia@mun-planhoso.pt.

BRAGA PROTEGE "DOMUS DAS CARVALHEIRAS"

Câmara de Braga avança com Plano de Pormenor e Salvaguarda da Ínsula das Carvalheiras

O Executivo Municipal analisa na próxima Segunda-feira, 18 de Janeiro, em sede de reunião descentralizada, a ter lugar na Freguesia de Sequeira, pelas 18h30, a elaboração do Plano de Pormenor e Salvaguarda do Quarteirão da Ínsula das Carvalheiras.

DSCF3632

Este plano justifica-se pela existência de um notável conjunto de ruínas arqueológicas conhecidas por ‘Domus das Carvalheiras’, cuja importância para o entendimento da evolução da antiga malha urbana Bracaraugustana, levou à sua classificação como Imóvel de Interesse Publico em 1990.

Com o Plano de Pormenor e Salvaguarda, a Ínsula das Carvalheiras “passa a ser o centro gerador de toda a organização do espaço envolvente e não o contrário”, como acontecia até agora. “Primeiro, é preciso musealizar, proteger e consolidar o valor monumental e só depois associar, articuladamente, o que está previsto construir em função dessa realidade”, explica Miguel Bandeira, vereador do Urbanismo do Município de Braga, durante a sessão de abertura do III Seminário Internacional de Educação Patrimonial, que decorre até amanhã, no Museu D. Diogo de Sousa.

DSCF3556

Segundo Miguel Bandeira, o plano de pormenor tem como principal foco a “preservação e valorização do património cultural existente”, colocando limitações às construções que possam surgir na referida área, concretamente ao nível do número de pisos, dos metros quadrados e das tipologias de materiais a utilizar. “O plano de pormenor é uma nova figura legal que existe para ordenar, proteger e potenciar os valores arqueológicos que ocupam o território, de modo a adequar o crescimento, o desenvolvimento urbano e a regeneração do edificado envolvente em função do valor que é preciso proteger”, acrescentou.

Assim, o Plano de Pormenor a elaborar no prazo de 660 dias, inclui a valorização, protecção e salvaguarda das ruínas arqueológicas, a construção de infra-estruturas associadas, a reabilitação do edificado existente e a promoção turística do património arqueológico.

Durante este processo será promovida uma fase de participação pública com o objectivo de auscultar todos os interessados, desde cidadãos, técnicos das mais diversas especialidades, instituições de ensino superior, instituições representativas de interesses patentes nesta área territorial, entre outras entidades. Esta fase de participação terá a duração de três meses.

Recorde-se que as ruínas da Ínsula das Carvalheiras – que abrange a área definida a Norte pela Rua Visconde Pindela, a Este pelo Campo das Carvalheiras e Rua do Matadouro, a Sul pela Rua de S. Sebastião e a Oeste pela Rua Cruz de Pedra e Rua Direita -, constituem-se como um “notável e inquestionável bem patrimonial” considerado fundamental para a compreensão da cidade romana de Bracara Augusta e para a afirmação de Braga no âmbito do legado patrimonial do período romano.

“A valorização patrimonial é um eixo fundamental de actuação do Município de Braga, particularmente no que diz respeito ao legado do período romano e barroco. Nesse sentido, o processo de musealização da Ínsula das Carvalheiras enquadra-se como uma acção prioritária deste Executivo”, concluiu Miguel Bandeira.

Mapa Ínsula Carvalheiras

ARQUEOLOGIA À NOITE EM BARCELOS VISITA CASTELO DE FARIA

Visita decorre sexta-feira, dia 18 de dezembro, às 21h00, no âmbito do programa de dinamização cultural dos monumentos arqueológicos concelhios

A Câmara Municipal de Barcelos, através do pelouro da Cultura, promove uma visita ao Castelo de Faria e à estação arqueológica subjacente, na próxima sexta-feira, dia 18 de dezembro, a partir das 21h00, no âmbito do programa de dinamização cultural dos monumentos arqueológicos concelhios «Arqueologia à Noite».

Visita ao Castelo de Faria

A visita pretende mostrar uma das mais carismáticas estações arqueológicas de Barcelos e do Norte de Portugal, com interpretação das ruínas do povoado da Idade do Ferro e do castelo medieval, palco do feito dos Alcaides de Faria, desfrutando-se da envolvência visual e sonora particular da paisagem noturna do Monte da Franqueira.

A participação é livre e destinada a maiores de 8 anos, com ponto de encontro marcado para a ermida da Franqueira a partir das 20h45, de onde se fará uma curta caminhada até à estação arqueológica. Recomenda-se aos participantes o uso de calçado confortável para a realização de uma caminhada pelos trilhos florestais das ruínas do Castelo de Faria durante cerca de 2 km de extensão, o uso de lanterna e vestuário adequado para baixas temperaturas.

Para mais informações contacte através do e-mail arqueologia@cm-barcelos.pt ou pelo nº. 915288428.

ESPOSENDE DEBATE PATRIMÓNIO E TURISMO

O Fórum Rodrigues Sampaio, em Esposende, leva a efeito nos dias 16 e 17 de novembro, um Colóquio Internacional sobre “Património, Turismo e Desenvolvimento - 30 Anos de Arqueologia em Esposende | 1985-2015”.

Esta Iniciativa integra-se num programa mais vasto de comemoração dos 30 anos de intervenções arqueológicas no Castro de S. Lourenço, iniciadas em 1985.

Acreditação de Professores: participação confere acreditação para professores de todos os níveis de ensino e grupos disciplinares pelo CFAE Barcelos e Esposende com registo CCPFC/ACC-84439/15 com 0,5 unidades de crédito.

Inscrições e mais informações disponíveis em http://ciptd.ismai.pt.

BRAGA PROMOVE ARQUEOLOGIA

Programa ´Descobrir Arqueologia´ inicia em Novembro

No âmbito da promoção e divulgação da actividade Arqueológica, a Câmara Municipal de Braga promove, entre os meses de Novembro a Junho, a actividade “Descobrir Arqueologia”.

O “Descobrir Arqueologia” consiste na promoção de um conjunto de oficinas experimentais e demonstrativas, com a duração aproximada de duas horas, onde serão abordadas técnicas de escavação e registo arqueológico.

Destinada ao público com idade superior a 10 anos, esta actividade desenvolver-se-á no espaço das Termas Romanas do Alto da Cividade, onde é possível também visitar, um importante conjunto de ruínas do período romano.

As oficinas “Descobrir Arqueologia” realizam-se (com o mínimo de 10 e o máximo de 30 participantes), na última Quarta-feira de cada mês, entre as 10.00h e as 12.00h, e entre as 14.30h e as 16.30h, sendo a participação nas mesmas, gratuita e, obrigatoriamente, de marcação prévia, pelos seguintes contactos: Telefone: 253 278 455; E-mail: termas.romanas@cm-braga.pt

VALENÇA ESCAVA O SEU PASSADO

10 Anos de Intervenções Arqueológicas na Fortaleza - Valença Descobre e Valoriza as Suas Origens

O Núcleo Museológico de Valença recebe uma mostra sobre os 10 anos de intervenções arqueológicas na Fortaleza, até 30 de novembro.

Cerâmicas com destaque para fragmentos de ânfora, material de construção como tégulas, peça de jogo, pesos de tear e pesos de rede de pesca são algumas das peças da época romana encontradas na Fortaleza de Valença possíveis de apreciar nesta exposição. Uma mostra que conta, ainda, com faianças e outros utensílios domésticos, moedas, projeteis de metal de várias épocas, bem como a reprodução de um dos enterramentos identificados no adro da Igreja de Santa Maria dos Anjos.~

A exposição conta, ainda, com 11 painéis que descrevem e mostram os principais pontos de prospeção arqueológica da Fortaleza  que permitiram aprofundar o conhecimento da ocupação e evolução do local onde está implantada a fortificação de Valença, bem como, comprovar a existência de uma ocupação romana e pré-romana.

A exposição é uma pequena mostra do vasto espólio recolhido, contabilizando-se já  50 contentores com cerâmicas, vidros, metais e utensílios em pedra.

A intervenção arqueológica permitiu compreender melhor a ocupação e evolução do local onde se implantou a vila medieval de Contrasta, futura Valença, que mais tarde, irá dar origem a Fortaleza abaluartada, setecentista e oitocentista.

A intervenção arqueológica proporcionou novos dados que vieram alterar a história local, no que respeita ao seu povoamento. Destaca-se a identificação de um povoado fortificado tipo “castro”, com uma linha de muralha sub-circular que deveria coroar o outeiro, da qual se identificaram parte de um talude térreo, associado a uma escadaria, em cujos aterros se recolheram materiais datáveis de época romana (séculos I-IV).

Os trabalhos arqueológicos foram executados sob a direção científica do arqueólogo Luís Fontes, com a co-responsabilidade da arqueóloga Belisa Pereira.

A exposição é uma iniciativa da Câmara Municipal de Valença em parceria com a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho.

PÓVOA DE LANHOSO RECUPERA PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO

Câmara Municipal recupera e valoriza património arqueológico da Póvoa de Lanhoso

Centenas de fragmentos de cerâmica comum romana e de armazenamento bem como pesos de tear, vidros, fragmentos pétreos e metálicos, para além de outro espólio muito variado, foram encontrados no decorrer da escavação arqueológica da villa romana de Via Cova, na freguesia de Lanhoso, que terminou no passado mês de setembro.

Escavacao Lanhoso 20151

“Esta ação vai de encontro à estratégia do município de valorização do nosso património cultural. E tem sido o “agregar de vontades”, que nos tem permitido ter uma intervenção muito importante nesta área. Desde logo pela capacidade técnica no líder da equipa, o Dr. Orlando Fernandes. A imprescindível colaboração da Junta de Freguesia de Lanhoso. E a fundamental disponibilidade e empenho de um conjunto de voluntários que olham hoje para estas “coisas do património coletivo” com uma atenção redobrada”, salienta o Vereador para a Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Armando Fernandes.

Todo aquele material que foi referido, além da devida limpeza, etiquetagem e recuperação, será alvo de um estudo detalhado, passando, posteriormente, a integrar o acervo museológico da Sala de Interpretação do Território, sediada na Casa da Botica.

Para a devida interpretação da estrutura, no decorrer dos próximos meses, irá proceder-se à musealização de toda a área arqueológica, como seja a recuperação de alguns muros, que se encontram desmantelados, a aplicação de geotêxtil e de gravilha, sendo aplicado, posteriormente, um painel interpretativo das ruínas.

Terminado o processo de musealização, pretende-se que este sítio romano, que se reveste de significativa importância para o estudo e distribuição do povoamento romano no concelho da Póvoa de Lanhoso, integre o roteiro concelhio de sítios arqueológicos visitáveis e faça parte do plano municipal de Serviços Educativos apresentado às escolas.

“Queremos transformar este local num importante ponto de visitação, depois de procedermos à sua musealização. Pretendemos integrá-lo na rota dos nossos serviços educativos, porque é importante que os alunos das nossas escolas fiquem sensibilizados para a necessidade de preservação destes locais, que são identitários da riqueza do nosso passado”, refere ainda o mesmo responsável da Autarquia.

Esta escavação contou, em 2015, com a colaboração de duas dezenas de voluntários, empenhados e dedicados, contribuindo, desta forma, para o estudo e valorização do património cultural concelhio.

Estes trabalhos, coordenados pelos Serviços de Património da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e que contaram com a colaboração da Junta de Freguesia, permitiram comprovar a continuidade da estrutura para a vertente nordeste, com o aparecimento de mais uma sala, ficando, assim, a descoberto um total de sete salas que constituíam a parte rústica, área de armazenamento e transformação dos cereais, da villa romana. Porém, pelos vestígios arqueológicos postos a descoberto, é percetível que esta ala tinha continuidade, mas que foi, entretanto, destruída pela construção de um muro de divisão de propriedade, perdendo-se, por isso, a restante informação relativa a esta estrutura.

Escavacao Lanhoso 20152

CERVEIRA PRESERVA "MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICAS DO FORTE DE LOVELHE"

“Memórias Arqueológicas do Forte de Lovelhe 1985-2015” registadas em livro

Integrado nas Comemorações dos 30 Anos do Aro Arqueológico do Forte de Lovelhe, o Município de Vila Nova de Cerveira apoiou a publicação “Memórias Arqueológicas do Forte de Lovelhe 1985-2015”. A apresentação do livro, que decorreu este sábado, lança bases para a criação do Núcleo Interpretativo do Forte de Lovelhe.

IMG_8460

Ao longo de uma semana, entre 25 de setembro e 3 de outubro, Vila Nova de Cerveira recordou os 30 anos sobre a primeira intervenção arqueológica no Aro Arqueológico do Forte de Lovelhe, com um vasto programa de atividades gratuitas que envolveu a comunidade local, escolar e científica. O encerramento do evento aconteceu, este sábado, com a realização de um ciclo de conferências subordinadas ao tema “O Forte de Lovelhe e o seu contexto regional”, com a presença de distintos docentes das Universidades do Porto e de Vigo, e a apresentação do livro “Memórias Arqueológicas do Forte de Lovelhe 1985-2015”, da autoria do Dr. Brochado Almeida e da arqueóloga Paula Ramalho, seguida de uma visita guiada à exposição e ao Aro Arqueológico.

Durante a cerimónia de apresentação, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira frisou que todos os achados têm um papel fundamental para a história de Vila Nova de Cerveira, “sendo imperativo que fique registada e perpetuada para conhecimento das gerações vindouras”.

Fernando Nogueira explicou o lançamento desta publicação com a “intenção de se alargar o conhecimento do Aro Arqueológico, mas também de servir de base para a criação do futuro Núcleo Interpretativo do Forte de Lovelhe”, enquanto espaço expositivo e de trabalho científico, servindo visitantes, estudantes e investigadores.

Por sua vez, o Dr. Brochado de Almeida, enquanto diretor científico da maioria das escavações realizadas nestas três décadas, partilhou a ideia de um Centro Interpretativo que exponha e mostre “toda a riqueza arqueológica daquela estação e que se consiga enveredar por um projeto de intercâmbio internacional e de caráter transfronteiriço de escavação, exploração e exposição”.

Salientando o enorme potencial diacrónico patente naquele local, o Dr. Brochado de Almeida classificou o Aro Arqueológico do Forte de Lovelhe como “a mais emblemática estação arqueológica em termos de material em todo o Vale do Minho”. Relativamente ao livro, o autor explicou que, ao longo de 179 páginas, são descritas “as escavações inéditas daquilo que ainda não tinha sido publicado”.

Do castrejo, ao romano e ao suevo-visigótico, a escavação arqueológica no Aro do Forte de Lovelhe proporcionou a análise de cerca de 100 mil peças, principalmente cerâmicas. Na área da numismática destacam-se as moedas do tempo de Augusto, permitindo conhecer em profundidade a presença humana, as suas relações e atividades, nos últimos 2100 anos em Vila Nova de Cerveira e nas localidades de fronteira.