“Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais”. Homenageia mortos da Grande Guerra. Ponto alto do programa acontece já no próximo domingo
De 11 de novembro a 14 dezembro Caminha vai promover a iniciativa “Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais”, composta por múltiplas atividades, com destaque para a Homenagem aos Mortos da Grande Guerra, que decorrerá no dia 11 de novembro. Esta iniciativa tem como objetivo assinalar dois factos históricos, o Armistício e o Assassinato de Sidónio Pais.
A coincidência de calendário faz com que ocorra em finais de 2018 o centenário de dois eventos relevantes da vida política nacional de inícios do século XX, com destaque para o Armistício, que em 11 de novembro de 1918 pôs fim à Primeira Guerra Mundial iniciada quatro anos antes e que sacrificara milhões de vidas humanas, entre as quais muitos militares portugueses, incluindo dezenas de jovens do Alto Minho. Era então Presidente da República Portuguesa o major Sidónio Pais, nascido em Caminha, que pouco mais de um mês depois, em 14 de dezembro, jazia assassinado após um ano de polémico governo.
Assinalando estes dois factos históricos e o impacto que ambos tiveram no município, na região e no país, a Câmara Municipal de Caminha e o Agrupamento de Escolas Sidónio Pais, com o apoio da União de Freguesias de Caminha e Vilarelho, o Centro de Formação Vale do Minho e o Locus Cinemae-Cineclube de Caminha, organizaram um vasto e diversificado programa de eventos dirigidos ao público em geral e à comunidade escolar em particular, que inclui cinema, exposições, conferências, mostra bibliográfica e colóquios, e tem o seu ponto alto na manhã de 11 de novembro, domingo, com uma solene homenagem aos combatentes e mortos do concelho na Grande Guerra.
Embora o programa arranque efetivamente no domingo, dia 11 de novembro, com uma série de iniciativas, de que se destaca a homenagem aos mortos da Grande Guerra, pelas 10H00, numa cerimónia no “Largo dos Combatentes”, no dia 9, terá lugar a exibição do filme “Cavalo de Guerra”, de 2012, um drama na categoria de “guerra”, de Steven Spielberg. Trata-se da história de Ted Narracot (Peter Mullan), “um camponês destemido e ex-herói de guerra. Com problemas de saúde e bebedeiras, batalha junto com a esposa Rose (Emily Watson) e o filho Albert (Jeremy Irvine) para sobreviver numa fazenda alugada, propriedade de um milionário sem escrúpulos (David Tewlis). Cansado da arrogância do senhorio, decide enfrentá-lo em um leilão e acaba comprando um cavalo inadequado para os serviços de aragem nas suas terras. O que ele não sabia era que seu filho estabeleceria com o animal uma conexão jamais imaginada. Batizado de Joey pelo jovem, os dois começam seus treinamentos e desenvolvem aptidões, mas a 1ª Guerra Mundial chegou e a cavalaria britânica o leva embora, sem que Albert possa se alistar por não ter idade suficiente. Já nos campos de batalha e durante anos, Joey mostra toda a sua força e determinação, passando por diversas situações de perigo e donos diferentes, mas o destino reservava para ele um final surpreendente”. O filme será exibido pelas 21H45, no Valadares, Teatro Municipal, com o apoio da Locus Cinemae.
Homenagem aos Mortos da Grande Guerra
Domingo, dia 11, o dia começa com a Cerimónia no “Largo dos Combatentes”, em pleno Centro histórico de Caminha, pelas 10H00, seguida da inauguração da mostra bibliográfica ‘A Livraria do Coronel Júlio Torres’ e da exposição “Da Batalha de Lalys ao Armistício”.
‘A Livraria do Coronel Júlio Torres’ poderá ser visitada durante um mês na Biblioteca Municipal de Caminha. Trata-se de um espólio que foi constituído ao longo da vida do Coronel e que o terá acompanhado pelas diversas residências, designadamente, Braga, Porto, Lisboa ou Caminha. 1876 e 1949 são as datas extremas que as edições apresentam. Os temas predominantes nestes volumes são: literatura portuguesa e estrangeira, sobretudo francesa; história; geografia; política; filosofia; estratégia militar e viagens. Os autores são de renome e alguns já raros ou muito ausentes nos catálogos do sec. XXI.
A exposição “Da Batalha de Lalys ao Armistício” poderá ser visitada no Museu Municipal de Caminha.
À tarde há cinema e muito atual. Desta vez, o filme a exibir é “Soldado Milhões”, de Gonçalo Galvão Teles e Jorge Paixão da Costa. É uma produção deste ano, destinada a maiores de 12 anos. Acompanha o percurso do soldado Milhais, que valia milhões, através das suas memórias da guerra.
Cinema, conferências e colóquio marcam o programa
Dias 12 e 13 de novembro volta a ser exibido o mesmo filme, no Cineteatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora, com sessões para alunos do Agrupamento de Escolas Sidónio Pais.
Sexta-feira, dia 16 de novembro, pelas 18H00, “A Maçonaria e a Loja Ancorense Vedeta do Norte” é o tema da conferência com Paulo Torres Bento e um convidado da Maçonaria. Sobre esta temática, Paulo Torres Bento (Professor de História e historiador de temas locais e regionais) escreve ‘por meados do mês de novembro de 1914, em dia incerto e lugar desconhecido do Vale do Âncora, reuniu-se um grupo de indefetíveis e históricos republicanos ancorenses para constituírem um Triângulo maçónico, que em poucos meses evoluiria para uma Loja com o sugestivo nome de “Vedeta do Norte”. O momento era dramático para o Grande Oriente Lusitano, a mais antiga e principal confissão da Maçonaria portuguesa, que tinha sofrido uma grave dissidência em meados desse ano, mas a nova oficina veio reforçar o movimento maçónico na região, afirmando-se nos tempos conturbados da República como uma das três únicas lojas de todo o Minho. A recente oportunidade de estudar parte do seu espólio documental proporcionou que se possam agora começar a revelar os seus segredos’.
Na semana seguinte, a 23 de novembro, também pelas 18H00, decorrerá a conferência “A Pneumónica no Concelho de Caminha”, com Aurora Rego (Doutorada em História, investigadora da História das Populações, Comunidades Marítimas ou Relações Transfronteiriças, privilegiando o território do concelho de Caminha e do Alto Minho) e Luís Belo (diretor do Hospital Particular de Viana do Castelo). ‘Considerada a última pandemia da Humanidade, a pneumónica ou gripe espanhola produziu efeitos significativos na evolução da população do concelho de Caminha. Que conjuntura socioeconómica lhe está associada? Que impacto teve a sua incidência nas diferentes freguesias? Que segmentos etários e profissionais foram mais atingidos? Como responderam as autoridades locais e assistenciais durante a sua erupção e contágio? O quadro geral encontrado no concelho de Caminha corresponde ao do território vizinho?’ são alguns dos aspetos a ser desenvolvidos na presente comunicação. Doutorada em História, Aurora Botão Rego tem-se dedicado à investigação desde há uma década em estudos relacionados, entre outros, com a História das Populações, Comunidades Marítimas ou Relações Transfronteiriças, privilegiando o território do concelho de Caminha e do Alto Minho.
Colóquio “Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais” com José Santos, Paulo Torres Bento, Armando Malheiro e Fernando Rosas
No dia 8 de dezembro, terá lugar o colóquio “Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais”, composto por dois painéis “O CEP e os Militares do Concelho de Caminha”, orientado pelo sargento José Santos e Paulo Torres Bento, e “Sidónio, a Guerra e a Política”, com Armando Malheiro e Fernando Rosas. Esta formação dirige-se a todos os grupos de professores e educadores.
O colóquio terá inicio, pelas 10H00, no Valadares, Teatro Municipal de Caminha, cuja abertura está a cargo de Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal de Caminha; Maria Esteves, diretora do Agrupamento de Escolas Sidónio Pais, e Jorge Oliveira Fernandes, diretor do Centro de Formação Vale do Minho.
O painel “O CEP e os Militares do Concelho de Caminha” apresenta as comunicações ‘Os militares do concelho de Caminha a e Brigada do Minho na Flandres’, por Paulo Torres Bento (Professor de História e historiador de temas locais e regionais) e ‘Na pele do soldado Português na Grande Guerra: necessidades e realidades’, com José Manuel Alves dos santos (Sargento Ajudante do Exército, historiador de temas militares).
O painel e “Sidónio, a Guerra e a Política” encerra o colóquio com as intervenções ‘Portugal na 1ª Guerra Mundial, o quadro interno e o quadro externo’, a cargo de Fernando Rosas (Doutor em História, Universidade Nova de Lisboa) e ‘Sidónio Pais, o Sidonismo e a 1ª Guerra Mundial’, por Armando Malheiro da Silva (Doutor em História, Faculdade de Letras da Universidade do Porto).
Exposição “A participação dos soldados monçanenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918)” na Casa Museu de Monção até 25 de agosto
Está patente ao público até ao próximo dia 25 de agosto, na Casa Museu de Monção/Universidade do Minho e seus Jardins a exposição intitulada - A participação dos soldados monçanenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918).
Nesta exposição é possível observar um acervo gentilmente cedido pelo Dr. Manuel Penteado Neiva, que foi usado por soldados portugueses que integraram o Corpo Expedicionário Português e mais propriamente a designada “Brigada do Minho”, composto por objetos originais tais como capacetes e invólucros de armas designados como a “arte das trincheiras”, espadas, revolveres, máscara anti gás, o telefone usado nas trincheiras, mapas, objetos do quotidiano como o cantil, o prato de marmita, o garfo e a colher, moedas e notas da época, condecorações, bibliografia essencial da Grande Guerra, entre outras.
Nos jardins da Casa Museu de Monção foi montada uma réplica de uma trincheira e um abrigo (ninho) de metralhadoras, sendo possível observar o armamento usado neste conflito, como espingardas e metralhadoras.
Para além deste espólio, muitos familiares de homens monçanenses que participaram neste conflito cederam o seu espólio e cadernetas militares que estão patentes ao público.
Trata-se de uma iniciativa conjunta da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho com a Liga dos Combatentes - Núcleo de Monção e conta com a colaboração do Dr. Manuel Penteado Neiva (cedência espólio), do Município de Monção e do Museu Militar do Porto e de Lisboa.
No sábado dia 25 de agosto decorrerá a cerimónia de encerramento com a conferência proferida pelo Tenente-General Alexandre Sousa Pinto O Exército Português e a Grande Guerra, pelas 16h00.
Lembrete: Dia 11 de Agosto (sábado) - Inauguração da exposição A participação dos soldados monçanenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918) com realização de conferência
A partir do próximo dia 11 de agosto, estará patente ao público na Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho e nos seus Jardins a exposição intitulada - A participação dos soldados monçanenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918).
A Exposição estará patente ao público até 25 de agosto
Trata-se de uma iniciativa conjunta da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho com a Liga dos Combatentes - Núcleo de Monção e conta com a colaboração do Dr. Manuel Penteado Neiva (cedência espólio), do Município de Monção e do Museu Militar do Porto.
Título da exposição: A participação dos soldados monçanenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918)
Exposição patente ao público de 11 a 25 de agosto
Casa Museu de Monção/Universidade do Minho
PROGRAMA GERAL
11 de agosto (sábado)
15h00 - Abertura da Exposição: A participação dos soldados monçanenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918). Visita guiada pelo Dr. Manuel Penteado Neiva
16h00 – Conferência pelo Prof. Henrique Rodrigues Perfis do Corpo Expedicionário Português. O caso dos militares do Alto Minho, participantes na 1ª Grande Guerra.
25 de agosto (sábado)
16h00 – Conferência pelo Tenente-General Alexandre Sousa Pinto O Exército Português e a Grande Guerra.
Dia 11 de Agosto (sábado) - Inauguração da exposição "A participação dos soldados monçanenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918)" com realização de conferência
A partir do próximo dia 11 de agosto, estará patente ao público na Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho e nos seus Jardins a exposição intitulada - A participação dos soldados monçanenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918).
A Exposição estará patente ao público até 25 de agosto
Trata-se de uma iniciativa conjunta da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho com a Liga dos Combatentes - Núcleo de Monção e conta com a colaboração do Dr. Manuel Penteado Neiva (cedência espólio), do Município de Monção e do Museu Militar do Porto.
Título da exposição: A participação dos soldados monçanenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918)
Exposição patente ao público de 11 a 25 de agosto
Casa Museu de Monção/Universidade do Minho
PROGRAMA GERAL
11 de agosto (sábado)
15h00 - Abertura da Exposição: A participação dos soldados monçanenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918). Visita guiada pelo Dr. Manuel Penteado Neiva
16h00 – Conferência pelo Prof. Henrique Rodrigues Perfis do Corpo Expedicionário Português. O caso dos militares do Alto Minho, participantes na 1ª Grande Guerra.
25 de agosto (sábado)
16h00 – Conferência pelo Tenente-General Alexandre Sousa Pinto O Exército Português e a Grande Guerra.
No âmbito do centenário do fim da I Guerra Mundial, Maurizio Padovan apresentou “O Violino do Soldado” em Ponte da Barca
O músico, professor e investigador italiano Maurizio Padovan apresentou, na passada sexta-feira, em Ponte da Barca, o concerto-conferência “O Violino do Soldado”. A iniciativa, inserida nas comemorações do centenário do fim da Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918), decorreu em duas sessões, à tarde para o público escolar e à noite para o público em geral, com o propósito de mostrar a importância da música durante a primeira grande guerra.
Entre vários aspetos de natureza política, económica, social e cultural relacionados com a 1ª Guerra Mundial, Maurizio Padovan explicou, com recurso a fotografias e vídeos que documentam a época e com a ajuda do seu violino que, durante este conflito, a música acompanhava as tropas nas longas horas nas trincheiras, no curso das marchas ou, durante o repouso, nas segundas linhas. À falta de instrumentos musicais, os soldados improvisavam e recorriam às matérias-primas que tinham como bidões ou caixas de munições para construir os seus próprios instrumentos musicais, mais toscos mas que serviam as funções.
Os soldados cantavam para ganhar coragem antes de entrarem em combate, para vencerem as saudades da família, para esquecer os sofrimentos da frente de batalha ou da prisão, como protesto ou para manter a esperança. Foi esta esperança e ilusão transmitidas pela música que permitiu a sobrevivência de muitos soldados.
O Museu de Marinha vai inaugurar no próximo dia 18 de abril, às 17 horas, uma exposição dedicada à participação da Marinha Portuguesa na I Guerra Mundial, intitulada “A Marinha na Grande Guerra”.
Com o deflagrar do conflito armado que se generalizou entre as principais potências europeias em 1914, Portugal viu-se perante o desafio de manter uma posição de não-beligerância, assegurando de igual modo a soberania sobre os territórios nacionais. À Marinha Portuguesa competiu a salvaguarda dos interesses do Estado nas águas nacionais, na metrópole e nas colónias, garantindo a defesa e vigilância dos portos, da navegação e das principais vias de comunicação marítima.
E, passados cem anos, o grande desafio da exposição passa por manter a memória de todos aqueles que, em terra e no mar, intervieram e participaram na Grande Guerra, entre 1914 e 1918, alguns inclusive com o sacrifício da própria vida, garantindo dessa forma a defesa de Portugal.
A exposição é temporária e estará em exibição entre 18 de abril e 11 de novembro de 2018. De salientar que a exposição é gratuita, na medida em que visitar a exposição permanente do Museu de Marinha, que custa entre 3,25€ e 6,50€, dará também acesso a visitar a exposição temporária, sem qualquer custo adicional.
Fafe assinalou, esta manhã, o Centésimo Aniversário da Batalha de La Lys, com uma missa na Igreja Nova de S. José e a Cerimónia Militar de Homenagem aos Combatentes, junto ao Monumento aos Mortos Combatentes da Grande Guerra.
Durante a Cerimónia, presidida pelo Coronel da Cavalaria José D. A. Graça Ralambas, comandante do Regimento de Cavalaria Nº6, foi lida a mensagem do Presidente da Liga dos Combatentes, General Chito Rodrigues, na qual se enalteceu “o sacrifício e valor daqueles que se bateram durante a grande Guerra em África e na Flandres. Ao pronunciarmos a expressão ‘La Lys’ evidenciamos respeito e profunda homenagem ao sacrifício de um povo e dose seus soldados., a coragem e a determinação de uma juventude que, ao serviço das Forças Armadas Portuguesas.
A Batalha de La Lys pode ser considerada um ex líbris do combatente português do séc. XX e XXI.”
“A nossa terra é conhecida por ser a terra da justiça e, nesse sentido, não poderíamos deixar passar em claro uma data com o peso que a Batalha de La lys possui na nossa história contemporânea.
O monumento que temos junto a nós e que, desde o dia 12 julho 1931, evoca os soldados mortos em combate na primeira Guerra Mundial, é um símbolo vivo e diário que nos relembra os fafenses que perderam a vida durante esta batalha mas também os demais que não regressaram com vida desta Guerra hedionda.”, revelou o Presidente da Câmara Municipal de Fafe, Raul Cunha.
O Autarca revelou ainda que “foram 36 os fafenses que tombaram em combate. Dezanove no continente europeu, onze em Moçambique e seis em Angola. Só na Batalha de La Lys faleceram nove. O nome de cada um deles e a sua proveniência estão registados para sempre neste momento. Permitam-me que evoque, também hoje, um dos mais notáveis militares desta nossa terra e que o país sempre reconheceu como patriota exemplar, como democrata convicto e como incansável defensor dos direitos humanos. Refiro-me ao Major Miguel Ferreira, também ele interveniente neste conflito Mundial.”
“Que batalhas como esta se não repitam e que a paz seja duradoura no quotidiano das nações é o nosso maior desejo e a ambição por que trabalhamos em nome do bem comum.”, concluiu.
A cerimónia terminou com o Hino da Liga dos Combatentes. Esta foi uma comemoração promovida pelo Núcleo de Braga da Liga dos Combatentes com o apoio do Município de Fafe.
Município de Esposende homenageou combatentes da 1.ª Grande Guerra no centenário da Batalha de La Lys
No dia em que se assinala o centenário da Batalha de La Lys, 9 de abril, o Município de Esposende prestou homenagem aos combatentes esposendenses da 1.ª Grande Guerra, numa evocação que integrou a celebração de uma missa e visitas aos cemitérios de Marinhas e de Esposende, para deposição de uma coroa de flores e onde se fizeram ouvir os toques do silêncio, de homenagem aos mortos, e de alvorada.
Na celebração, que teve lugar na Igreja Matriz de Esposende, o Arcipreste de Esposende, Padre Delfim Fernandes, aludiu à memória dos 197 combatentes do concelho que combateram na 1.ª Grande Guerra e aos 15 esposendenses que perderam a vida na Batalha de La Lys, lembrando o seu heroísmo e agradecendo “a vida que deram por nós”.
Na visita que se seguiu ao Cemitério de Marinhas, ao Talhão dos Combatentes da Grande Guerra, o Presidente da Junta de Freguesia de Esposende, Marinhas e Gandra, Aurélio Neiva, referiu que mais de três dezenas de marinhenses estiveram na “fatídica” Batalha de La Lys, um dos quais morreu em combate e ficou sepultado em França. Considerando a homenagem extensiva a todos os combatentes portugueses, Aurélio Neiva saudou a Câmara Municipal por mais esta iniciativa do programa evocativo do Centenário da 1.ª Grande Guerra.
“Temos obrigação moral de não deixar passar estas datas em branco”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, numa breve intervenção, onde lembrou os “milhares de jovens” que foram mobilizados para a guerra, 197 dos quais do concelho de Esposende.
“O Município empenhou-se e continuará empenhado na preservação da memória e na defesa daquilo que é mais importante”, referiu Benjamim Pereira, lembrando que, no âmbito do programa evocativo do Centenário da 1.ª Grande Guerra, falta cumprir a promessa da edificação do Monumento aos Combatentes. Assumiu, contudo, que este projeto será uma realidade e anunciou que, no próximo mês de novembro, se realizará a anunciada Conferência sobre o Armistício, acrescentando que decorrerá, ainda, uma vigília pela paz. Benjamim Pereira espera que esta iniciativa mobilize a comunidade esposendense, particularmente, os jovens, envolvendo a todos num “sentimento de partilha e de união em torno de causas”.
Benjamim Pereira agradeceu a todos quantos se associaram a estas cerimónias evocativas e referiu que, também hoje, o Presidente da Comissão das Comemorações do Centenário da 1.ª Grande Guerra para Esposende, Manuel Albino Penteado Neiva, depôs uma coroa de flores e uma placa evocativa, no cemitério de Richebourg, em França, junto dos túmulos dos combatentes esposendenses aí sepultados.
No Cemitério de Fão, no Talhão dos Combatentes da Grande Guerra, o Presidente da Junta da União das Freguesias de Apúlia e Fão, Luís Peixoto, destacou a pertinência e a importância de lembrar e homenagear os “heróis” que estiveram em frentes de batalha.
Em jeito de enquadramento, Ivone Magalhães, do Museu Municipal de Esposende, deu nota da participação dos esposendenses na 1.ª Grande Guerra, 6 dos quais se encontram sepultados no Cemitério de Fão e 17 no de Marinhas, cemitérios onde o Município criou talhões oficiais aos combatentes, razão pela qual esta evocação apenas englobou visitas a estes cemitérios, como explicou o Presidente da Câmara Municipal.
Autarquia famalicense lança obra e inaugura exposição alusivas à Batalha de La Lys
“Até que se ia aproximando o 9 de Abril, esse dia horroroso em que se travou um dos mais terríveis combates com os Portugueses”. José Gomes Pereira não poupou nas palavras para descrever o que viveu na Batalha de La Lys, em 1918, em plena Grande Guerra. “Pelas 03h30 da madrugada se travou este terrível combate, ouvindo-se os primeiros tiros. Os alemães começaram bombardeando as trincheiras fortemente e com os canhões de grosso calibre, cercando lá ao largo com milhares de granadas. Os carros de munições de artilharia portuguesa andaram num sarilho, enquanto puderam transportando granadas por debaixo do fogo inimigo. O bombardeamento era terrível por toda a parte, cortando as estradas e as comunicações telefónicas das trincheiras. Aonde quer que se viam soldados espedaçados pelos estilhaços da artilharia que se entrelaçavam por entre nós”.
O diário deste soldado natural de Vila Nova de Famalicão, que integrou o corpo expedicionário português que participou na Batalha de La Lys, foi um dos vários objetos doados por familiares e amigos de expedicionários naturais do concelho para integrar a exposição “A I Grande Guerra e a sua repercussão em Vila Nova de Famalicão”, inaugurada esta segunda-feira no Museu Bernardino Machado, no âmbito das comemorações do centenário do combate.
A inauguração da mostra, que vai estar patente até inícios de junho, foi um dos pontos altos das celebrações promovidas hoje pela autarquia de Vila Nova de Famalicão, marcadas por duas palavras de ordem: memória e gratidão.
“É importante não esquecermos os que sacrificaram a sua vida a defender, com dignidade, a nossa bandeira e a nossa pátria. De Vila Nova de Famalicão partiram para França cerca de quinhentos homens, temos uma ligação forte com este momento da nossa história e, por isso, não podíamos deixar passar em branco este primeiro centenário da Batalha de La Lys”, referiu a propósito o vereador da Cultura da autarquia, Leonel Rocha.
O dia ficou ainda marcado pela celebração de uma missa em honra dos ex-combatentes, pelo descerramento de uma lápide comemorativa no monumento “Aos Mortos da Grande Guerra”, localizado na Praça 9 de Abril, e ainda pelo lançamento e apresentação do “Dicionário dos expedicionários famalicenses (1914-1918)”, obra lançada pela Câmara de Famalicão da autoria do investigador Amadeu Gonçalves e que desvenda os nomes dos cerca de 500 famalicenses que combateram em La Lys e que responde a perguntas como: “O que lhes aconteceu?” “Quem foi feito prisioneiro?” “Onde?” “Quem sobreviveu?” “Quem morreu?”.
Recorde-se que a Batalha de La Lys foi considerada um dos maiores desastres militares da História de Portugal.
Ponte da Barca assinalou centenário da Batalha de La Lys com homenagem a Soldados Barquenses
Um monumento erigido em Ponte da Barca para honrar os seus naturais que morreram em combate na Primeira Guerra Mundial, foi ontem inaugurado no Largo Heróis da Grande Guerra, na passagem do centenário da batalha de La Lys (ocorrida a 09 de abril de 1918), considerada a mais sangrenta das batalhas em que soldados portugueses estiveram envolvidos. O Município de Ponte da Barca prestou assim reconhecimento público a todos os barquenses que tombaram na Primeira Grande Guerra, numa cerimónia emotiva precedida por uma missa em memória dos combatentes e com Guarda de Honra pelos militares do Regimento de Braga.
Na batalha de La Lys foram três os barquenses que perderam a vida: Domingos Cerqueira (Lavradas), João de Sousa (Grovelas) e José Maria Fernandes Júnior (Ponte da Barca), mas ao todo foram vinte e seis os barquense que tombaram na Primeira Guerra Mundial, como lembrou na ocasião o Presidente da Câmara, Augusto Marinho: “foi em defesa da nossa soberania, dos nossos valores que vinte e seis barquenses perderam a vida pelo que é nosso dever preservar e manter viva a memória histórica dos atos praticados por uma gesta de portugueses.”
Foi com este propósito que a Câmara Municipal de Ponte da Barca decidiu assinalar o Centenário da Batalha de La Lys, como forma de manter viva a valentia e bravura dos milhares de portugueses que nela participaram, mas, de forma muito particular os corajosos barquenses: “as lições humanas, morais e éticas que a Grande Guerra encerra não podem ser esquecidas, pelo que se torna um dever evocarmos e homenagearmos todos aqueles que nela estiveram envolvidos”, salientou autarca barquense.
Augusto Marinho defendeu, ainda, que evocar e homenagear estes soldados é “um ato de justiça para com o passado, é um ato de reconhecimento no presente e é, também, uma forma de prevenirmos o futuro.”
O Memorial agora inaugurado pretende simbolizar o sacrifício dos barquenses que serviram o seu País em tempo de guerra, lutando pela sua independência, pela paz e pela liberdade. Através deste Memorial é intenção do Municipal perpetuar a lembrança de avós e bisavós e o apego aos valores que nos unem, ficando assim estabelecida uma relação sentimental entre os barquenses de hoje e a memória daqueles que, na Grande Guerra, lutaram e deram a vida pela sua Pátria, assegurando que eles não serão esquecidos.
Soldados Barquenses que tombaram na Primeira Grande Guerra
Fafe evoca Centésimo Aniversário da Batalha de La Lys
Na próxima quarta-feira, Fafe assinala o Centésimo Aniversário da Batalha de La Lys, com uma missa de sufrágio, a partir das 10h30, na Igreja Nova de S. José, seguindo-se, às 11h25, uma Cerimónia Militar de Homenagem aos Combatentes, junto ao Monumento da Grande Guerra, na Praça 25 de Abril.
A Cerimónia será presidida pelo Coronel da Cavalaria José D. A. Graça Ralambas, comandante do Regimento de Cavalaria Nº6.
Esta é uma comemoração promovida pelo Núcleo de Braga da Liga dos Combatentes, com o apoio do Município de Fafe.
Município de Esposende homenageia combatentes da 1.ª Grande Guerra
No âmbito do programa evocativo do Centenário da 1.ª Grande Guerra (1914-1918), promovido pelo Município de Esposende, realizar-se-á uma missa na Igreja Matriz de Esposende e visitas aos cemitérios onde repousam os restos mortais de ex-combatentes esposendenses. As comemorações iniciaram-se há quatro anos e compreenderam diversas iniciativas culturais que muito contribuíram para elucidar a população sobre o impacto da 1.ª Grande Guerra no concelho.
Assim, na segunda feira, dia 9 de abril, pelas 16h30, celebra-se uma missa, na Igreja Matriz de Esposende, em memória dos 197 combatentes esposendenses e dos 15 que perderam a vida na 1.ª Grande Guerra.
Na ocasião, serão evocados os nomes dos combatentes. A, a saber: António Joaquim D’Aldeia (Curvos); Francisco Gonçalves Enes (Marinhas); Francisco Fernandes Meira (Palmeira); José Alves da Lage (Gandra); Manuel Machado da Costa (Fão); Manuel Narcizo Arezes (Antas); Manuel Dias Gomes (Forjães); Porfírio Fernandes Pereira (Gemeses); Manuel Gonçalves Bedulho (Belinho); José da Silva Brás (Mar); Álvaro José Fernandes (Esposende); António Laranjeira Amaro (Antas); Joaquim Carlos Martins (Fão); Manuel Afonso Sampaio (Antas); Domingos Gonçalves Pires (Belinho).
Às 17h45, realiza-se uma visita ao Talhão dos Combatentes, no Cemitério de Marinhas, onde estão sepultados 37 combatentes e, às 18h15, os participantes visitam o Talhão dos Combatentes, no Cemitério de Fão, onde estão sepultados 19 soldados.
Em ambos serão colocadas coroas de flores, cerimónias que serão complementadas com o toque do silêncio, pelo cornetim da Banda de Antas. Na ocasião, o Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Arq.to Benjamim Pereira, proferirá algumas palavras alusivas à efeméride. Para o efeito, será disponibilizado um autocarro que transportará os participantes que queiram associar-se a esta homenagem.
Simultaneamente, o Presidente da Comissão das Comemorações do Centenário da 1.ª Grande Guerra, para Esposende, Manuel Albino Penteado Neiva, irá depor uma coroa de flores e uma placa evocativa, no cemitério de Richebourg, em França, junto dos túmulos dos combatentes aí sepultados.
O programa evocativo do Centenário da 1.ª Grande Guerra (1914-1918) arrancou em 15 de setembro de 2014 e compreendeu, entre diversas iniciativas, a conferência «Esposende e a 1.ª Grande Guerra: Os homens e os acontecimentos», as exposições «Novas da Guerra, Autores e Narrativas» e «Esposende nas trincheiras da 1ª Grande Guerra», Percursos Evocativos da participação de esposendenses na 1.ª Grande Guerra de Esposende, visitas pedagógicas da comunidade educativa à Escola de Serviços do Exército da Póvoa de Varzim, uma visita ao Museu Militar do Porto e o lançamento do livro “Soldados com Rosto”, da autoria de Albino Penteado Neiva.
Na próxima segunda-feira, dia 9, pelas 15h00, na Praça 9 de Abril
A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão convida os órgãos de comunicação social para as comemorações do centenário da Batalha de La Lys, que decorrerão na próxima segunda-feira, dia 9, a partir das 15h00, na Praça 9 de Abril (junto à Igreja Matriz Antiga).
Cem anos passados, a autarquia vai homenagear os mais de quinhentos soldados, cabos, sargentos e oficiais famalicenses que participaram neste combate, que decorreu a 9 de abril de 1918, durante a Primeira Guerra Mundial, e que é considerado um dos maiores desastres militares da história de Portugal.
Em Famalicão, as comemorações da próxima segunda-feira ficarão marcadas pelo descerramento de uma lápide comemorativa no monumento “Aos Mortos da Grande Guerra”, localizado na Praça 9 de Abril, seguindo depois para o Museu Bernardino Machado, onde será inaugurada a exposição “A I Grande Guerra e a sua repercussão em Vila Nova de Famalicão” e apresentado o “Dicionário dos expedicionários famalicenses (1914-1918)”, obra que desvenda os nomes dos famalicenses que combateram em La Lys e que responde a perguntas como: “O que lhes aconteceu?” “Quem foi feito prisioneiro?” “Onde?” “Quem sobreviveu?” “Quem morreu?”.
PROGRAMA
14H30 – Missa
Local: Igreja Matriz Antiga
15h00 - Descerramento de uma lápide comemorativa no Monumento “Aos Mortos da Grande Guerra”
Local: Praça 9 de Abril
15h05 Dois minutos de silêncio em memória dos expedicionários famalicenses
Local: Praça 9 de Abril
15h10 Deposição de uma coroa de flores no Monumento “Aos Mortos da Grande Guerra”
Local: Praça 9 de Abril
15h30 Inauguração da exposição “A I Grande Guerra e a sua Repercussão em V. N. de Famalicão”
Local: Museu Bernardino Machado
16h15 Apresentação e lançamento da obra “Dicionário dos Expedicionários Famalicenses (1914-1918)”
Comemorações estão agendadas para o dia 9 de abril e terão como ponto alto a inauguração de uma exposição
A 9 de abril de 1918, mais de um milhar de portugueses perdeu a vida naquela que ficou conhecida como a Batalha de La Lys, durante a Primeira Guerra Mundial.
Cem anos passados, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai homenagear os mais de quinhentos soldados, cabos, sargentos e oficiais famalicenses que participaram neste combate, considerado um dos maiores desastres militares da história de Portugal.
As comemorações decorrerão no dia 9 de abril e terão como ponto alto a inauguração da exposição “A I Grande Guerra e a sua repercussão em Vila Nova de Famalicão”, para a qual a autarquia famalicense espera contar com a colaboração de familiares e amigos dos expedicionários naturais do concelho, desafiando-os a ceder, a título de empréstimo, fotografias, cartas, uniformes, entre outros objetos pessoais dos ex-combatentes para que venham a integrar a mostra.
Os objetos deverão ser entregues até dia 23 de março, no Museu Bernardino Machado, local que acolherá a exposição. Entretanto, a Câmara Municipal já disponibilizou para consulta online, em www.vilanovadefamalicao.org, o nome dos mais de 500 expedicionáriosfamalicenses que combateram na Batalha de La Lys.
Importa ainda referir que para o dia 9 de abril está também agendada uma Guarda de Honra com militares do regimento de Braga, na Praça 9 de Abril, espaço central da cidade que conta com um monumento de homenagem aos mortos na I Grande Guerra Mundial. Segue-se depois a celebração de uma missa em honra dos ex-combatentes, na Antiga Igreja Matriz.
Recorde-se que Portugal entrou na Primeira Guerra Mundial em março de 1916 e sofreu uma das maiores derrotas militares de sempre na Batalha de La Lys, considerada como “a Alcácer Quibir do século XX”.
De todo o concelho de Vila Verde sairam perto de quatro centenas de jovens chamados a participar na Primeira Grande Guerra, na Flandres ou nos antigos territórios ultramarinos portugueses. Nem todos regressaram, sendo que alguns repousam para a eternidade nos cemitérios de França e outras paragens longínquas. A sua sorte foi o sofrimento de numerosas famílias, a angústia de toda uma comunidade, a dor sentida pela terra que os viu nascer e partir para, nalguns casos, não mais voltarem, apesar da esperança sempre presente que lhe dá cor ao nome – Vila Verde!
“Vilaverdenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918)” é uma obra que realça o aspecto humano, mais do que propriamente descrever estratégias militares ou cálculos políticos que presidiram às decisões que levaram ao envolvimento do nosso país num conflito entre as várias potências imperialistas. É o retrato das dificuldades pelas quais passou o concelho de Vila Verde e as suas gentes, incluindo aqueles que viram os seus filhos arrancados à lavoura e à pacatez dos seus lares para irem matar – ou morrer! – em longínquas paragens.
Como refere o Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Dr. Antóio Vilela na apresentação da obra, “A evocação e a perpetuação da coragem e da bravura dos militares portugueses que participaram na Primeira Grande Guerra reveste-se da maior importância e é m muito relevante sinal de que somos um povo com memória”.
Por seu turno, também o eurodeputado Dr. José Manuel Fernandes, na cerimónia de apresentação, recordou que “na primeira grande guerra foram mobilizados 395 vilaverdenses, dos quais 61 perderam a vida e 79 foram aprisionados pelos alemães e internados em diferentes campos de concentração onde foram maltratados e passaram fome”. E concluiu dizendo: “Há sonhos desfeitos, filhos que não conheceram o pai, esposas que já não contavam com os maridos, mazelas físicas e psíquicas que nunca passaram”.
O historiador Manuel Albino Penteado Neiva, nasceu em Vila Chã, concelho de Esposende, em 30 de Novembro de 1956. Fez o Ensino Primário em Vila Chã e S. Paio de Antas, tendo prosseguido estudos na Cidade de Viana do Castelo - Colégio do Minho. No Ano Letivo 1974/75 entra na Universidade do Porto, Faculdade de Letras, obtendo em 1979 o Curso de História. A partir daí ingressa, como Professor, nos Ensinos Preparatório e Secundário, lecionando a disciplina de História.
Em 1982, foi convidado pela Câmara Municipal de Esposende a presidir à Comissão Instaladora da Casa da Cultura de Esposende cuja atividade deu origem à criação da Biblioteca Municipal de Esposende, Serviços de Arqueologia e Museu Municipal.
Em 1983, foi nomeado Bibliotecário da Câmara Municipal de Barcelos, ocupando este cargo até 1984, ano em que assumiu o lugar de Bibliotecário na Câmara Municipal de Esposende, onde iniciou a criação do serviço de Biblioteca Pública.
Ainda em 1983, concorreu à Pós-Graduação em Ciências Documentais para a Universidade de Coimbra, tendo concluído esta especialização no Ano Letivo 1984/85.
Participou em vários Colóquios, Conferências e Seminários, onde apresentou trabalhos de investigação, tendo publicado até à data mais de cinquenta estudos, no âmbito da Etnografia, Arqueologia e História Local. Coordenou a Barcellos-Revista e foi fundador e Diretor do Boletim Cultural de Esposende.
Desde 1989 ocupou as funções de Vereador da Câmara Municipal de Esposende. Foi candidato a Deputado à Assembleia da República e Deputado Municipal na Assembleia Municipal de Esposende. Pertenceu ao Executivo da Região de Turismo do Alto Minho. É atualmente Vice-presidente da Comunidade Intermunicipal do Cávado (CIM Cávado).
Colabora em Páginas Especiais de “O Comércio do Porto” e “Diário do Minho” assim como em outros órgãos de comunicação de âmbito regional e mesmo nacional.
É Professor na UAE – Universidade Autodidacta de Esposende, Membro da Sociedade Portuguesa de Estudos do Século XVIII, Sócio da Associação “Amigos dos Castelos “ e Fundador, em Esposende, do Lions Clube. Foi sócio fundador do GEAP - Grupo de Estudos Arqueológicos do Porto.
O vice-presidente da Câmara Municipal de Amares, Isidro Araújo, e o autor do livro “Amarenses na 1.ª Grande Guerra (1914-1918)", publicado pelo Município de Amares no âmbito das Comemorações do Centenário da Primeira Guerra Mundial, Manuel Penteado Neiva, inauguraram, no passado sábado, a exposição "AMARES NA 1.ª GRANDE GUERRA". A data de abertura (22 de abril) coincidiu, simbolicamente, com o dia de embarque dos combatentes de Amares rumo a Flandres, frente europeia, na época.
Patente até ao dia 8 de maio na Galeria de Artes e Ofícios de Amares, na Praça do Comércio, em Ferreiros, a exposição retrata, através de 14 painéis, a história desses amarenses que combateram defendendo as cores da bandeira portuguesa e do concelho,o ambiente social, económico e político à época, individualizando alguns filhos da terra que tiveram mais destaque.
Materiais de uso corrente, como máscaras e cantis, correspondência particular e condecorações são alguns dos elementos que podem ser vistos também nesta exposição e que pode ser visitada no horário de funcionamento da Galeria de Artes e Ofícios: às segundas, entre as 14h00 e as 18h00; às terças, quartas, quintas e sextas, entre as 9h00 e as 12h00, da parte da manhã, e as 14h00 e as 18h00, da parte da tarde e aos sábados entre as 10h00 e as 13h00.
Conferência e inauguração da exposição AMARES NA 1.ª GRANDE GUERRA.
Com a presença do Dr. Manuel Albino Penteado Neiva, autor do livro “Amarenses na 1.ª Grande Guerra (1914-1918), publicado pelo Município de Amares no âmbito das Comemorações do Centenário da Primeira Guerra Mundial.