Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BRAGA PARQUE RECEBE ACADEMIA SABERES E TRADIÇÕES

O Grupo Folclórico da Universidade do Minho dá início este sábado, dia 16, à Academia Saberes e Tradições, iniciativa que decorrerá junto à escadaria central do Braga Parque. Durante uma semana, de 16 a 24 de fevereiro, será possível conhecer e reviver algumas das mais características tradições minhotas.

jalberto.fernandes - s. joao-46.jpg

A Academia Saberes e Tradições terá como tema as romarias, com especial enfoque para o traje, para o arco da festa e para os diferentes domínios que estes espaços possuíam no dia a dia dos habitantes de toda a região Minho, dando aos visitantes a oportunidade de conhecer um pouco mais das antigas tradições da região.

Esta parceria com o Grupo Folclórico da Universidade do Minho é uma das diversas iniciativas que o Braga Parque tem para proporcionar momentos de lazer e cultura aos seus visitantes. Além de um espaço de compras de qualidade, o Braga Parque dinamizadiversas atividades ao longo do ano que o posicionam como um polo cultural da cidade de Braga.

GFUM_BRAGA_GRD.jpg

VIANA DO CASTELO: O QUE PARA NÓS - MINHOTOS - É UM PEITILHO, PARA OUTROS É UM... BABETE!

39398706_2051633631528166_1345253670584844288_n.jpg

“Mordomas de Santa Marta, são diferentes das mordomas das outras festas da freguesia, como a festa da Sra. do Livramento, a festa da Sra. das Dores, a festa das Colheitas, entre outras. As mordomas são as rainhas da Romaria, que transportam o traje preto, bordado a vidrilhos com casaca. O traje da mordoma de Santa Marta distingue-se dos trajes das outras freguesias, pelo uso do véu com tiara e com as pontas enroladas e presas com alfinetes de ouro. Envergam um peitilho de ouro bem distribuído, sem exagero no peso e na quantidade. O ouro ao peito da Mordoma de Santa Marta representa também o peitilho de ouro da padroeira, que é constituído pelo ouro das oferendas dos penitentes. A nossa Mordoma leva na mão uma vela votiva, como símbolo da virgindade da moça que deve ser de idade casadoira.”

- in “Regulamento do Desfile da Mordomia de Santa Marta de Portuzelo, na cidade de Viana do Castelo”

Fotos: Sérgio Moreira

51771384_779299972437517_4068709840480894976_n.jpg

52351656_351266432394555_2749799253021818880_n.jpg

CORAÇÕES DE VIANA EM VÉSPERA DO DIA DE S. VALENTIM

E em véspera do dia de São Valentim, um pouco da história dos Corações de Viana.

“Os corações de Viana têm origem marcadamente religiosa. Na antiguidade clássica o coração representava o centro da vida, da solidariedade, fraternidade e amor, sendo estas as características mais salientes na vida dos santos, por isso eram representados com o coração fora do peito.

51915475_2154882117934445_4911000670082957312_n.jpg

Estes corações sublinhavam o calor do amor com as chamas que brotavam da parte superior, sendo esta parte uma estilização dessas mesmas chamas, por isso chamarem-se corações flamejantes ou duplos.

Apareceram em Portugal com o culto ao Sagrado Coração de Jesus e daí o povo gostar de o usar ao peito como símbolo sagrado , com formas mais simplificadas.

Podem ser em chapa (ocos), filigrana ou chapa abatida e gravada.

Opados - ocos e bojudos, fabricam-se em chapa muito fina , decorados com finos fios de filigrana ou um granulado , com motivos de amor, florais ou religiosos . Podem ser flamejantes ou chamados duplos, por terem como que um duplo coração por cima do maior, mais não sendo que a estilização de chamas... Eram estes os mais usados pela mulher vianesa.

Em chapa – São em tudo semelhantes às “borboletas”, mas sempre flamejantes.

Os corações de filigrana, que aparecem hoje muitas vezes ao peito da vianesa, não eram usados noutros tempos com tal frequência, por causa da sua grande mão - de – obra e porque normalmente eram feitos em prata dourada, metal utilizado na maior parte dos que actualmente se fabricam.”

Manuel Freitas

Fonte: Maria Helena Evangelista / https://www.facebook.com/helenaevangelista?__tn__=%2CdC-R-R&eid=ARCz2fiv2GIFJf1DxFocMqp3L3cGXCXWHczMDm6rkk3QsgZIX4FjfSCku8rF1H15zmn53McoQ0-qRPUb&hc_ref=ARSVWDIiO-5ETnR8Jx8PFSmZbzRugnXE_IDbJRah03-TH5wpDKxn7mfsV1KAqE1a39k&fref=nf

51706790_2154882017934455_48467426035105792_n (1).jpg

51730894_2154882077934449_3605585050256539648_n (1).jpg

51989173_2154882114601112_7143437289434120192_n.jpg

52038596_2154882007934456_8909296931222585344_n.jpg

52072609_2154882071267783_7695297302289711104_n.jpg

52100180_2154882181267772_4618906017365753856_n (1).jpg

LENÇO DOS NAMORADOS

Invenção original, deliciosa e comovente do espírito minhoto, os lenços de amor ou namorados popularizaram-se a partir do séc. XIX. Se as meninas finas tendiam a bordá-los certinhos a ponto cruz, já as moçoilas do povo preferiram o pé-de-flor e o de cadeia, para composições ricas em corações, chaves, pombas, silva ou mãos unidas, incluindo quadras de amor… fatalmente semeadas de erros ortográficos, fruto da sua fraca literacia.

52011205_2154200578002599_1842846410878222336_n.jpg

Obra de rapariga casadoira, o lenço era uma declaração de amor íntima oferecida ao rapaz que desejava. Aceitando o namoro, o rapaz atava o lenço ao pescoço sobre o fato de domingo, exibindo-o com orgulho. Não sendo correspondida, este devolvia o lenço. Ontem como hoje, saindo das mãos das bordadeiras minhotas, um lenço de namorados continua a ser um presente de amor sempre único e precioso.

Texto e foto: Maria Helena Evangelista

ALENTEJO LEVA O CANTE AO FOLKLOURES'19

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho com o apoio da Câmara Municipal de Loures, no âmbito do FolkLoures’19

O Grupo Coral e Etnográfico “Os Camponeses de Pias” vai participar no Festival intercultural que terá lugar no dia 6 de Julho de 2019. A próxima edição do FolkLoures decorre de 29 de Junho a 6 de Julho de 2019, e incluirá conferências, exposições, feira de produtos tradicionais e um festival de folclore a ter lugar no Parque da Cidade, em Loures.

CapturarCante

Situado na margem esquerda do rio Guadiana onde o cante alentejano assume uma faceta mais alegre, o Grupo Coral e Etnográfico “Os Camponeses de Pias” foi criado em 1968 com o objetivo de interpretar as lindas modas da terra. A opção de envergar os trajes das atividades agrícolas de meados do século XX acompanhados por instrumentos de trabalho, acrescentou-lhe o colorido dos campos, afirmando a ligação do Cante à paisagem rural. O rigor de apresentação dos seus trajes tem-lhe permitido ganhar vários prémios ao longo da sua existência.

O rigor e qualidade das suas interpretações sob a direção de Barão Cachola, granjeou-lhe o respeito dos outros grupos e a atenção do meio musical, o que logo levou à gravação em 1973 de um Long Play e à presença no programa ZIP ZIP da RTP, tornando-se sócio fundador da Federação de Folclore Português. A entrada de Manuel Coelho para a direção do Rancho em 1980, gerou uma nova dinâmica, que se traduziu na sua internacionalização e na presença assídua em diversos espetáculos no país.

O Grupo Coral e Etnográfico “os Camponeses de Pias” tem sido convidado a participar em diversos projetos musicais. No seu portefólio encontramos participações com Vitorino Salomé, Lua Extravagante e Janita Salomé. No Pavilhão Atlântico em Lisboa acompanharam Caetano Veloso, Maria Bethânia assim como Rio Grande, Ala dos Namorados e Paulo Ribeiro. Tem participado em vários programas televisivos nacionais e estrangeiros, telenovelas e documentários, participado e organizado festivais de folclore.

Em 2003 lançaram o CD "Pias Tradição Musical" e em 2013 a coletânea “O Cante à Moda de Pias”, integram a Confraria do Cante Alentejano e desde o primeiro momento apoiaram a Candidatura do Cante Alentejano à Lista Representativa de Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.

O empenho do seu jovem diretor António Lebre, concretizou a abertura da já afamada “ Taberna dos Camponeses de Pias”, onde se pode cantar, gotejar bons vinhos e saborear as iguarias da terra; também a sua dedicação conseguiu que um  grupo de jovens cantadores criasse “Os Mainantes”. 

Neste caminho, as vozes do grupo mantém a mesma dolência e intensidade das memórias vividas na Aldeia de Pias. E com as cores do Cante continuam a participar nas cartografias do futuro onde a identidade de origem não se esquece, como poderão consultar no seu site (www.camponesesdepias.net ).

Layout 1

GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO PARTICIPA EM LISBOA NO PRÓXIMO FIM-DE-SEMANA, NAS CELEBRAÇÕES DO ANO NOVO CHINÊS

A convite da Embaixada da República Popular da China, o Grupo Folclórico Verde Minho vai participar uma vez mais nas celebrações do Ano Novo Chinês que vão realizar-se em Lisboa no próximo dia 9 de Fevereiro.

CapturarcHINAcARTAZ.PNG

As celebrações deste ano terão maior escala e importância uma vez que neste ano se comemora o 40º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre Portugal e a República Popular da China e ainda o 20º aniversário da transferência da administração de Macau.

O Porco de Terra é o animal e o elemento do Ano Novo Chinês 2019. O Porco é o animal do zodíaco cuja energia vai ser prevalecente durante 2019, juntamente com a Terra, o elemento do ano.

O calendário chinês rege-se pelos ciclos lunares em conjugação com a posição do sol, iniciando-se na noite de lua nova mais próxima do dia em que o sol passa pelo décimo grau de Aquário. As representações dos doze animais do horóscopo a que correspondem os anos no calendário chinês possuem a sua origem na lenda segundo a qual, os doze animais se apresentaram a Buda, correspondendo ao seu chamamento.

Ascende a mais de vinte mil o número de chineses que vivem em Portugal, oriundos principalmente da província de Cantão em virtude da sua proximidade com Macau, constituindo uma comunidade pacífica e trabalhadora, dedicada sobretudo ao comércio e com uma presença considerável na nossa região.

DSCF8087

应中华人民共和国大使馆邀请, 民间团体 "绿色明浩" 将再次参加将于 2月 9日在里斯本举行的中国新年庆祝活动。

明年的庆祝活动将更加大规模和重要, 因为今年是葡萄牙和中华人民共和国建交 40周年, 也是行政移交20周年澳门。

猪是一种动物, 中国的新年是2019年。猪是黄道带的动物, 它的能量将与当年的元素地球一起在2019年流行。

中国历法是由月球周期与太阳的位置一起控制的, 从新月的夜晚开始, 最接近太阳通过十年级的那一天。在中国历法中相应年份的十二种动物的表现在传说中有你的起源, 根据这个传说, 十二种动物展示了佛陀, 与你的呼唤相对应。

居住在葡萄牙的中国人超过2万人, 主要是因为你靠近澳门, 澳门是一个和平的社区, 勤奋, 特别致力于贸易, 有存在在我们地区相当大。

DSCF8144

GUIMARÃES DESAFIA A CURTIR AS SUAS TRADIÇÕES

Curtir Ciência e as Tradições de Guimarães

Se gosta das tradições de Guimarães. Se quer saber mais sobre a confeção dos doces tradicionais “Passarinhas e Sardões”. Se gosta de meter as mãos na massa. Então não perca a oficina que o Curtir Ciência dinamiza no dia 16 de fevereiro (sábado), a partir das 15H00.

Capturarcccaaagui.PNG

A oficina sobre estes tradicionais e populares doces de Guimarães é orientada por uma das poucas doceiras que ainda se dedicam a esta arte. Cidália Pereira, mais conhecida como «Cidália das Passarinhas», tem mais de 40 anos de dedicação a este mester e vai partilhar com os participantes os segredos desta tradição vimaranense.

O programa inclui, também, a intervenção de Catarina Pereira, Diretora da Casa da Memória de Guimarães, sobres as tradições ligadas aos “rituais” de enamoramento em Guimarães, como a Cantarinha dos Namorados, As Passarinhas e os Bordados.

Os populares doces, feitos com massa de centeio ou de trigo coberta com açúcar e enfeitados com pedacinhos de papel colorido, continuam a ser vendidos na cidade de Guimarães, principalmente em dezembro, por ocasião de Santa Luzia.

De acordo com a tradição, rapazes e raparigas trocavam estes doces como sinal de amor correspondido. Cidália Pereira é uma das poucas doceiras que ainda confecionam e vendem estes doces. Uma oficina diferente que contribui para reforçar a ligação do Curtir Ciência à comunidade e às pessoas e entidades que se empenham na preservação de tradições vimaranenses.

07A_0867.JPG

Cartaz CORAÇÃO.jpg

Cidalia Pereira.jpg