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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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TERRAS DE BOURO: MUSEU ETNOGRÁFICO DE VILARINHO DA FURNA RECEBEU SESSÃO DE PARTILHA DE CONHECIMENTOS

Museu de Vilarinho recebeu sessão Acontece in Loco – Campo do Gerês – “Programa de animação comunitária e capacitação para o desenvolvimento de comunidades rurais de montanha”

No âmbito do projeto Minho Inovação PA3 - Aldeias de Portugal / Minho, promovido pela CIM do Cávado, o Instituto Politécnico de Viana do Castelo, pela sua Escola Superior Agrária e a Associação Cultural Rural Vivo organizaram na Sala da Geira do Museu de Vilarinho da Furna a primeira “Oficina de Partilha de Conhecimentos e de Experiências em ligação com os modelos educativos e aprendizagens em territórios de baixa densidade: uma reflexão em torno da sua aplicação em aldeias de montanha”.

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A sessão, que contou com o apoio do Município de Terras de Bouro e da Junta de Freguesia de Campo do Gerês, foi inaugurada e moderada pela Vereadora da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Ana Genoveva Araújo e teve por objetivos: reconhecer modelos educativos para territórios de baixa densidade; reconhecer o potencial educativo das aldeias; refletir em torno da importância da permanência das crianças e jovens no seu território e partilhar experiências de intervenções educativas locais.

Assim sendo e num primeiro momento decorreu participação do Professor Abílio Amiguinho, professor jubilado da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, do Instituto Politécnico de Portalegre, investigador, autor de vários livros sobre o tema e atualmente coordenador de um projeto intergeracional em Portalegre, o projeto Entre-Tempos. Esta intervenção do Professor Abílio Amiguinho teve duas componentes: uma de natureza mais reflexiva e outra de partilha da sua atual experiência.

Seguidamente, participaram os restantes convidados que partilharam as suas experiências de iniciativas que configuram modelos educativos alternativos, com aplicação a territórios rurais de baixa densidade. António Córbal do Centro de Desenvolvimento Rural O Viso (Lodoselo – Ourense), Evelyne Moussons da Comunidade de Aprendizagem “Germinar” (Campo do Gerês – Terras de Bouro) e Maria Macedo, membro da Equipa Pedagógica do Campus Clonlara (Idanha-a-Nova) intervieram também neste período que antecedeu um espaço de debate sobre as temáticas e experiências vividas e apresentadas.

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CANAL TELEVISIVO SIC DIVULGA TRADIÇÃO DAS “TOALHAS DE ÁGUA ÀS MÃOS” EM TERRAS DE BOURO

A convite da SIC e para o programa OLHÁ FESTA, dos jornalistas Joana Latino e Nuno Pereira que, de Norte a Sul, mostram os costumes e tradições de Portugal, surgiu a oportunidade de dar a conhecer “As toalhas de água às mãos” pelo Grupo de Artes e Ideias.

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O Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna foi o local escolhido para expor as toalhas e falar sobre a sua história. Neste âmbito, no dia 5 de julho, uma equipa de reportagem realizou filmagens em Terras de Bouro.

Em representação do Grupo Artes e ideias, a Professora Filomena Araújo procedeu à apresentação de todo o trabalho realizado pelo grupo, bem como todas as características desta tradição, explicando o detalhe de cada toalha e salientando a importância e valor em dar continuidade a este legado cultural tão valioso. Referiu, ainda, todos os outros trabalhos de artesanato que este grupo executa, que o fazem por gosto à cultura, de modo que a mesma perdure no tempo.

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MUNICÍPIO DE TERRAS DE BOURO ASSINA EMPREITADA DE CRIAÇÃO DE ESPAÇOS DE APOIO À VISITAÇÃO NO CENTRO INTERPRETATIVO DE VILARINHO DA FURNA

A Câmara Municipal de Terras de Bouro adjudicou à empresa Carlos Cosme, Construções Unipessoal Lda, a empreitada de “Criação de Espaços de Apoio à Visitação no Centro Interpretativo de Vilarinho da Furna”.

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A cerimónia de oficialização para a realização da obra decorreu a 26 de abril com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Manuel Tibo e o sócio-gerente da empresa adjudicatária, Carlos Alberto Estaca Cosme. Ficaram assim definidas oficialmente as necessárias e convenientes indicações para a concretização da obra, que representará um investimento no  valor de  52.623,60€ (cinquenta e dois mil seiscentos e vinte e três euros e sessenta cêntimos) com exclusão do Imposto sobre o Valor Acrescentado, a pagar de harmonia com os autos de medição elaborados na Divisão de Obras Municipais, Águas e Saneamento.

O empreiteiro obriga-se a executar a obra no prazo de 90 dias a contar da data da consignação da mesma, que tem por objetivos a melhoria de acessos e permanência dos visitantes a esta área, com parqueamento de viaturas e usufruto do espaço envolvente com arranjos urbanísticos e  implementação de espaços arborizados e iluminação.

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VILARINHO DA FURNA VIVE NA MEMÓRIA DOS SEUS HABITANTES

Em 1971 não se afundou apenas uma aldeia inteira. No fundo das águas do rio Homem não jazem apenas paredes graníticas e campos outrora verdejantes e cultivados. Ali, estão submersas memórias de um povo que vivia em comunidade e partilhava tudo. Hoje, partilham o sentimento de tristeza por já não terem a sua Vilarinho da Furna.

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Vilarinho da Furna. Por Benkeboy

No dia 1 de janeiro de 1971, flocos de neve caíam suavemente sobre os telhados desta aldeia, perdida entre as serras do Gerês e Amarela. Manuel Antunes lembra-se bem desse dia. E, se não se lembrasse, sempre teria as centenas de registos fotográficos que tem dos últimos dias que passou na aldeia.

Manuel Antunes, professor reformado da Universidade Lusófona e sociólogo, nasceu e cresceu naquela pequena aldeia da freguesia do Campo do Gerês, situada no extremo nordeste do concelho de Terras de Bouro, até aos 12 anos, altura em que foi estudar para Viana do Castelo. Contudo, continuava a visitar a aldeia sempre que possível, principalmente na altura das férias do Natal, da Páscoa e durante os três meses de verão.

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Habitantes de Vilarinho da Furna a saírem da aldeia. Por Manuel Antunes

Naquele primeiro dia do ano de 1971, Manuel Antunes, com cerca de 20 anos e já a viver e a estudar Filosofia em Lisboa, aproveitou as férias de Natal para visitar uma tia que ainda lá vivia e despedir-se da aldeia antes de esta se perder para sempre nas águas da albufeira.

“Vi o desmontar das casas, tirei umas fotografias, trouxe também alguns objetos para o museu e viemos embora no dia 2. Fomos as últimas pessoas de Vilarinho a sair de lá no dia 2 de janeiro de 1971”, contou em entrevista à EscapadaRural.

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Construção da barragem de Vilarinho das Furnas. Por Manuel Antunes

barragem de Vilarinho das Furnas acabaria por ser fechada em fevereiro de 1971, mas só foi oficialmente inaugurada a 21 de maio de 1972.

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Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna. Fonte: CM Terras de Bouro

“Um museu para evocar uma aldeia submersa”

Manuel Antunes, agora com 70 anos, é um dos maiores guardiães da memória de Vilarinho da Furna, antes mesmo da barragem ter sido construída. “Quando foi decidido construir a barragem, em 1967, eu lancei a ideia de criar o Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna”, recorda. Uma ideia que classifica de “mirabolante”, mas que permite hoje em dia não esquecer a extinta aldeia comunitária.

Foi também ideia do sociólogo levar algumas das casas de Vilarinho da Furna para construir o próprio museu, que foi inaugurado em 1989 e pode ser visitado a poucos quilómetros da aldeia, na sede da freguesia, Campo do Gerês. “O fundamental do museu são as próprias casas trazidas de Vilarinho”, afirma.

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Desmontar de uma das casas de Vilarinho da Furna. Por Manuel Antunes

O Museu Etnográfico foi construído com as pedras de duas casas de Vilarinho da Furna e a capela da aldeia foi utilizada para construir as fundações do edifício. “Foi a maneira que eu encontrei na altura para manter a memória de Vilarinho”, explica Manuel Antunes, acrescentando que não há nenhum outro lugar no mundo que tenha “um museu para evocar uma aldeia submersa”, com a exceção do Museu da Luz, construído em 2003 para recordar a Aldeia da Luz.

Mas, ao contrário da Aldeia da Luz, submersa pelas águas da barragem do Alqueva, em 2002, em Vilarinho da Furna não se fez nenhuma aldeia nova para onde as pessoas pudessem ir. “Para que é que interessava uma aldeia quando tinham tirado os campos, que era a principal fonte de rendimento”, argumenta Manuel Antunes.

 

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Vilarinho da Furna. Por Manuel Antunes

“A mais perfeita expressão da democracia”

As cerca de 250 pessoas que viviam na aldeia dispersaram-se pelas várias terras dos concelhos de Braga, Viana do Castelo, Ponte da BarcaPonte de LimaBarcelosVieira do Minho, Terras de Bouro, onde encontraram novas gentes, novos costumes. Mas onde também se perdeu a vida comunitária de Vilarinho da Furna.

sistema comunitário de Vilarinho resistiu ao avançar dos séculos, mesmo quando essa forma de viver caía em desuso na Europa.

A população da aldeia organizava encontros semanais – geralmente às quintas-feiras -, onde os representantes das várias famílias da povoação analisavam, até à exaustão, os problemas que a todos diziam respeito, e se decidiam, por vontade expressa da maioria, as soluções a adotar.

 

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Reunião da Junta. Por Manuel Antunes

As cerca de 250 pessoas que viviam na aldeia dispersaram-se pelas várias terras dos concelhos de Braga, Viana do Castelo, Ponte da BarcaPonte de LimaBarcelosVieira do Minho, Terras de Bouro, onde encontraram novas gentes, novos costumes. Mas onde também se perdeu a vida comunitária de Vilarinho da Furna.

sistema comunitário de Vilarinho resistiu ao avançar dos séculos, mesmo quando essa forma de viver caía em desuso na Europa.

A população da aldeia organizava encontros semanais – geralmente às quintas-feiras -, onde os representantes das várias famílias da povoação analisavam, até à exaustão, os problemas que a todos diziam respeito, e se decidiam, por vontade expressa da maioria, as soluções a adotar.

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Manuel Antunes. Fonte: AFURNA

Um mergulho em Vilarinho da Furna

Manuel Antunes guarda muitas memórias da sua infância na aldeia, algumas das quais estão registadas nos quatro livros que escreveu sobre Vilarinho da Furna e nas fotografias expostas no museu etnográfico. Mas guarda “essencialmente uma emocionante revolta”, porque as famílias receberam muito pouco.

“As famílias receberam, sem contar as casas, uma média de meio escudo por cada metro quadrado. Uma sardinha já custava um escudo”, compara. Assim, a Companhia Portuguesa de Eletricidade (antecessora da EDP) pagou pela aldeia toda cerca de 20 mil escudos, o que seriam cerca de 100 mil euros hoje em dia.

Foi um momento difícil para as 57 famílias que viviam em Vilarinho da Furna. “Pagaram pouco e só começaram a pagar em setembro de 1969 e depois deram um ano para as pessoas saírem de lá. Foi uma situação muito complicada”, explica o sociólogo.

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A destruição de Vilarinho da Furna. Por Manuel Antunes

Apesar de tudo, os habitantes da aldeia foram-se adaptando e hoje atenuam as saudades visitando o museu e a aldeia quando o nível da água o permite. Também foi criada em 1985 a Associação dos Antigos Habitantes de Vilarinho da Furna (AFURNA) com o objetivo de preservar, promover e estender no tempo a memória da aldeia.

“A aldeia está debaixo de água, tudo bem, mas a gente vai procurar rentabilizar o melhor possível”, assume Manuel Antunes. Para isso, foi ainda criado o Museu Subaquático de Vilarinho da Furna, em 2001, em parceria com a empresa de animação turística Cavaleiros do Mar, sediada em Viana do Castelo. Com máscaras, barbatanas e botijas de oxigénio é possível nadar entre as ruínas, entrar nas casas e explorar a aldeia de uma perspetiva diferente.

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Vilarinho da Furna. Por Daniela Goreti Batista Morence

Enquanto que alguns gostam de mergulhar na aldeia submersa, a maioria gosta de ver Vilarinho da Furna completamente a descoberto e andar pelo meio das ruas como se a barragem nunca tivesse sido construída e a aldeia numa tivesse sido apagada.

Apesar da seca que se faz sentir em Portugal atualmente, a aldeia de Vilarinho da Furna ainda permanece debaixo de água, mas “já se vê o topo de algumas casas”, conta o sociólogo com entusiasmo.

Este fenómeno vai acontecendo de tempos a tempos e é uma alegria para quem lá deixou as memórias enterradas. “A gente mata saudades. É um momento para a gente se encontrar”, diz Manuel Antunes na esperança de ver a sua aldeia em breve, se o rio Homem o permitir.

Fonte: https://www.escapadarural.pt/

PORTO CANAL NO MUSEU ETNOGRÁFICO DE VILARINHO DA FURNA

No dia 22 de fevereiro, uma equipa de reportagem do canal televisivo PORTO CANAL deslocou-se ao nosso concelho para efetuar filmagens para o programa VIVER AQUI, sobre a Aldeia de Vilarinho da Furna. Na ocasião, a Vereadora Municipal da Cultura, Drª Ana Genoveva, acompanhou a visita ao Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna. No local, a Sra. Vereadora fez uma visita pelo museu onde foi falando da aldeia, nomeadamente quando foi submersa, dos usos e costumes dos habitantes da aldeia comunitária, os trabalhos a que se dedicavam, o vestuário usado, como eram as casas, assim como da forma como viviam: o comunitarismo.

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Posteriormente, já na albufeira e junto à aldeia de Vilarinho da Furna, a convite da Sra. Vereadora, também se realizou uma entrevista ao Dr. Manuel Antunes, Presidente da AFURNA, Associação dos Antigos Moradores de Vilarinho da Furna, onde falou da sua experiência enquanto habitante da aldeia, as vivências e o processo de saída da mesma.

Tratou-se de mais uma oportunidade para dar a conhecer os hábitos ancestrais de quem habitou na aldeia de Vilarinho da Furna, hoje submersa.

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TERRAS DE BOURO: CURTA-METRAGEM DESTACA VILARINHO DA FURNA - CAMPO DO GERÊS

No âmbito dos apoios a projetos culturais de comprovado relevo, o Município de Terras de Bouro, na pessoa da Vereadora da Cultura, Drª Ana Genoveva,  acompanhou e comparticipou a logística  da  rodagem de uma curta-metragem na Barragem de Vilarinho da Furna, na freguesia do Campo do Gerês. A Sra. Vereadora foi receber a equipa e falou um pouco sobre a história da aldeia de Vilarinho da Furna, agora submersa.

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O filme Eu & Eu” de P a s s o s  Z a m i t h, concorrente ao Festival de Cinema, BRAGACINE, assim como a outros festivais nacionais e internacionais, retrata a ansiedade vivida por um jovem dos tempos modernos com todos os desconfortos, tristezas e histerias que retratam as sociedades de forma global no presente. Um filme atual, com forte interpretação e que nos impele a questionar o tema de, hipoteticamente, ouvir o nosso futuro “Eu”. Ao longo de quatro dias, uma equipa de produção cinematográfica  esteve no nosso concelho para filmar as paisagens do Campo do Gerês e mais concretamente da zona da barragem, além da oportunidade de divulgar, uma vez mais, a nossa cultura e a nossa gastronomia.

Apoiar a arte e os artistas é algo de fundamental para o nosso crescimento e desenvolvimento como sociedade e é desta forma que o  Município de Terras de Bouro regista com agrado a escolha do nosso concelho para a rodagem desta obra, assinalando mais uma vez o seu apoio e investimento na cultura, sendo que, esta é uma das prioridades municipais para enriquecer a criatividade, a inovação, o risco, a sensibilidade, o espírito crítico e a  tolerância para com os outros.

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TERRAS DE BOURO: EM 1932, VILARINHO DA FURNA PASSOU A TER POSTO DE GUARDA FISCAL

O Ministério das Finanças - Direcção Geral das Alfândegas - 2.ª Repartição - 2.ª Secção, através de Portaria publicada em Diário do Govêrno n.º 202/1932, Série I de 29 de Agosto de 1932, extinguiu o pôsto fiscal da coluna volante de Cutelo, da secção do Gerez, da 4.ª companhia do batalhão n.º 3 da guarda fiscal, e criou em sua substituïção o de Vilarinho das Furnas, que se passou a usar a denominação Pôsto de Vilarinho das Furnas e ficou  fazendo parte das referidas secção, companhia e batalhão.

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REQUIEM POR VILARINHO DA FURNA

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  • Texto e fotos do Prof. Doutor Manuel Antunes

Acabou de fazer 50 anos que foi tapada a barragem de Vilarinho da Furna, a aldeia comunitária, localizada no sopé da Serra Amarela, vizinha do Gerês.

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Aldeia de Vilarinho da Furna

As 57 famílias aí residentes já haviam abandonado a aldeia, até finais de 1970. Curiosamente, ainda lá estive no dia de Ano Novo de 1971.

É que a ameaça que pairava sobre Vilarinho transformou-se num espetro de morte. A companhia construtora da barragem chegou, montou os seus arraiais e meteu mãos à obra.

Esta surgiu progressiva e implacavelmente.

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Construção da barragem

Cada um procurou levar consigo tudo o que pôde… Os telhados desapareceram de dia para dia. Apenas ficaram as paredes nuas…

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A destruição da aldeia

A própria imagem do Crucificado foi transportada para a aldeia vizinha, para nunca mais voltar a Vilarinho.

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Procissão a caminho da igreja paroquial

Os turistas levaram os seus carros até à aldeia, pela primeira vez, através de um estradão que os próprios moradores tiveram que fazer.

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Turistas na aldeia

Os artistas fixaram na tela as últimas recordações…

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Pintor capta ruela da aldeia

E a própria empresa construtora da barragem acabou por andar atarefada com o transporte de uma ponte e de algumas casas para a construção do Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna.

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Desmontagem de uma casa para o Museu de Vilarinho

Vilarinho transformou-se num monte de ruínas. Da vida e recantos da aldeia comunitária não resta mais que um sonho.

Amortalhada num espesso manto de neve.

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Terras de Vilarinho cobertas de neve

Vilarinho ficou pronta para ser coberta pelo mortífero lençol de água…

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Assim se afogou uma aldeia

Os seus habitantes foram dispersos pelas mais variadas terras dos concelhos de Braga, Viana do Castelo, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Barcelos, Vieira do Minho, Terras de Bouro, etc., onde encontraram novas gentes, novos costumes.

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Dispersão das famílias de Vilarinho

Que a morte tenha sido o princípio de uma vida nova para

OS DESENRAIZADOS DE VILARINHO DA FURNA!...