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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BARCELENSES VISITAM À NOITE ESTAÇÕES ARQUEOLÓGICAS

Arqueologia à Noite está de volta. Dia 4 de março, às 21h, em Vila Cova

O pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Barcelos, através do Gabinete de Arqueologia, vai dinamizar mais uma sessão do programa Arqueologia à Noite, com a visita às ruínas do Mosteiro de Banho, em Vila Cova, no próximo dia 4 de março, a partir das 21h00.

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Esta será a quarta edição do Arqueologia à Noite, depois de se terem visitado as gravuras rupestres da Laje dos Sinais (Carvalhas), das gravuras de Paranhos (Remelhe) e das ruínas do Castelo de Faria (Gilmonde e Milhazes).

A atividade tem a duração de 1 hora e a participação é livre. A concentração far-se-á diante do portal do mosteiro (Rua de São Salvador, Vila Cova; GPS: 41.541438º/ -8.715768º) a partir das 21h00, realizando-se uma curta caminhada até às ruínas da igreja, seguida da interpretação do sítio arqueológico. Aconselha-se o uso de calçado confortável e vestuário adequado às baixas temperaturas.

O Mosteiro de São Salvador de Banho era o centro da antiga paróquia com o mesmo nome, à volta do qual se estruturou uma comunidade monástica da regra dominicana desde os finais do século XI, tendo sido extinto no século XV; a igreja subsistiu como sede da paróquia de Banho até aos inícios do século XIX, altura em que foi anexa à de Santa Maria de Vila Cova.

As ruínas do mosteiro resumem-se à abside do altar-mor da igreja, onde se podem admirar as frestas decoradas com impostas românicas, de motivos vegetalistas e algumas alegorias com figuração humana.

Próximas edições:

6 de maio – Balneário Castrejo de Galegos Sta. Maria

8 de julho – Gravuras Rupestres do Monte de S. Gonçalo

A FONTE DO ÍDOLO, EM BRAGA, E O CULTO À DEUSA NÁBIA, A DIVINDADE PAGÃ DO RIO NEIVA

Durante o período que antecedeu à ocupação romana, a deusa Nábia era venerada pelos povos autóctones da Hispânia, designação dada pelos romanos à província que actualmente corresponde nomeadamente a Portugal e Espanha. Entre os vestígios desse culto salienta-se a Fonte do Ídolo, em Braga, com as suas inscrições epigráficas, além do nome atribuído a diversos rios como o Navia, na Galiza e o Neiva e o Nabão em Portugal.

Com a cristianização, o culto pagão a Nábia veio a ser substituído pela devoção a Santa Iria ou Santa Irene. Conta a lenda que Iria – ou Irene – nascera em Nabância, uma villae romana próxima de Sellium, a atual cidade de Tomar. Oriunda de uma família abastada, Iria veio a receber educação esmerada num mosteiro de monjas beneditinas, o qual era governado pelo seu tio, o Abade Sélio.

Dotada de beleza e inteligência, a jovem Iria atraía as atenções sobretudo dos fidalgos que disputavam entre si as suas atenções. Contava-se entre eles o jovem Britaldo que por ela alimentou uma enorme paixão. Contudo, Iria entregava-se a Deus e recusava as suas investidas amorosas.

Roído de ciúmes pela paixão de Britaldo, o monge Remígio que era o diretor espiritual de Iria, deu a beber a Iria uma mistela que lhe provocou no corpo a aparência de gravidez, provocando desse modo a sua expulsão do convento, levando-a a procurar refúgio junto do rio Nabão. Britaldo, a que entretanto chegara os rumores do ocorrido, movido por despeito, ordenou a um servo o seu assassínio.

Atirado ao rio Nabão cujas águas correm para o rio Zêzere, o corpo da mártir Iria ficou depositado nas areias do rio Tejo, aí permanecendo incorruptível para a eternidade, tendo o seu culto sido muito popular sobretudo no período do domínio visigótico.

Do nome de Irene – Santa Iria – tomou a antiga Scallabis romana o nome passando a denominar-se de Sancta Irene, daí derivando a atual designação de Santarém. Da mesma maneira que, para além de assinalar um acidente orográfico, a designação toponímica Cova da Iria deverá ter a sua origem no referido culto a Santa Iria, porventura já sob o rito moçárabe ou seja, cristão sob o domínio muçulmano embora adoptando aspectos da cultura árabe.

A lenda de Santa Iria e o relacionamento com o local onde nascera ou seja, a villaeromana de Nabância, remete-nos ainda para o culto de Nábia, a deusa dos rios e da água, uma das divindades mais veneradas na antiguidade na faixa ocidental da Península Ibérica ou seja, a área que actualmente corresponde a Portugal e à Galiza.

Quando ocuparam a Península Ibérica à qual deram o nome de Hispânia, os romanos que à época não se haviam convertido ainda ao Cristianismo, adotaram as divindades indígenas e ampliaram o seu panteão, apenas convertendo o nome de Nábia para Nabanus, tal como antes haviam feito com os deuses da antiga Grécia.

Qual reminiscência de antigas crenças, o culto pagão à deusa Nábia – ou Nabanus – veio a dar origem à famosa lenda de Santa Iria – ou Santa Irene – cuja festa é bastante celebrada em muitas localidades portuguesas como sucede em Tomar e Ourém.

Foto: CMB

PÓVOA DE LANHOSO PRESERVA ACHADOS ARQUEOLÓGICOS

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso tem a decorrer o processo de tratamento do material arqueológico recolhido na escavação arqueológica da villa romana de Via Cova, na freguesia de Lanhoso. Quem desejar participar pode ainda fazê-lo.

Tratamento achados arqueologicos de via cova 1

“Este projeto de voluntariado ao nível da seleção e tratamento das peças vem no seguimento da nossa política de envolvimento das pessoas nas ações que vamos promovendo ao nível da valorização do nosso património. E é muito gratificante constatar que há sempre alguns povoenses que respondem positivamente a esta chamada”, refere o Vereador para a Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Armando Fernandes.“Esta é uma fase extremamente importante de todo o processo de preservação do acervo arqueológico que foi encontrado na villa romana de Via Cova, em Lanhoso. À medida que as peças foram aparecendo foram sendo recolhidas. Estamos, agora, numa fase mais minuciosa de identificação e tratamento desse espólio, para podermos mostrá-lo publicamente”, explica.

O processo de escavação arqueológica da villa romana de Via Cova ficou concluído em setembro de 2015, ficando a musealização e interpretação das ruínas para o ano de 2016. Deste trabalho arqueológico, realizado por voluntários, resultou um conjunto significativo de espólio, que após o processo de limpeza, conservação e consolidação, iniciado no mês de novembro de 2015 e que terminará no mês de fevereiro, permitirá compreender e, até, desmistificar o modus vivendi dos romanos, que se fixaram no concelho da Póvoa de Lanhoso no decorrer do séc.I a.C..

O estudo deste material, além de enriquecer o acervo arqueológico municipal, possibilitará avaliar a evolução que os artefactos foram sofrendo ao longo dos séculos, evidenciando, por outro lado, a importância que a própria villa romana teve no processo de romanização dos povoados castrejos dispersos pelo concelho.

Os resultados deste trabalho ficarão patentes ao público, no final do mês de março, na Sala de Interpretação do Território (SIT), sediada na Casa da Botica. “Estamos a estudar a possibilidade de encontrar outros locais, para além da Sala de Interpretação do Território, para expor os achados arqueológicos que temos em nosso poder. Entendemos ser muito importante que os povoenses tomem conhecimento dos resultados dos trabalhos de escavações arqueológicas que a autarquia promoveu no passado e continuará a promover no futuro”, revela Armando Fernandes.

Quem ainda estiver interessado em colaborar no tratamento do material arqueológico, deve efetuar a sua inscrição para arqueologia@mun-planhoso.pt.

BRAGA PROTEGE "DOMUS DAS CARVALHEIRAS"

Câmara de Braga avança com Plano de Pormenor e Salvaguarda da Ínsula das Carvalheiras

O Executivo Municipal analisa na próxima Segunda-feira, 18 de Janeiro, em sede de reunião descentralizada, a ter lugar na Freguesia de Sequeira, pelas 18h30, a elaboração do Plano de Pormenor e Salvaguarda do Quarteirão da Ínsula das Carvalheiras.

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Este plano justifica-se pela existência de um notável conjunto de ruínas arqueológicas conhecidas por ‘Domus das Carvalheiras’, cuja importância para o entendimento da evolução da antiga malha urbana Bracaraugustana, levou à sua classificação como Imóvel de Interesse Publico em 1990.

Com o Plano de Pormenor e Salvaguarda, a Ínsula das Carvalheiras “passa a ser o centro gerador de toda a organização do espaço envolvente e não o contrário”, como acontecia até agora. “Primeiro, é preciso musealizar, proteger e consolidar o valor monumental e só depois associar, articuladamente, o que está previsto construir em função dessa realidade”, explica Miguel Bandeira, vereador do Urbanismo do Município de Braga, durante a sessão de abertura do III Seminário Internacional de Educação Patrimonial, que decorre até amanhã, no Museu D. Diogo de Sousa.

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Segundo Miguel Bandeira, o plano de pormenor tem como principal foco a “preservação e valorização do património cultural existente”, colocando limitações às construções que possam surgir na referida área, concretamente ao nível do número de pisos, dos metros quadrados e das tipologias de materiais a utilizar. “O plano de pormenor é uma nova figura legal que existe para ordenar, proteger e potenciar os valores arqueológicos que ocupam o território, de modo a adequar o crescimento, o desenvolvimento urbano e a regeneração do edificado envolvente em função do valor que é preciso proteger”, acrescentou.

Assim, o Plano de Pormenor a elaborar no prazo de 660 dias, inclui a valorização, protecção e salvaguarda das ruínas arqueológicas, a construção de infra-estruturas associadas, a reabilitação do edificado existente e a promoção turística do património arqueológico.

Durante este processo será promovida uma fase de participação pública com o objectivo de auscultar todos os interessados, desde cidadãos, técnicos das mais diversas especialidades, instituições de ensino superior, instituições representativas de interesses patentes nesta área territorial, entre outras entidades. Esta fase de participação terá a duração de três meses.

Recorde-se que as ruínas da Ínsula das Carvalheiras – que abrange a área definida a Norte pela Rua Visconde Pindela, a Este pelo Campo das Carvalheiras e Rua do Matadouro, a Sul pela Rua de S. Sebastião e a Oeste pela Rua Cruz de Pedra e Rua Direita -, constituem-se como um “notável e inquestionável bem patrimonial” considerado fundamental para a compreensão da cidade romana de Bracara Augusta e para a afirmação de Braga no âmbito do legado patrimonial do período romano.

“A valorização patrimonial é um eixo fundamental de actuação do Município de Braga, particularmente no que diz respeito ao legado do período romano e barroco. Nesse sentido, o processo de musealização da Ínsula das Carvalheiras enquadra-se como uma acção prioritária deste Executivo”, concluiu Miguel Bandeira.

Mapa Ínsula Carvalheiras

ARQUEOLOGIA À NOITE EM BARCELOS VISITA CASTELO DE FARIA

Visita decorre sexta-feira, dia 18 de dezembro, às 21h00, no âmbito do programa de dinamização cultural dos monumentos arqueológicos concelhios

A Câmara Municipal de Barcelos, através do pelouro da Cultura, promove uma visita ao Castelo de Faria e à estação arqueológica subjacente, na próxima sexta-feira, dia 18 de dezembro, a partir das 21h00, no âmbito do programa de dinamização cultural dos monumentos arqueológicos concelhios «Arqueologia à Noite».

Visita ao Castelo de Faria

A visita pretende mostrar uma das mais carismáticas estações arqueológicas de Barcelos e do Norte de Portugal, com interpretação das ruínas do povoado da Idade do Ferro e do castelo medieval, palco do feito dos Alcaides de Faria, desfrutando-se da envolvência visual e sonora particular da paisagem noturna do Monte da Franqueira.

A participação é livre e destinada a maiores de 8 anos, com ponto de encontro marcado para a ermida da Franqueira a partir das 20h45, de onde se fará uma curta caminhada até à estação arqueológica. Recomenda-se aos participantes o uso de calçado confortável para a realização de uma caminhada pelos trilhos florestais das ruínas do Castelo de Faria durante cerca de 2 km de extensão, o uso de lanterna e vestuário adequado para baixas temperaturas.

Para mais informações contacte através do e-mail arqueologia@cm-barcelos.pt ou pelo nº. 915288428.

ESPOSENDE DEBATE PATRIMÓNIO E TURISMO

O Fórum Rodrigues Sampaio, em Esposende, leva a efeito nos dias 16 e 17 de novembro, um Colóquio Internacional sobre “Património, Turismo e Desenvolvimento - 30 Anos de Arqueologia em Esposende | 1985-2015”.

Esta Iniciativa integra-se num programa mais vasto de comemoração dos 30 anos de intervenções arqueológicas no Castro de S. Lourenço, iniciadas em 1985.

Acreditação de Professores: participação confere acreditação para professores de todos os níveis de ensino e grupos disciplinares pelo CFAE Barcelos e Esposende com registo CCPFC/ACC-84439/15 com 0,5 unidades de crédito.

Inscrições e mais informações disponíveis em http://ciptd.ismai.pt.

BRAGA PROMOVE ARQUEOLOGIA

Programa ´Descobrir Arqueologia´ inicia em Novembro

No âmbito da promoção e divulgação da actividade Arqueológica, a Câmara Municipal de Braga promove, entre os meses de Novembro a Junho, a actividade “Descobrir Arqueologia”.

O “Descobrir Arqueologia” consiste na promoção de um conjunto de oficinas experimentais e demonstrativas, com a duração aproximada de duas horas, onde serão abordadas técnicas de escavação e registo arqueológico.

Destinada ao público com idade superior a 10 anos, esta actividade desenvolver-se-á no espaço das Termas Romanas do Alto da Cividade, onde é possível também visitar, um importante conjunto de ruínas do período romano.

As oficinas “Descobrir Arqueologia” realizam-se (com o mínimo de 10 e o máximo de 30 participantes), na última Quarta-feira de cada mês, entre as 10.00h e as 12.00h, e entre as 14.30h e as 16.30h, sendo a participação nas mesmas, gratuita e, obrigatoriamente, de marcação prévia, pelos seguintes contactos: Telefone: 253 278 455; E-mail: termas.romanas@cm-braga.pt

VALENÇA ESCAVA O SEU PASSADO

10 Anos de Intervenções Arqueológicas na Fortaleza - Valença Descobre e Valoriza as Suas Origens

O Núcleo Museológico de Valença recebe uma mostra sobre os 10 anos de intervenções arqueológicas na Fortaleza, até 30 de novembro.

Cerâmicas com destaque para fragmentos de ânfora, material de construção como tégulas, peça de jogo, pesos de tear e pesos de rede de pesca são algumas das peças da época romana encontradas na Fortaleza de Valença possíveis de apreciar nesta exposição. Uma mostra que conta, ainda, com faianças e outros utensílios domésticos, moedas, projeteis de metal de várias épocas, bem como a reprodução de um dos enterramentos identificados no adro da Igreja de Santa Maria dos Anjos.~

A exposição conta, ainda, com 11 painéis que descrevem e mostram os principais pontos de prospeção arqueológica da Fortaleza  que permitiram aprofundar o conhecimento da ocupação e evolução do local onde está implantada a fortificação de Valença, bem como, comprovar a existência de uma ocupação romana e pré-romana.

A exposição é uma pequena mostra do vasto espólio recolhido, contabilizando-se já  50 contentores com cerâmicas, vidros, metais e utensílios em pedra.

A intervenção arqueológica permitiu compreender melhor a ocupação e evolução do local onde se implantou a vila medieval de Contrasta, futura Valença, que mais tarde, irá dar origem a Fortaleza abaluartada, setecentista e oitocentista.

A intervenção arqueológica proporcionou novos dados que vieram alterar a história local, no que respeita ao seu povoamento. Destaca-se a identificação de um povoado fortificado tipo “castro”, com uma linha de muralha sub-circular que deveria coroar o outeiro, da qual se identificaram parte de um talude térreo, associado a uma escadaria, em cujos aterros se recolheram materiais datáveis de época romana (séculos I-IV).

Os trabalhos arqueológicos foram executados sob a direção científica do arqueólogo Luís Fontes, com a co-responsabilidade da arqueóloga Belisa Pereira.

A exposição é uma iniciativa da Câmara Municipal de Valença em parceria com a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho.

PÓVOA DE LANHOSO RECUPERA PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO

Câmara Municipal recupera e valoriza património arqueológico da Póvoa de Lanhoso

Centenas de fragmentos de cerâmica comum romana e de armazenamento bem como pesos de tear, vidros, fragmentos pétreos e metálicos, para além de outro espólio muito variado, foram encontrados no decorrer da escavação arqueológica da villa romana de Via Cova, na freguesia de Lanhoso, que terminou no passado mês de setembro.

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“Esta ação vai de encontro à estratégia do município de valorização do nosso património cultural. E tem sido o “agregar de vontades”, que nos tem permitido ter uma intervenção muito importante nesta área. Desde logo pela capacidade técnica no líder da equipa, o Dr. Orlando Fernandes. A imprescindível colaboração da Junta de Freguesia de Lanhoso. E a fundamental disponibilidade e empenho de um conjunto de voluntários que olham hoje para estas “coisas do património coletivo” com uma atenção redobrada”, salienta o Vereador para a Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Armando Fernandes.

Todo aquele material que foi referido, além da devida limpeza, etiquetagem e recuperação, será alvo de um estudo detalhado, passando, posteriormente, a integrar o acervo museológico da Sala de Interpretação do Território, sediada na Casa da Botica.

Para a devida interpretação da estrutura, no decorrer dos próximos meses, irá proceder-se à musealização de toda a área arqueológica, como seja a recuperação de alguns muros, que se encontram desmantelados, a aplicação de geotêxtil e de gravilha, sendo aplicado, posteriormente, um painel interpretativo das ruínas.

Terminado o processo de musealização, pretende-se que este sítio romano, que se reveste de significativa importância para o estudo e distribuição do povoamento romano no concelho da Póvoa de Lanhoso, integre o roteiro concelhio de sítios arqueológicos visitáveis e faça parte do plano municipal de Serviços Educativos apresentado às escolas.

“Queremos transformar este local num importante ponto de visitação, depois de procedermos à sua musealização. Pretendemos integrá-lo na rota dos nossos serviços educativos, porque é importante que os alunos das nossas escolas fiquem sensibilizados para a necessidade de preservação destes locais, que são identitários da riqueza do nosso passado”, refere ainda o mesmo responsável da Autarquia.

Esta escavação contou, em 2015, com a colaboração de duas dezenas de voluntários, empenhados e dedicados, contribuindo, desta forma, para o estudo e valorização do património cultural concelhio.

Estes trabalhos, coordenados pelos Serviços de Património da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e que contaram com a colaboração da Junta de Freguesia, permitiram comprovar a continuidade da estrutura para a vertente nordeste, com o aparecimento de mais uma sala, ficando, assim, a descoberto um total de sete salas que constituíam a parte rústica, área de armazenamento e transformação dos cereais, da villa romana. Porém, pelos vestígios arqueológicos postos a descoberto, é percetível que esta ala tinha continuidade, mas que foi, entretanto, destruída pela construção de um muro de divisão de propriedade, perdendo-se, por isso, a restante informação relativa a esta estrutura.

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CERVEIRA PRESERVA "MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICAS DO FORTE DE LOVELHE"

“Memórias Arqueológicas do Forte de Lovelhe 1985-2015” registadas em livro

Integrado nas Comemorações dos 30 Anos do Aro Arqueológico do Forte de Lovelhe, o Município de Vila Nova de Cerveira apoiou a publicação “Memórias Arqueológicas do Forte de Lovelhe 1985-2015”. A apresentação do livro, que decorreu este sábado, lança bases para a criação do Núcleo Interpretativo do Forte de Lovelhe.

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Ao longo de uma semana, entre 25 de setembro e 3 de outubro, Vila Nova de Cerveira recordou os 30 anos sobre a primeira intervenção arqueológica no Aro Arqueológico do Forte de Lovelhe, com um vasto programa de atividades gratuitas que envolveu a comunidade local, escolar e científica. O encerramento do evento aconteceu, este sábado, com a realização de um ciclo de conferências subordinadas ao tema “O Forte de Lovelhe e o seu contexto regional”, com a presença de distintos docentes das Universidades do Porto e de Vigo, e a apresentação do livro “Memórias Arqueológicas do Forte de Lovelhe 1985-2015”, da autoria do Dr. Brochado Almeida e da arqueóloga Paula Ramalho, seguida de uma visita guiada à exposição e ao Aro Arqueológico.

Durante a cerimónia de apresentação, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira frisou que todos os achados têm um papel fundamental para a história de Vila Nova de Cerveira, “sendo imperativo que fique registada e perpetuada para conhecimento das gerações vindouras”.

Fernando Nogueira explicou o lançamento desta publicação com a “intenção de se alargar o conhecimento do Aro Arqueológico, mas também de servir de base para a criação do futuro Núcleo Interpretativo do Forte de Lovelhe”, enquanto espaço expositivo e de trabalho científico, servindo visitantes, estudantes e investigadores.

Por sua vez, o Dr. Brochado de Almeida, enquanto diretor científico da maioria das escavações realizadas nestas três décadas, partilhou a ideia de um Centro Interpretativo que exponha e mostre “toda a riqueza arqueológica daquela estação e que se consiga enveredar por um projeto de intercâmbio internacional e de caráter transfronteiriço de escavação, exploração e exposição”.

Salientando o enorme potencial diacrónico patente naquele local, o Dr. Brochado de Almeida classificou o Aro Arqueológico do Forte de Lovelhe como “a mais emblemática estação arqueológica em termos de material em todo o Vale do Minho”. Relativamente ao livro, o autor explicou que, ao longo de 179 páginas, são descritas “as escavações inéditas daquilo que ainda não tinha sido publicado”.

Do castrejo, ao romano e ao suevo-visigótico, a escavação arqueológica no Aro do Forte de Lovelhe proporcionou a análise de cerca de 100 mil peças, principalmente cerâmicas. Na área da numismática destacam-se as moedas do tempo de Augusto, permitindo conhecer em profundidade a presença humana, as suas relações e atividades, nos últimos 2100 anos em Vila Nova de Cerveira e nas localidades de fronteira.

PÓVOA DE LANHOSO RETOMA INTERVENÇÃO ARQUEOLÓGICA NA VILLA ROMANA DE VIA COVA

Escavação e musealização da villa romana de Via Cova, Lanhoso

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e a Junta de Freguesia de Lanhoso vão retomar a intervenção arqueológica da villa romana de Via Cova, na freguesia de Lanhoso, dando continuidade aos trabalhos que se iniciaram em agosto de 2014, por uma equipa de 20 voluntários.

Estes trabalhos, que têm como premissa o estudo, valorização e musealização desta estrutura arqueológica, terão início no dia 03 de agosto e incidirão nas duas últimas salas que constituem a pars rústica da villa romana.

No final do período de escavação, prevista para 31 de agosto, pretende-se musealizar as ruínas que foram sendo postas a descoberto, reconstituindo e interpretando a área onde se transformavam os cereais, produzidos na pars fructaria da villa romana de Via Cova. Terminada a musealização, este sítio romano passa a integrar o roteiro concelhio de sítios arqueológicos visitáveis e fará parte do plano municipal de Serviços Educativos.

Recorde-se que, na última intervenção, realizada em março e abril do presente ano, encontrou-se, além de inúmeros fragmentos de cerâmica comum romana, uma mó manual, dois pesos de tear, uma moeda em cobre e uma possível gadanha, estes dois últimos artefactos encontram-se em processo de tratamento no Laboratório de Conservação e Restauro da Câmara Municipal de Vila do Conde.

Os interessados em participar nos trabalhos arqueológicos, em regime de voluntariado, podem efetuar a sua inscrição através da ficha disponibilizada para o efeito e remetendo para arqueologia@mun-planhoso.pt.

A inscrição também pode ser realizada através do telefone 253 639 708.

BARCELOS EXPÕE ACERVO ARQUEOLÓGICO

Acervo arqueológico municipal em exposição na Torre Medieval

A exposição subordinada ao tema “Arqueologia do Foral Novo de Barcelos” será inaugurada sexta-feira, 17 de abril, às 17h00, na Torre Medieval.

Esta exposição pretende mostrar o acervo arqueológico datado do século XVI, existente no Município, resultante de um conjunto de intervenções arqueológicas realizadas em diferentes sítios da cidade e do concelho de Barcelos. O Castelo de Faria, a Torre Medieval de Barcelos ou o Cimo da Vila, a Capela de São Mamede (Feitos/ Vila Cova) e a Capela de São Tomé (Tamel Santa Leocádia) forneceram materiais arqueológicos expressivos que nos permitem ilustrar e interpretar a Carta de Foral concedida a Barcelos por D. Manuel I, ajudando, assim, na explicação da importância deste documento para a reconstituição da vida quotidiana de Barcelos nos inícios do século XVI.

A exposição estará patente de 17 de abril a 31 de maio, no piso 3 da Torre Medieval de Barcelos, com entrada livre.

MUNICÍPIO DE PÓVOA DE LANHOSO PROSSEGUE CAMPANHA ARQUEOLÓGICA

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso entregou, no passado dia 28 de fevereiro,  certificados aos cerca de 30 voluntários que participaram  na escavação arqueológica da villa romana de Lanhoso. Esta entrega decorreu no edifício da Junta de Freguesia de Lanhoso.

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Estes trabalhos, que envolveram aproximadamente 30 voluntários, decorreram em agosto do ano transato e permitiram colocar a descoberto, ainda que de forma parcial, algumas ruínas arqueológicas, algo há muito ambicionado pelos Lanhosenses.

Além desta cerimónia, houve oportunidade para fazer um balanço dos trabalhos que se realizaram no já referido sítio arqueológico, bem como para lançar as bases para a próxima campanha de trabalhos, que se desenvolverá entre 23 de março e 2 de abril (férias da Páscoa), das 14h00 às 18h00.

Durante estas duas semanas, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e a Junta de Freguesia de Lanhoso pretendem retomar os trabalhos encetados no ano transato, de forma a adiantar o processo de escavação desta villa romana, para que, em setembro de 2015, seja possível iniciar o processo de musealização restituindo, assim, a dignidade necessária a um monumento que se revelou importante no contexto da romanização do concelho da Póvoa de Lanhoso.

"O nosso objetivo é concluir no final do verão deste ano os trabalhos arqueológicos e proceder à musealização do espaço. Por isso é que vamos avançar com um período adicional de escavações nas férias de Páscoa. E fazemo-lo porque podemos contar com a disponibilidade de uma equipa de voluntários muito empenhada e competente e com a indispensável parceria da Junta de Freguesia de Lanhoso", refere o Vereador para a Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Armando Fernandes, acrescentando que "este será mais um ponto de referência do nosso roteiro turístico e patrimonial. Iremos dotar este espaço de um painel interpretativo que permitirá, a quem nos visita, ter uma ideia daquilo que foram as 'villas romanas' e a importância desta no contexto da nossa região".

Estes trabalhos arqueológicos têm sido vividos de uma forma intensa e marcam positivamente todos os voluntários, porque, além de contribuírem para o estudo e valorização do património arqueológico concelhio, desenvolvem algumas capacidades de sociabilização com os restantes participantes.

Os interessados podem efetuar a sua inscrição através da ficha disponibilizada para o efeito e remetendo para arqueologia@mun-planhoso.pt.

A inscrição também pode ser realizada através do telefone 253 639 708.

Ficha de inscrição aqui.

Condições de participação aqui.

Arqueologia Experimental valoriza património

Os Serviços de Património da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso têm vindo a desenvolver um conjunto de iniciativas com o propósito de valorizar e projetar o nosso património cultural no panorama nacional. Recentemente, e através de estágios protocolados com a Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso, um conjunto de jovens estagiários começou a desenvolver um projeto de Arqueologia Experimental em contexto de trabalho.

Este ateliê visa fomentar o desenvolvimento das capacidades técnicas e artísticas destes jovens, uma vez que estão a construir instrumentos relacionados com o paleolítico superior, período histórico em que as comunidades eram nómadas e recorriam a arcos, flexas e lanças com pontas de sílex, para desferir um golpe mortal na presa. Estes utensílios vão ser utilizados no cortejo histórico e etnográfico de S. José.

PÓVOA DE LANHOSO VALORIZA PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO

Foi inaugurada a Musealização da Capela da Senhora do Monte e de uma casa rural, nas Tapadinhas da Senhora do Monte, em Garfe, no passado dia 8 de fevereiro. O concelho da Póvoa de Lanhoso vê assim enriquecido e valorizado o seu património arqueológico.

Inauguracao escavacoes Garfe 1 (Foto da autoria de

Este processo de escavação e musealização, que agora culminou, deve-se ao empenho das instituições envolvidas: Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Junta de Freguesia e Centro Social e Paroquial de Garfe, bem como de voluntários, principais obreiros no terreno destes trabalhos arqueológicos.

Presentes estiveram o Vereador para a Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Armando Fernandes; o Presidente da Junta de Freguesia de Garfe, Paulo Ferreira; e o pároco local e presidente do Centro Social, padre Luís Fernandes Peixoto, para além de outras individualidades.

“Este foi o culminar de um processo que começou há mais de dois anos, em parceria com a Junta de Freguesia de Garfe e com o Centro Social. Tivemos diversos voluntários que deram corpo às equipas de trabalho e que se orgulham do resultado final. Sem eles não seria possível obter os resultados que obtivemos”, referiu o Vereador para a Cultura, Armando Fernandes, à margem do evento. “Nunca é demais referir que a capela da Senhora do Monte se situa no lugar de Gondiães da freguesia de Garfe. Este facto vem dar-nos razão quando defendemos que os limites administrativos têm de ser corrigidos”, acrescentou.

A população também não faltou à cerimónia de inauguração das ruínas, agora valorizadas, que englobou uma breve oração, a entrega de certificados aos voluntários da última campanha arqueológica, uma interpretação técnica das estruturas e os agradecimentos finais por parte de representantes de entidades presentes.

Estão agora em condições de serem visitados dois novos recursos patrimoniais, que contribuem para o enriquecimento histórico-arqueológico e para a promoção turística do concelho da Póvoa de Lanhoso.

De lembrar que o município da Póvoa de Lanhoso tem apostado numa estratégia de estudo, salvaguarda e valorização do património arqueológico concelhio, existindo outros sítios que se pretende valorizar, já em 2015, através da escavação e musealização da villa romana de Via Cova, em Lanhoso; de uma ação de conservação do Castro de Lanhoso; da delimitação e arranjo da área envolvente do santuário rupestre de Garfe; e da recuperação e valorização do Aqueduto dos Caleiros, na União de Freguesias de Esperança e Brunhais.

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MANUEL RIBEIRO JOÃO DÁ A CONHECER EM LIVRO AS ORIGENS DE FAFE

Terras e Gentes de Monte Longo revisitadas em novo livro

No próximo dia 23 de Janeiro (sexta-feira), o investigador na área da antropologia e arqueologia, Manuel Ribeiro João, apresenta às 21h30, no Auditório da Biblioteca Municipal de Fafe, o livro Terras e Gentes de Monte Longo, Fafe (Portugal).

Manuel Ribeiro João

A obra com chancela da Editora CONVERSO, conta com prefácio de Daniel Bastos, historiador que fará a apresentação do livro.

Resultado do seu percurso académico durante a década de 2000 na Universidade de Santiago de Compostela, o livro assinado por Manuel Ribeiro João, empregado bancário durante vários anos no concelho de Fafe, incide sobre as origens do atual território local, que no decurso do processo de romanização foi alcunhado de Mons Longus (Monte Longo). Indagando as origens do concelho através do recurso à história oral, às inquirições medievais e às memórias paroquiais setecentistas, o antropólogo revisita a riqueza etnográfica, paisagística, arqueológica e cultural de Fafe.

Segundo Daniel Bastos, investigador de História Local, conquanto o autor se tenha debruçado sobre “uma temática que mereceu já a análise e estudo de vários investigadores, Manuel Ribeiro João aproveita o ensejo desta nova incursão historiográfica sobre as origens do território municipal para aprofundar a problemática do significado e as etapas do ancestral concelho de Monte Longo”.

REVISTA "NATIONAL GEOGRAPHIC" DESTACA SÍTIO ARQUEOLÓGICO DA PRAIA DE BELINHO EM ESPOSENDE

A Praia de Belinho e o seu sítio arqueológico subaquático vêm referenciados na edição de janeiro da Revista National Geographic Portugal. Academicamente conhecido por Belinho I, o achado arqueológico de Belinho que o Município de Esposende apresentou publicamente em maio do ano passado, fica agora reconhecido também internacionalmente pelo seu intrínseco valor científico, museístico e arqueológico, através desta prestigiada revista.

A edição n.º 166 da Revista National Geographic Portugal destaca na seção Explore - rubrica Mundos Antigos - o artigo “Despojos de Belinho”, da autoria do repórter e fotojornalista João Nunes da Silva, que foi traduzido para a congénere internacional editada em língua inglesa.

Este sítio arqueológico representa o arranque de um novo modelo municipal para a gestão do património local, iniciando um inédito e promissor trabalho científico em rede, coordenado pelo Município de Esposende, e que inclui protocolos com instituições de diferentes tutelas, nacionais e estrangeiras, nomeadamente os Centros de Investigação da Universidade do Minho, Universidade do Porto, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Universidade Nova de Lisboa e a Texas A&M University (USA), e ainda os Laboratórios de Conservação e Restauro do próprio município através do protocolo MUMAR (Centro Interpretativo de S. Lourenço, Museu Municipal de Esposende e Museu Marítimo de Esposende-Associação Forum Esposendense), do Museu D. Diogo de Sousa de Braga e do Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Vila do Conde.

A estes centros de investigação associam-se ainda o Departamento de Química da Universidade do Minho, o Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Instituto de Arqueologia e Paleociências (IAP) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que em Portugal representa o projeto europeu ITN Marie Curie “ForSEADiscovery”, e o projeto americano do Ship Reconstruction Laboratory, Department of Anthropology, Texas A&M University (College Station,Texas, USA), ambos projetos internacionais relacionados com o estudo da história material da Idade Moderna Europeia, em particular dos Descobrimentos marítimos, onde partilham um particular universo científico em torno do património naval e das embarcações de tradição construtiva Ibero-Atlântica, onde o achado arqueológico de Belinho I se integra.

PÓVOA DE LANHOSO MUSEALIZA ACHADOS NAS TAPADINHAS DA SENHORA DO MONTE

Câmara Municipal promove musealização dos achados nas Tapadinhas da Senhora do Monte

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso está a proceder à musealização das estruturas postas a descoberto no âmbito da escavação arqueológica das Tapadinhas da Senhora do Monte, em Garfe.

Ruínas da casa rural 1

A conclusão dos trabalhos está prevista para o início do ano de 2015, passando, a partir de então, a estarem ao dispor dois novos recursos patrimoniais, contribuindo para o enriquecimento histórico-arqueológico e para a promoção turística do nosso concelho.

“Este tipo de trabalhos arqueológicos insere-se na estratégia da Câmara Municipal de valorização do nosso património cultural”, refere o Vereador para a Cultura da Câmara Municipal, Armando Fernandes. De lembrar que a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, em colaboração com a Junta de Freguesia e o Centro Social e Paroquial de Garfe, iniciou, em agosto de 2012, um projeto de escavação arqueológica pioneiro no nosso concelho. Tratou-se de uma intervenção arqueológica nas Tapadinhas da Senhora do Monte, na referida freguesia, realizada única e exclusivamente com participantes voluntários, num total de 70, com idades compreendidas entre os 9 e 67, oriundos de várias freguesias do nosso concelho e dos concelhos de Fafe e de Guimarães.

“Devo relevar a preciosa colaboração do Centro Social de Garfe e da Junta de Freguesia. Mas sem o trabalho empenhado e competente dos muitos voluntários que, desde 2012, se associaram ao nosso arqueólogo Orlando Fernandes nesta empreitada, hoje não teríamos os vestígios de duas edificações, que muito contribuem para sustentar a história da freguesia de Garfe”, considera o mesmo responsável. “Com a descoberta dos vestígios da capela da Senhora do Monte, edificada em 1654, fica demonstrado que a nossa luta pela reposição dos limites territoriais da freguesia de Garfe faz todo o sentido”, afirma ainda.

Posto isto, e porque a estratégia das instituições envolvidas é a preservação e valorização destas estruturas, iniciaram-se os trabalhos de musealização, garantindo, desta forma, a salvaguarda in situ da realidade dos nossos antepassados, tirando partido de todos os apelos sensoriais dos visitantes.

De lembrar que, em 2012, os trabalhos permitiram colocar a descoberto um segmento da primitiva capela da Senhora do Monte, mandada edificar por Margarida Coelho, em 1654. Esta estrutura exibe um muro de duplo paramento, de construção tosca, sem grande preocupação no assentamento dos silhares.

Apresenta-se como um edifício relativamente baixo, confirmado pela ausência de vala de fundação e paredes frágeis, e com um espaço interior relativamente diminuto, com aproximadamente 3,57 m de comprimento e 3,05 m de largura.

Já em agosto de 2013, na continuidade dos trabalhos arqueológicos, foi possível intervencionar arqueologicamente as ruínas de uma estrutura, com configuração em U, que envolve a capela da Senhora do Monte. Trata-se, na realidade, dos alicerces de uma nova capela, que ia ser construída para suprir a ausência de espaço da capela primitiva, mas nunca foi concluída por falta de esmolas e, acima de tudo, pela saída do principal impulsionador destas obras, o reitor Salvador de Oliveira.

Os trabalhos arqueológicos ficaram concluídos em meados de novembro de 2014 e puseram a descoberto uma casa de planta retangular, constituída por rés-do-chão e primeiro andar, edificada no século XVII. As paredes, com aproximadamente 80 cm de largura e apoiadas em sólidos alicerces, são edificadas por grandes blocos graníticos, afeiçoados e assentes sem grande esquadria, e pedra miúda, a preencher os interstícios que não apresentam vestígio de argamassa.

Em breve os visitantes poderão desfrutar de todo este património histórico e arqueológico.

Ruínas da Capela 1

PÓVOA DE LANHOSO FAZ INTERVENÇÃO ARQUEOLÓGICA NA VILLA ROMANA DE VIA COVA

Intervenção arqueológica na villa romana de Via Cova terá continuidade

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso promoveu, entre 4 e 29 de agosto, uma intervenção arqueológica na villa romana de Via Cova, na freguesia de Lanhoso, com a colaboração de 30 pessoas voluntárias. Este projeto contou ainda com a colaboração da Junta de Freguesia de Lanhoso.

Escavacao Via Cova 1

Segundo o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, esta foi mais uma ação insira no propósito mais alargado da autarquia de “valorizar, preservar e divulgar o património do nosso concelho”.

A quantidade de terra acumulada (ao longo dos últimos 24 anos) a uma profundidade considerável fez como que a progressão dos trabalhos fosse demorada, não permitindo a conclusão no final do mês de agosto, como previsto, pelo que a intervenção deverá ter continuidade no próximo Verão.

“Com a colaboração da Junta de Freguesia, no próximo ano, iremos procurar alargar o período de intervenção em Lanhoso, por forma a concluirmos o trabalho que nos propusemos realizar na villa romana de Via Cova”, refere o Vereador para a Cultura, Armando Fernandes. “Gostaria de relevar o papel do nosso arqueólogo, Dr. Orlando Fernandes, que tem sido incansável na promoção destas atividades de Verão. E tem contado com a preciosa ajuda de um grupo alargado de voluntários, que muito têm contribuído para o sucesso destas iniciativas, tanto em Lanhoso como em Garfe, salienta o mesmo responsável. De acordo com o Vereador, “a preservação do nosso património arqueológico é uma das prioridades do nosso município”, estando já “identificados outros locais que, no futuro, merecerão a nossa atenção”.

Escavação arqueológica em Vila Cova pôs a descoberto inúmeros artefactos.

Os trabalhos arqueológicos entretanto realizados em agosto permitiram encontrar inúmeros fragmentos de tégulas, ímbrex, referentes à cobertura da villa. Apareceram ainda três pesos de tear, uma pedra de amolar, um fragmento de mó giratória, um fuste fragmentado, uma base de ânfora e inúmeros fragmentos de vasos, com e sem decoração.

Durante os próximos meses, estes achados vão ser alvo de triagem, limpeza e restauro, passando a integrar a exposição que está patente na Sala de Interpretação do Território, sobre a nossa Herança Cultural, sediada na Casa da Botica. Todo este processo será realizado com voluntários.

Esta primeira fase permitiu clarificar parte da estrutura, a sua orientação e método de construção dos muros, bem como detetar espólio arqueológico ímpar, possibilitando o estudo da romanização do concelho Povoense.

Considerando o facto de as ruínas arqueológicas já terem sido intervencionadas e de a interpretação do sítio estar, de certa forma, concluída, estes trabalhos arqueológicos foram-se ajustando às necessidades e aos recursos disponíveis. Assim, depois de uma avaliação prévia do local a intervencionar, iniciou-se a desmontagem das banquetas e a remoção dos derrubes na vertente sudeste da villa romana, junto à estrada de acesso à parte superior do loteamento de Via Cova.

Os trabalhos arqueológicos repartiram-se por duas campanhas e decorreram entre as 8h00 e as 13h00. O espaço não era intervencionado nem valorizado desde 1990.

Pretende-se com esta intervenção criar condições para que as ruínas da villa possam ser interpretadas e musealizadas, garantindo a fruição pública por parte da comunidade escolar em particular e do público em geral.

Este sítio arqueológico reveste-se de significativa importância para o estudo do espaço rural em torno de Bracara Augusta, em época romana. As villas romanas estão associadas à exploração agrícola, sendo uma grande propriedade rural, cujas edificações formavam o centro da propriedade do patrício (senhor da aristocracia romana, com grandes privilégios). Seria através de mão-de-obra escravizada que estas propriedades garantiam a sua subsistência.

Estes trabalhos arqueológicos só serão dados como concluídos após a devida musealização e interpretação da estrutura, passando a dispor o nosso território, desta forma, de mais um recurso patrimonial.

Escavacao Via Cova 2

ESPOSENDE RECEBE SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE CROMATOGRAFIA E ANÁLISE DE DNA EM ARQUEOLOGIA

Realiza-se em Esposende, no dia 12 de setembro, no Auditório Municipal de Esposende, um simpósio Internacional - “ArchaeoAnalytics: cromatografia e análise de DNA em Arqueologia”.

Este simpósio irá ser celebrado na cidade de Esposende, que nos últimos anos nos tem brindado com achados arqueológicos de enorme interesse relacionados com naufrágios”, reunindo assim, (…) “vários investigadores nacionais e internacionais, celebrando esta figura ímpar da História Universal."

Mais informações e inscrições em: http://mdds.culturanorte.pt/pt-PT/BimilienarioAugusto/HighlightList.aspx