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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PONTE DE LIMA VAI ACORDAR AMANHÃ COM AS RUAS COBERTAS DE TAPETES FLORIDOS

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As ruas do centro histórico de Ponte de Lima cobrem-se amanhã de tapetes floridos no dia da celebração do Corpo de Deus. A tradição de ornamentar as ruas para a procissão surge no início do século XVIII e, ano após ano, conta com o empenho e a devoção dos Limianos que, movidos pela fé, trabalham incansavelmente toda a noite, enchendo de cor e formosura as ruas que formam o itinerário da procissão. Para dar forma e cor aos desenhos, os moldes são enchidos com serrim, flores e ramos de arbustos, transformando as ruas em verdadeiras obras de arte que deslumbram os olhares dos visitantes.

PONTE DE LIMA: RUAS DO CENTRO HISTÓRICO VÃO COBRIR-SE DE TAPETES FLORIDOS PARA PASSAR A PROCISSÃO DE CORPO DE DEUS – 30 DE MAIO

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As ruas do centro histórico de Ponte de Lima cobrem-se de tapetes floridos no dia da celebração do Corpo de Deus. A tradição de ornamentar as ruas para a procissão surge no início do século XVIII e, ano após ano, conta com o empenho e a devoção dos Limianos que, movidos pela fé, trabalham incansavelmente toda a noite, enchendo de cor e formosura as ruas que formam o itinerário da procissão. Para dar forma e cor aos desenhos, os moldes são enchidos com serrim, flores e ramos de arbustos, transformando as ruas em verdadeiras obras de arte que deslumbram os olhares dos visitantes.

QUEM FOI O BEATO FRANCISCO PACHECO – UM LIMIANO MARTIRIZADO NO JAPÃO HÁ 398 ANOS?

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Em 20 de Junho de 1626, em Nagasáqui, o padre Francisco Pacheco foi martirizado a fogo lento juntamente com dezassete companheiros da Companhia de Jesus.

Francisco Pacheco era natural de Ponte de Lima e procedia de nobre linhagem. Era filho de Garcia Lopes Pacheco e Maria Borges de Mesquita.

Em 1585, ingressou na Companhia de Jesus e, dois anos depois, partiu para a Índia, de onde passou ao Japão. Sobreveio às perseguições ocorridas em 1614, tendo sido desterrado para Macau, após o que, mudando o trajo, introduziu-se disfarçadamente no Japão, tendo sido nomeado governador do bispado e Superior dos religiosos da Companhia de Jesus que prosseguiam clandestinamente a sua actividade missionária no Japão.

Em 1625, na sequência de denúncia, foi preso e encarcerado em Timabara, tendo posteriormente sido conduzido a Nagasáqui onde foi queimado vivo. Pio IX procedeu à sua beatificação em 7 de Julho de 1867.

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PONTE DE LIMA: REUNIDOS 5 MILAGRES AO BEATO FRANCISCO PACHECO

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  • Crónica de Adelino Tito de Morais

No âmbito do processo de canonização do Beato Francisco Pacheco (1585?-1626), a decorrer no Vaticano, o Postulador da Causa, o Padre João Caniço recolheu cinco milagres, intenções de santidade provenientes de Ponte de Lima, Custóias, Fornos de Algodres e Toronto (Canadá).

A notícia foi revelada durante um encontro realizado recentemente em Loures com aquele sacerdote, e consta do relatório a enviar pelo ex-Pároco do Lumiar, Lisboa, à Santa Sé. Na reunião, elencamos também as acções realizadas nos últimos dez meses pelo grupo dinamizador do desejo de santificar o ilustre jesuíta e conterrâneo, o Clube de Gastronomia de Ponte de Lima, que no decorrer de seus eventos na Europa, incluiu a capital italiana. O Padre João Caniço, satisfeito com as actividades já realizadas, salientou ainda que “necessitamos de obter a canonização, daí a existência de milagres a justificar a sua intercessão”.

Assim, recordemos que entre o trabalho de divulgação do missionário, realizou-se na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, uma exposição bio-bibliográfica, com apoio do município e do Pároco, agora também Vigário Geral da diocese de Viana do Castelo, Mons. José Caldas. Igualmente, a devoção ao mártir português no Japão tem sido intensificada, com a entrega da sua imagem, uma escultura de marfinite pintada, na sede da NATO em Bruxelas; na embaixada de Portugal junto da Santa Sé, Roma, e posteriormente a entidades portuguesas nos sectores da diplomacia, cultura e indústria, com sede no Brasil, Canadá e França. A primeira representação iconográfica do mártir foi colocada em Outubro 2021 na Igreja de S. António dos Portugueses em Roma, oferecida pelo grupo limiano ao seu Reitor, Mons. Agostinho Borges, adido eclesiástico de Portugal junto da Santa Sé, e ex-Prelado de Honra do Papa João Paulo II, recorde-se.

Entretanto, um novo encontro terá lugar em Itália com o embaixador de Portugal no Vaticano e outros membros do Dicastério Romano, para balanço de actividades e agendamento de outras. Aqui, podemos informar que está em curso o agendamento duma reunião em Agosto próximo em Ponte de Lima com os ilustres intervenientes na Causa de Canonização, vindos de Roma, de Lisboa e Braga. O programa incluirá ainda uma recepção pelo chefe da edilidade, Vasco Ferraz, pois o município pretende colaborar nos 400 anos do martírio do Beato Pacheco e seus companheiros (1626-2026). A finalizar, podemos ainda referir, que a tradução portuguesa do latim do poema PACIECIDOS, nas mãos da latinista conimbricense Carlota Urbano deverá ser concluída no corrente ano.

CAMINHA: TAPETES FLORIDOS MARCAM SOLENIDADE DO CORPO DE DEUS - 30 DE MAIO

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No concelho de Caminha, a tradição continua “viva”. Os tapetes floridos continuam a marcar a Solenidade do Corpo de Deus. No dia 30 de Maio, Dia do Corpo de Deus, Caminha e Vilarelho vão “acordar” engalanadas de tapetes floridos realizados pelos caminhenses.

Para além da religiosidade que lhe está associada, a Festa do Corpo de Deus continua a ser um cartão-de-visita da vila. Todos os anos, milhares de pessoas visitam Caminha e Vilarelho para admirarem as verdadeiras obras de arte elaboradas pelos caminhenses. Há várias semanas que as diferentes comissões de rua trabalham arduamente nos preparativos dos tapetes. De facto, na noite que antecede a festividade, passam a noite acordados a enfeitarem as ruas, com criatividade e empenho, motivos do quotidiano ou da sua fé, para que de manhã as ruas estejam prontas para serem admiradas. Este ano, os jovens do concelho que vão participar na Jornadas Mundiais da Juventude vão também contribuir para que os tapetes floridos continuem a ser um postal ilustrado do nosso concelho.

A Solenidade do Corpo de Deus é uma iniciativa do Arciprestado de Caminha, que conta com o apoio da Câmara Municipal. Para além de atribuir um subsídio à Paróquia de Caminha para apoio à festividade, o Município através dos seus trabalhadores está a dar o seu contributo para que os tapetes de flores continuem a ser uma referência. De facto, há várias semanas que os funcionários trabalham afincadamente: preparam os moldes para os desenhos, cortam os verdes, tingem as fitas de madeira e o serrim, que as diferentes comissões utilizam para engalanarem as ruas. No dia da elaboração dos tapetes também prestam todo o apoio necessário para que tudo corra dentro daquilo que é expectável. No final das celebrações, ainda fica a cargo do Município a limpeza das ruas.

Os tapetes floridos podem ser admirados a partir das primeiras horas da manhã. O dia termina com o Ofício Solene de Vésperas, na Igreja Matriz de Caminha, seguido da Procissão do Corpo de Deus e que conta com a participação de todas as paróquias do Arciprestado de Caminha e que percorrerá as ruas de Caminha e Vilarelho.

PONTE DE LIMA CELEBRA CORPO DE DEUS

TAPETES FLORIDOS | Procissão do Corpo de Deus

30 maio 2024

As ruas do centro histórico de Ponte de Lima cobrem-se de tapetes floridos no dia da celebração do Corpo de Deus. A tradição de ornamentar as ruas para a procissão surge no início do século XVIII e, ano após ano, conta com o empenho e a devoção dos Limianos que, movidos pela fé, trabalham incansavelmente toda a noite, enchendo de cor e formosura as ruas que formam o itinerário da procissão. Para dar forma e cor aos desenhos, os moldes são enchidos com serrim, flores e ramos de arbustos, transformando as ruas em verdadeiras obras de arte que deslumbram os olhares dos visitantes.

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VALENÇA ACOLHE HOJE O VI ENCONTRO DIOCESANO DA FAMÍLIA NA NOSSA SENHORA DA CABEÇA

O VI Encontro Diocesano da Família – Viana em Família, decorre este sábado, 18 de Maio, no Parque da Senhora da Cabeça, em Cristelo Covo, Valença

300 participantes é o número estimado pela organização nesta sexta edição.

As atividades começam às 9h00 com o acolhimento aos participantes no recinto do Parque do Santuário da Senhora da Cabeça.

Para as 10h00 está programada a mesa redonda “Família: uma vocação”.

Para as 11h30 está agendada a eucaristia e a bênção aos casais jubilares que será presidida pelo Bispo da Diocese de Viana do Castelo, Dom João Lavrador. Após um piquenique partilhado no frondoso parque da Senhora da Cabeça segue-se uma tarde muito animada com música e o jogo “Famílias Sem Fronteiras”, um concurso que contará com a participação dos arciprestados e vários movimentos de toda a diocese. Para as 17h00, estima-se o fim das atividades com um concerto musical.

O Parque do santuário da Senhora da Cabeça volta a acolher um grande evento distrital, proporcionando um espaço fantástico para a confraternização, para os momentos de fé no santuário e o desfrute da natureza no frondoso parque e na marginal do rio Minho.

A iniciativa é da Pastoral Familiar de Valença, da Pastoral Familiar de Viana do Castelo e da Diocese de Viana do Castelo e conta com o apoio da Câmara Municipal de Valença.

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NOSSA SENHORA FEZ A SUA APARIÇÃO HÁ 107 ANOS EM PONTE DA BARCA

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A ocorrência teve lugar no Barral, nos dias 10 e 11 de Maio de 1917, escassos dias antes das aparições em Fátima.

O protagonista do caso foi um pobre pastorinho, de nome SEVERINO ALVES, de dez anos de idade, filho de uma pobre e virtuosa viúva, e irmão de mais outros seis, todos eles muito tementes a Deus.

No dia 10 de maio de 1917, deviam ser oito horas da manhã, ia esse rapazinho a caminho do monte rezando o terço, como costumava fazer, quando numa ramada próxima da Ermida de Santa Marinha, sentiu um relâmpago que o impressionou.

Dá mais alguns passos, atravessa um portelo e defronta uma Senhora, sentada, com as mãos postas, tendo o dedo maior da mão direita destacado, em determinada direção. O seu rosto era lindo como nenhum outro, toda Ela cheia de luz e esplendor, de maneira a confundir vista, cobrindo-lhe a cabeça um manto azul e o resto do corpo um vestido branco.

Logo que o pequeno vidente a viu, caiu para o lado surpreendido com tal acontecimento.

Readquirindo ânimo, levantou-se, e exclamou: “Jesus Cristo!”. Nesse mesmo instante desapareceu a Visão.

O pároco da localidade, que não parecia ser um espírito que facilmente se dominava por factos, que não parecessem credíveis, ouviu com atenção o rapazinho, não só atendendo á fama de bem comportado, que gozava na localidade, mas atendendo à sinceridade e à precisão com que relatou tudo o que viu. O pároco aconselhou-o, finalmente, a que voltasse ao lugar da Aparição e pedisse a essa Visão que o informasse quem era.

No dia seguinte ao da primeira Aparição, dia 11 de maio de 1917, uma sexta-feira, deviam ser também oito horas da manhã, pois ia soltar as ovelhas e os carneiros a fim de os levar para o monte, sem que sentisse relâmpago algum, quando atravessava o portelo, deparou-se com a mesma Senhora, que estava sentada no mesmo sítio do dia anterior.

Nesse dia, 11 de maio de 1917, o rosto da Aparição desprendia-se em sorrisos. Quando a viu, o pastorinho caiu de joelhos e disse um pouco surpreendido (para não dizer assustado) o que o pároco lhe havia aconselhado: “Quem não falou ontem, que fale hoje”.

Então a Aparição com uma voz que era um misto de rir e cantar, diferente do falar de todos os mortais que tem visto, tranquilizou-o, dizendo-lhe: “Não te assustes, sou Eu, menino”. E acrescentou: “Diz aos pastores do monte que rezem sempre o terço, que os homens e mulheres cantem a ESTRELA DO CÉU, e se apeguem comigo, que hei-de acudir ao mundo e aplacar a guerra”.

Depois de dizer o que fica escrito, sem que a criança tivesse mais tempo que responder a tudo: “Sim, Senhora”, a Visão, olhando para uma ramada, acrescentou: “Que gomos tão lindos, que cachos tão bonitos!”

Mal o rapazinho tinha olhado para a ramada, voltando a cabeça, já a Visão tinha desaparecido. O privilegiado Vidente foi imediatamente avisar do acontecido as mães dos filhos da localidade que estavam no exército. A comoção do pequeno teria sido tamanha que depois destes factos, nunca mais quis voltar sozinho ao sítio da Aparição.

Às perguntas feitas, o rapazinho respondia sempre da mesma maneira: “Se quiserem acreditar, que acreditem, se não quiserem que não acreditem”, e acrescentava: “Eu fiz a minha obrigação, avisando como me mandaram”.

Local da Aparição de Nossa Senhora da Paz.

Texto e fotos: Maria Vilas Boas / https://www.facebook.com/aparicoes.barral/

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