Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

PONTE DE LIMA RECUPERA AÇUDE DO RIO LIMA

Câmara Municipal de Ponte de Lima aprovou o projeto de Beneficiação e Recuperação do Açude de Ponte de Lima

No âmbito do projeto de Beneficiação e Recuperação Ambiental a implementar nas margens do Rio Lima, a Câmara Municipal de Ponte de Lima aprovou a Reconstrução do Açude no Rio Lima.

perspetivaaerea_piqueiro[1]

A intervenção visa encontrar uma solução que possa garantir a recuperação estrutural e hidráulica do Açude, bem como proporcionar condições de escoamento dos caudais sobre o açude semelhantes às que atualmente se verificam.

Esta ação justifica-se face ao estado de degradação que se tem vindo a assinalar e de acordo com avaliação efetuada pelo ICNF - Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, está associado aos regimes de caudais que galgam o açude, de grande variabilidade, o que provocou um ligeiro abaixamento da crista do açude.

A reconstrução preconiza ainda a introdução de uma rampa a jusante, de forma a naturalizar uma passagem de peixes em rampa, eventualmente com a inserção de pequenos obstáculos, garantindo-se um escoamento semelhante ao que atualmente se produz. De acordo com as orientações do ICNF, esta passagem deverá abranger toda a largura do rio, ou pelo menos parte significativa da sua largura, em função do caudal mínimo de dimensionamento.

ESPECIALIDADE GASTRONÓMICA DA LAMPREIA ATRAI VISITANTES AO MINHO

A lampreia dos rios Minho, Lima e Cávado atraem nesta época do ano elevado número de visitantes à nossa região. Trata-se de uma das mais afamadas especialidades da cozinha tradicional minhota e dos pratos mais apreciados pelos maiores conhecedores da nossa culinária.

img056.jpg

“Ó lampreia divina, ó divino arroz,

Comidos noite velha, em casa do Julião!

Sem ter ceias assim o que há-de ser de nós? Sofre meu paladar! Chora meu coração!”

(Afonso Lopes Vieira)

"A lampreia é, sem dúvida alguma, um dos mais importantes ex-líbris gastronómicos da cozinha tradicional portuguesa. Mais do que qualquer outra forma de preservação, incluindo eventuais medidas legislativas, o seu interesse gastronómico é, sem dúvida alguma, a principal garantia da sua própria sobrevivência."

Reza a História que, ao tempo do Condado Portucalense, D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, concedeu em 1125 ao Arcebispado de Tui o privilégio de tomar como suas as lampreias que apresassem no rio Minho, a montante da Torre da Lapela, a fim de abastecer os mosteiros e conventos por ocasião dos jejuns quaresmais. Mais recentemente, foi nas estantes da Biblioteca de Nápoles encontrado uma obra-prima da culinária portuguesa, remontando ao século XVI, com o título “Livro de Cozinha da Infanta D. Maria”. Com efeito, são inúmeras as referências históricas a tão afamada especialidade da nossa cozinha 

A lampreia já sobe os rios para desovar, depositando sob as rochas ou em pequenos ninhos escavados no leito milhares de minúsculos ovos que garantirão a sobrevivência da espécie. E morrem. Após a desova, as larvas permanecem no rio até que, por meio de metamorfose se tornam adultas. Nessa altura, migram para o mar onde permanecem até atingirem a sua maturação sexual. Existem, porém, espécies de água doce como as que se encontram no rio Nabão e respetivos afluentes, sobretudo as ribeiras de Caxarias, Seiça e Olival.

A lampreia é um ciclóstomo muito procurado por conceituados gastrónomos e outros apreciadores da nossa culinária. Ela faz os requintes das melhores mesas das mais afamadas unidades hoteleiras, atraindo numeroso público a localidades do nosso país que mantêm a tradição da sua confeção esmerada e o requinte de bem servir. No Minho, a lampreia dos rios Cávado, Lima e Minho constituem o ex-líbris da gastronomia local a promover o desenvolvimento económico daquela região. Não admira, pois, o relevo que lhe é conferido pelas entidades que superintendem a promoção turística e os próprios estabelecimentos de restauração. Mas, também perto de Ourém, o vizinho concelho de Tomar recebe anualmente milhares de visitantes que de longe se deslocam a fim de degustarem um apetitoso e suculento arroz de lampreia regado com os bons vinhos da região.

A preservação da lampreia nos nossos rios depende também da importância que lhe atribuímos, nomeadamente como parte integrante da nossa alimentação. Ao contrário do que à primeira vista se possa imaginar, não é a sua captura mas a poluição das águas e outros atentados ao ambiente que fazem perigar a sua sobrevivência.

Em virtude do período sazonal da desova, o seu consumo verifica-se geralmente entre Fevereiro e os finais de Abril. A partir daí, a lampreia apenas surge figurada na doçaria da Páscoa sob a forma de “lampreia de ovos”, e evocar as delícias de um prato que apenas pode voltar a ser apreciado no ano seguinte. Não admira, pois, que chegue inicialmente a atingir preços exorbitantes que, no entanto, não constituem razão que baste para desmotivar os melhores apreciadores de tão delicioso pitéu.

Refastelando-se na sua casa senhorial de Paredes de Coura, Aquilino Ribeiro, na sua obra “A Casa Grande de Romarigães” afirmava: “Não há como o arroz de lampreia, se lhe adicionarem uma colher de manteiga de pato”. Por seu turno, o poeta e gastrónomo António Manuel Couto Viana, no seu livro “Por horas de comidas e bebidas – crónicas gastronómicas”, dedica um capítulo inteiro à “lampreia divina”, como Afonso Lopes Vieira a designou. Escreveu Couto Viana o seguinte:

Já a correnteza das águas que jorram da vizinha Espanha se enfeitam com o aparato das estacas e redes, para prenderem, nas suas malhas, noite adiante, o fugidio ciclóstomo, a tentar disfarçar-se aos rés dos seixos do leito; o chupa-pedras tão apreciada por mim, quando de cabidela, afogado no arroz malandrinho, embebido no seu sangue espesso e escuro.

Também a fisga certeira, atirada, firme, dos altos, se os olhos penetrantes do pescador distinguem bem o vulto ondeante, faz içar a lampreia até às mãos ávidas, e lança-a, depois, para a vastidão de um saco que se quer a abarrotar.

(…)

Soberbo petisco! Com que gula a mastigavam os frades medievos torturados pelos jejuns quaresmais!

Com que gula a mastigo eu, em mesa que ma apresente opípara no arroz do tacho, em grossos toros aromáticos, ou à bordalesa, ou de escabeche, que nestas três artes se mantém ela tentadora e sápida”.

A lampreia é, sem dúvida alguma, um dos mais importantes ex-líbris gastronómicos da cozinha tradicional portuguesa. Mais do que qualquer outra forma de preservação, incluindo eventuais medidas legislativas, o seu interesse gastronómico é, sem dúvida alguma, a principal garantia da sua própria sobrevivência.

Com o talento dos mais consagrados artistas, o cozinheiro após pelar a lampreia, coloca-a num alguidar deitando sobre ela água a ferver. De seguida, abre-a da cabeça até ao fundo dos buracos e, junto à cauda, desfere-lhe um golpe para lhe retirar a tripa inteira. O sangue é guardado no mesmo recipiente onde a lampreia fica a marinar mergulhada em vinho tinto a que se juntam um ramo de salsa, uma folha de louro, um dente de alho, pimenta, colorau, sal e margarina. No dia seguinte, é feito um refogado onde é colocada a lampreia que fica a cozer durante cerca de quinze minutos, cuidando para que não se desfaça. Após o guisado, retira-se a lampreia. Ao caldo junta-se água no triplo do arroz que vai ao tacho e deixa-se ferver durante mais quinze minutos. Finalmente serve-se numa travessa funda, cobrindo o arroz com a lampreia, golpeada em troços.

20100227192422_lampreia1

PONTE DE LIMA COMEMORA DIA NACIONAL DA ÁGUA NUM ABRAÇO AO RIO LIMA

V Abraço ao Rio Lima: Dia Nacional da Água e o Dia Internacional do Idoso

Realiza-se amanhã, 1 de outubro, às 11 horas o V Abraço ao Rio Lima, iniciativa do Serviço da Área Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos, que desta forma assinala o Dia Nacional da Água e o Dia Internacional do Idoso.

A ação concentra-se junto ao rio Lima e para além da comunidade escolar conta com a presença dos utentes de instituições de solidariedade social do concelho. Junta-se ainda ao grupo uma delegação vinda de Xinzo de Limia, cerca de 100 alunos, no âmbito do protocolo de geminação, que este ano prevê a pernoita dos alunos de Xinzo na Quinta de Pentieiros, com vista a alargar os esforços de sensibilização a toda a extensão do rio, neste ano em que se comemoram os 30 anos de geminação, entre Ponte de Lima e Xinzo de Limia.

Para completar o Abraço ao Rio Lima, prevê-se a presença de mais de 1000 participantes, estando já confirmadas as seguintes Instituições de ensino: Escola Básica de Ponte de Lima (270 alunos), alunos do Jardim de Infância de Ponte de Lima (115 alunos), alunos do Centro Educativo das Lagoas (270), Centro Educativo de Freixo (21 alunos), Centro Educativo de Arcozelo (46 alunos), Centro Educativo da Ribeira (20 alunos); Jardim de Infância de Brandara (14 alunos), Jardim de Infância da Correlhã (73 alunos).

Quanto às IPSS´s confirma-se a presença da Casa da Caridade da Nossa Senhora da Conceição de Ponte de Lima, com 9 utentes; Centro Comunitário de Refoios - 13 utentes; Centro Social e Paroquial de Fornelos - 20 utentes; Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima- 14 utentes; Residência Sénior Lar Santa Maria dos Anjos – 9 utentes.

De realçar a adesão a esta iniciativa de outras entidades como a Universidade Fernando Pessoa; Escola Superior Agrária de Ponte de Lima; Unidade de Saúde Familiar Lethes; Unidade de Saúde Mais Perto; Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima; Destacamento Territorial dos Arcos de Valdevez; PSP – Escola Segura e o canoísta Fernando Pimenta.

A animação musical do evento estará a cargo do Clube de Música da EB 2, 3 António Feijó, Academia de Música de Ponte de Lima e da Rusga Típica da Correlhã.

PIROGA DO RIO LIMA

Oito pirogas monóxilas foram encontradas em Portugal. Apenas duas foram escavadas em contexto arqueológico. Mas ajudam a explicar os primórdios da navegação.

Em 1889, o arqueólogo Sebastião Estácio da Veiga era um homem fatigado. Tinha 71 anos e ligara-se quase acidentalmente ao tema, apesar de trabalhar na Subinspecção Geral dos Correios e Postas do Reino. Todas as carreiras passam por um momento definidor. No caso de Estácio da Veiga, esse momento ocorreu no Inverno de 1876, uma estação terrível no Sul de Portugal, durante a qual as tempestades e cheias redesenharam o litoral. Perante as notícias de artefactos submersos que emergiam depois das cheias, o governo deu-lhe instruções para fazer um levantamento dos tesouros arqueológicos. Dessa recolha, nasceram as “Antiguidades Monumentais do Algarve”, publicadas até ao ano da sua morte, em 1891.

Pirogas

Um dos debates na arqueologia europeia de então prendia-se com a navegação humana – quando começara e com que embarcações? “Grosso modo”, lembra o arqueólogo Francisco Alves, “há jangadas, canoas de pele ou couro, canoas de casca e canoas ou pirogas monóxilas. Ora, são estas que aparecem no registo arqueológico. E começaram por aparecer a Estácio da Veiga.”

Na verdade, o historiador não chegou a observar nenhuma piroga. Para sua frustração, chegou tarde de mais. As duas pirogas de que tomou conhecimento – a norte de Peniche e perto do estuário do rio Mira – foram destruídas e queimadas para lenha antes de ele chegar. No terceiro volume das “Antiguidades”, queixou-se que “a incúria dos indiferentes deixou completamente estragar.” Antes, em 1876, um colega, Silva Ribeiro, comunicara-lhe a observação de uma piroga revelada pelo recuo da maré numa camada de lodo aluvial. Quando Silva Ribeiro voltou para recolhê-la, nada restava.

Tardou um século até nova descoberta reavivar o interesse pelo tema. Em 1985, emergiram os restos de uma piroga do século X ou XI d.C e, onze anos mais tarde, foram encontradas mais duas (séculos VII/IX e VIII a X d.C.). O grande achado, porém, demorou um pouco mais. Em 2002, no rio Lima, foram detectados vultos no leito fluvial. Os trabalhos arqueológicos coordenados por Francisco Alves permitiram descobrir, entre 2002 e 2003, dois exemplares inesperados. Ambos datavam da Idade do Ferro (séculos V a II a.C.) e estão preservados há mais de uma década em solução aquosa para evitar a deterioração. “Pela primeira vez, tínhamos pirogas in situ e eram muito mais antigas do que as restantes”, diz. Provava-se, por fim, que também em Portugal se começara cedo a utilizar esta embarcação, como aliás referira o geógrafo Estrabão, na transição do século I a.C. para I d.C., contando que “para as marés altas e pântanos usavam-se embarcações de couro, porém, hoje, até as talhadas num só tronco são já raras”.

Em 2008, foram encontrados fragmentos de mais uma piroga no rio Lima. Contando com as duas observações indirectas de Estácio da Veiga, há portanto oito vestígios destas embarcações no território. Em 2013, Francisco Alves publicou um artigo, comparando as tradições monóxilas de Portugal e do Brasil. “Discute-se se a tradição foi levada para ali por europeus ou se nasceu independentemente, por poligénese”, diz. “Aceito o princípio de que comunidades humanas com recursos naturais e técnicas idênticas podem encontrar soluções técnicas semelhantes, pelo que é possível que as populações indígenas construíssem as embarcações antes da chegada dos europeus... Mas um facto é um facto: e no Brasil ainda não se descobriu nenhuma monóxila em contexto arqueológico pré-colonial.”

Na Primavera de 2014, os arqueólogos já não se queixam (tanto!) da incúria dos indiferentes. Duas pirogas medievais foram recuperadas, graças a uma parceria do Museu Nacional de Arqueologia (MNA) com o Museu de Arqueologia Subaquática de Cartagena e empresas privadas de transporte e seguros. Depois da impregnação em solução aquosa e transporte para Espanha, foram secas por liofilização. “Foi uma parceria virtuosa entre entidades públicas e privadas”, diz António Carvalho, o director do MNA. As pirogas, já consolidadas, regressaram no Verão passado e uma delas é a estrela da exposição “O Tempo Resgatado ao Mar”, no MNA, em Lisboa. 

Texto de Gonçalo Pereira. Ilustração de Anyforms

Fonte: http://www.nationalgeographic.pt/

PONTE DE LIMA VAI RECONSTRUIR O AÇUDE DO RIO LIMA

Câmara Municipal de Ponte de Lima aprova elaboração de projeto para a reconstrução do Açude do Rio Lima

A Câmara Municipal de Ponte de Lima aprovou a elaboração do projeto de reconstrução do Açude do Rio Lima, no âmbito do projeto de Beneficiação e Recuperação Ambiental a implementar nas margens do Rio Lima.

Face ao estado de degradação que se tem vindo a registar, associado aos regimes de caudais que galgam o açude, de grande variabilidade, provocou um ligeiro abaixamento da crista do açude, transformando-o num amontoado de pedras que próprio rio “arrumou” num declive suavizado, assim avaliou o ICNF – Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, em março último.

Desta forma, esta intervenção visa encontrar uma solução que possa garantir a recuperação estrutural e hidráulica do açude, bem como proporcionar condições de escoamento dos caudais sobre o açude semelhantes às que atualmente se verificam.

Neste contexto, a reconstrução preconiza a introdução de uma rampa a jusante, de forma a naturalizar uma passagem de peixes em rampa, eventualmente com a inserção de pequenos obstáculos, garantindo-se um escoamento semelhante ao que atualmente se produz. De acordo com as orientações do ICNF, esta passagem deverá abranger toda a largura do rio, ou pelo menos parte significativa da sua largura, em função do caudal mínimo de dimensionamento.

A Câmara Municipal de Ponte de Lima aprovou a abertura de procedimento, pelo valor de 12.000,00€+IVA.

MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA APROVA PUBLICAÇÃO DA OBRA “O RIO LIMA – MEMÓRIAS DE UM RIO MÍTICO”

A Câmara Municipal de Ponte de Lima aprovou na reunião realizada a 31 de março a publicação da obra “O Rio Lima - Memórias de um Rio Mítico”.

 

A obra coordenada cientificamente pelo Arqueólogo Carlos A. Brochado de Almeida pretende potenciar o vasto património ambiental, histórico, económico e social associado ao Rio Lima.

A obra retrata a longa história deste rio e sobretudo das comunidades que por ele são servidas, apresentando uma série de temáticas sobre a realidade física, geográfica, ambiental, humana e histórica de um curso de água que atravessa o território português distribuído por quatro concelRioLima_Fot_MiguelCostahos.

Ao nível de apoios, o Executivo Municipal deliberou atribuir uma comparticipação no valor de 13.250€ ao Clube Náutico de Ponte de Lima.

A verba destina-se à aquisição de serviços de programação de atividades Náuticas que o Clube Náutico de Ponte de Lima tem agendado para o corrente ano.

MASSEIRAS NO PORTINHO DE VILA PRAIA DE ÂNCORA

A imagem data de 1961 e mostra as masseiras no portinho de Vila Praia de Âncora. As masseiras, também designadas por gamelas, são pequenas embarcações de fundo chato, caraterísticas da costa portuguesa a norte da Figueira da Foz, sobretudo desde a foz do rio Minho ao rio Lima. São habitualmente usadas na pesca e na apanha do sargaço.

A foto pertence ao Centro Português de Fotografia.

PT-CPF-OLF-0053-000035_m0001_derivada

CHEIA DO RIO LIMA: UM LIVRO DE JOSÉ ERNESTO COSTA

“Cheia do Rio Lima” é simultaneamente um álbum fotográfico e uma antologia literária dedicada ao Rio Lima, mais precisamente a uma das facetas que as populações ribeirinhas dele conhecem há muitos séculos: as enormes cheias que tudo alagam em seu redor, as veigas verdejantes, o areal e as ruas da vila limiana, causando não raras as vezes avultados estragos.

img490

Nesta obra, editada em 2001, com fotografias de Délio Costa e José Ernesto Costa, o autor lembra então que “a barragem do Alto Lindoso, como supostamente era previsível, não guardou a água da intensa chuva”. Treze anos decorridos, a sina não mudou para as gentes da Ribeira Lima!

DIOGO BERNARDES: O POETA DE PONTE DA BARCA QUE CANTOU AO RIO LIMA

Diogo Bernardes é considerado o Poeta do Lima. Nasceu em Ponte da Barca em 1520 e faleceu em 1605. Foi Moço de Câmara d’El Rei D. Sebastião, tendo-o acompanhado a Alcácer-Quibir onde veio a ficar refém. Publicou “Rimas ao Bom Jesus eà Virgem Gloriosa sua Mãe”, “O Lima” e “Flores do Lima”.

427px-Diogo_Bernardes,_retrato

                                 Águas do claro Lima, que corria

                                 Pera mim, noutro tempo, claro e puro,

                                 Que correr vejo agora turvo, escuro,

                                 Quem afogou em vós minh'alegria?

 

                                 Cuidei que com vos ver descansaria

                                 Do mal do cativeiro, triste e duro;

                                 Mas mais sem gosto aqui, menos seguro

                                 Me vejo, do que me vi em Berberia.

 

                                 Mudança vejo aqui em arvoredos:

                                 Creceram muitos, muitos acabaram,

                                 Fez seu ofício em tudo a natureza;

 

                                 Duas cousas, porém, não se mudaram:

                                 Lugar e duro ser destes penedos,

                                 De vossos naturais teima a dureza. 

LIMIANOS ABRAÇAM O RIO LIMA

IV Abraço ao Rio Lima. Ponte de Lima celebrou o Dia Nacional da Água e o Dia Internacional do Idoso

O Município de Ponte de Lima celebrou esta terça-feira o Dia Nacional da Água e o Dia Internacional do Idoso, promovendo pela quarta vez consecutiva o Abraço ao Rio Lima.

Abraço ao Rio Lima1

A ação dirigida aos mais novos e aos mais velhos promoveu um encontro intergeracional, contando com a participação dos utentes de instituições de apoio à terceira idade, como a Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima; Centro Comunitário de Refoios, Casa de Caridade de Ponte de Lima; Centro Paroquial e Social de Fornelos e Centro Social de S. Martinho da Gandra.

Ao nível da comunidade escolar destaque para a presença de um grupo de 100 crianças e professores de Xinzo de Limia, localidade galega onde nasce o Rio Lima, na Serra de S. Mamede, geminada com Ponte de Lima; e dos Centros Educativos de Ponte de Lima, das Lagoas, da Ribeira, da Correlhã e o Jardim de Infância de Brandara, totalizando cerca de 1200 participantes.

De realçar a colaboração de outras instituições, nomeadamente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima e da Unidade de Saúde Familiar Lethes que unem esforços no sentido de alertar e sensibilizar para a necessidade da preservação do recurso hídrico mais importante do concelho de Ponte de Lima.

A par da ação simbólica que é o Abraço ao rio Lima, esta iniciativa também promoveu um Pedypaper denominado “rio lima”, enquanto os alunos do ensino especial e os séniores participaram numa ação preparada pela Unidade de Saúde Familiar Lethes, sobre a água na saúde.

Por sua vez os alunos do Curso de Animação Sócio Cultural da Escola Secundária de Ponte de Lima fizeram pinturas faciais ao longo da manhã com os vários grupos.

O Abraço ao Rio Lima, registou-se ao meio-dia com dezenas de crianças e utentes de instituições de acolhimento Sénior, a unirem simbolicamente as duas margens do Rio Lima, com palmas e felicitações ao Lima.

O Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Eng. Victor Mendes, acompanhado pela Vereadora do Ambiente, Eng. Estela Almeida, marcou presença na iniciativa como forma de mostrar a importância desta ação e do Rio Lima.

Abraço ao Rio Lima2

PONTE DE LIMA ABRAÇA O RIO LIMA

IV Abraço ao Rio Lima. Dia Nacional da Água e o Dia Internacional do Idoso

O dia 1 de outubro, Dia Nacional da Água e o Dia Internacional do Idoso, vai ser assinalado em Ponte de Lima, mais uma vez com a realização do IV Abraço ao Rio Lima. A iniciativa é dinamizada através do Serviço da Área Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos.

Abraço ao Rio Lima

Diversas instituições e entidades do concelho, associam-se a este evento, nomeadamente as escolas do Ensino Básico, Eb2/3, jardins de infância e utentes de instituições de acolhimento Sénior, a Escola Secundária, a Unidade de Saúde Familiar de Ponte de Lima, os Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima e a comunidade limiana de Xinzo de Limia – Espanha, com cerca de 100 alunos, prevendo-se no total mais de 1000 participantes.

Agendado para as 12h00, o Abraço ao Rio Lima será antecedido por um Pedypaper ao Rio Lima, como forma de sensibilizar para a preservação do recurso hídrico mais importante do concelho de Ponte de Lima.

Programa do “IV Abraço ao rio Lima”

09h30m – Receção aos participantes das Instituições, bem como da comunidade limiana e de Xinzo de Limia, que pretendam participar na iniciativa

10h00m – Sessão de Abertura do IV Abraço ao Rio Lima

10h15m – Pedypaper 'rio Lima'

11h00m – Lanche nas margens do rio

11h30m – Organização dos grupos para o Abraço

12h00m – “IV Abraço ao Rio Lima “

Rio Lima Abraço

DIOGO BERNARDES: O POETA DO LIMA

Diogo Bernardes é considerado o Poeta do Lima. Nasceu em Ponte da Barca em 1520 e faleceu em 1605. Foi Moço de Câmara d’El Rei D. Sebastião, tendo-o acompanhado a Alcácer-Quibir onde veio a ficar refém. Publicou “Rimas ao Bom Jesus eà Virgem Gloriosa sua Mãe”, “O Lima” e “Flores do Lima”.

427px-Diogo_Bernardes,_retrato

                                 Meu pátrio Lima, saudoso e brando,

                                 Como não sentirá quem Amor sente,

                                 Que partes deste vale descontente,

                                 Donde também me parte suspirando?

 

                                 Se tu, que livre vás, vás murmurando,

                                 Que farei eu, cativo, estando ausente?

                                 Onde descansarei de dor presente,

                                 Que tu descansarás no mar entrando?

 

                                 Se te não queres consolar comigo,

                                 Ou pede ao Céu que nossa dor nos cure,

                                 Ou que trespasse em mim tua tristeza:

 

                                 Eu só por ambos chore, eu só murmure,

                                 Que d'um fado cruel o curso sigo,

                                 Não tu, que segues tua natureza.

GALIZA: XINZO DE LIMIA CELEBRA FESTA DO ESQUECEMENTO

La Festa do Esquecemento en Xinzo de Limia se celebrará del 16 al 18 de Agosto de 2013

La Festa do Esquecemento, es organizada por la Asociación Cultural Civitas Limicorurum y se celebra por 1ª vez en el año 2001. El objetivo de la fiesta es la recuperación histórica de los hechos que ocurrieron en la época de romanización.

500

La belleza del lugar les hizo juzgar que se encontraban delante del legendario Río Lethes, el río del Olvido, que apagaba todos los recuerdos de la memoria de quien lo atravesara. Entonces, empuñando el estandarte de las águilas de Roma el comandante llamó desde la otra margen a cada soldado por su nombre. Asi les probó que ése no era el río del olvido, en gallego, "esquecemento".

Fotos: http://www.laregion.es/

500 (4)

500 (3)

500 (2)